CHILE – Dezembro de 2009.
ALGARROBO é uma pequena cidade litorânea da Província de San Antonio, localizada a 90 km de Santiago, 40 km de Valparaíso e onde está situado o complexo imobiliário San Alfonso del Mar, com sua “maior piscina do mundo”. Nosso destino era San Alfonso… Algarrobo foi um bônus e uma agradável surpresa!!!
Uma vez instalados em nosso “apartamento” de praia (e piscina… rs) em San Alfonso, saímos para fazer o “reconhecimento da área”. Em uma caminhada de 15 minutos chega-se ao centro de Algarrobo.
De cara já nos impressionamos com o lugar: um litoral muuuuuito diferente daquele a que estamos acostumados. Praia no Chile é algo singular. A brisa é ultrafria e as pessoas passeiam e brincam na areia de calça e moletom, felizes da vida!!!! Nesse contexto, posso revelar que meu biquíni se tornou a peça mais obsoleta da minha bagagem…rs rs… E não era inverno… Estávamos na primeira semana de dezembro, quando todos, no Hemisfério Sul, se preparam para o verão… Lá, pelo visto, não!!!
A arquitetura das casas, a atmosfera do lugar, as tinajas espalhadas por todo canto, como peças decorativas, e o frio dolorido vindo do Pacífico tornam Algarrobo um destino diferente e cativante.
Tomamos café da manhã na Pequitas, uma pequena padaria/confeitaria na avenida principal (costeira), que, além de pães, também tem vários tipos de doces. Pedimos umas tortas folhadas com creme muito boas!!! Tudo baratinho, levando em consideração que o câmbio do peso chileno é uma loucura (na época: zero, vírgula, um monte de zeros quatro de real…rs… 0,0..04) e, por mais que você saiba que está barato, de cabeça, nunca dá para ter uma noção exata de quanto “tal valor” equivale em reais.
A cidade é pequena. Pela manhã, demos uma volta no comércio local, visitamos umas feirinhas de souvenires bem legais, comprei um monte de bugigangas e, depois, almoçamos no Restaurant Algarrobo (também na avenida principal), com boa comida, preços acessíveis e uma bela vista para o Pacífico. Pedimos um saboroso filé ao molho de champignons e empanadas, muito boas também (não tirei fotos dos pratos 😦 ).
Como havia dito no post sobre San Alfonso, chegamos lá de translado. Tínhamos a intenção de, já mais ambientados, alugarmos um carro para de lá seguirmos até nosso último destino no Chile, Santiago. Enrolando a língua de cá e de lá e fazendo um esforço enoooorme para tentar entender as solícitas informações que os chilenos locais nos passavam, o que conseguimos entender é que a locadora de veículos mais próxima ficava em San Antonio.
Pegamos um táxi lotação e fomos até San Antonio. Batendo aqui e ali na cidade, após descobrir a palavra mágica “arriendo” (aluguel), conseguimos que um taxista nos levasse até duas locadoras, mas, às 14:30h do sábado, já estavam fechadas. Ficamos rodando pela cidade e chegamos ao Shopping de uma rede famosa no Chile. Uma de suas entradas principais dava para uma linha de trem e cachorros de rua entravam e saíam do shopping super tranquilos… Muito engraçado!!! (Tirei foto apenas destes dois, mas vi uns outros três fazendo a mesma coisa… rs rs)
Comércio de mariscos e outras esquisitices:
Após nos deliciarmos com as peculiaridades de San Antonio, pegamos um ônibus de volta a Algarrobo que, de quebra, em seu trajeto, nos proporcionou um tour por pequenas cidades da costa chilena. Divertido!!
Nosso transporte… Por fora:
… Por dentro:
De volta a Algarrobo, precisei comprar luvas para enfrentar o frio. Como não tínhamos nada para comer em nosso “ap.”, fizemos uma mini feirinha de sobrevivência em uma mercearia local, onde conhecemos a deliciosa Palmera de Algarrobo, algo tipo um palmier tamanho GG, super crocante:
Final da tarde, quando retornávamos a San Alfonso, encontrei um cachorro de rua e, como sempre, puxei uma conversa rápida: “ tá com frio, mamãe??”. Ocorre que o pobre cachorro era mais carente do que eu podia imaginar e acabou rapidamente se “apaixonando” por mim… kkkkkkkkkkkkkk… Sério!!! De início achei bonitinho, mas depois ele começou a ficar agressivo e quando meu namorado tentava se aproximar, ele rosnava, furioso!!! Resultado: passou a me seguir por todos os lugares e precisamos da ajuda de comerciantes locais para despistá-lo e conseguirmos, assim, chegar ao condomínio sem sua inusitada companhia.
No dia seguinte, pegamos um táxi lotação em frente à guarita de San Alfonso e seguimos até a rodoviária da cidade, onde a Empresa Pullman oferece vários horários para Santiago. Se não me engano, há ônibus de hora em hora para a capital e a viagem dura, em média, duas horas e meia. Já falei sobre a dificuldade do entender o câmbio, mas a passagem ficou menos de R$ 20,00 por pessoa.





















