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Paratiando… Paraty.RJ

23 maio

Para cada um há uma Paraty ideal: Paraty histórica, Paraty praia, Paraty serra, Paraty cachoeira, Paraty mochileira, Paraty chique… Ou, no final das contas, tudo ao mesmo tempo.

No meu caso, caí meio que de paraquedas na cidade. Simplesmente precisava fugir de Aracaju no meu aniversário e, sem muito dinheiro sobrando, tinha que encontrar um lugar distante, lindo, especial e que não saísse tão caro. Tarefa nada fácil. Mas, como sempre tive Paraty nos meus devaneios turísticos, achei que era o momento. Despenquei pra lá sem um guia sequer (meus gatos pretos, assistentes de bruxaria), nenhum mapinha improvisado. Não fiz uma pesquisinha básica na internet  e sequer sabia o nome do rio que corta a cidade (até porque, aqui entre nós, eu sequer sabia que tinha rio). Então, de Paraty, só sabia mesmo que era linda, histórica e que é endereço anual da FLIP.

Mas fomos… E, chegando lá, fiz o que acho mais gostoso na vida curiosa de turista: pedia dicas aos taxistas, garçons e comerciantes e, no mais, ia batendo de rua em rua e descobrindo, por conta e risco, cantinhos que me interessavam.

 CENTRO HISTÓRICO:

Chegando lá, básico dar uma volta pelo Centro Histórico. Saindo da Pousada Morro do Forte, em uma caminhada curta já se chega à Ponte sobre o Rio Perequê-Açu (note que agora já sei o nome do rio). Atravessando a ponte, já estamos na Rua do Comércio, coração do centro histórico:

A partir daí, você pode ir caminhando pelas charmosas e pedregosas ruazinhas da cidade (onde calçado rasteiro e confortável é indispensável). E o astral mais pra cidade cenográfica que centro urbano, até porque o centro fica mais adiante, onde estão a rodoviária e agências bancárias.

Rio Perequê-Açú

Rua Aurora

Rua da Lapa

 

Batendo perna, encontramos uma padaria centenária que fica na Rua do Comércio. Descobri por acaso e fiquei cliente. No final da tarde saem uns pães deliciosos! Comíamos todos os dias os pães de coco… os de creme… os de coco… os de qualquer coisa. Todos perfeitos 🙂

Padaria

PASSEIO DE JIPE:

Mas o centro histórico é pequeno e, embora muito rico em informação, não se leva mais que um dia para conhecer, pelo menos, o essencial. Então, eis a questão: o que fazer em Paraty após destrinchar o centro histórico? A Bernadete, da Pousada (falei dela no primeiro post sobre Paraty), deu logo a dica: passeio de jipe.

Não deu outra. A própria Bernadete agendou o passeio e, pouco antes das 09h, o jipe nos pegou na Pousada.

O passeio é o seguinte: um tour pelas “bandas” da serra, passando por belas cachoeiras:

Cachoeira da Pedra Branca

Cachoeira do Tobogã

Fazendo pequenas trilhas no meio da mata, visitando alambiques e uma fazenda do século XVII:

Fazenda do Sec. XVII – Interior da Casa Grande.

E, em meio a tantas aventuras, há uma pausa para o almoço no Restaurante Villa Verde, no meio da mata atlântica:

A saída do restaurante ainda reserva uma última surpresa: uma travessia animada por uma ponte “balançante”  sobre uma corredeira arisca, estilo Indiana Jones, rs rs rs.

A última parada é no alambique tradicional Engenho do Ouro, cuja produção de cachaça é ainda feita nos moldes artesanais de tempos remotos:

Cachaça Engenho D’Ouro – R$ 32,00.

O alambique fica  em frente a Igreja da Penha e  ao marco da Estrada Real,  caminho do ouro por onde, há 300 anos, escoava a produção de ouro e pedras preciosas até o Porto de Paraty:

Igreja da Penha de Paraty (imagem disponível no site djibnet.com)

Resumindo: o passeio é super bacana e dura praticamente um dia inteiro, já que só retornamos à pousada após as 16h. Fizemos com a Paraty Tours e, na época, custou R$ 50 por pessoa, sendo o almoço no Villa Real por nossa conta.

PASSEIO DE BARCO:

Outro passeio imperdível, sem sombra de dúvidas, é o de barco. Saindo do clima off road da serra, no dia seguinte embarcamos em uma aventura náutica. Seguimos até o largo da Igreja de Santa Rita, cartão postal de Paraty, de onde saem boa parte dos barcos de passeio:

Encontramos o barco do Paulo. Ele, um caiçara (=paratiense) muito simpático, foi nosso barqueiro exclusivo. Conseguimos que ele levasse apenas nós três no seu barco, cobrando R$ 20 por pessoa para um passeio de uma hora ( acabou durando mais um pouquinho… rs):

Nós e o Paulo… No barco do Paulo… rs rs.

