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Mais dicas de Mendoza – por Cristiano Rodrigues

21 set

O Cristiano e a Íris estiveram em Mendoza em setembro de 2015. Na véspera do embarque, o Cristiano enviou inbox. Batemos um papo sobre a viagem e nos tornamos amigos. Ao retornar, ele me contou sua experiência e, diante dos detalhes e dicas importantes, soltei o básico (e abusado): posso publicar? Está aqui o resultado 😉

Lugar maravilhoso. As pessoas são simpáticas. Fizemos os passeios na raça, sem contratar empresa e aprendemos a andar por quase todos os lugares de ônibus.

HOSPEDAGEM

Fizemos o cadastro no CouchSurfing, uma rede social de hospedagem compartilhada, onde as pessoas  oferecem suas casas para receber membros cadastrados na comunidade. O bacana é que você se hospeda na casa de pessoas que vivem no local.

Nós ficamos na casa do Leandro, em Luján de Cuyo. Em sua casa, ele disponibiliza um quarto para os visitantes e, no período, também estavam hospedados na casa dele um mexicano e uma francesa, o que acabou tornando a experiência uma espécie de intercâmbio cultural.

O Leandro foi muito simpático e deu várias dicas precisas sobre passeios e compras pela cidade e região.

Indicou  o Atomo, rede de supermercados, para a compra dos vinhos para presentear os amigos.  Pagamos apenas 8 pesos por garrafa e acabamos comprando 10 litros.

E também indicou as bodegas com visitas gratuitas e os horários de funcionamento de cada uma delas.

Bodega Familia Cecchin - MENDOZA - ARGENTINA

PARQUE PROVINCIAL ACONCÁGUA

Seguindo as dicas do Leandro, pegamos o ônibus Buttini na rodoviária de Mendoza. Saímos no ônibus das 6h, com destino a Las Cuevas. Pagamos 62 pesos. Pedimos para descer no Parque Provincial  Aconcágua.

A entrada no Parque Aconcágua é gratuita, mas apenas para ter acesso à portaria e caminhar por uma pequena trilha de poucos metros, na época, forrada pela neve, onde é possível tirar fotos. As outras trilhas que exploram o parque são pagas e caras e, parte delas, exigem roupas especiais e licenças.

Parque Provincial do Aconcágua

Do Parque, seguimos a pé pela Ruta Nacional 7 para a Puente del Inca. São uns 5 km.

Puente del Inca

Para voltar, o ônibus da Buttini  passa às 12h, 17h e 20h. O ônibus para em frente ao hostel, em Puente del Inca, e as pessoas ficam paradas no local, esperando o ônibus passar.

CÂMBIO e TÁXI

Chegamos na quarta (02/07/2015) e trocamos o real na rua por  3.55 pesos.

No sábado, com a cidade cheia de turistas, eles pagam no máximo 3,20.

E, à noite, pagam apenas 3,00.

Outra dica, para quem está em grupo e com malas, é ficar em um ponto mais distante com as malas, e apenas uma pessoa sair para a troca, sem mala, bolsa ou mochila. Isso facilita a negociação.

Os homens que ficam oferecendo câmbio são chamados de ‘trocadores’. Eles te abordam na rua, mas têm uns quiosques dentro do shopping, para onde você é levado e fala direto com o ‘chefe’, com quem é  possível, inclusive, negociar um valor melhor na troca.

Além disso, o ideal é desembarcar em Mendoza com pesos, pois quando chegamos no aeroporto não encontramos lugar para trocar.

O lugar que deveria vender o cartão red bus (para o ônibus) também não tinha para vender 😦

Acabamos fazendo amizade com um taxista, o Juan Fernando. Honesto e muito simpático. Quem quiser, pode combinar com ele antecedência, por e-mail ou pelo Facebook:

E-mail –  juafervid983@gmail.com

Telefone – +54 0261-155994723

Facebook – www.facebook.com/juanfernando.videla

Texto e Fotos – Cristiano Rodrigues

Adoramos as dicas do CristianoE você? Deixa um comentário 😉

– Confira mais dicas de Mendoza aqui e veja os detalhes de como visitar as bodegas de bicicleta aqui.

– A nossa experiência na Cordilheira está no post Tour Alta Montanha.

  E mais dicas sobre as estradas argentinas no post Viajar de ônibus pela Argentina.

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

Links úteis para sua viagem.

Dicas para arrumar a mala.

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Todas as dicas dessa viagem estão na hashtag #argentinanomiss

As dicas de Córdoba você encontra na hashtag #cordobanomiss

E as dicas de Mendoza na hashtag #mendozanomiss

 

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TOUR ALTA MONTANHA – MENDOZA: um dia pela Cordilheira

1 set

Tudo o que eu queria em Mendoza: ver o Aconcágua ( o ponto mais alto das Américas, com 6.900 metros de altitude).

Tudo o que eu não queria: uma van com um guia e tempo marcado em cada ponto. Maaaas… acometidos pela ‘síndrome da quebradeira súbita’, no segundo dia em Mendoza, às 07:00, lá estávamos nós, aguardando nossa ‘topic’.

Nosso hotel, na véspera, fechou o passeio com a empresa El Cristo, mas adiantou que o tour contratado não levava ao Parque Provincial Aconcágua.

Clássica cena de PsicoseQuase morri com essa notícia. Mas, sem alternativa, respirei fundo e paguei os 470 pesos por pessoa cobrados pela empresa (valor em maio de 2015).

No dia seguinte, devidamente acomodada no nosso transporte, minha aspereza e mau humor com o passeio acabaram logo na primeira esquina, quando o guia informou que:

1- Levaria a dois mirantes onde seria possível ver o Aconcágua;

2 – Iniciaria o passeio por uma estrada antiga,  que era usada para subir a pré-cordilheira levando a Uspallata, antes  da atual concepção da Ruta  Nacional 7 🙂 🙂 🙂

O QUE É O TOUR ALTA MONTANHA

É, sem dúvida, o passeio mais completo para quem pretende conhecer a região da Cordilheira entre a cidade de Mendoza e a divisa da Argentina com o Chile. O tour completo, oferecido pela maioria das empresas de turismo, leva aos pontos principais da Ruta Nacional 7 (RN-7). Partindo de Mendoza, os tranfers seguem  pela Ruta 7 e visitam basicamente:

– Represa Potrerillos;

– Vilarejo  Uspallata;

– Estação de esqui Los Penitentes;

 – Puente del Inca;

– Vilarejo Las Cuevas;

– Cristo Redentor de los Andes ou Parque Provincial do Aconcágua.

