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ARUBA – BONAIRE – CURAÇAO – Dicas Úteis.

19 ago

abc_islands (imagem disponível em curacao-visitor.com)

As três ilhas – ARUBA, BONAIRE e CURAÇAO – compõem o Dutch Caribbean ou Caribe Holandês, visto que foram colônias holandesas. São banhadas pelo Mar do Caribe, logo acima da costa  venezuelana, e conhecidas também como o ABC (Aruba-Bonaire-Curaçao) do Caribe.

Mapa-Caribe (disponível em worldatlas.com)

Aruba é a mais estruturada para o Turismo. Curaçao, a mais estilosa e histórica, com raízes holandesas mais evidentes. Bonaire é a mais tímida das três, pitoresca em seu ritmo próprio e não menos encantadora com seu mar azul piscina e natureza intocada.

Willemstad, Curaçao – o centro histórico mais charmoso do ABC.

 – Aruba e Curaçao são países autônomos. Bonaire ainda está ligada aos Países Baixos. Para transitar por cada uma delas é exigido apenas passaporte .

– A capital de Aruba é Oranjestad. A de Curaçao, Willemstad. E a de Bonaire é Kralendijk.

TRANSPORTE

Avião – Apesar de serem muito próximas, não há transporte náutico entre elas. Para pinotar de uma para outra, só de avião. Algumas empresas locais fazem a ponte aérea entre elas, como a DAE e a Insel Air. Nós sempre voamos de DAE, nossa doidinha preferida! (falaremos dela em um post específico).

Só fique atento para as taxas de embarque de CURAÇAO, que não estão incluídas nos bilhetes aéreos, pelo menos não nos da DAE (para Aruba é cobrada taxa internacional e para Bonaire a taxa doméstica):

Taxas de Embarque de Curaçao (em Agosto de 2012)

Vindo do Brasil, a Gol tem um voo direto, semanal, para Curaçao, partindo de Brasília todo sábado. Para Aruba também há voos da Gol. Eu só encontrei o voo de retorno, Aruba – Guarulhos, partindo numa quinta-feira e com escala em Caracas.

Outra opção é voar até Caracas e, de lá, seguir pelas empresas locais (DAE ou Insel, por exemplo) até uma das ilhas. A vantagem desta opção é que para Caracas há voos diários partindo do Brasil e, nas milhas, você gasta apenas 10.000 pontos do Smiles contras os 15.000 para tirar o bilhete direto para Aruba ou Curaçao. A desvantagem é que Caracas é bem complicada e perigosa, por isso é bom ser cauteloso. Confira nossa péssima experiência em dezembro de 2011 aqui. Outra questão é que, por experiência própria, e lendo relatos de outros turistas, vale citar que as empresas locais, como a DAE e a Insel, têm o costume de mudar horários ou cancelar voos, às vezes, inclusive, sem avisar aos interessados.

Carro e Moto – Para curtir ao máximo qualquer das três ilhas, o ideal é estar motorizado. É possível alugar bicicletas, carros, motos ou ciclomotores. A escolha, basicamente, depende do seu gosto(e estilo) e do seu orçamento.  Aruba, por exemplo, tem paisagens incríveis ao leste da ilha, mas para chegar é preciso enfrentar trechos de puro e áspero off-road, por isso inclua na sua lista de opções veículos 4×4. A maioria dos visitantes alugam carro. Nós, chegados em uma aventura e com pouco dinheiro, adoramos passear de scooter 😉

Arisco trecho de acesso à Natural Pool em ARUBA.

Nós alugamos carro (em Curaçao) e três scooters (uma em cada ilha). Nos dois casos, valeu nossa carteira de habilitação nacional tipo A e B. Para o aluguel, esteja preparado para o bloqueio caução no seu cartão de crédito. No geral, o bloqueio costuma ser de 500 dólares. Trataremos das exceções em posts específicos.

