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Museu Casa de Che Guevara – Alta Gracia: arredores de Córdoba – ARGENTINA

15 maio

O MINISTÉRIO DO BOM SENSO ADVERTE: ESTE POST NÃO PRETENDE DISCUTIR TENDÊNCIAS POLÍTICAS.

Dito isto, vamos aos fatos turísticos que contemplam a lindinha Alta Gracia, na região das ‘Serras’, nos arredores de Córdoba ❤

A uma hora de Córdoba, Alta Gracia conquista seus visitantes com ruas tranquilas e arborizadas, temperatura amena e vista para as montanhas.

Quando desembarcamos no pequeno, mas organizado terminal de ônibus da cidadezinha, tínhamos uma única pretensão: o Museu Casa del Che. Já no terminal, uma pequena sala à esquerda do desembarque oferece informações turísticas, mapas e encartes sobre pontos turísticos. O atendente, muito solícito, rabiscou o melhor caminho para o nosso destino.

Terminal Rodoviário de Alta Gracia - ARGENTINA

Museus Alta Gracia - Córdoba - ARGENTINA

O terminal fica às margens do córrego que corta a cidade, Arroyo Chicamtoltina. Como nossa ideia era desbravar tudo a pé, seguimos o mapa fornecido na rodoviária. Confira o mapa em PDF aqui.

Descemos as escadarias da entrada principal do terminal, atravessamos o arroyo, cruzamos a Praça das Américas e, após subir e descer ruas por uma localidade bem residencial,  fomos bater na casa do Che [Alameda Avellaneda, 501].

Na entrada, o primeiro susto: em maio de 2015, o ingresso estava custando 75 pesos. O museu mais caro da viagem. Para nós, valeu cada peso suado  < A dica é comprar o passaporte para 3 museus – Casa do Che, Museu Manuel de Falla e Gabriel Dubois –  que, na época, saía a 85 pesos>

Independente de qualquer orientação política,  é indiscutível reconhecer Che Guevara como um dos grandes nomes da História das Américas.

Na década de 30, a família Guevara mudou-se para Alta Gracia procurando alívio para a asma do pequeno Ernesto. Villa Nydia, a casa agradável e acolhedora da Alameda Avellaneda,  onde hoje funciona o museu, foi a residência de Che Guevara entre 1935 e 1943.

A Casa – dividida em salas que levam nomes de pessoas importantes na vida de Guevara – conta um pouco da história do ‘revolucionário’  com documentos, fotos e objetos, reproduzindo alguns espaços de sua infância e adolescência.

Parte do acervo, entretanto,  são apenas reproduções de documentos e objetos, mas o encontro com a moto Norton 500, nos moldes da utilizada por Che e Alberto Granado em suas andanças pela América do Sul, já deu um estalo no coração, fã de “Diários de Motocicleta“. Desde 2011, as cinzas de Granado estão no museu, ao lado da moto, na sala que leva seu nome, Alberto Granado.

A visita  oferece, entre outras coisas, um singelo encontro com vida familiar de Che Guevara.

Che com sua esposa, Aleida March, e seus filhos – em Havana – Acervo do Museu Casa del Che – Alta Gracia – ARGENTINA.

Che Guevara com a filha Hilda Beatriz – Havana, 1960 – Acervo do Museu Casa del Che, Alta Gracia – ARGENTINA.

E caminhar pelos ladrilhos por onde correu, brincou e cresceu um personagem tão instigante, à direita ou à esquerda, não deixa de ser uma experiência histórica.

Saindo da ‘Casa de Che’, percebemos que nosso erro foi subestimar o potencial encantador de Alta Gracia. Chegamos lá depois do almoço e notamos que a cidade merecia pelo menos um dia inteiro, para caminharmos tranquilos por suas ruas de casas graciosas entre árvores de outono.

Ruas de Outono - Alta Gracia - Córdoba - ARGENTINA

Seguindo em direção a Plaza Solares, passamos pelo imponente e tradicional Sierras Hotel, famoso por ser o primeiro cassino da Argentina. A partir daí, chegar até o miolo histórico onde está o Museu Nacional de la Estancia Jesuítica de Alta Gracia, na Plaza Solares, rende uma caminhada de 20 a 30 minutos.

Na Praça, ao lado do Museu – uma estância jesuíta erguida no século XVII – está a Igreja Nuestra Señora de la Merced, construída entre 1723 e 1762, integrada à estância.

Atravessando a praça, na lateral da Estância oposta à Igreja, está o Relógio Público, planejado em 1938 para comemorar o aniversário de 350 anos de Alta Gracia. Na base, uma salinha funciona como ponto de informações turísticas.

Relógio Púbico de Alta Gracia - ARGENTINA

No mesmo ponto, estende-se El Tajamar, considerado o dique artificial mais antigo da Província de Córdoba. Construído pelos Jesuítas em 1659, hoje dá vida a um parque arborizado no coração da cidade.

