Loving London

18 mai

Londres em Família! :)

… Dreams come true!!! ;)

Paris em Família!!

17 mai

Olá, queridos!

Desculpe a ausência, mas a causa é justa :)

Estamos passeando. Em breve estarei de volta com dicas quentinhas, saindo da mala (de bolinha e tudo kkkk)! ;)

Gare du Nord, Paris… A caminho de Londres.

Queijos & Licores – Delícias de CURAÇAO

1 mai

Para quem sempre espera que uma frase que comece com “queijos” termine com “vinhos”, Curaçao pode oferecer uma nova perspectiva! Nova e deliciosa, já que os queijos holandeses que povoam a ilha casam perfeitamente com o genuíno licor de Curaçao.

E o genuíno licor de Curaçao, por sua vez, é a marca registrada da pequena ilha. Segundo a Senior  & Co, que se autodenomina fábrica “genuína” do licor “genuíno” de Curaçao, muita gente pelo mundo se interessou pela ilha após experimentar o seu licor.

Nós, no caminho inverso, nos interessamos pelo licor após visitar a ilha e perceber por todo canto uma menção à bebida. “Vá lá! Vamos experimentar esse negócio”. Um golinho e pronto! Já estava toda serelepe querendo esvaziar – moderadamente, claro –  a garrafa. Para quem gosta de bebida suave e docinha, que desce saborosa e macia… Eis a bebida ideal.

E então, um belo dia, num final de tarde, em nossas andanças pelo centrinho histórico de Willemstad, demos de cara com uma esquina despretensiosa onde uma placa oferecia… Ah-ah… Queijos, licores e chocolates:

Entramos e nos deparamos com uma loja pequena, mas com uma variedade tentadora de itens calóricos para presente, entre eles, o genuíno queijo holandês e o famoso licor de Curaçao.

As garrafas menores, de 375ml, custavam 10 dólares e os queijos menores, 16 dólares. A mistura do queijo com licor ficou, surpreendentemente, divina.

Tanto pelo atendimento como pela agradável localização, bem na esquina da Gomezplein (onde, plein = praça), acabou se tornando nossa loja preferida de licores e queijos.

Gomezplein - Punda - Curaçao

A lojinha não tem nome. Para quem não conhece, “Corona Extra”, que aparece no toldo, é apenas publicidade dessa marca de cerveja mexicana que também é vendida na loja. Mas localizá-la é fácil. Em Punda, saindo da ponte móvel Queen Emma, siga em frente na Breedestraat (onde, straat = rua) e a Gomezplein (onde, plein = praça) irá surgir três quarteirões depois da ponte, à esquerda (confira no mapa):

A lojinha de queijos e licores fica na outra ponta da praça, esquina com a Hanchi Snoa:

A Hanchi Snoa, por sua vez, é a rua da antiga Sinagoga de Curaçao, a mais antiga das Américas em funcionamento, que também trataremos em outro post.

Hanchi Snoa - Punda - Curaçao

DICAS IMPORTANTES:

- O CURAÇAO LIQUOR, da Leánez & Cia, é o da garrafinha em cone . Tanto o licor, como a versão Ponche Caribe são deliciosos.

- O famoso Licor CURACAO of CURACAO, da Senior & Co.  é o da garrafa redonda com a superfície que imita a casca de uma laranja. Isto porque, este, que se denomina o genuíno licor de Curaçao, é produzido à base de “Laraha”, a dourada laranja nativa da ilha (adoramos o de café!).

- A Fábrica da Senior & Co é aberta para visitação e é  um dos pontos turísticos mais procurados de Curaçao. Neste ponto, #ficaadica: deixe para comprar os licores da Senior na própria fábrica, pois os preços chegam a ser 50% mais baratos que em Punda ou Otrobanda. Em outro post falaremos da visita à fábrica.