A placa fofa de Curaçao no nosso Picanto alugado

Nossa motoca em Bonaire 🙂

Os postos de gasolina são no estilo self service. Você primeiro paga, aí liberam a bomba e você mesmo abastece (o que nos fez perceber que adoramos frentistas! rs)

Táxi – Os táxis, nas três ilhas, são vans e não são padronizados. Em Aruba são tabelados. Não são lá tão baratos. Prepare-se para pagar entre 30 e 35 dólares do Aeroporto a Willemstad, em Curaçao. Entre 20 e 30 dólares do Aeroporto para Oranjestad e Palm Beach, em Aruba. E,em Bonaire, do Aeroporto para Kralendijk são 10 dólares, até quatro pessoas (valores de agosto de 2012).

Ponto de taxi no Aeroporto de Bonaire.

Transporte Coletivo – Tanto em Curaçao como em Aruba há transporte coletivo, inclusive para os respectivos Aeroportos. Nas duas ilhas há ônibus e vans, estas bem parecidas com os táxis, mas são coletivas e percorrem linhas específicas. Nesta opção, gasta-se entre 1 e 2 dólares por viagem. Em Bonaire, não conte com transporte público.

Ônibus para o Aeroporto – Curaçao (1 dólar por pessoa)

Van coletiva, tipo taxi lotação, em Aruba – US$ 1,25 por pessoa.

IDIOMA:

Formalmente, diríamos que o idioma oficial é o holandês… Ou seria o papiamento? Pra falar a verdade, na prática, fica difícil saber. Eles falam um pouco de tudo – espanhol, inglês, holandês e papiamento. Este último, por sua vez, segundo descrição local, é de fato uma salada de frutas, uma equação idiomática descrita como espanhol + português + inglês + holandês.

Cardápio no dois idiomas locais – Curaçao

O que você realmente precisa saber é que, sobretudo em Curaçao, vai se deparar com placas e  cardápios incompreensíveis e vai acabar fazendo seu pedido no uni-duni-tê ou, na melhor das hipóteses, apontando para fotos do que pretende comer. Nem todos os estabelecimentos têm cardápios em inglês.

O Hélio tentando explicar seu pedido – Curaçao

Aruba é mais fácil. Como eles se sentem mais próximos dos americanos do que dos holandeses, o inglês perambula pela ilha pretensiosamente como local.

DINHEIRO

Para não errar na moeda, o dólar é a melhor opção. A moeda corrente de Curaçao é o Florin das Antilhas Holandesas. Em Aruba, o Florin Arubiano e, em Bonaire, o bom e velho dólar.

Florin Arubiano

O câmbio do dólar para os Florins (Aruba e Curaçao) é fixo – algo em torno de 1,75 florin para 1 dólar – e todas as transações, seja em restaurantes, hotéis, lojas, na maioria dos estabelecimentos,  são feitas nas duas moedas.


Já vi gente fazendo cálculos mirabolantes para ver o que sai mais em conta – dólar ou florin. Eu, particularmente, que não me dou com números,  levei meus  dólares e pronto. Eles costumam fazer a conversão seguindo o câmbio oficial. CONTUDO, esteja preparado para pagar em dólar e, às vezes, receber o troco em florin < e se for como eu, antigo mau aluno de matemática, ficar com tudo embaralhado na cabeça e na carteira >

Florins das Antilhas Holandesas – moeda de Curaçao.

Cartões de crédito são muito bem aceitos e nos caixas automáticos é possível sacar dinheiro direto da sua conta ou do seu cartão de crédito, desde que você esteja preparado para encarar as taxas naturalmente cobradas por esse tipo de transação. Antes da viagem, verifique esses detalhes e o procedimento do seu banco.

Banco do Caribe em Curaçao, onde é possível fazer câmbio e sacar no caixa eletrônico.

No geral, achamos Curaçao a mais cara das três ilhas. Uma ou outra coisa estava no mesmo preço ou, raramente, mais barata. Por isso, achamos Aruba melhor para as compras. E, ainda no quesito compras, vale a boa e velha dica dos supermercados. Dessa vez, encontramos os famosos licores de Curaçao e os deliciosos queijos holandeses com preços mais em conta nos supermercados e “mercadinhos”.

Queijo holandês no supermercado em Aruba.

