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Donkey Sanctuary – ARUBA

30 nov

Dois curiosos e uma motoca, soltos em Aruba. O que esperar dessa configuração? Saímos virando a ilha pelo avesso, cacto acima, cacto abaixo. Numa dessas, fomos bater lá no Donkey Sanctuary.

Para quem é apaixonado por animais (nosso caso) e também para crianças (que costumam vibrar com tudo que envolva bicho), conhecer o santuário é uma experiência incrível. Vale se aventurar no meio do nada, por dentro da ilha, atravessando sua vegetação árida, sem um pé de gente por perto.

Quando você chega, ninguém para receber. Ninguém, tipo, gente, porque o mais empolgante para nós foi a recepção dos próprios burrinhos. Foram se aproximando  com olhinhos de “olá!” e carinhas de quem diz “entra aí!”.

Donkey Sanctuary - ARUBA

Ficaram rodando e olhando para nós, até que um me ensinou como abrir o portão.

Donkey Sanctuary - ARUBA

Donkey Sanctuary - ARUBA

Entramos. Mas, atravessando essa etapa, não pense que a recepção para por aí. Eles seguem te acompanhando até a casinha preparada para receber as visitas.

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Entrando na propriedade, é burrinho pra todo lado. Um mais simpático que o outro (e eu sempre querendo fazer amizade, puxar assunto, tal e tal).

Para dar um upgrade na interação – e no orçamento do projeto – eles vendem pacotinhos de ração.

Donkey Sanctuary - ARUBA

 Na sequência, uma fila de burrinhos se forma esperando ansiosamente pela sua generosidade. Não faça desfeita, eles contam com isso durante a sua visita 😉 Uns queridos!

Além, claro, da vasta área destinada aos animais, há uma casinha varandada, onde funcionam a lojinha de souvenires e uma pequena lanchonete.

O mais importante mesmo, fazendo valer a pena o deslocamento até lá, é,  de alguma forma, contribuir com a permanência desse trabalho. A entrada é gratuita, mas é possível ajudar comprando lembrancinhas ou deixando uma doação.

Donkey Sanctuary - ARUBA

Até sabonetes feitos a base de leite de “burrinha” encontramos. Segundo eles, são ótimos para a pele. Não vou mentir que eu usei com receio, mas aprovei. Na próxima, compro mais.

O santuário nasceu como uma resposta ao abandono dos burrinhos pela ilha. Eles chegaram lá para servir como transporte e ajudar nas tarefas das propriedades. Com o tempo,  foram sendo substituídos pelos automotores. Sem serventia, foram abandonados, passando a vagar sozinhos, sem comida nem abrigo. Próprio do ser humano, ser desumano. Lamentável. O Donkey Sanctuary passou a acolher e cuidar desses bichinhos, que só querem comida, um cantinho pra descansar e um gesto de carinho, sempre que possível.

Donkey Sanctuary - ARUBA

NEGRITA (Donkey Sanctuary – Aruba)

No dia seguinte, voltamos. Queríamos comprar mais coisinhas e, fato, rever o pessoal. Dessa vez uma surpresa: ninguém para nos receber. Nenhuma carinha meiga no portão. Nenhum rabinho balançando com a nossa chegada. Ficamos desapontados, mas entramos, sozinhos e cabisbaixos. A resposta veio logo. Era hora do café da manhã. Todos estavam concentrados na refeição. Perdoados.

Não é fácil chegar sozinho, porque fica pelo meio da ilha, passando por locais totalmente ermos. A paisagem é árida e o sol severo. Mas vale muito a visita. Para chegar, o jeito mesmo é valer-se de um bom mapa ou GPS. Nós pegamos o mapinha resumido no próprio panfleto deles:

Mapa - DonkeySanctuary

Na verdade, esqueça o mapa. A instrução, acima dele, é que realmente nos permitiu chegar. Saindo de Palm Beach, siga pela Route 4A, sentido Piedra Plat/Paradera. Siga nesta via e, rode, rode e rode até encontrar a Pizza Hut, em Piedra Plat:

Pizza Hut em Pidra Plat – Aruba. Para o Donkey Sanctuary, vire na primeira pista à esquerda, quase em frente à pizzaria.