Pelas ruas do Tango, nos passos de Gardel: um passeio pelo ABASTO. BUENOS AIRES

22 abr

Que Gardel é o  centro gravitacional do Tango na Argentina, isso, de tão público e notório, dá até a impressão de que já nascemos sabendo (você, por exemplo, lembra quando e como tomou posse dessa informação? rs). Mas que o Abasto é bairro de corpo, alma e coração do ilustre cantor e compositor, essa, embora pertinente, talvez não seja uma informação tão difundida.

Ali, Gardel viveu, desde sua chegada da França, sua terra natal, aos dois anos de idade, e cresceu, brincando pelas ruas e, mais tarde, cantando e compondo pelos bares locais, o que lhe rendeu o título de “El Morocho del Abasto” (o moreno do Abasto… Pesquei tudo nas placas turísticas espalhadas pelo bairro… ehehe).

As ruas do bairro, por sua vez, tranquilas e compassadas (literalmente), são um convite para qualquer um que queira fugir do roteiro básico turístico, lançando-se nas entrelinhas porteñas, nos seus cantinhos curiosos, de pouca projeção, mas cheios de revelações valiosas.

O fileteado está por todos os lados e casas e comércios enchem de cores as ruas do bairro com suas paredes cuidadosamente decoradas, resultado do Projeto “Cultura Abasto”, que promoveu, de forma eficaz, a revitalização da área, há decádas abandonada e decadente.

O Tango e a figura de Carlos Gardel foram o centro temático da revitalização e isto explica as inúmeras referências artísticas a ambos. Fachadas coloridas, cobertas por colcheias e semicolcheias (tipos de notas musicais) passeando sorrateiras pelas claves de sol e de ré… Assim se estruturam as partituras de tangos famosos que hoje compõem com requinte a nova imagem do Abasto.

Fora isso, as ruas tranquilas e arborizadas são um convite a uma caminhada atenta…

Desvendando o cotidiano simpático dos moradores locais:

O cachorrinho do brechó da Rua Lavalle foi nosso personagem preferido, correndo pra lá e pra cá, com seu pedaço de papelão na boca, bem humorado e cheio de energia, uma figura!

Mas em um bairro onde o tema central é Carlos Gardel, parada obrigatória, com certeza, no MUSEU CASA CARLOS GARDEL. Um pequeno, simples, mas convidativo museu, que funciona na última casa onde Gardel viveu em Buenos Aires, na companhia de sua mãe, Dona Berta. Número 735 da agradável Rua Jean Jaures.

A entrada é paga (baratinha, mas paga), gratuita apenas às quartas-feiras, mas no dia em que fizemos a visita, uma quinta-feira, 29/12/2011, por alguma razão, que ninguém no Museu soube explicar, estava sendo gratuita também. Quem recebe o milagre, não vai ficar questionando o Santo, não é não? Entramos de graça e pronto! rs rs.

O museu, como disse inicialmente, uma gracinha! Uma casa simples, estreita – estilo “chorizo” (pesquei da placa… ah-ah) – conserva objetos pessoais de Gardel e de Dona Berta:

Fotos, discos, instrumentos musicais, utensílios domésticos preservados e cuidadosamente expostos, tal qual na época em que ali viviam, simplesmente Berta e Carlitos:

Diferente do que acontece no Museu Evita, que funciona também na casa onde esta figura ilustre viveu, em Palermo, o pequeno Museu da Casa de Gardel ainda guarda o aconchego de casa de família, com cômodos pequenos de  janelas generosas e plantas espalhadas na pequena área do imóvel, com jeitinho de casa de vó. Vale a visita!

A duas quadras do Museu, está a Pasaje Carlos Gardel, um curto calçadão localizado entre as Ruas Anchorena e Jean Jaures. Nela você vai encontrar o requisitado Monumento a Carlos Gardel, bem em frente à, também requisitada, ESQUINA CARLOS GARDEL, onde hoje funciona – segundo informações de terceiros de bom gosto –  uma das casas de Tango mais charmosas de Buenos Aires.