SOL e PRAIA
Basicamente faz calor o ano todo. Mas calor de verdade. O clima é árido, a vegetação agreste e o sol arde na pele. O ideal mesmo é se lambuzar com protetor solar o tempo todo e estar dentro da água nos horários críticos (o que, já sei, vai de encontro a tudo que nos ensinaram, mas não tem jeito, vá por mim, a água é o único lugar viável entre 12h e 15h).

Seroe Colorado – Aruba

O mar é perfeito nas três ilhas. Já praia mesmo, como estamos acostumados, com extensas faixas de areia fina, encontramos com mais fácil em  Aruba. Em Curaçao e Bonaire já é mais complicado. Muitas pedras e praias estreitas de areia pedregosa, mas nada que ofusque o azul perfeito do mar do Caribe. Curaçao, embora seja a maior das três, as praias costumam ser pequenas e, algumas delas, artificiais, por isso, não estranhe as taxas cobradas para ter acesso.

Tickets para Seaquarium Beach – Curaçao (não, não é o ticket do estacionamento… Nós chegamos de táxi)

 ELETRICIDADE

A voltagem em todo ABC é 110/127 V. As tomadas são de dois pinos quadrados. Assim, sempre bom relembrar a importância de estar previamente equipado com o básico adaptador de tomadas (confira todas as tomadas e voltagens pelo mundo aqui).

LIGAÇÕES PARA O BRASIL

Catei em todo canto, mas não consegui achar o código da Embratel para fazer ligação a cobrar em cada ilha. Em Aruba, compramos um cartão telefônico de 10 dólares que dura pouco mais que cinco minutos falando com o Brasil. Já em Curaçao, ficamos cliente de uma Lan House com “locutórios”, nos moldes de Buenos Aires:

SITES ÚTEIS

ARUBA – http://guiadearuba.com/blog/  (sobre Aruba há vários sites, mas este foi o que mais gostei!).

BONAIRE – http://www.infobonaire.com/

CURAÇAO – http://www.curacao.com/pt

– Mais sobre Curaçao e Aruba aqui e aqui.

– Confira mais dicas diretas e bacanas em Links Úteis para sua viagem.

– Todas as informações constantes neste post referem-se a agosto de 2012.

CURAÇAO II… Em busca do tesouro perdido.

1 ago

E cá estamos nós… Após todo infortúnio que a Venezuela nos proporcionou em 2011, retornamos a Curaçao – agora sem Caracas – para recuperar as boas lembranças que deixamos aqui. Em breve, posts, literalmente quentíssimos, dessa ilha fervilhante no verão. Abraço forte! 😉

Amanhã, Bonaire e, na sequência, Aruba…

Mais sobre CURAÇAO:

Entendendo Willemstad

Desarrumando as malas em Curaçao

Aruba-Bonaire-Curaçao Dicas Úteis.

Queijos & Licores – Delícias de CURAÇAO

1 maio

Para quem sempre espera que uma frase que comece com “queijos” termine com “vinhos”, Curaçao pode oferecer uma nova perspectiva. Nova e deliciosa, já que os queijos holandeses que povoam a ilha casam perfeitamente com o genuíno licor de Curaçao {nossa opinião}.

E o autêntico licor de Curaçao, por sua vez, é a marca registrada da pequena ilha. Segundo a Senior  & Co, que se autodenomina “fábrica genuína do licor genuíno de Curaçao”, muita gente pelo mundo se interessou pela ilha após experimentar o seu licor.

Nós, no caminho inverso, nos interessamos pelo licor após visitar a ilha e perceber por todo canto uma menção à bebida. “Vamos experimentar esse negócio”. Um golinho e pronto! Já estava moderadamente ativa, querendo esvaziar a garrafa. Para quem gosta de bebida suave, que desce saborosa e macia… Eis a bebida ideal.

Em nossas andanças pelo centrinho histórico de Willemstad, demos de cara com uma esquina despretensiosa onde uma placa oferecia… Ah-ah… Queijos, licores e chocolates:

 Uma loja pequena, mas com uma variedade tentadora de itens para presente, entre eles, o queijo holandês e o famoso licor de Curaçao.

As garrafas menores, de 375ml, custavam 10 dólares e os queijos menores, 16 dólares. A mistura do queijo com licor ficou, surpreendentemente, divina.

