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Basicão Turístico – CORCOVADO.Rio

10 jul

Em todos os lugares que visitamos buscamos, inicialmente, o “pacotão basicão”, ou seja, um tour pelos pontos turísticos mais óbvios de cada cidade. Por que no Rio seria diferente? Embora não fosse minha primeira vez, era a primeira vez do Hélio e, mesmo que não fosse, turista de verdade encara toda e qualquer obviedade turística, pois, via de regra, elas representam a essência da cidade.

 O que não estava nos meus planos? Que o Rio de Janeiro fosse bombar em pleno feriado de São João ( + corpus christi, vá lá). Imaginei que o fluxo fosse se concentrar no Nordeste, senhor absoluto dos festejos juninos. Errei feeeeeeio 😦

 Vamos lá! 24 de junho de 2011 (detalhe: não é feriado no Rio, diferente do que acontece no Nordeste), 15:00h: saímos de Santa Tereza e pensei: Tranquilo! Agora vamos nos deliciar com  a vista do Cristo!

Daí começa nossa via crucis junina.

COMO CHEGAR:

Para subir o Corcovado você deve ir para o Cosme Velho.

Para chegar  não rola metrô: a estação mais próxima, Largo do Machado, fica a cerca de 2 km;

– As possibilidades mais viáveis são ônibus, táxi, metrô + ônibus ou metrô + táxi.

Ao chegar no Cosme Velho, três opções te aguardam:

Opção 1 – Pegar o Trem do Corcovado na pequena estação localizada na Rua Cosme Velho ( que acredito ser a melhor opção e, ao final, a superdica para pegar o trem);

Opção 2 – Pegar uma das vans das cooperativas (em dias lotados, só vá nessa se não conseguir o trem meeesmo);

Opção 3 – Pegar um táxi (geralmente eles fecham um preço para subida e descida  e esta, certamente, é a opção mais cara).

Até aí seria tudo muito simples, se não fosse o fato do equivalente à metade da população do Rio de Janeiro querer o mesmo que eu: chegar no Cristo.

Às 15h havia uma pequena fila na estação do trem, o que me deixou eufórica. Ledo engano! A fila estava pequena porque havia bilhetes apenas para o trem das 19:00h. Pensamos em comprar para o dia seguinte, mas nos informaram que só vendiam bilhetes para o mesmo dia.

Estação do Trem do Corcovado - Cosme Velho.

Ao sair da estação, os motoristas das cooperativas das vans já começam a te abordar: “20 reais, ida e volta”. Ah, Perfeito! “Simbora”! Ao pagar, já colocam um adesivo na sua blusa e te encaminham para o carro:

 Até aí tudo bem. O que eu não sabia é que lá em cima, bem antes do topo, há duas filas: uma para comprar o bilhete de acesso  e outra para pegar as vans oficiais, as únicas que, atualmente, podem subir até a entrada para o Cristo.

Da primeira fila nos livramos. Compramos o bilhete com cambistas. O bilhete inclui a van da Bel-Tour (subida e descida) e o acesso ao Cristo. O preço oficial seria R$ 24,75. Pagamos R$ 27,00. R$ 2,25 a mais pelo luxo de não pegar uma das filas:

Da segunda fila não tem como se livrar, a não ser que você vá de trem (lembra que eu disse que era a melhor opção?). Os táxis e as vans das cooperativas sobem até determinado ponto e, a partir daí, só com as vans oficiais da Bel-Tour. Então, você é obrigado a entrar na fila para pegar a van oficial.

Tá vendo a curva lá em cima? Depois dali ainda tem mais e mais e mais fila...

E a fila? Simplesmente quilométrica. Ficamos “apenas” uma hora nela até chegar o nosso grande momento: entrar na bendita van da Bel-Tour.

Fim da fila no ponto das vans oficias que levam ao Cristo.

Depois que você entra no tão esperado transporte, tudo é  festa! Dá a impressão que agora está tudo resolvido.

Uuuuhhuuu! Aceleeeeera! (só faltou o cachorro falante do novo Jetta kkkk)

 A van te deixa no pátio ao lado da entrada de acesso para o Cristo e, a partir daí, você segue a pé, pelas escadarias:

Ah ah… Agora imagine toda aquela fila  na nossa frente distribuída em um (relativamente) pequeno espaço aos pés dos Cristo:

Perrengue pra tudo: para achar um canto para tirar uma foto; para achar um canto para conseguir apreciar a vista. Gente para todos os lados e todos pensando, certamente, o mesmo que eu: “$!@#%&*@$#”   kkkkkkkk

 Mas consegui tirar uma foto dele…  A única (e bela) razão para todo esse sofrimento:

E uma minha… Tentando aproveitar a vista… Correndo, pois ao meu lado havia um monte de gente bacana esperando para passar… (Ô… No perrengue todo mundo se ajuda!!) 

Depois de uma hora na fila e com essa multidão lá em cima, posso garantir: nem deu para apreciar direito a vista. Passamos 30 minutos tentando aproveitar alguma fresta “nas sacadas”, mas, sem êxito, decidimos ir embora, certos de que nossos problemas haviam acabado…

Ah ah… Tome mais uma fila para pegar a van da Bel-Tour, agora para descer:

Mas essa andou rápido e, na espera, ainda pudemos apreciar o início do pôr-do-sol do alto do Corcovado… Lindo!!!