Circuito Alta Montanha - Mendoza Travel

Tour Alta Montanha – Mapa disponível em www.mendoza.travel

Por sua vez, a Ruta Nacional 7 – a famosa Carretera Libertador General San Martin – é uma das rodovias mais importantes da Argentina. Começa em Buenos Aires e corta o país de leste a oeste, até o túnel que marca a fronteira com o Chile. Em território chileno, cruzando a Cordilheira, a estrada segue como CH-60 até Valparaíso, à beira do Pacífico.

Além disso, as paisagens da rodovia, alinhavada entre as montanhas, guardam consigo o valor histórico da notável travessia dos Andes pelo exército libertador do General San Martin – Exército dos Andes. Em 1817, nesta região, os soldados do General San Martin cruzaram a cordilheira para enfrentar as tropas realistas no Chile. Ao longo do circuito, nosso guia indicou vários marcos históricos dispostos às margens da estrada.

O NOSSO TOUR

Nosso passeio, de cara, já mudou o trajeto básico. Saindo de Mendoza, não seguimos por Luján de Cuyo para acessar a Ruta Nacional 7. Invés disso, seguimos no sentido oposto, indo em direção a Villavicencio (confira o trajeto no mapa lá em  cima).

Isso nos garantiu conhecer a antiga rota que ligava a Argentina ao Chile, antes da atual disposição da Ruta 7. Subimos El Camino de las 365 curvas (Ruta Provincial 52) e, como  era um belo dia de sol, cada curva era um flash.

No topo da estrada, a aproximadamente 3.200 metros de altitude, surge o primeiro mirante do Aconcágua. Nem mesmo a sensação de estar dentro de um frigobar  tira o brilho de avistar pela primeira vez o topo das Américas ❤

Mirante del Aconcágua - Mendoza - ARGENTINA

Desse ponto seguimos para Uspallata. A aproximados 120 km de Mendoza, trata-se  do gracioso povoado onde o capelão do Exército dos Andes, Luis Beltrán, fundiu as armas e canhões usadas pelos libertadores. < Para os cinéfilos, segundo nosso guia, a região também foi cenário de uma das cenas do filme ‘Assassinos’ (1995), com Antonio Banderas 😉 >

Em Uspallata, a maioria das vans turísticas param para um lanche ou refeição. Fizemos uma pausa rápida e seguimos viagem, agora seguindo pela Ruta Nacional 7. 

Acesso Ruta Nacional 7 em Uspallata - ARGENTINA

Passamos pela estação de esqui Los Penitentes, que não estava funcionando. Ainda assim, o teleférico da estação estava em operação, mas como ninguém do grupo quis subir, não paramos nem para uma foto mais elaborada 😦

PUENTE DEL INCA

A  2.700 metros de altitude, a próxima parada foi a Puente del Inca.

Puente del Inca

A ponte natural foi formada pela ação do rio Las Cuevas, que também imprimiu a cor alaranjada à rocha com sua água sulfurosa. Na década de 20, o local abrigou um confortável hotel de águas termais que atraía muitos turistas para região.

Foto do antigo Hotel Puente del Inca - ARGENTINA

Anos depois, o hotel foi destruído por uma forte tempestade e hoje apenas as ruínas fazem parte da paisagem. Somente a igrejinha ficou de pé.

Uma feirinha de artesanato com trabalhos da região andina arremata a visita com formas e cores.

Puente del Inca - Feirinha de souvenires - ARGENTINA

SONY DSC

Da ponte, seguimos ao ponto alto do passeio: o Cristo Redentor dos Andes e, no caminho, uma parada à beira da estrada para o segundo ponto estratégico para ‘mirar’ o Aconcágua <Aquela sensação que ‘meu coração nem é vagabundo, mas quer guardar o mundo em mim’… rsrs  Aquela primeira foto do post, também foi tirada nesse ponto, com um dedinho de zoom>

CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES

Nem todos os tours levam ao Cristo. E essa foi a exata razão pela qual fechamos, sem muito choro, com a empresa El Cristo, pela garantia de conhecer o monumento. O acesso ao Cristo fica no povoado Las Cuevas, entrando no Arco de Las Cuevas, à margem da Ruta 7,  pouco antes do túnel que leva à fronteira com o Chile.

A partir daí você precisa ser forte para segurar a onda na estrada de chão, estreita, de curvas sinuosas “à beira do abismo” que vão te acompanhar pelos próximos 9 km montanha acima. Concentre-se na paisagem… M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!

No topo do passeio, a aproximados 4.000 metros acima do nível do mar, chega-se, com louvor, ao CRISTO REDENTOR, monumento que simboliza o fim de uma disputa territorial entre Chile e Argentina.

O Cristo marca a divisa entre os dois países, que têm os territórios demarcados ao lado da estátua.

Um lugar incrível, perfeito para fazer fotos maravilhosas, não fosse o frio intratável e nossas roupas inversamente proporcionais à demanda congelante.

Vale dizer que, antes do túnel, na Ruta 7, essa estrada para o Cristo era o caminho oficial entre Mendoza e Santiago. God save a engenharia!

 

LAS CUEVAS

Após o Cristo, paramos para almoçar em Las Cuevas, como disse, o último povoado antes da divisa com o Chile. O guia levou o grupo ao Restaurante Nido de Condores, parada básica de quase todas as excursões que visitam o vilarejo.

O almoço custou 120 pesos por pessoa (valor em maio de 2015) com direito a buffet self service e sobremesa. Comida simples, com tempero caseiro. Saborosa! E atendimento muito simpático 🙂

A pouco mais de 3.000 metros de altitude, o frio ainda era severo e o banquinho em frente ao aquecedor do restaurante foi o lugar mais aconchegante de todo o circuito 😉

POTRERILLOS

Como não começamos o passeio pela RN-7, a represa de Potrerillos foi nossa última parada.

O lago, formado pelas águas represadas do Rio Mendoza, fica a aproximadamente 65 km da capital da província e o represamento garante fornecimento de água potável para a região, naturalmente desértica.

O passeio dura um dia inteiro e percorre quase 500 km (ida e volta). Mas o  cansaço eu guardei para minha caminha no hotel. Na van eu era um mico agitado com uma ‘matraca’ fotográfica incansável. Saldo do dia: máquinas e baterias extras descarregadas e um coração feliz  🙂

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE ESSE PASSEIO

– Escolhemos essa opção porque foi a mais viável, descomplicada e barata: 470 pesos por pessoa, contra os 890 pesos da diária do carro (até 500 km) + gasolina (que, em maio de 2015, estava custando 14 pesos por litro) e o bloqueio de 6000 pesos no cartão.

– Apesar da minha implicância com passeios em grupo, acabou que comprar o tour – com van e tudo – foi uma ótima experiência. Conhecemos lugares que sozinhos sequer cogitaríamos e aprendi que não devemos nunca subestimar a Cordilheira. Alguns trechos realmente são mais seguros com motoristas experientes na região.

