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Estudando espanhol em Buenos Aires – por Gustavo Pelogia.

17 jan

Sabe uma coisa que eu sempre quis fazer desde a primeira vez que estive em Buenos Aires? Ah-ah! Voltar para estudar espanhol. E agora, me pergunto: “Nossa! Será que todo mundo tem esse sonho?” rs rs… Tanta gente indo pra lá fazer o mesmo. Na verdade, Buenos Aires é uma cidade apaixonante e acho que quem conhece sempre procura uma desculpa para voltar. Estudar espanhol, que também é uma língua deliciosa, parece ser a melhor delas. Numa situação de escolhas decisivas, nada melhor então que ouvir a opinião de quem já foi, já voltou e já foi de novo. É o caso do Gustavo, que nesse momento está lá, em algum lugar próximo à Casa Rosada (muita inveja nessa hora! rs), aprimorando seu espanhol e ampliando seus horizontes. Sua experiência na Expanish  pode clarear nossas ideias na hora de definir como e onde estudar. Segue o relato por Gustavo Pelogia:

Estudando espanhol em Buenos Aires

A primeira vez que fui para Buenos Aires, meu único objetivo era, pela primeira vez, sair do Brasil. Um ano e dois meses depois, joguei tudo para o alto e me mudei para cá.

Viajei sozinho e a primeira coisa que pensei foi em fazer aulas de espanhol, para aprender um pouco da língua e aproveitar para praticar com as pessoas na cidade. Dei um Google e entre várias escolas, escolhi a Expanish (www.expanish.com). O preço de todas é bem parecido, mas o site deles era o mais confiável, me atenderam muito bem e a escola fica no microcentro (perto da Casa Rosada, 9 de Julho, Florida e outros lugares turísticos básicos). Fui trocando e-mails em português e inglês com o staff e me senti seguro. Conto minha história abaixo pela experiência que tive com eles, mas estes conselhos servem para quem vai estudar ou morar aqui, seja aonde for 🙂

Iria ficar só uma semana em Buenos e também contratei a hospedagem pela escola. Se você quer ficar algumas semanas por aqui (até um mês, por exemplo), é uma boa opção, mais barata que hotel e mais segura que hostel. Você tem seu quarto, fica em um bairro bonito (o meu foi a Recoleta, entre a Rua Junin e Av. Santa Fé), conhece mais pessoas da escola e minha host era uma argentina gente boníssima. Se quiser ficar muito tempo, vale a pena buscar um ape mesmo, dividindo com outras pessoas que já morem aqui. Janeiro é um mês bom para conseguir um emprego, já que turista para todo lado, principalmente brasileiros (você pode encontrar boas opções no Craigslist http://buenosaires.craigslist.org/).

Também da para ficar em casa de família e ter refeições inclusas, mas ai você entra no horário deles, precisa avisar caso não vá. Eu não queria ter horário para nada, então optei só pela residência compartida. No meu ape, tinha uma brasileira de São Paulo e uma menina dos EUA. Mas o que mais tem aqui na escola são suíços (14%), brasileiros (19%), reino unido (11%) e americanos (10%).

Não sabia nada de espanhol, então entrei no nível A1(vai até o C2) e tinha 4 horas de aula por dia, das 9h às 13h. Conselho: em uma semana dá para aprender bastante, mas se você já tiver algum nível de espanhol, é melhor ficar mais tempo (ao menos duas!). Só aconselho ficar pouco tempo se você não souber nada, ou pode acabar tendo aulas sobre coisas que já sabe (o programa de aulas aqui é baseado no modelo do Instituto Cervantes, da Espanha).

As aulas começam todas as segundas, então sempre tem alguém novo na classe. E é muito fácil fazer amigos de todo o lado. Já que é todo mundo é gringo e estão em uma cidade nova, só fica sozinho quem quer. A galera se encontra nos intervalos e no final da aula e explora a cidade, vai pra balada, sai pra jantar, etc.

Minha semana chegou ao fim rapidinho, eu voltei para São Paulo, mas não tirei da cabeça a ideia de retornar. Segui a vida e as coisas foram mudando: meu namoro acabou, todos que moravam comigo resolveram se mudar e eu não estava feliz no meu emprego. Tudo aconteceu meio que ao mesmo tempo e decidi que era hora de realizar meu sonho. Entre 2010 e 2011, segui estudando espanhol no Brasil e estava apaixonado pela língua, então fiz as malas, planejei tudo em dois meses e vim. Voltei para a Expanish em novembro, fiz mais um mês de aulas e conheci mais um montão de pessoas de vários países. Os suíços (as) são os que mais gostam da cidade. Tem três que chegaram mais ou menos comigo e, assim como eu, também não tem data para ir embora!

