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CARNAVAL NO VELHO CHICO: os cânions além do Karrancas.

4 fev

Quer esticar o feriadão de Carnaval de Aracaju até os Cânions do Rio São Francisco?

O que você deve saber antes de ir:

COMO CHEGAR

CANINDÉ DO SÃO FRANCISCO, município ponto de partida para os cânions em Sergipe, está a 250km de Aracaju.

Na saída da capital, é preciso acessar a BR-235 e, alguns quilômetros depois de Itabaiana, sair da 235 e entrar à direita, em direção ao município de Ribeirópolis, para acessar a Rota do Sertão. Confira nosso foto-guia da BR-235 aqui.

BR-235 – Vista da Serra de Itabaiana.

– Um bate e volta Aracaju-Canindé é possível. Mas saiba que são aproximadamente três horas de viagem para ir e o mesmo tanto para voltar. É cansativo. Se for em carro próprio, o melhor mesmo é pernoitar na região.

PIRANHAS, a cidade vizinha, na margem alagoana do Rio São Francisco, é uma graça e tem mais estrutura para o turismo que Canindé. Apesar de pequena, tem várias opções de hospedagem. Mas, em cima da hora, talvez não seja fácil encontrar acomodações disponíveis. Confira nosso post sobre Piranhas aqui.

Piranhas – Alagoas (Foto do IG @misscheck)

Considere, nesse caso, buscar opções em Canindé.  < Verifique as dicas de hospedagem ao final do post 😉 >

PASSEIO PELOS CÂNIONS

– Por muito tempo o grupo MF-Tur dominou o passeio de catamarã pelos cânions do Velho Chico. O ponto de partida das embarcações, o RESTAURANTE KARRANCAS, em Canindé, tem boa estrutura, abre todos os dias, com embarques diários para os Cânions. Informações e reservas no WhatsApp 79-99869-6428/ Instagram @karrancas_restaurante/ Passeios de helicóptero – Instagram @voosxingo .

Vista aérea do Karrancas – Foto do IG @karrancas_restaurante

O problema é que, como mais tradicional e de mais fácil acesso, o restaurante e os catamarãs lotam nos feriados.

– Se quiser um passeio mais tranquilo, com menos aperto, é preciso andar mais um pouco e se embrenhar pela caatinga da margem alagoana do Chico.

– A primeira opção é o RESTAURANTE SHOW DA NATUREZA, em Olho D’Água do Casado. Partindo do trevo de Piranhas, são aproximadamente 5km de asfalto pela Rodovia AL-220 (sentido Delmiro Gouveia) e mais 13 quilômetros de estrada de terra até o restaurante. Confira como chegar aqui.

– O Show da Natureza está cravado entre os paredões dos Cânions e a parada para o almoço já garante uma vista linda da região. Mas, além disso, o restaurante oferece passeios de lancha e catamarã. Confira os valores e horários através do WhatsApp 82-98874-6994/ Instagram @show_da_natureza .

– Um pouco mais distante de Canindé e Piranhas, o RESTAURANTE ECOLÓGICO CASTANHO também é uma ótima pedida para o feriadão. Um santuário verde no meio da aridez do sertão, com ótima estrutura, boa comida e drinks deliciosos.

– Seguindo pela mesma AL-220, a partir do trevo de Piranhas, são 23Km, sentido Delmiro Gouveia, de estrada asfaltada até o acesso para o Restaurante. Saindo da rodovia, são mais 16 km de estrada de terra no meio da caatinga. Mas todo esforço vale a pena! Confira como chegar aqui.

– Para quem quer fazer apenas o passeio pelos Cânions, o embarque para o Catamarã do Castanho fica a 15 minutos de Piranhas, na Praia da Dulce, em Olho D’Água do Casado. Também oferecem passeio de lancha. Para horários, valores e disponibilidade, informe-se no WhatsApp 82-98114-7070/ Instagram @restaurante_castanho .

– No caminho para o Castanho, você vai encontrar o acesso para o Mirante do Talhado, uma opção de hospedagem, totalmente inusitada, no meio do nada, mas com uma vista incrível dos cânions, chalés aconchegantes e a simpatia implacável do Seu José Francisco. Se ecoturismo for sua praia, vale muito investir alguma porção da sua viagem nessa dica. Informações e Reservas no WhatsApp 82-98732-8612/ Instagram @mirantedotalhado . Confira nosso post sobre o Mirante aqui.

– Para comer bem, apreciando a vista da barragem da Usina de Xingó, considere uma parada para almoço no RESTAURANTE CABOCLO D’ÁGUA, com acesso logo depois do Posto Fiscal de Piranhas (para quem vem de Canindé).