Vire na via à esquerda, quase em frente à Pizza Hut. A partir daí, siga à risca as instruções (acima) do mapinha. O trecho que segue depois da Pizza Hut tem várias placas do Donkey Sanctuary, que são as únicas responsáveis por você não passar direto e acabar saindo lá no México.

Caminho para o Donkey Sanctuary

 Se você não curte se arriscar tanto, algumas empresas de turismo incluem a ida até o Donkey Sanctuary em seus passeios. Informe-se no seu hotel.

Funcionamento - DonkeySanctuary

Confira todas as informações no site arubandonkey.org e na Fanpage Donkey Sanctuary.

DonkeySanctuary

Mais dicas de Aruba? Leia também

Aruba-Bonaire-Curaçao – Dicas úteis;

Mill Resort & Suites – nossa dica de hospedagem na ilha 😉

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Gouverneur Restaurante & Café – CURAÇAO

5 ago

Uma vez em Curaçao, acredito que qualquer um,  uma hora ou outra, fatalmente será atraído por este sóbrio casarão colonial:

 Foi exatamente o que nos aconteceu. Nem sabíamos do que se tratava, mas era tão bonito, que fomos entrando, pelos fundos, como gatos curiosos que pulam no quintal alheio.

De cara, simpatizamos com as mesinhas refrescadas por um pequeno jardim e um sisudo chafariz.

E… Antes que pudéssemos perguntar qualquer coisa, fomos recebidos por uma garçonete (tão sisuda quanto o chafariz). Sentamos ali mesmo e aguardamos ansiosos pelo cardápio (valores de julho de 2012).

Aventurar-se pelas iguarias locais é algo que acho lindo, intenso e invejável, mas difícil de verdade pra mim. Por isso, quando encontrei um sanduíche de queijo brie, amêndoas, mel e cebola caramelizada, nem quis conferir o resto.

D-E-L-I-C-I-O-S-O! Sem mais.

Para o Hélio, Burritos mexicanos com recheio de carne picante e pimenta-jalapenho (jalapeño), além de outros ingredientes by Mexico, que fomos descobrindo nas garfadas seguintes. Tudo muito bom, bem temperado, carregado no sabor, mas sem exageros.

E, assim, ficamos clientes do Gouverneur. Não só pela comida, mas pelo ambiente e pela localização. O imponente casarão fica à beira do canal da Baía de Santa Anna, bem próximo à ponte Queen Emma, em Otrobanda, no miolinho básico de Willemstad (entenda a pequena capital aqui).

Se preferir, é possível almoçar na varanda, com vista para Punda e para a intensa vida náutica de Curaçao:

Além dos suculentos sanduíches, que são servidos até às 17h, o cardápio é bem variado e oferece itens reputados da culinária local, como a karni stoba (uma carne tipo ensopada). Barato não é, mas a qualidade da comida e o charme do ambiente merecem esses dólares a menos no seu orçamento.

A conta vem em Nafl, mas já com o valor convertido em dólares. Você escolhe em que moeda pagar, uma prática comum em Curaçao. A taxa de serviço não vem na conta. Deixamos sempre algo em torno de 10 a 15% como gorjeta (não deixar é deselegante). Aceitam cartões.

Funcionamento: diariamente, para almoço e jantar, a partir das 10h. Cozinha até às 22h30/Bar até 00h.

Gouverneur de Rouville

Mais informações, no site www.de-gouverneur.com

A dica é aproveitar a ida ao Gouverneur e conhecer também o quarteirão Kura Hulanda, que, além de complexo de hotéis e pequenos restaurantes, abriga o museu que conta a história do comércio de escravos na Ilha. O Kura Hulanda fica nos fundos do Gouverneur.

