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Papo.SaladeEmbarqueII – Paris

12 fev

O QUE SABER ANTES DE IR:

 – Eu sempre viajo no verão. Sempre. Não sou do frio meeesmo. Mas, independente da estação, vale a pena acompanhar a previsão do tempo pela internet pra não errar no figurino. Então indico o freemeteo , “basicão”, mas, assim, sempre uso ele antes de viajar pra qualquer lugar e dá certo. Mostra a previsão para sete dias e detalha o dia por horário. Bem bacana!!! (tem outros, mas eu gosto deste).

– Ao fechar o pacote, me ofereceram o translado Aeroporto – CDG /Hotel (não incluso Hotel/Aeroporto) por 40 EUR por pessoa. No caso, sairia por 80 EUR (eu e meu namorado). Como já havia ido a Portugal e notei que os valores cobrados nos táxis saíam mais baratos que os translados dos pacotes, preferi arriscar, não fechando o translado do pacote e pegando um táxi no aeroporto. Tive sorte! Pegamos um taxista super simpático que tentava a todo custo puxar conversa, mas em Francês, ao que, pra tudo que ele falava, apenas sorríamos e balançávamos a cabeça (aquela atitude básica de quem não está entendendo naaaada… rs rs) Nosso hotel ficava em Montmartre e o táxi ficou 50 EUR (bem mais em conta que o translado). No retorno, Hotel/Aeroporto, fechamos com um translado vendido no próprio hotel – 20 EUR por pessoa. Essa experiência já não foi tão boa. Marcamos para as 5:00h. Ele chegou apenas às 6:00h e ainda rodou por cerca de meia hora para pegar outro casal (brasileiros por sinal!). Resultado: chegamos em cima da hora para o check-in. 

– Estive na França no início de setembro, finalzinho do verão. Senti bastante a mudança de clima. Minha pele ficou super ressecada e eu acabei ficando com a  boca toda rachada, o nariz machucado e até os olhos precisaram de colírio. Então, fique atento. É sempre bom viajar ligado nessas possibilidades e estar preparado para o pior. Levar um kit básico é sempre útil. Hidratante para pele e para os lábios, alguns remédios, tipo para dor cabeça (e dor de barriga, por que não?), e band-aid (os pés sempre acabam precisando). A gente acha tudo isso uma besteirada até se deparar com a grande questão: “Adoeci! E agora??”… E agora meeeesmo… Sobretudo em um idioma estranho… Nem toda mímica é eficiente nesses casos (para aquelas situações em que o inglês hamburgônico não cola de jeito nenhum). Lembro da minha mímica patética, tipo “Imagem e Ação”, para tentar fazer a atendente compreender que eu precisava de um colírio… kkkkk.

 – Embora tenha lido guias e sites sobre Paris e sobre os costumes dos parisienses, a gente sempre é pego de surpresa por alguma coisa. Então, no meu 1º dia no meu hotel 3*, tomei meu café e saí, deixando, como de costume, tudo na mesa. No 2º dia, percebi que todos, após acabarem a refeição, levavam a bandeja até um suporte de metal no canto do salão, onde as bandejas usadas eram encaixadas. Fui lá e fiz a mesma coisa. No 3º dia, fiz a mesma coisa, mas meu namorado ( eterno companheiro de micos) largou a bandeja dele lá, na mesa. Nem prestei atenção nisso e, tão logo me levantei, ouvi uma voz, em tom autoritário, chamar: “Madame! Madame!” (madame foi f…). Quando me voltei, dei de cara com uma funcionária da cozinha do hotel que me ordenava (isso mesmo, juro que ela ordenou) com gestos que eu pegasse a bandeja deixada na mesa e levasse até o lance lá no canto do salão. Cara!! O salão estava cheio de hóspedes (na maioria ingleses e alemães) tomando café e ficou meio mico pra mim…  Mas, tipo assim, “não sou daqui, valeu????”  E no meu país ninguém leva a bandeja pra cozinha (praticamente), tampouco o funcionário do hotel dá ordem nos hóspedes… Mas… #ficaadica… Observe à sua volta e veja o comportamento das outras pessoas , é a melhor forma de saber meeeeesmo como agir.

– Na primeira noite, saímos pelas ruas do bairro onde estávamos e, na primeira loja em que entramos, o dono, um jovem indiano muito simpático, pediu ao meu namorado (no básico inglês hamburgônico) que ficasse atento com a carteira, pois era comum que turistas fossem assaltados, inclusive por indivíduos que se disfarçavam de turistas, com mapas e guias nas mãos, dentro do metrô ou nas estações. Não deu outra, no último dia, “bateram” a carteira dele e, olha, foi um pepino… Nem tanto lá, mas pelo simples fato de saber  que, ao chegar aqui, lá se vai atrás de órgão público para tirar tudo quanto é documento novamente. Então, fiquem ligados: em Paris também tem ladrão!!!! E, fala sério??? Até hoje me pergunto porque meu namorado estava caminhando na França com todos os documentos, inclusive carteira de motorista e título de eleitor  (ia votar, pelo amor de Deus???). Então, sei que principalmente os homens costumam andar com tudo na carteira. Deixa tudo no hotel ou no Brasil…  Documento de viajante é Passaporte(ah!! Esse não foi furtado, pois estava na minha bolsa).