– A vista já valeria a visita e a comida está entre as melhores da região. WhatsApp 79-99868-6428/ Instagram @caboclo_dagua .

CONTATOS ÚTEIS

– Pousada Trilha do Velho Chico – Instagram @trilhadovelhochico (com opção de camping)

Pousada Trilha do Velho Chico

– Pousada O Canto – Instagram @pousada_o_canto

– Pousada Porto de Piranhas – Instagram @portodepiranhas

– Hotel Aconchego do Velho Chico – Instagram @hotelaconchegodovelhochico

– Hotel Pedra do Sino – Instagram @pedradosinohotel

– Xingó Parque Hotel – Instagram @xingoparquehotel

– Receptivo Xingó Adventure – Instagram @xingo_adventure

– Passeios de Helicóptero – Instagram @voosxingo

UMA VEZ EM SERGIPE, APROVEITE TAMBÉM PARA CONHECER A FOZ DO VELHO CHICO:

– Como chegar a Foz do São Francisco partindo de Aracaju.

– Delta do Velho Chico.

– Piaçabuçu – Alagoas.

– Todas nossas dicas de Aracaju e Sergipe em Aracaju post a post.

– CONHEÇA NOSSO INSTAGRAM – @misscheck     você vai encontrar fácil nossas dicas de Aracaju, Sergipe e Alagoas nas hashtags:

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MIRANTE DO TALHADO – a terra encantada do Seu José Francisco – CÂNION DO VELHO CHICO.ALAGOAS

29 jan

No caminho de terra que leva ao Restaurante Castanho, em Delmiro Gouveia (confira como chegar aqui), uma plaquinha sutil com a indicação “Mirante do Talhado” chamou nossa atenção.

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Como tropeçar numa placa e não correr atrás não é de nós, seguimos a seta! E, entre uma placa e outra do Castanho, uma  outra plaquinha do Mirante do Talhado surge pelo caminho. Seguindo a direção indicada, no meio da caatinga, chegamos a… nada.  Foi a nossa sensação quando a estrada terminou em duas porteiras, uma ao lado da outra 😦 😦

Por sorte, uma delas (a da direita) estava sendo aberta e um senhor muito simpático se aproximou do carro. Era Seu José Francisco, o dono da propriedade “Mirante do Talhado”. Um homem que tem o nome do Rio e vive como o Santo, cercado de animais adoráveis. Destaque para o Foguinho, o pinscher hiperativo, assessor direto do Seu Francisco

Foto do Instagram @mirantedotalhado

Logo na entrada, estacionada embaixo de uma palhoça, está a carroça desgovernada da novela Cordel Encantado.

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Para gravar a morte de mentira da Rainha Cristina (Alinne Moraes), a carroça caiu de verdade no Velho Chico. Foi o Seu José Francisco que a resgatou das águas do rio e pediu autorização a  Rede Globo para ficar com ela. Confira a cena aqui.

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Imagens de Cordel Encantado na GloboPlay

Além da carroça global, a vista é a outra grande atração do “Mirante do Talhado”, cujo nome faz referência à vista do trecho mais famoso do cânion de Xingó.

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E é com essa vista que os hóspedes do Seu José Francisco acordam todos os dias, rodeados apenas de mato e das notas afinadas da natureza.

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Por acreditar que o ecoturismo poderia transformar a realidade de sua localidade, Seu Francisco investiu na sua intuição empreendedora. Hoje seu sítio conta com chalés rústicos e charmosos, equipados com rede, TV, frigobar  e ar-condicionado,  prontos para receber até dois casais, cada um.

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Você pode fazer a reserva e ter mais informações no site da pousada www.mirantedotalhado.com.br . O valor que aparece no site é individual e inclui as três refeições.

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Foto do Instagram @mirantedotalhado

A hospedagem é ideal  para quem busca se aventurar de verdade pela região do Cânion, fazendo trilhas pela caatinga e praticando esportes radicais nos paredões do rio. Quem tiver interesse nessa pegada, pode conferir a experiência do pessoal do Blog Mochilinhos  aqui.

Imagem do Programa ‘Como Será’ na GloboPlay

Apesar de tanta coisa bacana que encontramos, para nós a grande atração foi mesmo Seu Francisco, de sorriso sincero e acolhedor, caminhando com o Foguinho  agarrado pelos dentes à barra da sua calça.

Uma energia boa paira no ar, misturada ao cheiro do sertão que vem no vento quente que corta a caatinga. Saímos de lá certos de que iremos voltar para uma visita mais comprida.

