Ilha de PAQUETÁ – RIO

4 set

25/06/2011 – Às 16:00h, lá fomos nós, de barca e cuia, para PAQUETÁ. Não tinha nenhuma expectativa, até porque só decidi mesmo ir pra lá por pura afronta ao fato de não conseguir ir à Ilha Fiscal. Embora desde criança ouvisse falar da ilha e sempre que ia ao Rio ouvia alguém dizer “vamos um dia a Paquetá!” No final nunca dava certo e eu, até então, só conhecia a ilha mesmo através da narrativa açucarada de “A Moreninha” (Joaquim Manuel de Macedo).

Balsa… Barca, não sei, só sei que parece um cinema flutuante:

A vista da Baía de Guanabara, como sempre, impecável:

E, logo no início da travessia, fomos presenteados com um avião voando bem baixinho, pronto para pousar no Aeroporto  Santos Dumont… Um espetáculo à parte (já que adoro aviões!rs), sem zoom:

A graça acabou por aí. Esperava uma travessia de no máximo meia hora e, tão certa disso, sequer procurei saber o tempo exato do percurso. 17:00h e nada de chegar. O sol já começava a despencar no mar  e nada de Paquetá:

A razão da minha impaciência era exatamente saber o que faríamos por lá à noite?

17:15, uma hora e 15 minutos depois… Chegamos… Ô… Por sorte ainda sobrava um fiapo de luz do sol escapando no horizonte e deu para perceber a beleza bucólica da ilha:

Casa da Moreninha

Pronto! Todo mau humor acabou por aí e eu já estava novamente com os olhos arregalados querendo tirar foto de tudo:

Igreja Senhor Bom Jesus do Monte - 1763

O miolozinho onde fica o terminal hidroviário não é de todo atrativo a um primeiro olhar. Meio bagunçadinho, é preciso um segundo olhar, mais sereno e menos crítico, para começar a perceber a beleza peculiar do “bairro”:

Ainda meio perdidos, fomos abordados pelo Felipe, que nos ofereceu um “charretour”. Tinha de R$ 50 e R$ 70. O mais caro e mais completo deve realmente ser muito bacana, mas como já estava anoitecendo,  fechamos o de R$ 50, que após muito choro virou de R$ 40… rs rs… E detalhe, o preço é pelo passeio e não pelo número de pessoas. Seguimos com o Felipe e em pouco tempo já estávamos apaixonados por Paquetá:

 A sensação é de que a barca que vem do Rio é na verdade uma máquina do tempo… rs rs… O movimento sem pressa das pessoas, as casas simples de grandes jardins  e árvores robustas, o tráfego de charretes que se cruzam pelo caminho e os cumprimentos familiares de um lugar onde todo mundo se conhece… Deixou o Rio a pelo menos um século de distância:

Veículos automotores são proibidos na ilha, onde só dois carros têm autorização para trafegar: a ambulância e o caminhão que abastece os estabelecimentos comerciais. No mais, só bicicletas e charretes:

No nosso charretour, conhecemos o único cemitério de pássaros que se
tem notícia:

A pedra dos namorados. Nela, os solteiros podem jogar três pequenas
pedras e se uma delas não cair é sinal de que o príncipe ou princesa encantada
está a caminho… rs rs. Superstição melosinha como outras lendas que povoam a ilha. Tudo é romance! rs

Praia José Bonifácio: Pedra dos Namorados (à esquerda)/Ponte da saudade (à direita).

Praia José Bonifácio

E vimos a Ilha de Brocoió, residência oficial de veraneio do Governador do
Estado. Até o momento, não é aberta à visitação e sequer é permitido se aproximar. Há uma distância limite que deve ser observada por embarcações e banhistas:

Encerramos o passeio na Praia da Moreninha:

De lá retornamos ao ponto de partida, na Praça Pedro Bruno. No percurso, vimos ainda a casa de José Bonifácio, o “Patriarca da Independência”. Está fechada e à venda, por quase dois milhões de reais (saiba mais aqui). Espero que alguém de bom senso compre e dê ao lugar a importância histórica que ele merece:

Imagem disponível em www1.folha.uol.com.br

Voltamos na barca das 19:15h, com a certeza de que na próxima viagem ao Rio um dia será dedicado à Paquetá. Pelo pouco que vimos, não há hotéis ou restaurantes sofisticados, nem badalação típica de cidades de veraneio… Mas foi exatamente isso que nos conquistou, a serenidade inocente do lugar.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– No Rio, as barcas para Paquetá saem da Estação das Barcas na Praça XV, mais ou menos de duas em duas horas. Para retornar, há barcas saindo de Paquetá para o Rio também no intervalo de duas horas. Confira todos os horários aqui.

– A travessia custa R$ 4,50, R$ 9,00 ida e volta, e dura 1 hora e 15 minutos.

– Mais informações sobre o transporte em  http://www.barcas-sa.com.br .

– Mais informaçãos sobre Paquetá em http://www.ilhadepaqueta.com.br .

– Curioso: Paquetá, ilha situada na Baía de Guanabara, é na verdade um bairro da cidade do Rio de Janeiro, vinculada à subprefeitura do centro da cidade. Saiba mais aqui .

Imã de geladeira - R$ 7,00 (caaaro! rs)

– Para entender como Paquetá surgiu no nosso roteiro carioca, leia também Espaço Cultural da Marinha.

– Para passear pela Praça XV antes do embarque, leia Um passeio pelo Centro II – Praça XV.

– Para saber tudo que fizemos no nosso São João carioca, visite a categoria RIO. Básico.

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6 Respostas to “Ilha de PAQUETÁ – RIO”

  1. Maria Analia 06/09/2011 às 09:06 #

    Obrigada por falar de Paquetá. É um lugar mágico.
    Volte quando quiser.

    • luciano vieira 22/02/2015 às 15:40 #

      Estive em Paqueta no dia 19/02/2015 ,para comemorar 32 anos de casado . Passei por todos os lugares citados nesse texto e fiquei decepcionado . Tudo muito caro . è mais barato ir a São paulo do que andar por 45 minutos de charrete ou naquelas bicicletas elétricas transformadas em charrete . a conservação dos banheiros do parque Darke não existe . e os funcionários todos sentados pelos bancos do parque sem mover uma palha . ainda assim gostei de voltar a paqueta depois de 30 anos e rever as belezas do local e sua gente .

      • Anna Guimarães 22/02/2015 às 15:58 #

        Oi, Luciano!
        Que pena.
        Paquetá realmente não é bem um lugar turisticamente engajado.
        Acredito que para ir até lá é preciso esperar apenas por uma cidadezinha tranquila cercada por algumas belezas naturais.
        Mais que a apresentação, o que mais gosto em Paquetá é essa atmosfera de interiorzinho.
        Para o turista, fica a importância do seu relato, expondo o lado negativo desse pouco desenvolvimento.
        Obrigada pelo retorno.
        Abraço,
        Anna

  2. Cassia 08/09/2011 às 19:14 #

    Lindo post 🙂
    Achei Paquetá uma graça.

  3. caio almeida 06/02/2012 às 16:19 #

    Lindo video que mostra o verdadeiro espirito da ilha de paqueta!LINDO!

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