 – Não se assuste. No metrô você vai ter a impressão de que está em Tóquio, de tanto japonês à sua volta. Pelas ruas também dá essa impressão, mas a arquitetura divina não deixa dúvidas de que você está em Paris… rs rs rs rs. Ah!! E ao contrário do que se pensa e se vê nos filmes e nas novelas da Globo, não tem aquele glamour todo não. A cidade é lotada e qualquer lugar é cheio, mas cheio, cheio de gente de tudo quanto é canto. Inclusive, até hoje não sei como gravaram aquela cena de Viver a Vida na escadaria da Sacre-Coeur. Na cena, não tinha ninguém, só o casal protagonista… Parecia um lugar tranquilo e super romântico… kkkkkkkkkkkkk… Até seria, mas, pode acreditar, eu fiquei no bairro onde fica esta igreja e, juro, devo ter ido nessa escadaria umas sete vezes, nos mais diferentes horários, e em nenhuma delas encontrei menos de 500 pessoas nas escadas. Paris é muvuca, minha gente!!! Prepara-te.  Torre Eiffel??? Ká –Ká – Ká. Fui lá simplesmente três vezes e, em todas elas, tive a impressão que Paris estava sitiada há meses e toda população da cidade foi buscar alimento e remédios na torre. A fila, sem brincadeira, era algo inacreditável, tipo 2000 pessoas (ou mais). Resultado, torre só debaixo mesmo, pq subir, só tirando um dia inteiro pra isso. Sei que se compra ingresso na internet, tal, tal, tal, mas eu não atentei pra isso e a fila para os desprevenidos (sem ingresso da net) é realmente desmotivante.                            

Obs. Importante: Como já disse, estive lá no verão, época atrativa para o turismo, sobretudo para os europeus, que sempre viajam para os países vizinhos nesta época. Talvez isso tenha contribuído bastante para a cidade estar lotada. Mas, mesmo assim, era a primeira semana de volta às aulas e ao trabalho após as férias de verão, quando, segundo boa parte dos guias que li, a cidade volta à sua rotina e os pontos turísticos costumam ficar um pouco mais tranquilos… Bem, se aquilo é mais tranquilo, não consigo cogitar o que seria agitado ou lotado… rs rs. Ah!!  A impressão que tive é que os franceses parecem não ficar muito a vontade com a querida cidade deles invadida por boa parte da população viajante do mundo. Releve!! Você também não ia gostar de sua casa cheia de visitas o ano todo.

Coleguinhas “japas” no Louvre:

“Muvucada” na Torre (Parc du Champ de Mars), com direito a baiana de acarejé (sem acarajé) e capoeira (praticamente o Mercado do Peixe de Salvador rs rs):

 – Antes de viajar, li alguns livros que têm como cenário  Paris (aquele velho papo nerd) e também assisti a filmes franceses, como Le Petit Nicolas (lindo, lindo!!) e Amelie Poulain. Isso nos aproxima da história e da cultura do lugar, além de permitir  tirar uma onda básica depois, quando algum metido a besta e tirado a ultra sofisticado perguntar com aquele ar de superior: “Já assistiu a tal filme?” e você responder: “Já sim, inclusive já me hospedei no bairro onde se passa a história!” kkkkkkk  Tirar uma ondinha de vez em quando não leva ninguém para o inferno!!!! kkkkkk  (obs.: os dois filmes citados se passam em Montmartre, local onde escolhi me hospedar após assisti-los. Filmes e livros sempre dão boas dicas!!)

Café Des Deux Moulins, onde trabalhava a personagem Amelie Poulain – Rue Lepic, 15, Montmartre:

OUTRAS INFORMAÇÕES:

http://br.franceguide.com/

http://www.conexaoparis.com.br/

Papo.SaladeEmbarqueI – Paris

12 fev

 

Fui a Paris (pela primeira vez) ano passado (2010) e, embora ela seja um destino bem óbvio, ela é e sempre será PARIS. Ela tem uma atmosfera mágica que é única. Suas ruas, desenhadas  por graciosos prédios antigos, têm um “Q” especial que só indo lá pra saber. E quem, como eu, é louco por História… Ave Maria (como se diz na minha Bahia)!!! Vai se deliciar. Ler a Dama das Camélias (Alexandre Dumas) e Os Miseráveis (Victor Hugo) e depois correr o dedo pelo mapa e encontrar as ruas citadas nestes livros, exatamente como eram quando essas histórias foram escritas…  Como diria Chicória Maria: “É muita emoção!!!”.

Mas, vamos lá!! Saindo desse papo nerd … Vamos combinar!!!! Todo mundo merece Paris!!!   Mesmo com os franceses, super hostis e indiferentes (ah! Desculpa quem teve outra experiência, mas comigo, talvez pq meu nariz e meu cabelo fiquem bem no meio do caminho entre Brasil e Mãe África, foi assim), com o metrô caro e meio esquisito (salvo algumas estações)  e com os passarinhos ladrões de cachorro-quente da Champys-Élysées… Paris é tuuudo!! E deve ser destino obrigatório pra quem coleciona (ou pretende colecionar) carimbos no passaporte.