Preciso dizer que o passeio foi fantástico?? rs rs. Paraty é o encontro perfeito de terra (serra), céu e mar! Um lugar para se levar sempre na memória e no HD externo (foto e mais fotos).

… Com direito a banho em frente à casa do Amyr Klink.

Tem como não sentir saudade?

PASSEIO DE CHARRETE: 

E… Saindo do barco, fomos abordados pelo Tiago e por seu companheiro de trabalho, o Soldado (o tranquilo cavalo que puxava a charrete). A proposta era fazer um “charretour” pelo centro histórico. Topamos! Por R$ 15,00, o Tiago  levou nós três em sua charrete.

O caso é que o passeio seria guiado pelo Tiago, que explicaria os pontos turísticos da cidade histórica. Entretanto… rs rs… Ocorre que o Thiago, além de ser uma figura, é muuuito gago e era praticamente impossível entender o que ele falava…rs rs… Nem o Soldado entendia e ele mesmo, o cavalo, ia, por sua conta, fazendo o percurso 😀  Mas, valeu! Foi rapidinho e divertido e, bem ou mal, o Tiago acabou sim, dando algumas indicações interessantes pra nós.

Hélio, eu, Tiago e Soldado… Aventuras na Charrete!!

Rua da Matriz

E PRA COMER?

Difícil, viu? Paraty é uma espécie de reduto goumert, opções de restaurantes não faltam e, em sua maioria, todos da melhor qualidade.

Eu, como sempre, na minha limitação alimentar, somada à escassez de tempo, não tive muitas experiências gastrônomicas por lá. Uma pena! Mas, mesmo assim, ainda trouxe umas diquinhas na mala:

O CAMARÃO ATROPELADO do Restaurante Ondina:

Dica do garçom, um simpatia de pessoa. O prato é D-E-L-Í-C-I-A e serve duas pessoas. No nosso caso, com nossas “boquinhas” de passarinho, comemos bem os três. O Ondina fica na Rua do Comércio, coladinho com a ponte sobre o Rio Perequê-Açú:

Os pratos não são baratos, mas uma pequena extravagância de vez em quando engorda a autoestima… rs rs rs

Do outro lado da rua, bem em frente ao Ondina, vai uma dica mochileira, pra lanchar bem sem gastar muito: o pequeno trailer que vende pastel de metro. Delícia também 😀

Para quem gosta de se aventurar em sabores mais exóticos, no caminho entre  “nossa” Pousada e o Centro Histórico (Av. Princesa Isabel),  havia um restaurante tailandês bem bonitinho, o Thai Paraty. Não resistimos à curisiodade e jantamos lá uma noite. O salão é pequeno, todo decorado com bananeiras e outros elementos que remetem a essa cultura. A comida, como disse, exótica, não agrada a todos. Eu gostei! 😉 Tanto da comida como do ambiente.

A Av. Princesa Isabel, onde fica o restaurante, é a ladeira que liga o Centro Histórico à entrada para o Morro do Forte. Uma vez em Paraty, é bem fácil localizá-la. Mais informações sobre o restaurante aqui.

Fora essas, ainda tem a dica do Restaurante Villa Verde, que faz parte do Passeio de Jipe. Excelente comida numa vista deslumbrante! Vale muito a pena também!

Moral da história: Paraty é um destino imperdível para mim, para ti, para todos (kkk Adoro esse clichezão bestão). Alguma coisa lá (seja a serra, seja o mar, seja a cidadezinha histórica), com certeza,  vai te conquista 😉

Imã de geladeira – R$ 4,00.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

–  Para planejar sua viagem ( e não chegar lá totalmente sem noção, como eu… rs rs), alguns sites podem dar boas dicas:

http://www.paraty.com.br/

http://www.paraty.tur.br/

http://www.paratyparati.com.br/

http://www.paraty.com/

 

PARATY.RJ – como cheguei e onde fiquei.

21 maio

Nos preparativos para o #ShowdoPaul, no Rio, daqui a… Ui … rs rs… 2 dias… Acabou batendo uma vontade nostálgica de falar de Paraty, aquele pedacinho de paraíso espremido entre a Serra e o Mar, cheio de beleza e História.

Só estive em Paraty uma vez, em dezembro de 2010, para, como de costume, comemorar meu aniversário a quilômetros da minha rotina. Acertei tudo sozinha: passagens, pousada e outros detalhes. Plano A: a princípio, iria com o Hélio, no velho esquema lua-de-mel. Mas o vestibular da UFS decidiu estragar nossos planos e, com a mudança nos dias das provas, o Hélio, vestibulando de Engenharia Mecânica, não poderia ir comigo na data marcada. Plano B: fui com minha mãe e, no final das contas, o Hélio chegou no segundo dia, depois do vestibular… kkkkkkk… Lua-de-mel com direito a sogra e quarto triplo! Mas, te juro… Foi perfeito! Muitíssimo divertido!