Vale dizer que, onde hoje  funciona  esta elegante Casa de Tango, já funcionou, no final do século XIX e início do século XX, El Chanta Cuatro, um restaurante despretensioso, onde Gardel e seus amigos costumavam virar as noites, bebendo, cantando e jogando bocha.

E para encerrar o passeio pelo Abasto, uma parada estratégica para compras, um café ou só um bate-perna mesmo no imponente Shopping Abasto, na Avenida Corrientes, esquina com Anchorena. Hoje, um grande comercial povoado pelas lojas de peso que encantam os mais consumistas:

Para os mais culturais, também fica valendo a visita, já que o Shopping em questão funciona no magnífico prédio art decó do início do século XX, onde funcionou, até a década de 80, o Mercado Popular do Abasto. Contrastando com o requinte dos corredores atuais, naquela época, amontoavam-se ali bancas de frutas e legumes.

Mercado de Abasto - início do século XX - imagem disponível em latidobuenosaires.com

E algumas peculiaridades da capital argentina você só encontrará  no Abasto. É o caso de distintas figuras de roupas escuras e chapéus cruzando, vez por outra, as ruas do Bairro. Membros da Comunidade Judaica, ironicamente, a maior da América Latina, (levando em consideração que Perón era… Digamos… Simpatizante de Hitler).

Formalmente, informa-se que é no Once (bairro sinistro, muvucado e pouco indicado), vizinho do Abasto, que se concentram os judeus. Mas foi no Abasto que vimos com frequência senhores judeus passando, em atitude cotidiana, de um lado para o outro (até porque, no Once, é impossível conseguir perceber alguma coisa em meio aquele tumulto avassalador e sufocante). Prova disso é o Mc Donald’s KOSHER que funciona dentro do Shopping Abasto, único no mundo fora de Israel.

Imagem disponível em theblog.brandvital.com

Só para você não ficar com a cara rodando (já que, diferente de Gardel, a gente não nasce sabendo o que é KOSHER… kkk), comida KOSHER é a denominação dada a alimentos preparados rigorosamente de acordo com doutrina religiosa seguida pelos judeus, que vai desde a escolha e abate do animal até o preparo dos alimentos (Exemplo: só é permitido o consumo de carne de animais que ruminam e as aves consumidas não podem ser predadoras de outros animais… Tome essa, Glória Maria… Miss Check-in também é cultura! kkkkk).

CURIOSIDADES:

- Abasto, na verdade, é parte de um bairro, oficialmente conhecido como Balvanera, do qual também faz parte o barulhento e caótico Once, vizinho ao Abasto.

- O nome Abasto veio do mercado que ali se instalou, com a denominação de Mercado do Abasto Proveedor de Buenos Aires.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

- Para quem quer economizar, a melhor forma de chegar ao Abasto é de metrô, descendo na estação Carlos Gardel – linha B, que dá de cara com o Shopping Abasto, na Av. Corrientes. De táxi, a corrida do Abasto até o Obelisco, na Av. 9 de Julho, custou 20 pesos.

- Muse0 Casa Carlos Gardel fica localizado na Rua Jean Jaures, nº 735, no trecho entre as Ruas Zelaya e Tucumán. Funciona de segunda a sexta, das 11h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h. Terça-feira – Fechado. Quarta-feira – entrada gratuita. Mais informações no site http://www.museocasacarlosgardel.buenosaires.gob.ar/

- O Shopping Abasto funciona de segunda a domingo, das 10h às 22h, com horário diferenciado para a Praça de Alimentação – para mais informações, clique aqui. Alguns atrativos do Shopping: Museo de los Niños; Casa de Câmbio; Starbucks e Mc Donald’s Kosher. Site: http://www.abasto-shopping.com.ar

- Informações detalhadas sobre a Esquina Carlos Gardel no site http://www.esquinacarlosgardel.com.ar (com versão em português).