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 Um #ficaadica direto de Buenos Aires. Adorei! 🙂

ÚTIL:

O site da Expanish é http://www.expanish.com/;

– Para conferir os preços de cursos e serviços oferecidos pela escola, clique aqui;

– Para tirar dúvidas com o Gustavo, encontre-o no Face e no Twitter, clicando aqui e aqui.

– Como falou o Gustavo, a localização é bem bacana. A escola fica na Tte. Gral Juan Domingo Perón, 698, no quarteirão entre as Ruas  Maipu e Florida. Perto de tudo. Confira no mapa (A= Expanish):

Confeitaria Las Violetas – BUENOS AIRES

8 jan

28/12/2011 – Tentado fugir do cardápio básico turístico de Buenos Aires (não que não valha a pena, mas uma fugidinha pode render descobertas interessantes),  fomos parar do outro lado da Av. Rivadavia, quadras e quadras depois da 9 de Julho, no caminho para o afastado Bairro Flores.

Nosso destino:  esquina da Rivadavia com Medrano. Ali  fomos buscar nosso café da manhã requintado, nessa elegante e histórica  confeitaria,  Las Violetas.  O lugar fica tão afastado que não aparecia em nenhum dos mapas turísticos que eu trazia na bolsa. Mas de táxi chegamos rapidinho e, 20 pesos depois (saindo do nosso hotel, na esquina da Rivadavia com a Av. 9 de julho), estávamos na Confeitaria.

Ao cruzar a porta de vidro, nossos olhinhos curiosos eram puro deslumbre. Um salão amplo, ornado com vitrais franceses e mármore italiano. Decoração do século XIX, nos moldes do que esperávamos de uma confeitaria de mais de 125 anos.

E, por falar em confeitaria, as vitrines de doces, bolos, chocolates e por aí vai, dificultam bastante a tomada de uma decisão simples: definir algo para abrir com chave de ouro o nosso desjejum.

No cardápio, graciosamente decorado com uma das imagens dos vitrais do salão, mais uma avalanche de opções, mas, diante da euforia da gula, nossa decisão foi manter o foco e pedir o que havíamos planejado desde o nosso quarto, aqui em casa, quando decidimos ir a confeitaria: um chá da tarde, refeição mais famosa do Las Violetas.

Valores de Dezembro de 2011

Pedimos um  MARIA CALA, opção intermediária entre o mais simples e o mais completo, que o garçom garantiu que servia tranquilamente duas pessoas. Não vou mentir que os 100 pesos de café da manhã assustaram um pouco, mas em uma conversão superficial, decidimos que 50 reais valia o esforço de ter um café da manhã de burguês.

Cerca de vinte minutos depois,  lá vem o garçom com um banquete na bandeja. Sinceramente, acho que servia umas oito pessoas (rs). Tentando fugir da gula, acabamos afogados em um mundo de pãezinhos, bolinhos, docinhos, tortinhas, geleias. Tudo lindo e saboroso, mas comida demaaaaais  para duas barriguinhas rasas como as nossas.

Chá Maria Cala – 100 pesos.

Mas, corajosamente, encaramos.  A opção seria a ideal se tivéssemos mais apetite ou mais companhia. Em meio a tantas guloseimas, acabei me afeiçoando à uma das simples, o bolo de nozes. que cativou pela simplicidade caseira.

O chá incluía  um suco E um café OU um chocolate quente. Para nós dois, pedimos um café e um suco a mais, o que aumentou em 18 pesos nossa já dilatada continha:

Apesar do desperdício,  nosso investimento matinal valeu. Nossa experiência foi a melhor possível. O ambiente é muito agradável, o atendimento é satisfatório e a comida é ótima. A propina (gorjeta, que não vem incluída na conta, mas que é recomendável que você ofereça entre 10 e 15% do valor total) garante ainda um largo sorriso e a chance de tirar fotos de tudo (até das receitas, a depender do valor ofertado:  tese do Hélio). Assim, pedimos para tirar fotos do chiquérrimo salão dos vitrais, ao fundo da confeitaria.

Puro requinte. Como já disse, vitrais franceses, minuciosamente restaurados em 2001, quando da reabertura da confeitaria.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– Endereço:  Av. Rivadavia (esquina com Calle  Medrano), nº 3899 (sentido oposto à Plaza de Mayo).