Às 14h30, nos deparamos com tudo fechado, de lojas a restaurantes. O Museu só iniciaria as visitas às 16h e, lá pelas 15h30, percebemos que já havia um grupo de crianças de uma escola local na nossa frente <Por sinal, encontramos grupos escolares em quase todos os museus que visitamos na Província de Córdoba. Coisa linda!  😛 >

A entrada, no valor de 35 pesos (em maio de 2015), também desanimou. Rendidos pelo cansaço e pelo dinheiro contado no bolso, acabamos indo embora sem conhecer a Estância. Nesse caso, nosso conselho é dedicar pelo menos um dia inteiro para Alta Gracia, chegando por lá ainda no início da manhã 😉

De ônibus, partindo de Córdoba, a melhor maneira de chegar a Alta Gracia é nos micro-ônibus que saem do Terminal do Mercado Sud, na Boulevard Arturo Illia. Confira a localização deste terminal aqui.

Terminal de ônbius do Mercado Sud – Córdoba – ARGENTINA

– A Empresa Sarmiento faz a linha Córdoba-Alta Gracia com saídas de 10 em 10 minutos, nos dois trechos, até 22h30, último horário de saída de Alta Gracia para Córdoba (informações de maio de 2015).

– Antes de seguir para a rodoviária, o micro-ônibus para em diversos pontos de Alta Gracia. Informe-se com o motorista qual seria o mais adequado para suas pretensões.

– Alta Gracia tem um site muito bacana, com diversas informações sobre a cidade, inclusive mapas: www.altagracia.gov.ar ;

–  MAPA DE ALTA GRACIA em PDF aqui

 Nessa viagem também visitamos outra Estância Jesuíta, no interior da Província de Córdoba. Saiba mais no post sobre Jesus Maria.

PARA MAIS SOBRE CÓRDOBA, LEIA TAMBÉM:

 Santiago Building, nossa opção de hospedagem;

 Alfajores artesanais de Córdoba na La Costanera;

Viajar de ônibus pela Argentina;

– E todos os outros posts  na tag ‘Cordoba’.

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Museu da Memória (Museo de La Memoria) – CÓRDOBA.ARGENTINA

29 nov

Na Praça San Martin, a estreita passagem entre a Catedral e o Cabildo – Pasaje Santa Catalina – é o discreto endereço do que considero o museu mais eloquente de Córdoba, Museo de La Memoria.

A Pasaje Santa Catalina liga a movimentada Plaza San Martin a Plazoleta del Fundador, nos fundos da catedral local que homenageia Jeronimo Luis de Cabrera, fundador de Córdoba no ano de 1573 >.

Entre uma praça e outra, no n.64 da ruazinha, uma casa de fachada simples guarda um dos capítulos mais sombrios da história argentina.

O Museo de la Memoria, na década de 70, foi o Departamento de Informações  da Polícia de Córdoba (D2) e, no auge da ditadura, funcionou como centro clandestino de detenção, tortura e extermínio na Província.

Policia - D2 - Museo de la Memoria - Córdoba - ARGENTINA

Como divisão especial da Polícia Provincial, o D2 foi criado para perseguir e capturar os “subversivos” e, segundo documentos levantados pela Comisión y Archivo Provincial da Memória, entre 1971 e 1982, 20.000 pessoas passaram pelo Departamento.

As paredes permanecem intactas e revelam, estáticas, os ‘porões’ sujos de um regime cruel e opressor.

Em silêncio, observamos cada detalhe, cada porta cerrada e os depoimentos (pavorosos) espalhados pelos corredores deteriorados.

As antigas salas de interrogatório e tortura hoje homenageiam os ‘desaparecidos’.

Fotos desaparecidos - Museo de la Memoria - Cordoba

Fotos de cada um daqueles que nunca mais tiveram a chance de retornar para seus lares, para suas histórias. E os objetos que deixaram para trás, que integram a exposição permanente do museu, ajudam a contar as vidas que ficaram pelo caminho.

Logo na entrada, a curiosa “biblioteca dos livros proibidos” recupera livros e textos de autores  censurados em diferentes períodos políticos.

Em frente à biblioteca, permanece o que restou do muro erguido no final do regime para dificultar o reconhecimento do local pelos sobreviventes.

Muro - Museo de La Memoria - Cordoba - ARGENTINA

Um lugar mórbido e inquietante, mas extremamente valioso como registro histórico. Uma viagem aos momentos de profunda agonia dos ‘presos políticos’. O museu é uma retomada agoniante e necessária dos excessos daquele período.

ENDEREÇO: Pasaje Santa Catalina, n.64, (rua entre a Catedral e o Cabildo na Plaza San Martin), Centro de Córdoba.

VISITAS: GRATUITAS/ Aberto de terça a sexta, das 10h às 18h.

SITE: www.apm.gov.br

TELEFONE: +54 (0351) 4342449

OUTRAS DICAS 

– Para deixar sua viagem redondinha, confira:

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Jesus Maria: conhecendo os arredores de Córdoba.

Viajar de ônibus pela Argentina.

La Costanera – o alfajor artesanal de Córdoba.

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O Básico de Mendoza – Dicas úteis.

Tour Alta Montanha – o passeio pela Cordilheira.