COMO CHEGAR:

Chegamos de madrugada, por volta das 01:30h, no Galeão, Rio de Janeiro. Como estávamos sozinhas, eu e minha mãe, achamos melhor não arriscar e preferimos pegar um táxi das empresas credenciadas no aeroporto. A corrida de táxi até a rodoviária custou R$ 67,00. Já o Hélio, sempre destemido, chegou no mesmo horário, pegou um dos táxis normais e acabou economizando R$ 17,00. A mesma corrida saiu por R$ 50,00.

Pela internet, encontrei  a empresa de ônibus que faz a linha Rio-Paraty. O transporte é feito pela COSTA VERDE e, no site da empresa, vi os horários disponíveis. O primeiro ônibus sai às 04h e o último às 21h. A passagem, hoje, está custando R$ 55,00 (na época, R$ 52,00). O site disponibiliza a compra pela internet, mas, na época, fiz umas três tentativas e não consegui comprar. Acabei comprando na rodoviária mesmo, assim que o guichê abriu, lá pelas 03:45h. Pegamos o ônibus das 04:00h. Na rodoviária do Rio, o guichê da Costa Verde fica no térreo. De frente para a entrada principal da Rodoviária, onde param os táxis, entre na rodoviária e siga à direita,  onde haverá algumas cadeirinhas e, lá no canto,  perto do guarda-volumes, o pequeno guichê da Costa Verde.

A viagem dura umas quatro horas e percorre a Rio-Santos (BR-101). Nesse ponto, vai um #ficaadica: se puder, faça a viagem durante o dia para apreciar a paisagem. A vista é um escândalo de linda, passando por belíssimas praias e ainda pela Usina Nuclear de Angra. Angra dos Reis está no meio do caminho e o ônibus faz uma parada na rodoviária da cidade.

Vista da BR-101 - Rio-Santos.

Usina Nuclear de Angra dos Reis.

POUSADA:

Escolhi a pousada pela internet. Fui batendo de site em site e, após encontrar umas pousadas lindas, estilo casarões coloniais, com diárias “super em conta” (rs rs) de mais R$300,00… Claro, optei por uma opção mais barata. Foi aí que encontrei a POUSADA MORRO DO FORTE. Pelo site, adorei a Pousada e, após entrar em contato, consegui o valor da diária ainda na baixa estação, por R$ 180,00 no quarto duplo simples. Depositei  50%  para confirmar a reserva e o restante paguei no check-out.  Hoje, o valor da diária, na baixa estação, está R$ 190 no quarto simples e R$ 235 no quarto luxo. Para mais informações sobre as tarifas, clique aqui.

Não me decepcionei. A pousada é realmente uma graça! As instalações são exatamente como aparecem no site:

O quarto simples é pequeno, mas agradável, na medida certa para quem passa o dia inteiro fora, curtindo cada canto da cidade:

 E sua localização, embora não esteja no coração do centro histórico, não deixa nada a desejar. A Pousada está bem em frente à entrada do Forte do Defensor Perpétuo, datado de 1703:

Forte do Defensor Perpétuo.

Vista do morro do Forte.

Descendo a rua, em uma curta caminhada, logo se chega à Praia do Pontal:

Praia do Pontal

No sentido contrário, subindo a rua, logo na esquina, à esquerda, está a rua que, em uma caminhada de pouco mais de cinco minutos, leva ao Centro Histórico. Ainda subindo a rua, mais à frente, à direita, está o acesso à Praia de Jabaquara, localizada a cerca de 500 metros da Pousada:

Praia de Jabaquara

Balacobacco Beach Bar - Praia de Jabaquara.

 Além de todos esses pontos, ainda tenho que falar da Bernadete, que é responsável pela Pousada no período da manhã. Pense num doce de pessoa!! Foi ela que nos recebeu quando chegamos, arrasadas e moídas, na Pousada. Com seu bom humor, foi super  agradável e solícita e, de cara, já nos foi dando várias dicas sobre a cidade.

O café da manhã também é simples, mas satisfatório e a vista que se tem da varanda onde o café é servido já vale tudo. Começar o dia com aquela visão, vamos combinar, deixa qualquer pão com manteiga divino!! kkkkkkkkkkkk.

Nosso café da manhã...

A vista do nosso café da manhã...

... O café da manhã dos passarinhos!!!

Mais informações e reservas, no site da Pousada.

Telefone:  (24) 3371-1211

Ah!! E como toda comédia romântica tem  final feliz… O Hélio passou no vestibular e… Está aqui agora, do meu lado, quebrando a cabeça com Cálculo I e Vetores não sei das quantas… kkkkkkkkk… Doido pra voltar a Paraty! 🙂 🙂