Ela fica na esquina da Gomezplein e, sobretudo para quem terá pouco tempo na ilha, pode ser uma boa opção por ser fácil de chegar e concentrar uma boa variedade de queijos e licores.

Gomezplein – Punda – Curaçao

A lojinha não tem nome, mas localizá-la é fácil. < para quem não conhece, Corona Extra é a cerveja mais famosa do México e também é vendida na loja>  Em Punda, saindo da ponte móvel Queen Emma, siga em frente na Breedestraat e a Gomezplein  irá surgir dois quarteirões depois da ponte, à esquerda (confira no mapa):

A lojinha de queijos e licores fica na outra ponta da praça, esquina com a Hanchi Snoa:

A Hanchi Snoa, por sua vez, é a rua da antiga Sinagoga de Curaçao, a mais antiga das Américas em funcionamento, que também trataremos em outro post.

Hanchi Snoa – Punda – Curaçao

DICAS IMPORTANTES:

– Você vai encontrar o licor em várias cores e sabores, mas o Curaçao Blue é o mais famoso deles.

Blue Curaçao Licor

– O CURAÇAO LIQUOR, da Leánez & Cia, é o da garrafinha em cone . Tanto o licor, como a versão Ponche Caribe são deliciosos e também encontramos deles, ainda mais baratos, nos supermercados de Willemstad.

– O famoso Licor de CURACAO, da Senior & Co.  é o da garrafa redonda com a superfície que imita a casca de uma laranja. Isto porque o licor é extraído da casca da “Laraha”, a “Golden Orange of Curaçao” < adoramos o de café! >

Curaçao Liqueur

– A Fábrica da Senior & Co  funciona na propriedade Landhuis Chobolobo. Por conta disso, nos mapas e no GPS procure por Chobolobo.

Chobolobo Licor Curaçao

O local é aberto para visitação, tem acesso gratuito e é  um dos pontos turísticos mais procurados de Curaçao. Aqui, um #ficaadica: deixe para comprar os licores da Senior na própria fábrica, pois os preços chegam a ser 50% mais baratos que em Punda ou Otrobanda.

Fábrica Senior Licor - Curaçao

Para curtir mais de Curaçao…

Primeiro, entenda Willemstad.

Depois, arrume uma praia bacana para relaxar:

Caracasbaai

Pirate Bay – Pisacadera

E antes de voltar para hotel, uma pausa merecida para comer bem:

Waterfort Arches

Mundo Bizarro

Fim de tarde em Waterfort Arches – CURAÇAO.

22 dez

Como eu sempre digo, “a melhor vingança é ser feliz!”. Então, vamos que vamos, porque Caracas – depois de tudo – só merece uma coisa: ficar para trás. Voltando ao que realmente interessa, dentre as fotos que conseguimos salvar, estão as do nosso agradável e dourado fim de tarde em Warterfort.

Waterfort Arches, os antigos arcos do Forte Amsterdam, estão localizados na entrada da Baía de Santa Anna, em Punda. Hoje, no local, funciona um complexo de restaurantes que, além de oferecerem as mais variadas cozinhas, da italiana à cubana, ainda garantem uma linda vista para o mar – sinta a pressão – caribenho:

Para encurtar conversa, diante dessa primeira descrição, não sobra muito pra dizer, a não ser que todo mundo merece um fim de tarde assim:

Dentro dos Arcos, todos os restaurantes oferecem varandas voltadas para o mar. E todos também têm horário particular de funcionamento, mas, no geral, boa parte deles começa a funcionar a partir das 17:30h. No dia em que estivemos lá (14/12/2011), uma quarta-feira, chegamos às 17h e o único que estava abrindo o bar era o Dal Toro.

Ficamos por lá mesmo. Mas, embora o cardápio avisasse que abriam às 17h, fomos informados que a cozinha só começaria a funcionar em meia hora e, como –  não vou mentir pra vocês –  meu foco era uma suculenta pizza margherita, fomos avisados que pizza apenas entre 40 e 50 minutos.