– Mais restaurantes em Curaçao? Confira também Mundo Bizarro e  Waterfort Arches;

– Para organizar sua viagem ao ABC do Caribe, leia também Aruba-Bonaire-Curaçao-Dicas Úteis.

The Mill Resort & Suites – ARUBA

27 fev

Quando você começa a pesquisar sobre hotéis em Aruba, encontra muita gente dizendo “em Palm Beach, todos os hotéis são pé na areia, exceto o Mill Resort”.

Certo. Não é pé na areia mesmo, mas olha, isso não é motivo pra tirar o Mill Resort dos seus planos, a não ser que praia seja o centro gravitacional da sua viagem e você faça questão de vista para o mar.

Mapa - Palm Beach - The Mill Resort - ARUBA

Para nós, ele foi uma excelente escolha. Bem localizado, ótimas instalações, quarto perfeito e o pé não fica na areia, fato, mas em uma esticadinha curta, apenas atravessando o hotel vizinho –  Westin –  e pronto, lá está a tão esperada areia de Palm Beach.

Westin Resort & Casino - ARUBA

Westin Hotel – em frente ao The Mill Resort – PALM BEACH – ARUBA

A RESERVA

A escolha pelo Mill Resort  se deu em razão do preço e da disponibilidade. Desconfiei. E imaginei logo que, mais em conta e disponível… em Palm Beach, devia ser UÓ. Mas pesquisando encontrei muitos comentários positivos e,  no site do Hotel, gostei do que vi (o que ainda não queria dizer muita coisa).

Site - The Mill Resort

– Por seis diárias s/ café da manhã em agosto de 2012, pagamos R$ 1.400,00. Fechamos a reserva pelo Decolar.

 Importante:O que não esperávamos era a exigência de um bloqueio de US$ 100 no ato do check-in no nosso já arruinado cartão de crédito (após uma semana em Curaçao). Foi um susto que quase me fez cair como um ovo estalado na recepção do hotel. Então, esteja preparado.

Mais importante ainda: O bloqueio funciona apenas como caução e tudo que você gastar no hotel durante a hospedagem será cobrado à parte. Eles não mexem no valor bloqueado. Estornam integralmente e cobram os valores gastos separadamente. A relevância disso é que, caso você esteja confiante que vai gastar por conta do que já foi descontado, esqueça. O estorno não entra automaticamente, demora algum tempo e, para  pagar todos os gastos que teve no hotel na hora do check-out, se sua pretensão é pagar via cartão, vai precisar, novamente, ter limite disponível, sem contar aqueles US$ 100, que só voltarão ao seu limite algum tempo depois.

O QUARTO

Pra ser bem sincera, o quarto do Mill Resort foi um dos melhores onde já me hospedei.

Quarto Duplo - The Mill Resort - ARUBA

Espaçoso, bem arrumado e funcional.

Quarto e Varanda - The Mill Resort - ARUBA

Tínhamos uma banheira conjugada com o quarto, estilo loft,  e uma pia enorme para espalhar meus apetrechos.

Banheira - Quarto Duplo - The Mill Resort - ARUBA

Além disso, claro, banheiro reservado, com box e ducha quente.

The Mill Resort - ARUBA

Varanda agradável, sobretudo para aqueles que, como eu, viajam com um fumante. Mas, veja, é terminantemente proibido fumar no interior quarto, sob pena de multa. O Hélio só fumava na varanda e com a porta fechada.

Varanda - The Mill Resort - ARUBA

Cafeteira, ferro, tábua de passar e frigobar. Como disse, funcional.

Agora vem O defeito: internet só pagando, comprando on-line o pacote que eles oferecem.

Tomadas no estilo americano –  110v (de novo, sempre bato na tecla, leve seu adaptador de tomadas).

Tomada - The Mill Resort - ARUBA

Os quartos variam e alguns deles, no lugar da banheira estilo loft, têm cozinha completa. Talvez, no ato do check-in, você possa manifestar sua preferência,  já que na reserva on-line, pelo Decolar no nosso caso, não houve nenhuma definição nesse sentido.