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La Costanera – a tradicional casa de alfajores artesanais de Córdoba – ARGENTINA

2 nov

Uma das primeiras coisas que você descobre ao enveredar pelo interior da Argentina é que há mais magia sobre alfajores do que supõe nossa vã filosofia. E eu confesso que nem estava muito atenta a esse fato até, na volta do supermercado, ser magneticamente atraída pela beleza  dessa fachada:

La Costanera - Alfajores - Córboda - ARGENTINA

La Costanera,  uma  ‘fábrica’ de alfajores cordobeses com quase um século de tradição. Fundada em 01 de maio de 1927 pelo imigrante italiano Pedro Cecchi, conserva – no n. 33 da Av. Chacabuco – a decoração clássica e parte da mobília original do início do século XX.

Com tanta história, para mim nem precisava ter doce, mas as vitrines, com alfajores cuidadosamente embalados em papel de seda, são realmente um convite.

Alfajores La Costanera - Córdoba

Quem tem em mente os alfajores da Havanna, vai estranhar as formas. E a magia, que citei no início, está exatamente aí. As receitas tradicionais de alfajores foram trazidas por imigrantes que se espalharam pelo interior da Argentina. Como resultado, cada região acabou desenvolvendo suas receitas e o doce ganha um traço típico em cada província.

Em Córdoba, Pedro Cecchi colocou em prática  suas receitas de confeiteiro e, por quatro gerações, seus herdeiros mantêm a produção artesanal. Os alfajores continuam sendo feitos um a um, recheados manualmente e, por isso, são vendidos no peso (já que um nunca é exatamente igual ao outro).

Conta - La Costanera - Córdoba

Os recheios variam do tradicional doce de leite argentino a doces de frutas da região, como maçã, pêssego e marmelo. Mas a diferença mesmo está na massa (ou capas). São tipo biscoitos, de sabores e texturas  variadas, cobertos com açúcar cristalizado.

Alfajor artesanal La Costanera - CORDOBA.ARGENTINA

Na minha doce opinião, o requinte e a história valem o preço salgado. Além disso, no dia seguinte, surpreendidos por uma viagem de 11 horas sem nenhuma parada para refeição, devoramos nossa caixa de alfajores como camelos que encontram um oásis. Por conta disso, acabamos criando uma relação afetiva com nossa caixinha. < quem já passou onze horas sem comida, talvez nos entenda rsrs > Contamos os detalhes dessa viagem aqui.

ENDEREÇO: Av.Chacabuco, n. 33, próximo a esquina com a Rua San Jeronimo – Córdoba.

HORÁRIO: Segunda a sexta – 9h às 19h/ Sábado, domingo e feriados – 8h30 às 13h.

CURIOSIDADE: atribui-se a atual concepção do alfajor ao químico francês Augusto Chammas, que fundou em Córdoba, no ano de 1869, a primeira fábrica da guloseima na Argentina. Hoje, a marca conta com várias lojas em Córdoba e em outras cidades (inclusive Buenos Aires). Vale a pena conhecer o pioneiro alfajor argentino. Saiba mais no site www.alfajoreschammas.com

– A La Costanera está a algumas quadras do apartamento onde ficamos. Tem post contando tudo sobre nossa hospedagem aqui.

– De Córdoba, fomos de ônibus para Mendoza. Saiba mais nos posts:

O Básico de Mendoza – Dicas úteis.

Tour Alta Montanha – o passeio pela Cordilheira.

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Hospedagem em Córdoba: nossa experiência no Santiago Building – ARGENTINA

25 out

Como de costume,  a definição da nossa hospedagem em Córdoba levou em consideração o resultado mais rentável da equação ‘Preço/Localização’. Por tudo que já havia lido sobre a cidade, sabia que um lugar próximo ao centro, principalmente nas imediações da Plaza San Martin, seria a melhor opção.

Plaza San Martin - Cordoba - ARGENTINA

Plaza San Martin, Córdoba – ARGENTINA

Os preços e a disponibilidade foram nos distanciando da praça e, depois de muito rodar pelo Booking, gostei do Santiago Building, na Rua Santiago del Estero, entre o coração do centro da cidade e o Terminal Rodoviário (ponto importante para quem partiria de ônibus para Mendoza).

Mapa - Santiago Building - Córdoba

Na verdade, o Santiago Building não é hotel.  Trata-se de um  prédio estreitinho, com apartamentos compactos (quarto e sala), no n.123 da rua Santiago del Estero.

Santiago Building - CORDOBA-ARGENTINA

A rua não é das mais bonitas, uma rua normal, opaca, nos arredores do centro da cidade. O mais importante: perto de tudo. Fazíamos tudo a pé.

Rua Santiago del Estero - Córdoba.Argentina

Rua Santiago del Estero – Córdoba.

A movimentada Av.Chacabuco a duas quadras, com comércio variado, mercados onde abastecíamos nossa ‘casinha’ e a loja mais graciosa de alfajores que conheci na Argentina – La Costanera 😉

Av.Chacabuco, Córdoba-ARGENTINA

LaCostanera-Alfajores-Córdoba

O apartamento, uma gracinha! Simples, mas limpo e bem arrumado, aconchegante, na medida das nossas pretensões.

Quarto-SantiagoBuilding-Cordoba-ARGENTINA

Cozinha equipada, telefone, TV a cabo e wi-fi disponível.