Mas como diz o Hélio, ninguém tinha panela no fogo – Ah! Pra que pressa? Enquanto isso, sentamos e tomamos um licor (experimentar o licor de Curaçao é algo obrigatório), admirando o céu dourar nas as últimas cores do sol, que, tranquilo e exuberante, ia se pondo no horizonte do mar caribenho. Perfecte!

Nesse meio tempo, fomos agraciados com uma simples, mas revigorante entrada, com um molhinho de ervas e azeite que tornou a espera ainda mais afável:

Molho de azeite e ervas - Dal Toro - Waterfort.CURAÇAO

Depois da entrada, a pizza ainda demorou um pouquinho e, quando chegou, embora tivesse uma cara excelente, no garfo não foi das nossas melhores pizzas, mas valeu pelo conjunto. A massa estava um pouco torrada (o que não me agrada). Talvez uns minutinhos a menos no forno a deixaria no ponto:

Pizza Margherita (média) - 18,00 Nafl.

No fim, a continha razoável. Note: 1- a entrada foi cortesia e 2 – os valores vêm em Nafl (florim das Antilhas Holandesas) e também em dólar. Você decide em que moeda pagar. Duro mesmo é quando você paga em uma moeda e o troco vem em outra. Já não sei fazer conta em uma moeda só, imagine em duas? O erro.

SOBRE WATERFORT ARCHES:

– Como falei inicialmente, há várias opções de restaurantes em Waterfort. A escolha fica a seu critério. Pelo o que vimos, em quase todos os dias em que estivemos lá, o Perla Del Mar (ao lado do Dal Toro) parece ser um dos mais badalados e sempre estava lotado para o jantar.

Restaurante Perla del Mar - Waterfort - CURAÇAO.

– Uma coisa é preciso aprender logo de cara em Curaçao: os horários de funcionamento nunca são cumpridos à risca. Tanto lojas como restaurantes, embora os guias ou os próprios letreiros indiquem tal horário, eles sempre acabam abrindo meia hora depois.

Varanda do Scampi's Restaurant - Waterfort Arches - CURAÇAO

– Alguns dos restaurantes de Waterfort abrem para o almoço, dentre eles o Dal Toro. Não estivemos por lá nesse horário, mas tudo indica que o complexo é mais freqüentado para jantar. Ainda assim, acho um desperdício chegar por lá apenas à noite, já que o mais bacana que Waterfort oferece é a vista para o mar e o belíssimo pôr-do-sol.

LOCALIZAÇÃO:


Os Arcos de Waterfort ficam em Waterfortstraat – no meu total desconhecimento do idioma local, acabei aprendendo por osmose que straat é algo tipo street e que eles costumam juntar as palavras formando uma coisa só! rs rs – confira no mapa (clique na imagem para ampliar):

Waterfortsraat, por sua vez, se inicia na entrada do Plaza Hotel Curaçao, o único prédio alto que há na paisagem, bem na entrada da baía de Santa Anna, no que seria a “esquina” entre o mar e a baía, em Punda:

– Tão logo você passa pelo hotel, seguindo por uma rua estreita, imediatamente à sua esquerda, logo se deparará com os arcos e, no centro deles, está a entrada para os restaurantes:

Simples assim! 🙂

Desarrumando as malas em CURAÇAO

10 dez

As duas últimas semanas que passaram foram tão tão tão e tão estressantes que sequer tive tempo de fazer o post corriqueiro de toda pré-viagem: arrumando as malas. Por essas e outras é que CURAÇAO terá, merecidamente, uma exceção inédita. Já que não deu para bater papo enquanto arrumávamos as malas – loucos e agoniados, uma hora antes de viajar e depois de provas, reformas e chateações funcionais –  aí vai um “dessarumando as malas”, mais tranquilo, já direto do nosso querido destino, há seis meses tão tão tão esperado.