– Antes de fechar seu passeio, certifique-se que ele levará a todos os pontos do seu interesse. Nem todos, por exemplo, levam ao Parque Provincial do Aconcágua e ao Cristo Redentor.

– As trilhas no Parque do Aconcágua são pagas (não é baratinho e têm preços diferenciados para estrangeiros). Confira a tabela de preços do Parque aqui.

– Esse é o tipo de passeio que pede um dia de céu limpo para aproveitar ao máximo as paisagens, inclusive a vista do Aconcágua. Você também pode conferir as condições climáticas no site do Parque Provincial www.aconcagua.mendoza.gov.ar

– O mau tempo, inclusive, impõe limitações ao circuito. Durante período de neve, por exemplo, o acesso ao Cristo Redentor fica fechado. Fique atento a esses detalhes ao planejar sua viagem. E, mesmo nas estações mais quentes, lembre de levar roupas adequadas para enfrentar o frio da altitude.

– Várias empresas de turismo realizam esse passeio. Nós gostamos do serviço da El Cristo, mas o guia fala apenas espanhol e perdemos muitas informações importantes em razão disso 😦

– Confira mais dicas de Mendoza aqui e aqui . E veja os detalhes de como visitar as bodegas aqui.

 Mais dicas sobre as estradas argentinas aqui.

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

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Como visitar as bodegas de Mendoza- ARGENTINA

3 ago

Nós chamamos de vinícolas, eles chamam de bodegas. Vamos esclarecer então que as bodegas de Mendoza não ficam na capital. Boa parte delas estão  na  região denominada  vitivinícola central, nos municípios vizinhos – Maipú e Luján de Cuyo. E a região também é produtora de azeite, por isso considere incluir pelo menos uma olivícola no seu roteiro 😉

Quanto tempo dedicar às bodegas, isso depende de você. Acredito que cada um monta sua viagem do seu jeito, de acordo com seus interesses e prioridades. Muitas pessoas dedicam vários dias para conhecer diversas bodegas, outras não. No nosso caso, reservamos uma tarde para conhecer  bodegas em Maipú,  na área metropolitana de Mendoza, a 15 km da capital < estamos incluídos naquele ‘outras não’ >

Fomos de ônibus até Maipú e lá  alugamos bicicletas para conhecer as bodegas. Se essa também é sua pretensão, esse post pode te ajudar.

PEGANDO O ÔNIBUS PARA MAIPÚ

– Antes de mais nada, você vai precisar comprar e carregar o cartão ‘Red Bus’, utilizado no transporte coletivo. É vendido em vários estabelecimentos da cidade, como pequenos mercados e lanchonetes (falamos dele aqui).

– Siga até a Rua La Rioja. O ponto dos ônibus para Maipú fica nesta rua, no trecho entre as ruas Garibaldi e Catamarca, bem em frente a Universidad del Aconcágua. Confira no mapa.

Mapa - Ponto de Ônibus para Maipú - Mendoza

– Para Maipú, os ônibus são número 10:

Ônibus Mendoza-Maipú

– Várias linhas seguem para a  cidade vizinha, mas para as vinícolas use as linhas 171, 172, 173 (numeração que aparece no painel luminoso no para-brisa do ônibus).

Linhas Maipú

– Você entra no ônibus e aí vem a primeira dificuldade: como saber o local exato para descer? Fomos perguntando para o motorista e para alguns passageiros e eles diziam sempre a mesma coisa: mais a frente. Como não tínhamos a menor noção de onde seria ‘mais a frente’, decidi descer na primeira praça onde vi um posto de informação, já em Maipú – Plazoleta Rutini.

Plazoleta Rutini - Maipú - MDZ - ARGENTINA

–  Caso não tenha roteiro definido, desça nesta praça. Nela há um posto de informação onde as atendentes, muito simpáticas e atenciosas, oferecem mapas de Maipú e informações das bodegas dessa região do município, chamada Coquimbito.

Centro de Informações Turísticas - Maipú - MDZ - ARGENTINA

– A praça fica na Avenida Urquiza e o ônibus para bem em frente, na calçada da Galeria Comercial Paseo Ruttini.

Paseo Ruttini - Maipú - Mendoza

– Segue o mapa de Coquimbito, região que visitamos. Clique na imagem para ampliar  😉

ALUGANDO A BIKE

–  Depois da praça, siga na Avenida Urquiza, no sentido oposto a Mendoza, e logo encontrará duas casas que alugam bicicletas. Alugamos na Mr. Hugo, pois já havia lido boas referências do serviço.

Mr. Hugo - Aluguel de Bicicletas - MAIPÚ

– O atendimento na Mr. Hugo também é muito simpático e descomplicado. Você paga e já pega sua bicicleta (70 pesos por um dia – em maio de 2015). O bacana é que a maioria das bikes tem cestinhas, imprescindível para quem pretende comprar vinhos durante as visitas.

Mr. Hugo Bike - Eu e o Hugo na foto - MAIPÚ - ARGENTINA

– Na locação da bike eles também oferecem um mapa e alguns cupons de descontos em algumas bodegas . Aqui, uma ressalva, os mapas fornecidos são sempre diferentes e, quando não dá um nó na cabeça, um acaba complementando o outro 😉

– De posse dos mapas, você vai escolhendo onde quer ir. No mapa fornecido no Posto Turístico há informações básicas dos estabelecimentos indicados, o que ajuda na escolha.

ESCOLHENDO AS BODEGAS

– Para quem não pretende se aprofundar no tema, tampouco é um expert em vinhos, o ideal é escolher, basicamente, uma bodega de larga produção e uma bodega familiar, denominadas bodegas boutique.   Uma opção de bodega-boutique em Coquimbito é a Domiciano.

Bodega Domiciano

– Como bodega de larga produção nessa região, acho imperdível conhecer a Bodega La Rural, umas das mais tradicionais de Mendoza, onde também funciona o Museu do Vinho, com cerca de 4000 peças originais do ciclo de produção de vinhos ao longo dos anos.

– Fundada em 1885 por Dom Felipe Rutini, hoje é uma das principais produtoras de vinho de alta qualidade da Argentina, reconhecida internacionalmente.

Bodega La Rural - Foto Antiga - Maipú - ARGENTINA

– A visita livre é gratuita, mas não dá direito a degustação nem acesso aos vinhedos.  A visita guiada, mais completa, é paga (em maio de 2015 custava 50 pesos por pessoa) e  o valor é abatido na compra de vinhos. Tours guiados em espanhol e inglês.