CAFÉ DA MANHÃ

Nossa diária não incluía café da manhã. Mas, pagando  US$ 16,00 por pessoa,  era possível participar do buffet matinal.

Café da manhã - The Mill Resort - ARUBA

Algumas coisinhas interessantes, como omelete  feito na hora.

Omelete - Café da Manhã - The Mill Resort - ARUBA

Mas nada que nos estimulasse a gastar US$ 32,00 a cada manhã. Fizemos comprinhas no supermercado e preparávamos nosso café no quarto mesmo, aproveitando bastante nossa cafeteira.

Comidinhas de Supermercado - ARUBA

O HOTEL

Como disse, as instalações são ótimas. O hotel é muito agradável.

Uma lojinha na recepção, tipo mercadinho, vende  itens bem variados, de frios a souvenires. Os donos são argentinos e muito simpáticos. Os preços não são tão legais, mas quebra um galho na hora da fome. Alguns produtos, como protetor solar, estavam em promoção, com preços bem interessantes.

Nessa lojinha, também é possível comprar o cartão telefônico para chamadas internacionais e, bem ao lado da loja, há um telefone que recebe este tipo de crédito.

O caso é que US$ 10,00 duravam pouco mais de cinco minutos de conversa.

E a piscina… Ah! A piscina, D-E-L-I-C-I-O-S-A. Fica no centro do hotel circundada pelos apartamentos.

Além disso, você se refresca sendo observado pela fauna local. Perfeito!

Eles só pedem que não alimente os animais. Uma pena. Minha vontade era levar todo mundo para o quarto e fazer uma farra kkkkk

A PRAIA

Palm Beach, na verdade, é uma praia sitiada pela tirania das cadeiras. A praia é loteada entre os hotéis, que distribuem suas cadeiras pela areia e, apesar de dispostas sem nenhum isolamento, só podem ser utilizadas pelos hóspedes (mas, não se assuste, apesar da cadeirada particular dos hotéis, a praia é pública).

Nessa política, o Mill Resort também tem sua faixa. Como disse inicialmente, basta cortar o hotel vizinho, o Westin. Depois da faixa de cadeiras deste hotel, bem lá no cantinho,  na pontinha de Palm Beach, está a praia do The Mill Resort.

Prainha do The Mill Resort – Palm Beach – ARUBA.

Início da faixa de cadeiras do Westin – Palm Beach – ARUBA.

Uma casinha com um funcionário atende os hóspedes, esticando e arrumando as cadeiras (elegante deixar uma gorjeta, viu?).

Casinha de apoio do The Mill Resort na praia – Palm Beach – ARUBA

Para tanto, os hóspedes do The Mill Resort são identificados por uma pulseira que é colocada no check-in e será sua companheira durante toda a estada. A pulseira também permite que você transite pelo Westin para chegar à praia.

Com toda essa dança de cadeiras e com uma praia bem movimentada, além do vento irritante que enchia os olhos e meu precioso sorvete de areia, por essas e outras, Palm Beach definitivamente não era nossa praia. Só fomos uma vez e depois nos soltamos pela ilha, em busca da praia perfeita. E não é que achamos (várias, Eagle Beach é apenas uma delas).

Fim de tarde em Eagle Beach – ARUBA.

FACILIDADES

Como disse, o hotel está muito bem localizado. Para deslocamento, tem um ponto de ônibus – ARUBUS –  bem próximo e de fácil acesso (bem ao lado do Westin, sentido Eagle Beach).

E farto estacionamento para hóspedes.

Além disso, apesar de não curtirmos a praia em si, não há como negar que a região de Palm Beach é muito legal. Em uma curta caminhada, a partir do Mill Resort, chega-se ao miolinho de lojas e restaurantes onde tudo acontece, super animado à noite. Por todos os pontos positivos, certamente, em uma próxima viagem a Aruba vamos repetir a dose no The Mill Resort.

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Todas as informações deste post referem-se a agosto de 2012.