-  As principais atrações do Bairro ficam bem próximas umas das outras e é possível visitar a região de forma satisfatória em uma manhã. Confira no mapa (onde A = Quarteirão do Shopping Abasto):

- Todas as informações constantes neste post, inclusive valores e horários, são relativas a Dezembro de 2011. Verique possíveis alterações nos sites indicados.  ;)

BACALHOEIRO – PORTO.PORTUGAL

6 abr

Há um ano, lá estávamos nós, em plena sexta-feira da Paixão, comendo bacalhau do Porto… Ah-ah… No Porto. Na verdade, em Vila Nova de Gaia, vizinha a Porto, do outro lado do Rio Douro.

Gaia e Porto - Vista da Ponte Luiz I

Naquele dia, chegamos em Porto após as 19:00h. Chovia torrencialmente e sequer foi possível avistar o Douro quando o trem atravessou de Gaia (margem sul) para Porto (margem norte), cortando uma das inúmeras pontes que ligam as duas cidades.

Para aqueles que viam Porto pela primeira vez (meus pais e minha irmã), talvez a primeira impressão tenha sido a pior possível. Tudo a nossa volta era cinza, nublado e encharcado.  Mas eu, insistente como sempre,  queria oferecer a eles o melhor de Porto, com ou sem chuva.

 Antes de descer do táxi, pedi ao taxista que nos indicasse o melhor bacalhau da cidade e ele, sem hesitar, nos apresentou  “O Bacalhoeiro”, um restaurante à beira do Douro, em Gaia. Tão logo nos acomodamos no hotel, seguimos para Gaia, de táxi, em busca do melhor bacalhau portuense. 6,85 Euros depois, na bandeira 3 (bandeira para ir de uma cidade a outra), o táxi nos deixou na porta do restaurante.

Um prédio centenário  de traços simplórios, “mirando” o Douro e Porto. Passaria despercebidos por nós, não fosse a indicação convicta do taxista. Ao cruzar a estreita porta de entrada, nada de estilo clássico. Tudo muito moderno, em cores fortes e joviais.

A simpática garçonete nos acomodou em uma mesa no primeiro andar, em um salão agradável, decorado com imagens da pesca do bacalhau:

De cara, a básica entrada portuguesa no já conhecido esquema “pegue-pague”. Ela chega sem você pedir e você só paga o que come:

No rodapé do cardápio há a indicação dos valores (clique na imagem para ampliar):

Nos permitimos também uma porção de PATANISCAS, algo tipo bolinhos de bacalhau à moda portuguesa. Simples e saborosos:

Pataniscas - unidade - 1 Euro.

E aí, o grande esperado da noite, o bom e velho e precioso… Bacalhau do Porto:

Bacalhau Cremoso - 9 Euros (porção pequena).

Já havia lido sobre o Bacalhau com Natas (cremoso, no caso), mas, para não correr o risco de perder algo imperdível,  fomos  também no “bacalhau com crosta de pão de milho”, por nossa conta e risco:

Bacalhau com crosta de pão de milho - 12 Euros (porção pequena).

Resumo do Fado… :) … De fato, estávamos diante de um bacalhau divino, macio, fresco, de sabor, olha só, suave e essa crosta de pão de milho, crocante e encorpada, para nós, perfeita!

Mas, no embalo do bacalhau, do cansaço da viagem e do “pause” que dá na mente após cinco dias incansáveis de bate-perna, acabamos nos passando totalmente e cometemos o pecado de não pedir uma tacinha sequer de vinho do Porto.

Aaaaah! Sei que a falta foi grande e “a regra é clara”, mas, para nosso consolo, ainda tínhamos “Porto” inteira pela frente no dia seguinte e litros e litros de vinho, pelo preço de uma taça, à nossa disposição. Perdoável! A conta, SEM vinho, com dois tipos de bacalhau, entradas e refrigerantes ficou em moderados 42 Euros. De quebra, no retorno, ainda podemos admirar a bela vista de Gaia toda iluminada, rivalizando com a vizinha, igualmente encantadora, na outra margem do rio:

INFORMAÇÕES BÁSICAS:

- O Bacalhoeiro fica na Av. Diogo Leite, nº 74, Vila Nova de Gaia. De cara com o Douro, logo depois da Cave da Sandeman:

- Mais informações, no site do restaurante: http://www.bacalhoeiro.com.pt

- O táxi, tanto na ida como na volta, não ultrapassou 7 Euros, levando em consideração que nosso hotel ficava próximo à Rotunda (rótula) da Boavista, numa localização mais afastada da região do Douro.