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– Na bodega, compramos um Rutini Malbec 2013 (bem mais em conta que em Mendoza, onde os preços chegam até  30 pesos de diferença).

– Ficou a vontade de conhecer uma olivícola. A mais próxima –  Santa Augusta – no caminho para a Bodega Trapiche,  já estava fechando quando passamos 😦

– Para a Bodega La Rural não foi preciso fazer reserva. Algumas bodegas dessa região não fazem essa exigência, entretanto, você fica correndo o risco de pedalar, pedalar,pedalar e dar com a cara na porta por não ter reservado. Foi o que aconteceu com a gente na estrelada Bodega Trapiche, que só trabalha com reservas.

Bodega Trapiche - Maipú - MENDOZA

– De consolo, ficou a graça de encontrar no caminho para a Trapiche duas lhamas amigáveis e  sorridentes, passeando entre as oliveiras.

Lhama Dourada -Maipú

SOBRE ESSE PASSEIO É BOM SABER QUE:

– Algumas bodegas cobram entrada e/ou degustação, mas boa parte dos estabelecimentos abate o valor na compra de vinhos.

–  A ideia de alugar bicicleta é bacana, desde que você esteja preparado para percorrer, no mínimo, 5 km. As bodegas são espalhadas e para chegar a algumas delas é preciso pedalar por quase 10 km.

Placas - Maipú - Argentina

– Embora os caminhos sejam agradáveis, entre vinhedos e olivais, quem é sedentário pode não ter fôlego para encarar as distâncias.

– Considerando o tempo do deslocamento entre uma vinícola e outra, talvez duas bodegas seja o número viável de visitas para uma manhã ou tarde. Algumas delas não abrem aos domingos e feriados.

– Com planejamento você  pode conhecer bodegas sem percorrer grandes distâncias. É o caso, por exemplo, da Bodega La Rural e da Domiciano, que ficam próximas a Plazoleta Rutini e, de quebra, do Restaurante Casa de Campo, nosso escolhido para almoçar. Confira no mapa 😉

Mapa Coquimbito - MAIPÚ- MENDOZA

– Como foi dito no início, Maipú é uma cidade vizinha a Mendoza, na área metropolitana da capital. Ocorre que, mesmo em Maipú, as bodegas não estão concentradas em uma única região. Nós paramos em Coquimbito ( a mais próxima de Mendoza), mas há bodegas em outras regiões da cidade, como a charmosa Bodega Carinae, que fica em Cruz de Piedra-Maipú. Confira no mapa abaixo a disposição dessas localidades em Maipú.

– O centro de Maipú também reserva boas surpresas para quem decide explorá-lo (clica na imagem para ampliar).

– Confira no mapa a localização dos principais pontos de interesse na cidade:

– Destaque para o Museu Nacional do Vinho e da Colheita, instalado em uma imponente mansão erguida no final do século XIX pelo suíço Juan Bautista Gargantini e o italiano Juan Giol, com mobília e decoração preservadas.

NO MAIS

– Como fizemos as visitas pela tarde, não almoçamos nas bodegas. Mas, por indicação das meninas do Posto de Informações da Plazoleta Rutini, antes de pegar o ônibus de volta, paramos para comer na Casa de Campo. Adoramos a experiência. Confira todos os detalhes aqui.

Luján de Cuyo, vizinha a Maipú, situada a 30km do centro de capital, também é  produtora de vinhos, integrando a região vitivinícola central de Mendoza. Nela estão bodegas de peso como Catena Zapata e Chandon. Além dela, o Valle do Uco é outra região explorada pelo enoturismo.

– Para quem não quer se aventurar em coletivos e bicicleta, o BUS VITIVINÍCOLA é uma boa opção e é possível escolher e comprar seu tour pela internet no site www.busvitivinicola.com

– Confira mais dicas de Mendoza aqui e veja os detalhes do nosso almoço em Maipú aqui.

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

Links úteis para sua viagem.

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Viajar de ônibus pela Argentina – Nossa experiência entre Córdoba e Mendoza

26 maio

Quando decidimos ir para Córdoba, uma coisa era muito certa para nós: alugaríamos um carro e seguiríamos por quase 700km  até Mendoza, curtindo as paisagens inéditas  pelo caminho. Nossa pretensão, entretanto, encerra-se por aqui, nesse ponto final aí no fim da frase.

Os relatos a seguir são baseados em pesos e fatos reais de maio de 2015 \o/

O que a gente não esperava era encontrar diárias de locação de carro por 890 pesos para até 500 km + o bloqueio de 6.000 pesos  no nosso cartão de crédito… cansado de guerra. OU, uma diária mais em conta, tipo 600 pesos para até 500km acompanhada de um generoso bloqueio de 15.000 pesos no cartão. Tudo totalmente fora de cogitação… para mim e para meu cartão, duas vítimas indefesas do sistema capitalista. Acabei não fechando o aluguel previamente pela internet, paguei pra ver e me dei mal.

A RODOVIÁRIA INTERNACIONAL DE CÓRDOBA

Seguir viagem de ônibus, embora não fosse nossa opção preferida, era a única opção possível. Seguimos para a rodoviária de Córdoba, na véspera do feriado de 01 de maio, em busca de passagens para Mendoza. Mas aí, um parêntese… #eikesusto

A foto aí em cima não ilustra, mas…

Sem exagero, a rodoviária de Córdoba é I-M-E-N-S-A. Perdidos, descobrimos dois setores de embarque/desembarque e constatamos que um fica em um ponto totalmente diverso e distante do outro e as constatações param por aí, porque o restante foi no “uni-duni-tê”.  Aleatoriamente íamos achando o que precisávamos.

No piso abaixo das plataformas 01 a 25,  encontramos os guichês (ou parte deles, não sei), tipo, mais  de 50, com saídas para inúmeros destinos, nacionais e internacionais: Brasil, Chile, Peru, Bolívia e lá vai. Encontramos o nome “Mendoza” escrito nos guichês 39 e 40 < Assim mesmo, no amadorismo, sem bancar os descolados e entendidos pra vocês >

Fizemos uma rápida cotação de preços  e compramos naquele que ofereceu a passagem Córdoba-Mendoza mais barata: o guichê 39, onde pagamos 440 pesos no bilhete. Os 880 pesos das duas passagens acabou saindo bem mais em conta e descomplicado que o aluguel do carro.

Os dois guichês ofereciam passagens em diversos horários operados por empresas diversas, nas opções ‘cama’ ou ‘semi cama’ (leito ou semileito). Você, que está lendo esse post, já vai sabendo disso e conhecendo as principais empresas e suas rotas   😉

Itinerários-Argentina

IMPRESSÃO 1 – como viajamos em um feriado, 01 de maio, a rodoviária estava lotada e, embora tenhamos nos arriscado a comprar as passagens na véspera da viagem, ainda assim encontramos várias opções de horários disponíveis, com poucos assentos vazios, certo, mas ainda assim com certa disponibilidade, mesmo sendo feriado, o que nos fez acreditar que o transporte rodoviário  é muito bem servido.