CozinhaEquipada-SantiagoBuilding-Cordoba-ARGENTINA

O banheiro era o que menos agradava <tenho uma suave ‘fobia’ de banheiros em cores escuras> mas,  tecnicamente, tudo funcionava, incluindo o aquecimento da água no chuveiro e nas pias.

Banheiro - Santiago Building - Córdoba-ARGENTINA

 Ainda contávamos com uma pequena varanda voltada para a rua.

Sala - Santiago Building - Córdoba.Argentina

O prédio não é novo e também é muito simples. Conta com um elevador improvisado, escadas de ferro e não tem recepção/porteiro.

Escadaria do Santiago Building – não parece, mas essa porta de vidro, à esquerda, é o elevador – Córdoba.Argentina

No ato da reserva, você é informado que deverá fazer o check-in no Santiago Hotel, localizado no n.129 da mesma rua, separado do Santiago Building apenas por um prédio.

Santiago del Estero - n.123 e 129 - Cordoba.Argentina

Feito o check-in, você recebe suas chaves (uma da portaria e outra do apartamento) e fica independente 😉

Chaves do Apartamento - Santiago Building - CORDOBA-ARGENTINA

Serviço de quarto e limpeza, uma vez solicitados, são custos adicionais. Por um valor extra também é possível tomar café da manhã no Santiago Hotel (confira nossa dica para o café da manhã aqui)

Recepção do Santiago Hotel - Cordoba.Argentina

Recepção do Santiago Hotel, rua Santiago del Estero, 129, Cordoba -ARGENTINA

TÁXI  Aeroporto – Santiago Building: 169 pesos/ Santiago Building – rodoviária: 22 pesos (valores de maio de 2015)

TOMADAS 220v e  são compatíveis apenas com nosso antigo modelo de dois pinos redondos. Lembre sempre de levar o adaptador 😉

ENDEREÇO Rua Santiago del Estero, 123, Córdoba.

SITE  www.santiagobuilding.com.ar

 

OUTRAS DICAS 

– Para deixar sua viagem redondinha, confira:

Links úteis

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Mais dicas de Mendoza – por Cristiano Rodrigues

21 set

O Cristiano e a Íris estiveram em Mendoza em setembro de 2015. Na véspera do embarque, o Cristiano enviou inbox. Batemos um papo sobre a viagem e nos tornamos amigos. Ao retornar, ele me contou sua experiência e, diante dos detalhes e dicas importantes, soltei o básico (e abusado): posso publicar? Está aqui o resultado 😉

Lugar maravilhoso. As pessoas são simpáticas. Fizemos os passeios na raça, sem contratar empresa e aprendemos a andar por quase todos os lugares de ônibus.

HOSPEDAGEM

Fizemos o cadastro no CouchSurfing, uma rede social de hospedagem compartilhada, onde as pessoas  oferecem suas casas para receber membros cadastrados na comunidade. O bacana é que você se hospeda na casa de pessoas que vivem no local.

Nós ficamos na casa do Leandro, em Luján de Cuyo. Em sua casa, ele disponibiliza um quarto para os visitantes e, no período, também estavam hospedados na casa dele um mexicano e uma francesa, o que acabou tornando a experiência uma espécie de intercâmbio cultural.

O Leandro foi muito simpático e deu várias dicas precisas sobre passeios e compras pela cidade e região.

Indicou  o Atomo, rede de supermercados, para a compra dos vinhos para presentear os amigos.  Pagamos apenas 8 pesos por garrafa e acabamos comprando 10 litros.

E também indicou as bodegas com visitas gratuitas e os horários de funcionamento de cada uma delas.

Bodega Familia Cecchin - MENDOZA - ARGENTINA

PARQUE PROVINCIAL ACONCÁGUA

Seguindo as dicas do Leandro, pegamos o ônibus Buttini na rodoviária de Mendoza. Saímos no ônibus das 6h, com destino a Las Cuevas. Pagamos 62 pesos. Pedimos para descer no Parque Provincial  Aconcágua.

A entrada no Parque Aconcágua é gratuita, mas apenas para ter acesso à portaria e caminhar por uma pequena trilha de poucos metros, na época, forrada pela neve, onde é possível tirar fotos. As outras trilhas que exploram o parque são pagas e caras e, parte delas, exigem roupas especiais e licenças.

Parque Provincial do Aconcágua

Do Parque, seguimos a pé pela Ruta Nacional 7 para a Puente del Inca. São uns 5 km.

Puente del Inca

Para voltar, o ônibus da Buttini  passa às 12h, 17h e 20h. O ônibus para em frente ao hostel, em Puente del Inca, e as pessoas ficam paradas no local, esperando o ônibus passar.

CÂMBIO e TÁXI

Chegamos na quarta (02/07/2015) e trocamos o real na rua por  3.55 pesos.

No sábado, com a cidade cheia de turistas, eles pagam no máximo 3,20.

E, à noite, pagam apenas 3,00.

Outra dica, para quem está em grupo e com malas, é ficar em um ponto mais distante com as malas, e apenas uma pessoa sair para a troca, sem mala, bolsa ou mochila. Isso facilita a negociação.