CONTATOS PARA INFORMAÇÕES E RESERVAS

WhatsApp – (82)98805-7026

Site – www.mirantedotalhado.com.br

Email – mirantedotalhado@hotmail.com

Instagram – @mirantedotalhado

Confirmando nossas impressões, descobri que o Seu Francisco foi um dos personagens da série ‘Heróis possíveis para Causas Impossíveis’, exibida no Programa Como Será, da Rede Globo. Uma história linda de perseverança e respeito a natureza. Vale a pena assistir ao episódio da série aqui.

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Imagens do Programa ‘Como Será’ na GloboPlay

O Mirante do Talhado fica no caminho para Castanho. Confira nosso post sobre esse Restaurante Ecológico aqui.

Para continuar passeando pelo Cânion do Rio São Francisco, leia também:

Xingó: nosso passeio no catamarã da MF-Tur.

Nosso passeio com a Agência O Pioneiro, partindo do Rest. Show da Natureza.

Opção de hospedagem em Piranhas/ALAGOAS.

– Para saber como chegar à Rota do Sertão, partindo de Aracaju, leia também Fotoguia da BR-235.

UMA VEZ EM SERGIPE, APROVEITE TAMBÉM PARA CONHECER A FOZ DO VELHO CHICO:

Como chegar a Foz do São Francisco partindo de Aracaju.

Delta do Velho Chico.

Piaçabuçu – Alagoas.

– Todas nossas dicas de Aracaju e Sergipe em Aracaju post a post.

– CONHEÇA NOSSO INSTAGRAM – @misscheck     você vai encontrar fácil nossas dicas do Velho Chico, Sergipe e Alagoas nas hashtags:

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RESTAURANTE CASTANHO – verde, rede e boa comida no Cânion do Velho Chico – ALAGOAS

23 jan

No meio da Caatinga, entre  cactos e bromélias,  um caminho de poeira e sertão leva a um dos cantinhos mais agradáveis da região do Cânion do Rio São Francisco: o Restaurante Ecológico Castanho, em Delmiro Gouveia/ALAGOAS.

No auge do verão  de 2017, a seca castiga a paisagem. A terra vermelha, coberta pela mato seco sob o sol a pino, parece levar a lugar nenhum.

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 Até que… Entre os cactos e as pedras, do alto do morro, vai surgindo a resistente abundância do Velho Chico.

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Após as curvas sinuosas que finalizam o caminho, chega-se ao Castanho, sereno e verde, com mesinhas à beira do rio e redes entre as árvores.

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Superado  o “saculejo” da estrada, procure uma mesa e “carpe diem” 🙂

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Batidas| Foto do Instagram @restaurante_castanho

O Castanho já foi fazenda, tornou-se reserva ecológica e hoje também é um estruturado restaurante, com boa comida e bela vista.

Na foto| Tilápia ao molho de coco – R$60,00/Tilápia ao molho de camarão – R$80,00 (valores em janeiro de 2017).

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Cocada Cremosa| R$6,00 (valor em janeiro de 2017)

E, entre mergulhos e garfadas, para nós, o contato com a natureza nativa foi o maior atrativo < gente que não resiste ao charme dos passarinhos >

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Várias mesas cheias de frutas e grãos esperam os passarinhos. E gaiolas abertas, também cheias de comida, traduzem  a essência  da onda sustentável. Sempre perto, sempre livres ❤

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E eu, que já era “arriada” pelo Velho Chico, arrumei mais um canto para mergulhar  no seu encanto, brindando sua natureza, dócil, mas indomável < me identifico rsrs> Gratidão define ❤

PASSEIO PELO CÂNION

O Castanho também oferece o passeio de lancha ou catamarã pelo Cânion do Rio e, fechado diretamente com o restaurante, acaba saindo mais barato que outras opções da  região.

As lanchas saem diretamente do Castanho.

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O catamarã tem embarque todos os dias, pela manhã,  na praia da Dulce, em Olho D’Água do Casado, a 15 minutos de Piranhas.

Catamarã do Castanho no ponto de parada para banho no atracadouro da Gruta do Talhado –  Cânion do Velho Chico.

Em janeiro de 2017, tanto o catamarã como a lancha estavam custando R$80 por pessoa. Confira valores e horários direto com o Restaurante nos contatos abaixo:

Telefones: (82) 9.9959-1405/ (82) 9.8114-7070.

WhatsApp: (82) 9.8855-1290.

Instagram: @restaurante_castanho

COMO CHEGAR

No trevo de Piranhas/Olho D’Água do Casado, vire à esquerda, sentido Delmiro Gouveia, como indicado na foto:

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A partir do trevo, percorra 23 Km na rodovia asfaltada/AL-220, sentido Delmiro Gouveia/AL.