IMPRESSÃO 2 – ao embarcar, o serviço de identificação e acomodação das malas no bagageiro não é da Empresa de transporte. Um ou dois rapazes ficam etiquetando as malas e pedem qualquer quantia pelo serviço. Sem nenhuma noção de valor, oferecemos  5 pesos por cada mala.

O ÔNIBUS, A VIAGEM e AS PAISAGENS

Fizemos Córdoba-Mendoza pela Empresa El Rápido e Mendoza-Córdoba pela Cata Internacional.

Os ônibus são confortáveis e oferecem um singelo serviço de bordo, com cafezinho (ou chá), refrigerante e biscoitos.

A CATA nos serviu um alfajor de maisena que deixou saudade.

E a El Rápido nos agraciou com café ‘en saquitos’, na mesma lógica do chá, que trouxemos como souvenir. O Hélio aprovou, mas pela internet encontrei algumas pessoas adjetivando, gentilmente, de ‘intragável’.

Cafezinho - ArgentinaOs ônibus não eram novos, mas as poltronas são confortáveis.

A dica mesmo, para quem quer apreciar a paisagem (sempre nosso caso), é escolher os  assentos de 01 a 04, com vista panorâmica para estrada.

Some ao bônus da vista o espaço maior para as pernas, sendo, por conta disso, um pouco mais confortáveis.

A viagem entre Córdoba e Mendoza dura aproximadamente doze horas. No nosso caso, foram 11 horas de Córdoba para Mendoza e 11h30 de Mendoza para Córdoba.

Vale citar que essas onze horas e pouco correm sem nenhuma parada para refeição. O ônibus vai parando em várias cidadezinhas ao longo da viagem, mas apenas para o rápido embarque e desembarque de passageiros. O ideal é levar um lanchinho na mochila. Comprei um sanduíche de presunto, por 30 pesos, de um vendedor ambulante que entrou no ônibus e não achei legal. Algumas empresas, em alguns trechos, oferecem serviço de bordo completo, com refeição (almoço ou jantar). Informe-se no ato da compra 😉

Na ida, fomos de Córdoba a Mendoza pela província de San Luis e, na volta, seguimos de Mendoza para Córdoba pela província de San Juan, passando pelo Santuário Difunta Correa.

Curtindo a estrada e enriquecendo nosso arquivo de paisagens, como figurinhas inéditas para preencher  álbum 😉

Estradas Argentinas 2015

DICAS BÁSICAS PARA OTIMIZAR SUA VIAGEM DE ÔNIBUS PELA ARGENTINA

– Em primeiríssimo lugar: você pode, com antecedência, consultar itinerários, horários, empresas e comprar sua passagem pela internet, pelos sites TicketOnline ou Omnilineas.

– Se seu objetivo é, de fato, curtir a paisagem entre Córdoba e Mendoza, a viagem de ônibus é uma mão na roda. Mas caso queira escolher a melhor “casadinha de ônibus” para Mendoza, com o bônus de paisagens incríveis, o ideal é optar por Mendoza-Santiago. A viagem entre Mendoza e Santiago dura entre quatro e cinco horas e o percurso pela ‘Ruta Nacional 7’ (na Argentina) e CH-60 (no Chile), cruzando a Cordilheira, exige paz de espírito e muita calma no coração para não esgotar a bateria dos  ‘aparatos eletrônicos’  nos primeiros quilômetros.

– Nesse trajeto,  escolha lugares no lado esquerdo do ônibus (mesmo lado do motorista) no sentido Mendoza-Santiago e, claro, no lado oposto, no sentido Santiago-Mendoza. Se possível, faça essa escolha ainda que tenha a dádiva de estar naquelas poltronas que falamos anteriormente – 01 a 04. Isso garantirá os melhores ângulos da estrada para suas fotos 😉  Uma vez nesses assentos – 01 a 04 – definido o trecho, atenção para a  escolha do horário, evitando  pegar o sol de frente.

– Fique atento apenas ao fato de que nas estações mais frias essa travessia entre Chile e Argentina pode ficar suspensa por vários dias em razão de condições climáticas desfavoráveis.

– Para quem pretende bater perna pelo interior da Argentina partindo de Córdoba, duas observações:

1- Para as cidades mais próximas, como Jesús Maria, Alta Gracia, Carlos Paz, La Cumbre, opte pelos micro-ônibus que saem do Terminal do Mercado Sud, na Boulevard Illía. Lá você vai encontrar ônibus para vários destinos da região, com vários horários disponíveis.

Terminal Mercado Sud - Córdoba - ARGENTINA

2- Além dos inúmeros cafés, lanchonetes e lojas, a Rodoviária de Córdoba tem guarda-volumes, onde é possível guardar sua bagagem (em maio de 2015, uma ficha para permanência de 24h estava custando 25 pesos). Encontramos os lockers na área dos banheiros no final das plataformas de embarque.

Procurei relatos na internet sobre a utilização desse serviço, mas não encontrei. Se alguém tiver alguma experiência, pode contar aqui 😉

– No Chile, você pode contar com esse serviço de ‘custódia de bagagens’ de uma empresa especializada. Recebemos um panfleto em Mendoza e fica aí o contato para quem tiver interesse (utilizamos esse tipo de serviço em Paris e foi uma ótima experiência. Confira aqui).

– Caso queira trocar o ônibus pelo avião, saiba apenas que empresas como Aerolíneas Argentinas têm preços diferenciados para estrangeiros que, nesta condição, pagam mais caro para fazer a mesma viagem e usufruir do mesmo serviço. Além disso, lembre-se da franquia de bagagem. Em voos domésticos, por exemplo, a franquia da Aerolíneas é de 15Kg contra os 23Kg das empresas brasileiras. Se sua mala estiver gordinha, ultrapassando a franquia local, prepara-te para pagar a partir de 100 pesos pelos quilos a mais.

– De qualquer forma, em qualquer meio de transporte, sugiro que você lacre suas malas para viajar ( e chegar) tranquilo. Nós usamos os lacres da Sealbag 😉

– Para deixar sua viagem redondinha, confira:

Links úteis para sua viagem.

Dicas para arrumar a mala.

– Mais sobre Mendoza? Leia também

O Básico de Mendoza – Dicas úteis.