Os homens que ficam oferecendo câmbio são chamados de ‘trocadores’. Eles te abordam na rua, mas têm uns quiosques dentro do shopping, para onde você é levado e fala direto com o ‘chefe’, com quem é  possível, inclusive, negociar um valor melhor na troca.

Além disso, o ideal é desembarcar em Mendoza com pesos, pois quando chegamos no aeroporto não encontramos lugar para trocar.

O lugar que deveria vender o cartão red bus (para o ônibus) também não tinha para vender 😦

Acabamos fazendo amizade com um taxista, o Juan Fernando. Honesto e muito simpático. Quem quiser, pode combinar com ele antecedência, por e-mail ou pelo Facebook:

E-mail –  juafervid983@gmail.com

Telefone – +54 0261-155994723

Facebook – www.facebook.com/juanfernando.videla

Texto e Fotos – Cristiano Rodrigues

Adoramos as dicas do CristianoE você? Deixa um comentário 😉

– Confira mais dicas de Mendoza aqui e veja os detalhes de como visitar as bodegas de bicicleta aqui.

– A nossa experiência na Cordilheira está no post Tour Alta Montanha.

  E mais dicas sobre as estradas argentinas no post Viajar de ônibus pela Argentina.

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

Links úteis para sua viagem.

Dicas para arrumar a mala.

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TOUR ALTA MONTANHA – MENDOZA: um dia pela Cordilheira

1 set

Tudo o que eu queria em Mendoza: ver o Aconcágua ( o ponto mais alto das Américas, com 6.900 metros de altitude).

Tudo o que eu não queria: uma van com um guia e tempo marcado em cada ponto. Maaaas… acometidos pela ‘síndrome da quebradeira súbita’, no segundo dia em Mendoza, às 07:00, lá estávamos nós, aguardando nossa ‘topic’.

Nosso hotel, na véspera, fechou o passeio com a empresa El Cristo, mas adiantou que o tour contratado não levava ao Parque Provincial Aconcágua.

Clássica cena de PsicoseQuase morri com essa notícia. Mas, sem alternativa, respirei fundo e paguei os 470 pesos por pessoa cobrados pela empresa (valor em maio de 2015).

No dia seguinte, devidamente acomodada no nosso transporte, minha aspereza e mau humor com o passeio acabaram logo na primeira esquina, quando o guia informou que:

1- Levaria a dois mirantes onde seria possível ver o Aconcágua;

2 – Iniciaria o passeio por uma estrada antiga,  que era usada para subir a pré-cordilheira levando a Uspallata, antes  da atual concepção da Ruta  Nacional 7 🙂 🙂 🙂

O QUE É O TOUR ALTA MONTANHA

É, sem dúvida, o passeio mais completo para quem pretende conhecer a região da Cordilheira entre a cidade de Mendoza e a divisa da Argentina com o Chile. O tour completo, oferecido pela maioria das empresas de turismo, leva aos pontos principais da Ruta Nacional 7 (RN-7). Partindo de Mendoza, os tranfers seguem  pela Ruta 7 e visitam basicamente:

– Represa Potrerillos;

– Vilarejo  Uspallata;

– Estação de esqui Los Penitentes;

 – Puente del Inca;

– Vilarejo Las Cuevas;

– Cristo Redentor de los Andes ou Parque Provincial do Aconcágua.

Circuito Alta Montanha - Mendoza Travel

Tour Alta Montanha – Mapa disponível em www.mendoza.travel

Por sua vez, a Ruta Nacional 7 – a famosa Carretera Libertador General San Martin – é uma das rodovias mais importantes da Argentina. Começa em Buenos Aires e corta o país de leste a oeste, até o túnel que marca a fronteira com o Chile. Em território chileno, cruzando a Cordilheira, a estrada segue como CH-60 até Valparaíso, à beira do Pacífico.

Além disso, as paisagens da rodovia, alinhavada entre as montanhas, guardam consigo o valor histórico da notável travessia dos Andes pelo exército libertador do General San Martin – Exército dos Andes. Em 1817, nesta região, os soldados do General San Martin cruzaram a cordilheira para enfrentar as tropas realistas no Chile. Ao longo do circuito, nosso guia indicou vários marcos históricos dispostos às margens da estrada.

O NOSSO TOUR

Nosso passeio, de cara, já mudou o trajeto básico. Saindo de Mendoza, não seguimos por Luján de Cuyo para acessar a Ruta Nacional 7. Invés disso, seguimos no sentido oposto, indo em direção a Villavicencio (confira o trajeto no mapa lá em  cima).

Isso nos garantiu conhecer a antiga rota que ligava a Argentina ao Chile, antes da atual disposição da Ruta 7. Subimos El Camino de las 365 curvas (Ruta Provincial 52) e, como  era um belo dia de sol, cada curva era um flash.

No topo da estrada, a aproximadamente 3.200 metros de altitude, surge o primeiro mirante do Aconcágua. Nem mesmo a sensação de estar dentro de um frigobar  tira o brilho de avistar pela primeira vez o topo das Américas ❤

Mirante del Aconcágua - Mendoza - ARGENTINA

Desse ponto seguimos para Uspallata. A aproximados 120 km de Mendoza, trata-se  do gracioso povoado onde o capelão do Exército dos Andes, Luis Beltrán, fundiu as armas e canhões usadas pelos libertadores. < Para os cinéfilos, segundo nosso guia, a região também foi cenário de uma das cenas do filme ‘Assassinos’ (1995), com Antonio Banderas 😉 >

Em Uspallata, a maioria das vans turísticas param para um lanche ou refeição. Fizemos uma pausa rápida e seguimos viagem, agora seguindo pela Ruta Nacional 7. 