CHEGARAM! #Meus8Guias LONELY PLANET

6 abr

Que os guias Lonely Planet  são a bússola de qualquer viajante antenado, isso eu já sabia. Que, para melhorar a situação, eles estariam desembarcando no Brasil com guias quentinhos, saindo do forno, em Português, isso eu também já estava sabendo. Agora que eu teria na minha estante, de uma só vez, os 08 guias Lonely Planet em PT.BR… Aaaah! Por essa eu não esperava:

Um belo dia, estava eu de bobeira pelo Twitter, quando vejo o antenadíssimo Maurício, do Trilhas e Aventuras, lançar o concurso. Um comentário, alguns cliques e pronto… Você já estaria concorrendo ao grande prêmio: oito guias Lonely Planet + brindes. Como tentar não custa, fui, né? Certa de que sorteio nunca foi minha praia. Nunca ganhei nada, nem bingo de festinha natalina, mas tentei assim mesmo, com fé na hashtag #QueroMeus8Guias! rs rs

Eis que, algum tempo depois… O resultado… E mais… O ganhador… EU!… Eu mesma e Irene! kkk Imaginaram minha felicidade? Fiquei igual criança com a cartinha sorteada no Show da Xuxa! Até porque não era apenas ganhar o sorteio, mas ganhar #Meus8Guias, ora pois! OITO guias de viagem para uma pessoa que A-M-A guias de viagem. Vamos combinar… Deus foi muito justo! kkkkkk

Não bastasse isso, de quebra, incluído no kit, estava, digamos, um casal de capinhas para passaporte para um casal de viajantes… Uma minha e outra do Hélio, claro! Sobretudo para o Hélio, cujo o passaporte já está todo amassado e esfolado e destroçado…  Um consolo para o bichinho! Agora terá uma capinha para se proteger de todo mal.

Por fim, só para fechar com chave de ouro 18  o meu presente, entre os guias, nada menos que o Guia Lonely Planet completíssimo de Paris. Esse já está de mala pronta e seguirá em maio, na condição de melhor amigo, para nossa tão esperada viagem em família à Cidade Luz!

Valeu Trilhas e Aventuras e Lonely Planet!

#AmeiMeus8Guias

Para você que ainda não tem os seus, saiba mais seguindo a LonelyPlanet no Twitter e Facebook

E para não desantenar do mundo das viagens, não deixe de acompanhar o Trilhas e Aventuras.

PIAÇABUÇU – ALAGOAS

1 abr

Acredite! Piaçabuçu, na margem alagoana do Rio São Francisco, não estava  de forma alguma nos nossos planos. Até porque não tínhamos plano. Simplesmente acordamos na terça de carnaval e decidimos de supetão ir para o Delta do São Francisco. Naquele momento, só sabíamos que teríamos que ir até Brejo Grande, mas sequer sabíamos como chegar lá. (Agora já sabemos… ehehe… Confira o “fotoguia”)

Partindo do cais de Brejo Grande rumo ao Delta.

Chegar não foi difícil e, já em Brejo Grande, achar um barco para o Delta também foi tarefa fácil. Ir e voltar do Delta passeando pelo Rio São Francisco, nem precisa dizer, fácil demais! Difícil mesmo foi segurar as reclamações insistentes de duas barriguinhas famintas após algumas horas de viagem sem nada para comer ou beber. Nesse ponto, entra PIAÇABUÇU.

No horário que chegamos ao Delta, após as 15h, já não havia nenhuma barraca vendendo guloseimas. Também não havíamos levado nada para petiscar (nem fazíamos ideia de que seria necessário). Diante disso, quando nosso barqueiro, Agenor, morador de Piaçabuçu, nos perguntou se gostaríamos de almoçar na cidade dele… A resposta em coro… Siiiiiiiiim! E lá fomos nós, rumo a Alagoas.