Assim, aqui estamos em CURAÇAO, o “C” das três ilhas do ABC Caribenho (A e B – Aruba e Bonaire), nas Antilhas Holandesas. Sim! Por se tratar de território, até 2010, holandês, por aqui, como era de se esperar, se fala holandês e a moeda local é o  florim. Resultado: você não entende absolutamente nada e, embora também se fale espanhol, esse é de todo incompreensível (pelo menos para aqueles que, como nós, só arranham, muito mal, no “portunhol”). Mas com mímicas e números todo mundo se entende! Ah-ah. As pessoas, em sua maioria, são simpáticas e o lugar é de uma beleza tão cuidadosa, que mais parece uma frente falsa de prédios, recém coloridos para a próxima tomada.

COMO e QUANTO:

Chegamos por aqui ontem (09/12/2011 – meu aniversário… ehehe), após 20 horas de viagem, entre conexões e esperas intermináveis em aeroportos.

– Para chegar em CURAÇAO, em julho (2011) compramos as passagens SALVADOR – CARACAS com milhas do SMILES (10.000 milhas por trecho e por pessoa). Na mesma oportunidade, compramos o trecho CARACAS – CURAÇAO pela empresa aérea DAE. Na verdade, após uma breve pesquisa, essa me pareceu a mais confiável, além de ter um site simples e direto (http://flydae.com/) e também oferecer horários viáveis. Ao todo, ida e volta para duas pessoas na GANGA CLASS (creio que classe econômica) ficou US$ 535,00.

Dica de última hora: Poucos dias antes de viajar, fomos avisados por amigos que, provavelmente, nesse valor não estariam incluídas as taxas de embarque. Dito e certo, no check-in da Dae, em Caracas, tivemos que desembolsar 465 bolívares para pagar as taxas de embarque (valor total para dois passageiros). Seria um susto daqueles se já não estivéssemos avisados. Daí porque a importância de comprar alguns bolívares durante o trânsito em Caracas (dólar não rola… Lembre que estamos falando da Never Land de Hugo Chavez).

– A Gol oferece um voo semanal direto para CURAÇAO, que sai aos sábados de Brasília. Em julho, para compra normal (digo, sem Smiles), só havia disponibilidade para janeiro de 2012. Diante disso, pensamos o seguinte: caraca! rs rs. Pronto! Acrescentamos um S e resolvemos a questão.

– Em Caracas, como também já haviam nos avisados, ao cruzar o desembarque, você será sugado por uma onda de indivíduos de blusa azul, oferecendo táxi e câmbio. Câmbio negro, claro! Já estávamos cientes que no “informal” sairia mais conta e assim, conseguimos a razoável pechinha de 600 bolívares por 100 dólares. No câmbio oficial os mesmos US$ 100 renderiam apenas 400 bolívares.

– Após algumas longas horas de espera em Caracas, finalmente embarcamos no Fokker 100 da DAE e, 30 minutos e um copo d’água depois (posteriormente trataremos em detalhes sobre o serviço de bordo em questão), desembarcamos, finalmente, no Aeroporto Internacional (e fofinho) de CURAÇAO.

– Tão logo saímos do simpático, porém resumido, Aeroporto, nos deparamos com a primeira peculiaridade da Ilha. Ao procurarmos um táxi, notamos que ao invés de carros comuns e com viagens, digamos, individualizadas, os táxis de CURAÇAO na verdade são vans e fazem a corrida no estilo táxi-lotação. Nada mal. Naquele momento queríamos apenas chegar e na primeira vaga que surgiu, empacotamos de mala e cuia dentro da van. A corrida até nosso Hotel, em Otrobanda, custou 35 doláres.

O QUE e ONDE:

– Para hospedagem, como sempre, o que queríamos era uma opção confortável, bem localizada e com preço razoável. CURAÇAO ainda não é um destino, digamos, drasticamente explorado se comparado aos demais destinos caribenhos. Ainda assim vi algumas opções de hotéis na internet, em sua maioria caros e localizados próximos às praias. Não era nosso foco. Foi então que o Léo – o bom e velho Léo da Flytour – nos indicou o Howard Jonhson Plaza Hotel.