Acesso Ruta Nacional 7 em Uspallata - ARGENTINA

Passamos pela estação de esqui Los Penitentes, que não estava funcionando. Ainda assim, o teleférico da estação estava em operação, mas como ninguém do grupo quis subir, não paramos nem para uma foto mais elaborada 😦

PUENTE DEL INCA

A  2.700 metros de altitude, a próxima parada foi a Puente del Inca.

Puente del Inca

A ponte natural foi formada pela ação do rio Las Cuevas, que também imprimiu a cor alaranjada à rocha com sua água sulfurosa. Na década de 20, o local abrigou um confortável hotel de águas termais que atraía muitos turistas para região.

Foto do antigo Hotel Puente del Inca - ARGENTINA

Anos depois, o hotel foi destruído por uma forte tempestade e hoje apenas as ruínas fazem parte da paisagem. Somente a igrejinha ficou de pé.

Uma feirinha de artesanato com trabalhos da região andina arremata a visita com formas e cores.

Puente del Inca - Feirinha de souvenires - ARGENTINA

SONY DSC

Da ponte, seguimos ao ponto alto do passeio: o Cristo Redentor dos Andes e, no caminho, uma parada à beira da estrada para o segundo ponto estratégico para ‘mirar’ o Aconcágua <Aquela sensação que ‘meu coração nem é vagabundo, mas quer guardar o mundo em mim’… rsrs  Aquela primeira foto do post, também foi tirada nesse ponto, com um dedinho de zoom>

CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES

Nem todos os tours levam ao Cristo. E essa foi a exata razão pela qual fechamos, sem muito choro, com a empresa El Cristo, pela garantia de conhecer o monumento. O acesso ao Cristo fica no povoado Las Cuevas, entrando no Arco de Las Cuevas, à margem da Ruta 7,  pouco antes do túnel que leva à fronteira com o Chile.

A partir daí você precisa ser forte para segurar a onda na estrada de chão, estreita, de curvas sinuosas “à beira do abismo” que vão te acompanhar pelos próximos 9 km montanha acima. Concentre-se na paisagem… M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!

No topo do passeio, a aproximados 4.000 metros acima do nível do mar, chega-se, com louvor, ao CRISTO REDENTOR, monumento que simboliza o fim de uma disputa territorial entre Chile e Argentina.

O Cristo marca a divisa entre os dois países, que têm os territórios demarcados ao lado da estátua.

Um lugar incrível, perfeito para fazer fotos maravilhosas, não fosse o frio intratável e nossas roupas inversamente proporcionais à demanda congelante.

Vale dizer que, antes do túnel, na Ruta 7, essa estrada para o Cristo era o caminho oficial entre Mendoza e Santiago. God save a engenharia!

 

LAS CUEVAS

Após o Cristo, paramos para almoçar em Las Cuevas, como disse, o último povoado antes da divisa com o Chile. O guia levou o grupo ao Restaurante Nido de Condores, parada básica de quase todas as excursões que visitam o vilarejo.

O almoço custou 120 pesos por pessoa (valor em maio de 2015) com direito a buffet self service e sobremesa. Comida simples, com tempero caseiro. Saborosa! E atendimento muito simpático 🙂

A pouco mais de 3.000 metros de altitude, o frio ainda era severo e o banquinho em frente ao aquecedor do restaurante foi o lugar mais aconchegante de todo o circuito 😉

POTRERILLOS

Como não começamos o passeio pela RN-7, a represa de Potrerillos foi nossa última parada.

O lago, formado pelas águas represadas do Rio Mendoza, fica a aproximadamente 65 km da capital da província e o represamento garante fornecimento de água potável para a região, naturalmente desértica.

O passeio dura um dia inteiro e percorre quase 500 km (ida e volta). Mas o  cansaço eu guardei para minha caminha no hotel. Na van eu era um mico agitado com uma ‘matraca’ fotográfica incansável. Saldo do dia: máquinas e baterias extras descarregadas e um coração feliz  🙂

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE ESSE PASSEIO

– Escolhemos essa opção porque foi a mais viável, descomplicada e barata: 470 pesos por pessoa, contra os 890 pesos da diária do carro (até 500 km) + gasolina (que, em maio de 2015, estava custando 14 pesos por litro) e o bloqueio de 6000 pesos no cartão.

– Apesar da minha implicância com passeios em grupo, acabou que comprar o tour – com van e tudo – foi uma ótima experiência. Conhecemos lugares que sozinhos sequer cogitaríamos e aprendi que não devemos nunca subestimar a Cordilheira. Alguns trechos realmente são mais seguros com motoristas experientes na região.

– Antes de fechar seu passeio, certifique-se que ele levará a todos os pontos do seu interesse. Nem todos, por exemplo, levam ao Parque Provincial do Aconcágua e ao Cristo Redentor.