Mais sobre Aruba

Aruba – Bonaire – Curaçao – Dicas úteis.

Iguana Joe – Caribbean Bar.

Quiznos – Aruba.

Scuba Lodge & Suites – CURAÇAO

11 nov

O Scuba Lodge, um hotel simpático, descontraído  e com vista para o mar, acreditem, não foi bem uma escolha nossa.  Na verdade, faltando apenas dois meses para a viagem, quem escolheu o hotel foi o limite do nosso cartão de crédito.

A RESERVA

O preço –  via Booking, fechamos 06 diárias por US$ 739,00  para um quarto duplo simples, já com impostos incluídos, mas sem café da manhã.

O atendimento – horas depois de concluir a reserva pelo Booking, recebi um e-mail do hotel, confirmando a reserva e informando sobre as condições de pagamento. Foram super atenciosos e tiraram todas as minhas dúvidas  em um inglês bem limitado (de ambas as partes), by  google translate.

O site – http://www.scubalodge.com/en/ – Como não conhecia o hotel, verifiquei o site indicado na reserva e gostei muito do que vi.

O HOTEL

Assim que chegamos, já notei a atmosfera singular do Scuba Lodge. É um hotel informal, com atendimento informal. Os funcionários não são bem funcionários, parecem parentes ou amigos que trabalham juntos e bem à vontade, descalços e com roupas leves, estilo pós-praia.

O hotel é composto por quatro imponentes casarões, dentre os quais, aqueles que,  em outra época,  já serviram de residência aos mais altos cargos políticos da pequena Ilha (0 amarelo e o verde).

Apenas o primeiro casarão (o azul) é divido em quartos individualizados, nos moldes corriqueiros de hospedagem.

Corredor dos quartos – Scuba Lodge – CURAÇAO

Neste prédio também está a recepção e o restaurante do hotel.

Os casarões seguintes (na época, em funcionamento o amarelo e o verde) são alugados por inteiro, como elegantes casas de praias que recebem grupos de até 16 pessoas (confira no site do hotel).

Uma pequena piscina  voltada para o mar atende a todo o complexo.

E outra, menos procurada e recolhida no jardim de entrada, ao lado dos quartos, também quebra um galho.

Mas o que mais gostamos mesmo foi da área verde que rodeava o prédio em que estávamos hospedados. Com a areia fina e o barulhinho do mar, proporcionava sempre a sensação de  uma praia tranquila e sombreada.

O hotel é muito procurado por turistas europeus, notadamente holandeses. Toda a equipe é holandesa e falam apenas holandês. Eles arranham um inglês e alguns deles também tentam um espanhol, mas ainda assim a comunicação é complicada.

Ponto negativo – a recpção, na prática, não funciona 24h. No dia em que fomos para Bonaire (02.08.2012), saímos às 06h e, nesse horário, encontramos a recepção fechada e não havia nenhum funcionário no portão de entrada. Além disso, como tratamos inicialmente, o serviço é bem informal. Não espere profissionais altamente preparados no ramo de hotelaria. A proposta do hotel é deixar o hóspede bem à vontade, ponto.

O QUARTO

O quarto simples era um pouco mais simples do que esperávamos. Mas, levando em consideração o contexto praiano do hotel, estava bem dentro das expectativas de qualquer casa de veraneio.

Nada de tapetes, nada de carpetes, nada que fugisse ao roteiro sol, mar e areia.  O item mais luxuoso era o ar condicionado que, em Curaçao, é algo irremediavelmente necessário. Ah! E um frigobar também, cujo o conteúdo tinha preços tão desanimadores, que era melhor que estivesse vazio.

Nada de telefone ou interfone, piorou secador de cabelo. Banheiro de chuveirinho e sem box, apenas cortininha, de tecido ainda por cima.

Fora isso, Pay Tv e Internet Wi-Fi da boa, mas para isso tive que levar meu note até a recepção para que eles configurassem o primeiro acesso.