Tá? E agora? A Bel-Tour te deixa no mesmo ponto onde te pega. Como fazer valer a volta na van da cooperativa? Muito simples… Depois do local onde as vans da Bel-Tour param, há um… sei lá… casarão desativado onde as vans da cooperativa pegam o pessoal que está com o adesivo (aquele amarelinho lá do início do passeio)… Ah – Ah – Ah… Só pra variar, mais uma fila e, depois de todo sufoco para subir, ainda passamos mais 50 minutos na fila para conseguir descer… Aproveitei para tirar mais uma foto do Rio anoitecendo…

Mas a partir daí, pode ter certeza, todas as minhas taxas de humor no sangue já estavam zeradas… Já não dava meeeesmo para ver graça em nada… O pior é você querer simplesmente ir embora e não conseguir. E, se “pra baixo todo santo ajuda”, nesse dia a exceção venceu a regra. Chegamos a falar com alguns taxistas, mas todos eles estavam aguardando passageiros voltarem do Cristo, não podiam sair de lá… Enfim… O fim da picada! Depois ainda tem o engarrafamento até chegar lá embaixo. Quando, às 18:30h, chegamos em terra firme, na Rua Cosme Velho, a única coisa que fomos capazes de fazer foi pegar um táxi para o hotel. Game Over.

O QUE FICOU DA EXPERIÊNCIA:

– O Cristo e a vista do Corcovado são belíssimos, mas tanto sacrifício só vale a pena se for para pagar promessa.

– Essa foi uma experiência isolada, no meio de um feriado prolongado. Durante a semana e em finais de semana menos disputados não é assim. Então, se tiver essa possibilidade, escolha os dias mais tranquilos.

– Como disse no início, o trem certamente é a melhor opção. DETALHE: Só agora, pesquisando para fazer o post, descobri que no site oficial do Trem do Corcovado existe a opção de comprar bilhetes on-line. Diz aí? Tudo isso poderia ter sido evitado apenas com alguns cliques. Ai que raaaaaaaaiva (na própria estação cheguei a perguntar, mas ninguém me informou).

BOTECO CEVADA – Copacabana.RIO

10 jul

Eu avisei que ia voltar (post Show do Paul)!! rs rs. Não deu outra. Após uma tarde carioca Da Gema na Tijuca (em 23/06/2011), seguimos para Copacabana… E eu… Já com um compromisso na cabeça: comer no CEVADA.

ENDEREÇO e COMO CHEGAR:

BOTECO CEVADA fica na Praça Serzedelo Correia, nº 27, Copacabana, esquina com a Rua Siqueira Campos.

Para chegar, vindo de metrô, é muito fácil. Basta descer na Estação Siqueira Campos e seguir pela rua de mesmo nome, sentido Av. Atlântica. Não tem errada!

Praça Serzedelo Correia - Copacabana.

 Detalhe: diferente do que aparece no mapa, a Estação Siqueira Campos dá de cara com a Rua Siqueira Campos. Para o Cevada (e Av. Atlântica), é só sair da estação e seguir em frente, direto.

Estação Siqueira Campos – saída para as Ruas Siqueira Campos e Tonelero.

Mas como queríamos passear e curtir um pouco o calçadão de Copacabana, descemos na estação Cardeal Arcoverde e seguimos até a Avenida Atlântica pela Rua Rodolfo Dantas, que leva à esquina do Copacabana Palace. Ah, gente! Mil vezes olho para este majestoso hotel e mil vezes me emociono. Acho ele lindo, gracioso, uma mistura de elegância imponente com requinte singelo dos traços suaves de sua arquitetura. “Preciôôôôso”!!

A minha humilde e despretensiosa foto...

E a foto "arrasaaaaaaaante" do site oficial do hotel! he he

Se alguém souber de alguma promoção nos sites de compras coletivas para hospedagem no “Copa”… Me avisa, tá? kkkkkk.

Mas, voltando ( à realidade de turista classe média)… Seguimos pela Avenida Atlântica, sentido Ipanema, até a Rua Siqueira Campos.

O AMBIENTE e a COMIDA:

Senti a vibração boa do Cevada desde a primeira vez, em maio (2011), quando o conheci apenas de passagem. Não estava enganada! O lugar realmente é muito bacana. O atendimento é simpático e eficiente e a comida é muito boa. 

Na verdade, petiscamos e tudo que pedimos estava uma delícia.  Pela cara de satisfação dos outros clientes e pelo salão lotado, acho que a opinião positiva não é só nossa.

Pedimos  bolinho de aipim recheado com camarão e catupiry: nota… DEZ! (igual resultado de escola de samba… kkkkk):

POR FORA - Bolinho de aipim (R$ 5,00 - unidade).

POR DENTRO - camarão com catupiry... humm.

E o Hélio pediu uma empada de palmito… DEZ também!  Sem graça na foto, mas uma delícia pessoalmente. Derretia na boca (não sofram… kkkkkk).

Empada de palmito - R$ 4,80 (unidade).

A conta, com três bolinhos, uma empada e quatro refrigerantes, ficou em R$ 33,00. Não é dos mais mais mais baratos, mas, levando em consideração que estamos em Copacabana, achei os preços bem razoáveis. O cardápio tem bastante variedade e sai pizza também… De outra vez experimento (e olha que, em se tratando de Rio de Janeiro, quando eu prometo, eu cumpro… kkkk)

De lá, já com a barriguinha bem cheia (esse bolinho de aipim enche,viu?), foi só caminhar algumas quadras até a Estação Siqueira Campos e voltar para casa (nosso hotel na Glória… rs rs)… Simples assim! 🙂

“Eu buteco, tu butecas”… Quer continuar “butecando” no Rio? Leia também Da Gema Boteco, meio que Tijuca, meio que Andaraí.

E  para ver toda a nossa trajetória calórica no Rio, visite a categoria RIO – Onde comer.