– As trilhas no Parque do Aconcágua são pagas (não é baratinho e têm preços diferenciados para estrangeiros). Confira a tabela de preços do Parque aqui.

– Esse é o tipo de passeio que pede um dia de céu limpo para aproveitar ao máximo as paisagens, inclusive a vista do Aconcágua. Você também pode conferir as condições climáticas no site do Parque Provincial www.aconcagua.mendoza.gov.ar

– O mau tempo, inclusive, impõe limitações ao circuito. Durante período de neve, por exemplo, o acesso ao Cristo Redentor fica fechado. Fique atento a esses detalhes ao planejar sua viagem. E, mesmo nas estações mais quentes, lembre de levar roupas adequadas para enfrentar o frio da altitude.

– Várias empresas de turismo realizam esse passeio. Nós gostamos do serviço da El Cristo, mas o guia fala apenas espanhol e perdemos muitas informações importantes em razão disso 😦

– Confira mais dicas de Mendoza aqui e aqui . E veja os detalhes de como visitar as bodegas aqui.

 Mais dicas sobre as estradas argentinas aqui.

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

Links úteis para sua viagem.

Dicas para arrumar a mala.

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Como visitar as bodegas de Mendoza- ARGENTINA

3 ago

Nós chamamos de vinícolas, eles chamam de bodegas. Vamos esclarecer então que as bodegas de Mendoza não ficam na capital. Boa parte delas estão  na  região denominada  vitivinícola central, nos municípios vizinhos – Maipú e Luján de Cuyo. E a região também é produtora de azeite, por isso considere incluir pelo menos uma olivícola no seu roteiro 😉

Quanto tempo dedicar às bodegas, isso depende de você. Acredito que cada um monta sua viagem do seu jeito, de acordo com seus interesses e prioridades. Muitas pessoas dedicam vários dias para conhecer diversas bodegas, outras não. No nosso caso, reservamos uma tarde para conhecer  bodegas em Maipú,  na área metropolitana de Mendoza, a 15 km da capital < estamos incluídos naquele ‘outras não’ >

Fomos de ônibus até Maipú e lá  alugamos bicicletas para conhecer as bodegas. Se essa também é sua pretensão, esse post pode te ajudar.

PEGANDO O ÔNIBUS PARA MAIPÚ

– Antes de mais nada, você vai precisar comprar e carregar o cartão ‘Red Bus’, utilizado no transporte coletivo. É vendido em vários estabelecimentos da cidade, como pequenos mercados e lanchonetes (falamos dele aqui).

– Siga até a Rua La Rioja. O ponto dos ônibus para Maipú fica nesta rua, no trecho entre as ruas Garibaldi e Catamarca, bem em frente a Universidad del Aconcágua. Confira no mapa.

Mapa - Ponto de Ônibus para Maipú - Mendoza

– Para Maipú, os ônibus são número 10:

Ônibus Mendoza-Maipú

– Várias linhas seguem para a  cidade vizinha, mas para as vinícolas use as linhas 171, 172, 173 (numeração que aparece no painel luminoso no para-brisa do ônibus).

Linhas Maipú

– Você entra no ônibus e aí vem a primeira dificuldade: como saber o local exato para descer? Fomos perguntando para o motorista e para alguns passageiros e eles diziam sempre a mesma coisa: mais a frente. Como não tínhamos a menor noção de onde seria ‘mais a frente’, decidi descer na primeira praça onde vi um posto de informação, já em Maipú – Plazoleta Rutini.

Plazoleta Rutini - Maipú - MDZ - ARGENTINA

–  Caso não tenha roteiro definido, desça nesta praça. Nela há um posto de informação onde as atendentes, muito simpáticas e atenciosas, oferecem mapas de Maipú e informações das bodegas dessa região do município, chamada Coquimbito.

Centro de Informações Turísticas - Maipú - MDZ - ARGENTINA

– A praça fica na Avenida Urquiza e o ônibus para bem em frente, na calçada da Galeria Comercial Paseo Ruttini.

Paseo Ruttini - Maipú - Mendoza

– Segue o mapa de Coquimbito, região que visitamos. Clique na imagem para ampliar  😉

ALUGANDO A BIKE

–  Depois da praça, siga na Avenida Urquiza, no sentido oposto a Mendoza, e logo encontrará duas casas que alugam bicicletas. Alugamos na Mr. Hugo, pois já havia lido boas referências do serviço.

Mr. Hugo - Aluguel de Bicicletas - MAIPÚ

– O atendimento na Mr. Hugo também é muito simpático e descomplicado. Você paga e já pega sua bicicleta (70 pesos por um dia – em maio de 2015). O bacana é que a maioria das bikes tem cestinhas, imprescindível para quem pretende comprar vinhos durante as visitas.

Mr. Hugo Bike - Eu e o Hugo na foto - MAIPÚ - ARGENTINA

– Na locação da bike eles também oferecem um mapa e alguns cupons de descontos em algumas bodegas . Aqui, uma ressalva, os mapas fornecidos são sempre diferentes e, quando não dá um nó na cabeça, um acaba complementando o outro 😉

– De posse dos mapas, você vai escolhendo onde quer ir. No mapa fornecido no Posto Turístico há informações básicas dos estabelecimentos indicados, o que ajuda na escolha.