O ponto extremamente negativo foi o fato de não haver nenhuma tomada próxima aos espelhos ( e agora, José? Como arrumar os cabelos?)

E outro ponto negativo foi o fato deles esquecerem  de deixar o piso de banheiro na troca das toalhas. Resultado, sem o pano,  após o banho o banheiro virara uma lagoa.

As tomadas, quadradas  de três pinos. Havia um adaptador no quarto, mas é sempre bom você levar o seu. Voltagem 110v.

O CAFÉ DA MANHÃ

Embora não estivesse incluído na diária, o café da manhã era tão irresistível que nos levou US$ 100,00 na hora de fechar a conta – US$ 12,50 por pessoa a cada manhã.

Mas a chance de começar o dia comendo pãezinhos frescos e suquinhos de frutas, com os pés na areia, à sombra de um coqueiro e olhando para esse mar, era tentação demais para pensarmos em economia.

Não bastasse a vista, a proposta despojada também matou o gato de curiosidade. O desjejum chegava em cestas térmicas e nós mesmos íamos montando nossa mesa, tipo piquenique… À beira do mar do Caribe, vale lembrar! 😉

Poucos itens e tudo muito simples – pães, geleias, iogurte, frutas e ovos – mas o conjunto da obra fez aqueles suados US$ 100,00 valerem a pena.

 

A LOCALIZAÇÃO

O Scuba Lodge está localizado em Pitermaai, coladinho ao mar, no trecho entre a “lagoa” Waaigat  e a Igreja de Pietermaai.

Já tratamos da localização de Pietermaai no post Entendendo Willemstad. Confira no mapa:

Como já disse em outros posts, Pietermaai é uma região tranquila, menos badalada, mais frequentada por holandeses e turistas europeus.

Pietermaai – Willemstad – CURAÇAO

O hotel fica ao lado de um requisitado restaurante, o Saint Tropez Oceanclub, e também está próximo do Mundo Bizarro, outro restaurante muito procurado em Willemstad.

Para Punda e Otrobanda  já rende uma boa caminhada e, à noite, como em qualquer lugar, é melhor evitar estar caminhando por alguns trechos do bairro, desertos e com pouca iluminação. Por essa razão, acredito que para ficar no Scuba Lodge o melhor é estar de carro (ou de moto, como foi nosso caso). Mas o hotel não tem estacionamento privativo, o carro tem que dormir na rua.

ESCOLA DE MERGULHO

Uma última dica bacana sobre o Scuba Lodge (como o próprio nome indica) é que, além de hotel, também é uma escola de mergulho e oferece, além dos cursos, o aluguel do equipamento. Mas tudo fora da diária. O serviço é aberto ao público. Confira no site do hotel.

No mais, para curtir Curaçao…

Primeiro, entenda Willemstad.

Depois, arrume uma praia bacana para relaxar:

Caracasbaai

Pirate Bay – Pisacadera

E antes de voltar para hotel, uma pausa merecida para comer bem:

Waterfort Arches

Mundo Bizarro

Bon Bini na ARUBA!

7 ago

 

Fotos de Oranjestad, capital de Aruba 😉

Bon Bini a BONAIRE!!

6 ago

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Onde, Bon Bini = Bem-vindo! kkkk 😉

Fim de tarde em Waterfort Arches – CURAÇAO.

22 dez

Como eu sempre digo, “a melhor vingança é ser feliz!”. Então, vamos que vamos, porque Caracas – depois de tudo – só merece uma coisa: ficar para trás. Voltando ao que realmente interessa, dentre as fotos que conseguimos salvar, estão as do nosso agradável e dourado fim de tarde em Warterfort.