Não tinha a menor noção de localização na ilha, até porque há pouquíssimo material sobre esse destino na internet, e quase nada quando se procura por guias impressos, sobretudo em português. Sabia apenas que deveria ficar em Willemstad, coração – que gracinha de clichê – de CURAÇAO. Diante disso, fui, sem questionar, na indicação do Léo e, agora, posso falar sem medo: foi “O” acerto. O hotel é confortável, limpo, mas nenhum adjetivo o define melhor do que bem – muitíssimo bem (para não ser injusta) – localizado. SEIS DIÁRIAS em quarto duplo, SEM café da manhã, totalizaram R$ 1265,00.

– Estamos nada menos que em Brionplein (não se iluda, também não me diz muita coisa), em Otrobanda. De cara com a ponte móvel Queen Emma, que liga Otrobanda a Punda, no miolinho animado onde tudo acontece, tanto de um lado (Punda), como de outro (Otrobanda). Perfeito. Não bastasse isto, a vista da nossa janela… … Mata qualquer um de inveja:

 Mas como a inveja alheia não é nosso foco, preciso dizer que o hotel tem suas falhas e, certamente, a maior delas é NÃO oferecer internet de forma alguma, nem no lobby. Razão pela qual estou postando tudo isso aqui de uma Lan House, ao lado do hotel (menos mal, mas ainda assim um transtorno).

E O DIN?

– Não consegui comprar os ditos “florins” em Aracaju. Na verdade, a moeda corrente chama-se, formalmente, Nafl – Florim das Antilhas Holandesas, carinhosamente chamada de florim. Acabamos entendendo que a melhor opção seria comprar dólar para fazer o câmbio aqui mesmo. Hoje, um sábado (10/12/11), não encontramos um banco ou casa de câmbio sequer para fazer a transação. Uma policial, muito solícita, informou que seria possível comprar a moeda com taxitas ou nos Cassinos. Trocamos a moeda no Cassino (e Hotel) Otrobanda, ao lado do nosso hotel. Não tínhamos a menor noção do câmbio, mas havia pesquisado que, oficialmente, seria fixo, 1 dólar = 1,75 Nafl. Compramos 900 florins com 500 dólares  (note que a 1,80, o câmbio do cassino não é dos mais favoráveis).

– Por aqui, mais ou menos como acontece na Argentina, praticamente todos os estabelecimentos comerciais trabalham com preços na moeda local e em dólar, inclusive os táxis. Via de regra, te dão sempre os dois valores, em dólar e Naf. Mas para não ter surpresas, é sempre bom  ter sua reserva de florins na carteira.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– Apesar da escassez de material sobre CURAÇAO, consegui encontrar alguns sites que realmente ajudaram. Dentre estes, o que mais utilizei foi o www.curaçao.com. Eles também contam com um canal exclusivo de comunicação para brasileiros no twitter. Precisei tirar dúvidas e fui prontamente respondida. Vale anotar: @curacaobrasil_

– Para brasileiros, a documentação necessária para entrada em CURAÇAO limita-se a passaporte válido. No avião, como de costume, você deverá responder ao formulário de imigração, em papel cartão rosinha bebê, uma meiguice.

– Para entrada na Venezuela é pedido apenas carteira de identidade. Passaporte não é regra, porém se tiver, leve. Renderá um belo carimbo kkkkkk. Além disso, também é informado sobre a exigência de carteira de vacina contra febre amarela. Não solicitaram, mas, nesse quesito, vale a ressalva: independente do seu destino, tome a bendita vacina e anexe  o cartão ao seu passaporte. Isso resolve de vez a celeuma de quando e onde a referida carteira é exigida (conselho do Ricardo Freire – viaje na viagem).

– A diferença de horário são duas horas a menos em relação ao horário de verão do Brasil. Sem horário de verão, uma hora a menos (Dã! rs… Não vou mentir que fiz altos cálculos para chegar a essa conclusão. Matemática é algo que nunca me pertenceu).

– E o que descobrimos por acaso, procurando algo para assistir na TV: o CANAL 17, que mostra a tabela de horários dos voos do Aeroporto Internacional de Curaçao:

No mais, vou continuar por aqui, curtindo CURAÇAO. Feliz (e como…) da vida! Já pretinha pretinha de apenas um dia de sol escaldante e caribenho.

 – Veja como essa viagem terminou aqui.

– E veja também como conseguimos superar as más lembranças aqui.