ESCOLHENDO AS BODEGAS

– Para quem não pretende se aprofundar no tema, tampouco é um expert em vinhos, o ideal é escolher, basicamente, uma bodega de larga produção e uma bodega familiar, denominadas bodegas boutique.   Uma opção de bodega-boutique em Coquimbito é a Domiciano.

Bodega Domiciano

– Como bodega de larga produção nessa região, acho imperdível conhecer a Bodega La Rural, umas das mais tradicionais de Mendoza, onde também funciona o Museu do Vinho, com cerca de 4000 peças originais do ciclo de produção de vinhos ao longo dos anos.

– Fundada em 1885 por Dom Felipe Rutini, hoje é uma das principais produtoras de vinho de alta qualidade da Argentina, reconhecida internacionalmente.

Bodega La Rural - Foto Antiga - Maipú - ARGENTINA

– A visita livre é gratuita, mas não dá direito a degustação nem acesso aos vinhedos.  A visita guiada, mais completa, é paga (em maio de 2015 custava 50 pesos por pessoa) e  o valor é abatido na compra de vinhos. Tours guiados em espanhol e inglês.

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– Na bodega, compramos um Rutini Malbec 2013 (bem mais em conta que em Mendoza, onde os preços chegam até  30 pesos de diferença).

– Ficou a vontade de conhecer uma olivícola. A mais próxima –  Santa Augusta – no caminho para a Bodega Trapiche,  já estava fechando quando passamos 😦

– Para a Bodega La Rural não foi preciso fazer reserva. Algumas bodegas dessa região não fazem essa exigência, entretanto, você fica correndo o risco de pedalar, pedalar,pedalar e dar com a cara na porta por não ter reservado. Foi o que aconteceu com a gente na estrelada Bodega Trapiche, que só trabalha com reservas.

Bodega Trapiche - Maipú - MENDOZA

– De consolo, ficou a graça de encontrar no caminho para a Trapiche duas lhamas amigáveis e  sorridentes, passeando entre as oliveiras.

Lhama Dourada -Maipú

SOBRE ESSE PASSEIO É BOM SABER QUE:

– Algumas bodegas cobram entrada e/ou degustação, mas boa parte dos estabelecimentos abate o valor na compra de vinhos.

–  A ideia de alugar bicicleta é bacana, desde que você esteja preparado para percorrer, no mínimo, 5 km. As bodegas são espalhadas e para chegar a algumas delas é preciso pedalar por quase 10 km.

Placas - Maipú - Argentina

– Embora os caminhos sejam agradáveis, entre vinhedos e olivais, quem é sedentário pode não ter fôlego para encarar as distâncias.

– Considerando o tempo do deslocamento entre uma vinícola e outra, talvez duas bodegas seja o número viável de visitas para uma manhã ou tarde. Algumas delas não abrem aos domingos e feriados.

– Com planejamento você  pode conhecer bodegas sem percorrer grandes distâncias. É o caso, por exemplo, da Bodega La Rural e da Domiciano, que ficam próximas a Plazoleta Rutini e, de quebra, do Restaurante Casa de Campo, nosso escolhido para almoçar. Confira no mapa 😉

Mapa Coquimbito - MAIPÚ- MENDOZA

– Como foi dito no início, Maipú é uma cidade vizinha a Mendoza, na área metropolitana da capital. Ocorre que, mesmo em Maipú, as bodegas não estão concentradas em uma única região. Nós paramos em Coquimbito ( a mais próxima de Mendoza), mas há bodegas em outras regiões da cidade, como a charmosa Bodega Carinae, que fica em Cruz de Piedra-Maipú. Confira no mapa abaixo a disposição dessas localidades em Maipú.

– O centro de Maipú também reserva boas surpresas para quem decide explorá-lo (clica na imagem para ampliar).

– Confira no mapa a localização dos principais pontos de interesse na cidade:

– Destaque para o Museu Nacional do Vinho e da Colheita, instalado em uma imponente mansão erguida no final do século XIX pelo suíço Juan Bautista Gargantini e o italiano Juan Giol, com mobília e decoração preservadas.

NO MAIS

– Como fizemos as visitas pela tarde, não almoçamos nas bodegas. Mas, por indicação das meninas do Posto de Informações da Plazoleta Rutini, antes de pegar o ônibus de volta, paramos para comer na Casa de Campo. Adoramos a experiência. Confira todos os detalhes aqui.

Luján de Cuyo, vizinha a Maipú, situada a 30km do centro de capital, também é  produtora de vinhos, integrando a região vitivinícola central de Mendoza. Nela estão bodegas de peso como Catena Zapata e Chandon. Além dela, o Valle do Uco é outra região explorada pelo enoturismo.

– Para quem não quer se aventurar em coletivos e bicicleta, o BUS VITIVINÍCOLA é uma boa opção e é possível escolher e comprar seu tour pela internet no site www.busvitivinicola.com

– Confira mais dicas de Mendoza aqui e veja os detalhes do nosso almoço em Maipú aqui.

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

Links úteis para sua viagem.

Dicas para arrumar a mala.

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