Waterfort Arches, os antigos arcos do Forte Amsterdam, estão localizados na entrada da Baía de Santa Anna, em Punda. Hoje, no local, funciona um complexo de restaurantes que, além de oferecerem as mais variadas cozinhas, da italiana à cubana, ainda garantem uma linda vista para o mar – sinta a pressão – caribenho:

Para encurtar conversa, diante dessa primeira descrição, não sobra muito pra dizer, a não ser que todo mundo merece um fim de tarde assim:

Dentro dos Arcos, todos os restaurantes oferecem varandas voltadas para o mar. E todos também têm horário particular de funcionamento, mas, no geral, boa parte deles começa a funcionar a partir das 17:30h. No dia em que estivemos lá (14/12/2011), uma quarta-feira, chegamos às 17h e o único que estava abrindo o bar era o Dal Toro.

Ficamos por lá mesmo. Mas, embora o cardápio avisasse que abriam às 17h, fomos informados que a cozinha só começaria a funcionar em meia hora e, como –  não vou mentir pra vocês –  meu foco era uma suculenta pizza margherita, fomos avisados que pizza apenas entre 40 e 50 minutos.

Mas como diz o Hélio, ninguém tinha panela no fogo – Ah! Pra que pressa? Enquanto isso, sentamos e tomamos um licor (experimentar o licor de Curaçao é algo obrigatório), admirando o céu dourar nas as últimas cores do sol, que, tranquilo e exuberante, ia se pondo no horizonte do mar caribenho. Perfecte!

Nesse meio tempo, fomos agraciados com uma simples, mas revigorante entrada, com um molhinho de ervas e azeite que tornou a espera ainda mais afável:

Molho de azeite e ervas - Dal Toro - Waterfort.CURAÇAO

Depois da entrada, a pizza ainda demorou um pouquinho e, quando chegou, embora tivesse uma cara excelente, no garfo não foi das nossas melhores pizzas, mas valeu pelo conjunto. A massa estava um pouco torrada (o que não me agrada). Talvez uns minutinhos a menos no forno a deixaria no ponto:

Pizza Margherita (média) - 18,00 Nafl.

No fim, a continha razoável. Note: 1- a entrada foi cortesia e 2 – os valores vêm em Nafl (florim das Antilhas Holandesas) e também em dólar. Você decide em que moeda pagar. Duro mesmo é quando você paga em uma moeda e o troco vem em outra. Já não sei fazer conta em uma moeda só, imagine em duas? O erro.

SOBRE WATERFORT ARCHES:

– Como falei inicialmente, há várias opções de restaurantes em Waterfort. A escolha fica a seu critério. Pelo o que vimos, em quase todos os dias em que estivemos lá, o Perla Del Mar (ao lado do Dal Toro) parece ser um dos mais badalados e sempre estava lotado para o jantar.

Restaurante Perla del Mar - Waterfort - CURAÇAO.

– Uma coisa é preciso aprender logo de cara em Curaçao: os horários de funcionamento nunca são cumpridos à risca. Tanto lojas como restaurantes, embora os guias ou os próprios letreiros indiquem tal horário, eles sempre acabam abrindo meia hora depois.

Varanda do Scampi's Restaurant - Waterfort Arches - CURAÇAO

– Alguns dos restaurantes de Waterfort abrem para o almoço, dentre eles o Dal Toro. Não estivemos por lá nesse horário, mas tudo indica que o complexo é mais freqüentado para jantar. Ainda assim, acho um desperdício chegar por lá apenas à noite, já que o mais bacana que Waterfort oferece é a vista para o mar e o belíssimo pôr-do-sol.

LOCALIZAÇÃO:


Os Arcos de Waterfort ficam em Waterfortstraat – no meu total desconhecimento do idioma local, acabei aprendendo por osmose que straat é algo tipo street e que eles costumam juntar as palavras formando uma coisa só! rs rs – confira no mapa (clique na imagem para ampliar):

Waterfortsraat, por sua vez, se inicia na entrada do Plaza Hotel Curaçao, o único prédio alto que há na paisagem, bem na entrada da baía de Santa Anna, no que seria a “esquina” entre o mar e a baía, em Punda:

– Tão logo você passa pelo hotel, seguindo por uma rua estreita, imediatamente à sua esquerda, logo se deparará com os arcos e, no centro deles, está a entrada para os restaurantes:

Simples assim! 🙂