Deixamos para o quarto dia em Paris a viagem até GIVERNY, um lindo vilarejo na Normandia, onde fica o famoso Jardim de Monet. Na verdade, o Jardim é a propriedade onde o famoso pintor Claude Monet morou de 1883 até seu falecimento, em dezembro de 1926.
Pra ser bem sincera, a primeira vez que ouvi falar deste Jardim foi na bendita (rs rs) novela Viver a Vida (da Globo). O lugar me pareceu lindo, mas, naquele contexto, não me chamou taaaanto a atenção. Por uma coincidência providencial, um mês antes de viajar, acabei, por acaso, assistindo a um breve seriado em um canal a cabo (Film&Arts),cujo nome era IMPRESSIONISTAS. Era exatamente a história da vida de Monet e de seus ilustres coleguinhas, como Renoir, Edgar Degas, Cézanne e Manet (é isso mesmo! Esse com “a” é outro – Edouard Manet). A série mostrou todo processo que levou Monet à mudança de Paris para Giverny: como alugou e mais tarde comprou a casa que seria sua morada até seus últimos dias e, mais importante, como, aos poucos, foi transformando o pântano que havia no fundo da propriedade no que seria o seu famoso jardim, de onde tirou inspiração para vários de seus quadros. Assim, dado ao fato que eu já gosto de um papinho nerd, é fácil entender que, depois de tudo isso, fiquei louca pra conhecer o lugar e decidi que iria tirar um dia para ir até lá.
PLANTÃO #ficaadica - Já havia dado a dica sobre ficar a par de filmes e livros, então fica mais essa: pra quem gosta de artes , pintura e história: IMPRESSIONISTAS no Film&Arts
COMO CHEGAR:
Acho que a maneira mais prática, mais gostosa e mais barata para se chegar até lá é de trem. Então… Fomos de trem.
Saímos do hotel por volta das 08:00h. Pegamos o metrô até a Estação Saint Lazare. Descemos nesta estação e fomos acompanhando as placas. É tudo bem sinalizado com cores, nomes, letras e números, mas como a malha metroviária de Paris é super complexa, inúmeras estações, conexões e interligações, aconselho ter sempre como companheiro o mapa do metrô que vem na capa de boa parte dos guias.
Fomos subindo até chegar à superfície, onde fica a Gare Saint Lazare, ou seja, a estação de trens Saint Lazare (pintada por Monet em 1877, no quadro La Gare Saint Lazare).
Subimos, subimos e subimos, pois esta estação de metrô é interseção de várias linhas, e chegamos no coração da estação de trem (essa foto aí abaixo). Bem à frente de quem entra fica um grande painel de embarque com destinos e horários (na foto também) e, à direita, fica uma sala envidraçada, onde ficam os guichês para comprar os bilhetes.
Para chegar a Giverny deve-se comprar um bilhete para VERNON. O itinerário é PARIS-ROUEN e, assim, já com o bilhete na mão, você fica parado na frente daquele painel de embarque, onde aparecerá o destino, nesse caso ROUEN , e a plataforma de embarque. Como bons viajantes de primeira viagem, ficamos perdidos e cheios de dúvidas. Um funcionário, bastante solícito, nos tranquilizou e disse para ficarmos aguardando em frente ao painel (onde já havia uma multidão), pois ali saberíamos com certeza quando o trem chegasse. Não deu outra, olhamos o painel, vimos a confirmação da plataforma e do horário e, na hora marcada, lá estava ele, enorme, rápido e silencioso. Aí foi só seguir o fluxo.
Compramos bilhetes apenas de ida – 12.80 EUR (Paris-Vernon). O bilhete não tem horário e, pelo o que entendi (escrito no próprio bilhete), ele tem validade de dois meses para uma única viagem, então, conclui que, dentro desse prazo, você decide o dia e a hora que irá viajar.
Dentro do trem há um pequeno painel luminoso indicando qual a próxima estação. Fique ligado para não passar a sua (Vernon). Se não me engano, há também uma indicação de voz, mas não estou tão certa disso.
Ao chegar em Vernon (detalhe: ninguém conferiu nossos bilhetes. Até hoje não entendi), atravessamos para o outro lado da estação através de uma passagem subterrânea que passa abaixo da linha de ferro. Desde aí já começam a aparecer pegadas indicando “Giverny”. Acompanhamos os “pés”, entrando na estação de trem e saindo em uma rua que dá de cara para um lugar tipo restaurante-bar (garanto que não era um café e não anotei o nome) cheio de bicicletas. Já havia pesquisado no Conexão Paris (www.conexaoparis.com.br) sobre a possibilidade de ir a Giverny de bicicleta e, então, fomos até o tal “restaurante-bar” verificar. O aluguel das duas bicicletas custou 12 EUR (o dia) e um passaporte fica com eles, sendo entregue apenas no ato da devolução da bike. Eles também entregam um mapinha improvisado, mas que ajuda. São aproximadamente 7 Km até Giverny.








adorei a sua dica, estou indo em novembro.
Oi Marcia! Giverny é um lugar muito especial. Vale a pena!
Espero que você curta ao máximo sua viagem!
Fomos também a Giverny, em maio deste ano, mas acabamos optando por seguir de ônibus até lá. Saindo da estação, há um ponto de ônibus paralelo à linha do trem, o ônibus 240, que tem horários de chegada e partida coordenados com a chegadas dos trens. A ida e a volta custam 4 euros, e chega-se lá em 15 minutos. E que lugar lindo, não? Nos sentimos nos quadros dele! E que perfume que as flores tem!
ESTOU PLANEJANDO IR ATÉ GIVERNY EM JULHO DO ANO QUE VEM, POR SER MINHAS FÉRIAS. VC ACHA QUE É UMA BOA ÉPOCA? QUE ESTAÇÃO DO ANO SERÁ LÁ NESTE MÊS?
OI Verê!
Acho uma época ótima. Lá será verão.
Acho um período bem bacana para ir. Acho que pouco interessante mesmo só no inverno (lá, de final de dezembro a março).
Abraço
olla estou em paris hoje e vi suas dicas estou indo. super valeu. grato jatir
Opa! Que bacana! Volta depois pra contar como foi
Abraço