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Mercado Central – Mendoza – ARGENTINA

13 maio

Realmente não somos as criaturas mais sofisticadas no quesito gastronomia. Trocamos fácil um restaurante arrojado pela padaria da esquina. É o nosso jeitinho. We love  feiras, mercados, barraquinhas, carrinhos ou qualquer outra coisa que venda coisas cheirosas pela rua.

E assim, nosso jeitinho (combinado com nosso orçamento apertado) nos levou, felizmente,   ao Mercado Central de Mendoza.

Uma ótima dica para comer bem e barato no mercado mais antigo da cidade, assim que conseguir  um lugar para sentar.

Por lá você vai encontrar desde as básicas empanadas a massas e mariscos.

Além da variedade, a boa notícia mesmo são os preços, com opções de combinados de pizzas/sanduíches + refrigerante por menos de 30 pesos 😉

Harry's Mercado Central - MendozaRodando mais um pouquinho vai encontrar pratos mais encorpados com preços mais encorpados também. Avalie  com calma. Em algum ponto há um combo que combina com você.

Nós optamos pelo Pastas del Mercado. Não só pela cara boa da comida, mas também porque conseguimos uma mesinha livre bem em frente 😛

O bife a milanesa (gostoso) com salada, pãezinhos, duas empanadas (gostosas também) e dois refrigerantes de 500ml  somaram 135 pesos.

– Lembrando que os preços, de maio de 2015, são meramente ilustrativos, já que em pouco tempo os valores não serão mais estes. Ainda assim, fica valendo a dica dessa experiência pitoresca e bem-sucedida para sua refeição em Mendoza.

– A entrada para o ‘patio de comidas’ do Mercado Central fica na Av. Las Heras, logo após a esquina com a Rua Patricias Mendocinas. Confira no mapa 😉

Mapa Mercado Central - Mendoza - Argentina

O Mercado funciona de segunda a sábado.

– No horário que estivemos por lá, após as 14h, as lojas estavam fechadas (uma pena).

A praça de alimentação, entretanto, não fecha para siesta e funciona em horário corrido, das 8h às 19h.

As lojas funcionam das 8h às 13h e das 16h às 19h.

– A dica é visitar o mercado com calma, apreciando a variedade de suas bancas e o cotidiano local.

– Os mais curiosos podem conhecer um  pouco mais do Mercado Central de Mendoza  aqui e aqui.

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CASA DE CAMPO – aconchego e boa comida em Maipú – MENDOZA.ARGENTINA

12 maio

 Aí a pessoa, desavisada, alugou uma bicicleta e saiu para sua jornada romântica entre oliveiras e vinhedos na vizinha Maipú, coladinha em Mendoza.

Mas, em pouco tempo, através do mapa, das placas e das pedaladas, vem a grande revelação: as bodegas são bem espalhadas e ir de uma a outra demanda tempo e um fôlego de pedal que… hum… nem sempre chega junto nessas horas 😛

Para as perninhas cansadas e costas ansiosas por um descanso, a santa pausa para comer pode ser o momento mais relaxante do passeio. E, para quem não teve a chance de almoçar nos restaurantes reputados de algumas vinícolas, um restaurante discreto com a proposta de casa de fazenda e comida caseira pode ser uma agradável descoberta em Maipú.

CASA DE CAMPO, um cantinho aconchegante que nos foi indicado pelas meninas super simpáticas do Centro de Informações Turísticas da Pracinha Rutini – Plazoleta Rutini –  na Av. Urquiza.

O restaurante fica a alguns metros da praça, também na Av. Urquiza, sentido Maipú-Mendoza. Confira no mapa 😉

Mapa Maipú - Grande Mendoza

O ambiente encheu nossos olhos, fãs dessa decoração amadeirada, típica de casa de campo.

O cardápio inclui carnes, massas e alguns pratos sugestivamente preparados com um toque dos vinhos da região. O esquema  é o  menu completo, que inclui entrada, uma empanada, o prato principal e uma sobremesa. As bebidas não estão incluídas.

Nossa opção foi o ‘Frango ao Vinho Branco’, que chegou exalando vinho. Carne muito macia e, apesar da presença marcante do vinho, o conjunto da obra estava no ponto.

Pollo al Vino - Casa de Campo - Maipú.Mendoza - ARG

A empanada de carne também muito saborosa e a entrada, ‘Picada de Campo’, tinha um pouquinho de tudo: algumas coisinhas gostosas; outras esquisitas, sem classificação; e outras que, ao nosso paladar, não agradaram de jeito nenhum.

A sobremesa, sorvete de creme com algo tipo, deduzo… marmelo. Simples, mas gostosinha.

– Testado e aprovado com o selo ‘deixou saudade’ 😉

– Em maio de 2015, nossa conta – com 01 menu completo e quatro refrigerantes –  ficou em 240 pesos. < Nessa viagem, quando o tema era restaurante o final era sempre o mesmo:  algo em torno de 200 e alguns pesos. Prepara o teu coração para pagar entre 22 e 25 pesos em uma latinha de ‘gaseosa’ (valores de maio de 2015, sujeitos a rápida atualização).  A Argentina como ela é  😛 >

BÁSICO

– Horário de funcionamento:  segunda a domingo, das 12:00 às 18:00.

– Endereço: Av. Urquiza, 1516, Coquimbito, Maipú, Grande Mendoza.

– Contato:  telefone (0261) 481-1605 / 561-5572 / 561-5573

                         e-mail: info@casadecampomza.com

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Almoço no Mercado Central.

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Dicas de Mendoza – ARGENTINA

8 maio

Localização Mendoza

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– Mendoza é a capital da província argentina de mesmo nome, localizada a leste dos Andes, aos pés da Cordilheira.

– Está a 340 km de Santiago do Chile; 1050 km de Buenos Aires e 659 km de Córdoba. Confira outras distâncias da capital para pontos da região:

Distâncias de Mendoza - Argentina

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 – Partindo do Brasil, a Tam tem voos para a Mendoza e a Gol passa a voar para lá a partir de julho de 2015.

Voo Gol para Mendoza

– A Aerolíneas Argentinas também é uma opção, maaaaas… < Nós tentamos viajar pela Aerolíneas em um voo de Mendoza para Cordoba. Para tanto, entrei no site Skyscanner que me levou ao  Atrapalo.com, onde encontrei as passagens pela Aerolíneas com preços excelentes. Comprei. 24 horas após a compra o Atrápalo entrou em contato e informou que os valores da minha compra só estavam disponíveis para argentinos. Para estrangeiros seria outro valor, aumentando em 850 pesos nossa compra. Resultado: desisti. Ficou a experiência. Confira todas essas questões sobre comprar passagens e voar em companhias aéreas dos ‘hermanos’  aqui, no post e comentários do Viaje na Viagem    e  aqui, no Melhores Destinos>

– O transporte rodoviário na Argentina nos pareceu bem eficiente. Várias empresas de ônibus fazem viagens nacionais e internacionais. Você pode verificar os itinerários, horários e comprar sua passagem pela internet através do site TicketOnline.