O Agenor garantiu que nos apresentaria um bom restaurante para matarmos a fome.  Tome “tróóóó” mais “tróóóó”  pelas águas do rio e aos poucos Piaçabuçu vai surgindo, serena e simpática, às margens do Velho Chico.

Já estávamos encantados com tudo. A cidadezinha do século XVII com seu mercado de longa data à beira do rio:

A igrejinha cujas torres se mostram por trás das casinhas humildes que beiram as águas:

E a estreita relação da população com rio. Tudo gira em torno dele e, diferente do acontece em Brejo Grande, na margem sergipana, em Piaçabuçu o rio faz parte da vida das pessoas.

Uma vez ancorados, o Agenor nos levou até a Pousada e Restaurante Santiago, pra variar, à beira, mas à beira mesmo, do rio.

A vista e a brisa já estavam valendo a visita, mas o Agenor garantiu que a comida era boa. Escolhemos nossa mesa, pertinho do rio, claro, e logo fomos  apresentados ao cardápio:

Eu, não vou mentir, já esperava mesmo que a comida agradasse, pois já conheço bem essa história de interiorzinho… Comida simples com tempero marcante. Dito e certo, pedimos um camarão no coco que, vou te contar, gostosinho demais:

Camarão no coco - porção para 2 pessoas - R$48,00.

O camarão, macio e maciço, com tempero simples e suave… Sei lá, me conquistou!

O pirão e a farofa, um show à parte… Segundo o garçom, a farofa é pura e simplesmente de manteiga.  Juro pra vocês que não entendo como só manteiga deixa aquele negócio tão crocante, mas… Entender receita nunca foi meu forte (tá! Mas antes que você solte uma piadinha… Sim! Eu sei cozinhar, viu? rs).

Por fim, o pudim de leite… Simples também e a apresentação era até de entortar o bico, mas o primeiro pedaço já  fez o Hélio surtar em elogios:

Pudim de leite - R$ 3,00.

 E o toque final, cerejando com elegância o topo do bolo… Ah-ah… ACEITAM CARTÕES!

Só para complementar, no último final de semana (24/03/2012), quando retornamos a Piaçabuçu, repetimos a dose do camarão e acrescentamos uma Peixada de Pescada Amarela. O Hélio aprovou tanto que deu conta de tudo praticamente sozinho:

Peixada - meia porção - R$ 19,00.

Para o camarão, uma ressalva nesta segunda oportunidade, achamos a porção de camarões um pouco minguada, mas igualmente saborosa.

E, já com as barriguinhas satisfeitas, ainda caminhamos um pouquinho pela cidade, aproveitando os belos ângulos que ela oferece:

Pausa também para o “momento souvenir”, claro, garantindo o bom e velho imã de geladeira para nossa coleção. O pequeno quiosque fica a alguns passos do Restaurante Santiago.

Imãs à parte, o tapetinho de tampinhas de garrafa pet nos chamou a atenção. Criativo!

Tapete de tampinha - R$ 30,00.

Fomos embora já com o sol do fim de tarde. A imagem de Piaçabuçu, aos pouquinhos se distanciando, realmente deixou saudade. YES! WE LOVE VELHO CHICO!  rs rs.

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

- O Restaurante (e pousada) Santiago funciona para café da manhã e almoço, das 07h às 17:30h.

- Caso queira agendar seu passeio de barco com Agenor, tanto partindo de Brejo Grande, como de Piaçabuçu, o telefone para contato é o (82)3552-1634. Ele nos cobrou R$ 100,00 pelo passeio ao Delta, partindo de Brejo Grande, com parada em Piaçabuçu.

- Para saber mais detalhes sobre o passeio ao Delta do Rio São Francisco, leia também No Delta do Velho e Querido Chico. Para detalhes de como chegar até lá, confira nosso Fotoguia para o Delta.

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