Como chegar: Táxi e metrô são as melhores opções. A pé, renderá uma longa, porém possível, caminhada pela Av. Rivadavia, sentido Bairro Flores.  De metrô, basta descer na estação CASTRO BARROS (linha A), localizada a poucos passos da Confeitaria.

– Além de café da manhã, também oferecem almoço e jantar. Leia tudo sobre a confeitaria em seu site www.lasvioletas.com (c0m versão em português).

– Mais sobre a história da Las Violetas aqui.

– Apesar de estar mais afastada do circuito turístico de Buenos Aires, Las Violetas é famosa e já começa a ser bastante procurada por turistas, inclusive brasileiros. Ainda assim, o lugar continua sendo um tradicional ponto de encontro de argentinos.

#ficaadica 😉

Librería del Colegio – Buenos Aires.ARGENTINA

6 jan

27/12/2011 – De mapa na mão, câmera atenta, o corpo cansado e os pés arruinados (pedindo misericórdia, pelo amor de Deus! rs) pelas ruas de Buenos Aires, de repente nos deparamos com esta esquina (Calle Bolivar com Alsina):

Ah não! Livraria eu não resisto. Um olhar mais curioso logo nos fez perceber que estávamos diante de um lugar valoroso.  Com a ajuda das placas que ornam a entrada, matamos a dúvida.

Estávamos, nada menos, que na mais antiga livraria da Argentina. E mais, também o mais antigo comércio de Buenos Aires, funcionando nesta esquina desde 1725, inicialmente como La Botica, o mais antigo comércio portenho de livros, localizado na esquina das ruas Potosí e Santísima Trindad, hoje  Adolfo Alsina e Bolívar. Em 1830, instala-se no local a então Librería del Colégio.

Do outro lado da rua, está a Igreja San Ignácio, que por sua vez fica ao lado do  Colégio Nacional de Buenos Aires, daí porque Librería del Colégio.

Hoje, oficialmente, leva o nome de Librería de Avila, mas mantém  a tradição e acervo histórico, inclusive preservando todas as referências da antiga Librería del Colégio. Um lugar imperdível para os amantes de livros (particularmente, acredito que nem Jobs, nem Mac, nem i-isso ou i-aquilo, nada superará a delícia de deslizar os dedos no papel e folhear um bom livro).

No subsolo, uma viagem no tempo, embalada pelo cheiro de livros antigos. Coleções antigas, livros raros e edições históricas… Isso é o que te espera após a elegante  escadaria de mármore e madeira escura.

Passaríamos uma tarde inteira por ali, bisbilhotando esse tesouro histórico e literário, não fosse meu espírito agoniado, que tinha que sair correndo em busca das outras atrações que havia planejado (buscávamos o quarteirão da Manzana de las Luces, do qual, descobrimos logo depois, fazem parte a Igreja San Ignacio e o Colégio Nacional, de cara com a livraria).

Mas o encontro com a livraria, por mais breve que seja, faz valer a visita. E  só para não perder o costume, no dia seguinte retornei para garantir meu momento “souvenir”, comprando um livreto lindo sobre o Fileteado Porteño, algo que sempre me encantou e agora faz parte da minha estante… ehehe:

Fileteado Porteño (capa dura) - 79 pesos

No hora de receber a notinha, nada de máquina registradora, com seus números mecânicos e acinzentados. Tudo escrito à mão, como nos velhos tempos das casas comerciais de antigamente:

E aí, #ficaadica: na Libreria del Colegio, o livro em questão custou 79 pesos, sendo que eu havia acabado de me deparar com o mesmo livro no Caminito por  104 pesos de pura cara de pau. Lugar turístico tem dessas coisas.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Funcionam de segunda a sexta, das 8:30h às 20:00h. Aos sábados, das 10h às 14h e das 15h às 17h.

– Para localizar a livraria, tomando como referência o Cabildo (na Plaza de Mayo), basta seguir uma quadra na Rua Bolívar e logo a encontrará, na esquina com a Rua Alsina,  próxima esquina após a Praça de Maio. Confira no mapa (onde A = Plaza de Mayo, esquina com o Cabildo, e B = Libreria del Colegio): 

 

– Para chegar de metrô, desça na Estação Bolívar. Na superfície, localize o Cabildo e a Praça de Maio e faça o mesmo percurso mostrado no mapa.

– Fileteado é uma arte popular de pintura, característica marcante da cultura portenha. Mais informações em www.fileteado.com.ar :

Mapa.Metrô – BUENOS AIRES.

10 maio