Andesmar– Na lateral direita do site aparece uma coluna com as diversas empresas que cobrem os mesmos trechos em diferentes horários. Nós viajamos de Córdoba para Mendoza pela El Rápido e de Mendoza para Córdoba pela Cata (confira na coluna indicada)

Pela cidade

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Mendoza é uma cidade fácil de compreender. Suas praças principais estão dispostas como o número cinco de um dado (MAPA COMPLETO DA CIDADE AQUI)

Mapa Praças Mendoza - Argentina

– A praça central e principal – Plaza Independencia – é endereço do Museu Municipal de Arte Moderna e do Teatro Independencia (Av. Chile).

– Em frente ao Teatro há um ponto para compras de passagens e bilhetes para os ônibus turísticos que cortam a cidade.

Quiosque de Venda de Passeios e Passagens - Plaza Independencia - MendozaMais adiante, no centro da praça, há um ponto de aluguel de bicicletas.

Ponto de Alguel de Bicicletas - Plaza Independencia - MendozaIndo em direção ao Calçadão da Sarmiento – Peatonal Sarmiento – estão as fontes e a feirinha de artesanato.

LOCOMOÇÃO

– Fique atento ao caminhar pelas calçadas da cidade. Além das acequias – os canais de irrigação que cortam as ruas – as calçadas, sempre arborizadas, têm aberturas  para as árvores. É bom prestar atenção para evitar acidentes, sobretudo aqueles que costumam caminhar com a cara para cima, tentando fotografar tudo < meu caso 😛 >

Acequitas - Mendoza - Argentina– Achamos táxi em Mendoza bem em conta. Difícil citar preços em um país que inflação atualiza os valores muito rápido, mas da Rodoviária para nosso hotel, na Av. 25 de Mayo, o táxi ficava entre 35 e 37 pesos. Do centro para o Aeroporto pagamos 77 pesos.

– Andar de ônibus também é uma opção viável, mas para isso é preciso comprar o cartão RED BUS.

– Várias lojinhas na cidade vendem esse cartão e, geralmente, têm a indicação “Red Bus” na entrada.

– NÃO é preciso comprar um cartão por pessoa. Você pode comprar apenas um cartão e abastecer com o número de viagens que vai usar. Para duas pessoas, por exemplo, ao subir no ônibus basta passar o cartão duas vezes na máquina (parece óbvio, mas muita gente acaba comprando dois cartões desnecessariamente)

 < Em maio de 2015, uma passagem de coletivo estava custando 4 pesos, inclusive para Maipú, onde ficam as vinícolas. Já para o Aeroporto custava 5 pesos. O cartão Red Bus custava 10 pesos >

– Os ônibus coletivos para Maipú, números 171,172 e 173, saem da Rua La Rioja, no trecho entre as ruas Garibaldi e Catamarca.

– O ônibus para o Aeroporto é linha 6, número 63, e você pode pegar na Rua Salta, no trecho entre as ruas Catamarca e Buenos Aires.

COMÉRCIO e a SIESTA

– Mendoza tem a peculiaridade da siesta, período da tarde em que o comércio fica fechado. Por conta disso, praticamente todo o comércio abre pela manhã, fecha pela tarde e retomam as atividades, geralmente, entre as 17 e 21h.

– A exceção fica, no geral, para as grandes redes de supermercados, como o Carrefour,  shoppings e alguns restaurantes, que funcionam em horário corrido.

ATENÇÃO

– A cidade parece segura, mas, sobretudo nas ruas mais afastadas do centro, com menos movimento, fomos aconselhados por alguns mendocinos a guardar a câmera fotográfica e segurar bem a bolsa. Eles relatam não apenas furtos, mas também roubos com arma de fogo contra turistas. Triste, mas necessário ter a informação para ficar alerta.

AVENIDA LAS HERAS

– É uma das principais ruas comerciais da cidade. Um ótimo lugar para fazer comprinhas de viagem, pois nela concentram-se várias lojas de souvenires, artesanato, couro, vinhos, chocolates e os deliciosos alfajores.

Av. Las Heras - Mendoza - Argentina– Pelas Las Heras se espalham várias agências de viagem, vendendo pacotes para várias atrações da cidade e região, e restaurantes.

– Nós gostamos muito da experiência de almoçar no Mercado Central, localizado na Av. Las Heras, bem próximo à esquina com a Rua Patricias Mendocinas. Variedade de comidas, de pizzas a pescados, e preços mais em conta 😉

Mercado Central - Mendoza - Argentina– Outra boa dica de compras são os supermercados da rede Carrefour. No trecho da Las Heras que percorremos, nas imediações da esquina da Av. 25 de Mayo (onde ficava nosso hotel), encontramos um Carrefour na esquina com a Rua Patricias Mendocinas e outro, maior, na esquina com Av. Belgrano.

– No Carrefour é possível encontrar boa variedade de vinhos e azeites da região.

– Antes de entrar no supermercado, lembre de deixar seus pertences no guarda-volumes de autoatendimento. É só escolher um disponível, trancar e levar a chave com você.

– Na esquina da Las Heras com a Belgrano (avenida da linha de trem), em frente ao Carrefour, funciona uma feirinha de artesanato – Paseo Municipal de Artesanos.

– A partir da Av. Belgrano, a avenida segue, sentido Parque General San Martin, agora como Av. Juan B Justo.

– Na Av. Juan B Justo, poucos metros depois da Belgrano, caminhando sentido Parque General San Martin, no nº 161, fica o restaurante Anna Bistró, com ótima comida, mas um pouco mais caro. Uma boa opção para quem quer ter uma experiência gastronômica mais arrojada.

Anna Bistró - Mendoza - ArgentinaNo caminho, uns passinhos antes do Anna Bistrô, funciona a charmosa ‘Pastelaria’ Brillat Savarin.

Pastelaria - Mendoza - Argentina

AVENIDA SARMIENTO

A Av. Sarmiento é um dos principais eixos turístico da cidade. Cruza a praça principal – Plaza Independencia – sentido Parque General San Martin e Av. San Martin.

– Seguindo por essa avenida para ir ao Parque San Martin (sentido à esquerda do mapa), você vai dar de cara com os portões  de entrada do parque que, por si só, já são uma atração.

– Nesse trecho, a caminho do parque, além de bons restaurantes e charmosos cafés, você também vai encontrar imponentes residências mendocinas.

Casas de Mendoza– Após a Av. Belgrano, que é a avenida da linha de trens, a Av. Sarmiento passa a chamar-se Av. Emilio Civit e segue com esse nome até a entrada do parque.

 -Voltando para a Praça Independencia e agora seguindo pela Av. Sarmiento no sentido oposto ao Parque San Martin (à direita do mapa), logo após a praça, a Sarmiento torna-se um calçadão arborizado.

– Além dos inúmeros cafés, pelo calçadão você vai encontrar agências de viagens, lojas de roupas e couro e a Aerolineas Argentinas (nº 82, no trecho entre a Av. 9 de Julio e Av. San Martin), caso tenha interesse em agilizar passagens de avião pela empresa.

 AVENIDA SAN MARTIN e CÂMBIO

– Entre outras coisas, a Avenida San Martin concentra algumas casas de câmbio, notadamente no trecho entre o Calçadão da Sarmiento e Rua Lavalle.

Mapa Praças Mendoza - Av. San Martin-  Argentina

Apesar disso, FIQUE ATENTO, o melhor câmbio que encontramos foi o da Câmbio Express, localizada na Rua Espejo, nº 58, paralela ao Calçadão da Sarmiento, no trecho entre a Av. 9 de Julio e Av. San Martin.

– Esse foi nosso melhor câmbio em toda a viagem. Compramos peso na cotação de 3,20 pesos para 1 real, contra a cotação de 3 pesos para 1 real na cidade de Córdoba e 2,80 pesos para 1 real, na Casa de Câmbio Santiago (bem próxima a Câmbio Express, na esquina da Av. San Martin com Catamarca, que nos foi indicada antes da viagem).

< Certamente há cotações melhores, mas estas foram as que tivemos acesso enquanto estivemos por lá e, sem indicações, optamos por não gastar o pouco e precioso tempo  da viagem atrás da melhor cotação >

– Atente para o horário de câmbio. Chegamos na Câmbio Express às 10:00 e o sistema de compra/venda de moedas já estava encerrado, divergindo do horário anunciado na entrada.

– Com o sistema fechado,  indicaram alguém para  comprar nossos ‘reais’, mas pelo mesmo valor oferecido pela casa. Seguimos com a pessoa indicada para um prédio ao lado e fomos parar em umas salinhas no subsolo do prédio, no submundo do câmbio, onde fizemos a troca de moedas.

– O mercado paralelo acabou se tornando uma prática comum na Argentina após as medidas de intervenção do governo no mercado de câmbio. Ficou essa nova experiência para nós < Somos de um tempo que o melhor câmbio era do Banco de la Nación rsrs >

– Nessa região da Av. San Martin, inclusive, várias pessoas te abordam pelas calçadas oferecendo câmbio. Em nove dias não foi possível mergulhar nos meandros  das novas práticas cambiais  da Argentina e por isso optamos pelas casas oficiais. Mas, para ajudar você a tirar suas dúvidas e suas próprias conclusões sobre o tema, indico esse post, do Viaje na Viagem e esse outro, do 360meridianos.

– O que você só deve usar na total falta de opção é o cartão de crédito. Entre outras questões, o IOF está  realmente assustador.

CORDILHEIRA

– Aos pés dos Andes, Mendoza tem paisagens incríveis. Seguindo pela Cordilheira, em direção ao Chile, a Ruta Nacional 7 garante vistas, sem exagero… espetaculares.

– Nosso plano era alugar um carro e seguir pela Ruta 7 por nossa conta, mas os preços altíssimos da diária, mais o valor altíssimo de bloqueio no cartão de crédito e o preço salgado da gasolina… enfim… mudamos de ideia.

– Como alternativa, fizemos o passeio Alta Montaña, pela Empresa El Cristo, arrumada de última hora pelo nosso hotel.

– O passeio custou 470 pesos por pessoa e atendeu as nossas expectativas, até porque, conhecemos pontos que sozinhos de carro, sem conhecer bem a região, não conseguiríamos chegar. É o caso do monumento Cristo Redentor, a 4.200 metros de altitude, cujo acesso se dá por uma estrada de terra com curvas  hiper super mega fechadas #tenso 😛

– Nosso objetivo era ir até o Parque Provincial Aconcágua e fazer a trilha até a Laguna de Horcones. O passeio Alta Montaña, entretanto, não leva ao Parque, embora leve a dois mirantes onde, em dias de céu limpo, é possível avistar o pico do Aconcágua.

Mirador del  AconcaguaA entrada para o Parque Aconcágua é paga e os preços não são simbólicos.  Você pode ter mais informações sobre o Parque, inclusive a previsão do tempo (que faz toda a diferença), no site oficial www.aconcagua.mendoza.gov.ar . Confira as tarifas aqui. Algumas rotas no parque precisam de licenças e não estão abertas durante todo o ano. A Laguna de Horcones, entretanto, pode ser visitada durante o ano todo e não requer licença.

Vinícolas

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– Parte das vinícolas e olivícolas de Mendonza podem ser encontradas na vizinha Maipú, há 16 km do centro da capital, e Luján de Cuyo, ambas na região metropolitana da Grande Mendoza.

Bodega La Rural - Maipú– A opção que escolhemos para visitar a região foi alugar bicicletas em Maipú, na  Av. Urquiza.

– Para chegar a Maipú, você pode pegar um ônibus coletivo no centro de Mendoza – Linhas 171 (preferencial para as vinícolas),172 e 173 – na Rua La Rioja, no trecho entre as ruas Garibaldi e Catamarca ( em breve, todas as informações detalhadas em um post específico)

– Ocorre que as vinícolas ficam espalhadas e o deslocamento entre elas, além de levar certo tempo, pode ser cansativo. Para quem não quer atividade física e prefere conhecer as vinícolas de maneira mais confortável, vale a dica do serviço BUS VITIVINÍCOLAS, cujo bilhete pode, inclusive, ser comprado pela internet no site www.busvitivinicola.com

– Algumas bodegas exigem reserva.

Informações uteis

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– A voltagem é 220 e as tomadas comportam o modelo de dois pinos redondos. Caso seus aparelhos tenham tomadas no novo padrão de três pinos, você vai precisar de adaptador de tomadas.

– Para ligações telefônicas, há vários ‘locutórios’ pela cidade.

– O código DDI da Argentina é +54. O código de área de Mendoza é 0261.

– Para ligar a cobrar da Argentina para o Brasil disque 0800 999 5500 de qualquer telefone e siga as instruções da Embratel.

Mapa de Mendoza

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– Clique na imagem do mapa para ampliar

– Note que Las Heras, acima do mapa, e Godoy Cruz, abaixo, referem-se a ‘departamentos’ (municípios) vizinhos a capital, que integram a região metropolitana da Grande Mendoza 😉

– Para deixar sua viagem redondinha, confira também:

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