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Ao completar os 23km, uma placa verde aparecerá à margem da estrada, indicando que você deverá  virar à esquerda (para quem trafega no sentido Piranhas/Delmiro).

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Virando à esquerda, começa a estrada de terra. São 17 km (16,8 km, precisamente) de terreno bem arisco, mas que, com cautela, podem ser levados na paz, mesmo em carros sem tração < nosso caso >.

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Fique atento às placas que indicam a direção do Castanho.

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Já nos quilômetros finais, a estrada fica mais estreita, mais pedregosa e com curvas bem sinuosas.

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Redobre a atenção neste trecho e, em pouco tempo, chegará ileso ao restaurante, que tem estacionamento gratuito para os visitantes.

DICAS EXTRAS

 – Não se engane com a dificuldade da estrada. Apesar do caminho arisco, o restaurante lota aos finais de semana e feriados. Para não correr o risco de perder a viagem, melhor chegar cedo.

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– Se quiser um passeio tranquilo pelo Cânion, a lancha é uma ótima opção. Conhecer os cânions sem agitação e muvuca é uma dádiva. Além disso, é possível conhecer o Vale dos Mestres, um cantinho delicioso onde os catamarãs  do Karrancas não chegam 😉

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Vale dos Mestres – Velho Chico – Sergipe

– Caso queira se hospedar na região, a hospedagem mais próxima do Castanho (por enquanto) é o Mirante do Talhado, do simpaticíssimo José Francisco. Saiba mais no nosso post sobre o Mirante aqui< vale muito a visita, viu? Ainda que só pra conhecer  a propriedade, o Seu Francisco  ou apreciar a vista >.

Para continuar passeando pelo Cânion do Rio São Francisco, leia também:

Xingó: nosso passeio no catamarã da MF-Tur.

Nosso passeio com a Agência O Pioneiro, partindo do Rest. Show da Natureza.

Opção de hospedagem em Piranhas/ALAGOAS.

– Para saber como chegar à Rota do Sertão, partindo de Aracaju, leia também Fotoguia da BR-235.

UMA VEZ EM SERGIPE, APROVEITE TAMBÉM PARA CONHECER A FOZ DO VELHO CHICO:

Como chegar a Foz do São Francisco partindo de Aracaju.

Delta do Velho Chico.

Piaçabuçu – Alagoas.

– Todas nossas dicas de Aracaju e Sergipe em Aracaju post a post.

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Caminhos do Velho Chico

16 set

Existe um lugar que, por mais que se estique, a razão humana não toca. Um rio… com suas próprias vontades, senhor dos seus caminhos.

Silencioso, guarda em suas águas escuras os mistérios inexplicáveis de uma natureza indomável, corajosa. Pulsa em seu leito e enche de vida as vidas ribeirinhas.

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Generoso, agreste, encantador. Reflete no espelho d’água a beleza do sertanejo. Testemunha da fartura e da estiagem. Companheiro incansável na riqueza e na pobreza.

É do cacto, do pó, do gado magro buscando água na sua ‘beira’, das lavadeiras com suas bacias, das fazendas verdes, reluzentes em desigualdade.

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O rio todo dia é fim e começo. É calmaria e redemoinho. É a existência frágil mergulhada em dias turbulentos. Todo dia, o rio é vida que recomeça, é destino que deságua na incerteza.

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No seu caminho não deixa promessas nem vestígios. Apenas passa. Porque tudo passa. Porque como o rio, o destino da vida é passar, levando consigo só o que cabe no peito.

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Passeio pelo Cânion do Rio São Francisco partindo de Olho D’Água do Casado/ALAGOAS

11 set

POST COM INFORMAÇÕES ATUALIZADAS EM JANEIRO DE 2017

Retornamos ao Cânion do Velho Chico em julho de 2016. Dessa vez, seguimos  a dica do Blog Algo Relevante e fizemos o passeio com a Agência O Pioneiro, de Alagoas.

OPioneiro - ALAGOAS

COMPARANDO OS VALORES (PREÇOS EM JULHO DE 2016)

– O passeio pela Nozes Tour  –  incluindo o transporte entre Aracaju e Canindé e o passeio pelo Cânion no Catamarã da MF-Tur  –  estava custando R$170,00 por pessoa.

Confira nossa experiência com a Nozes Tour aqui.

– Só o passeio de catamarã, fechando direto com a MF-Tur, estava custando R$ 90,00 por pessoa (o catamarã da MT-Tur parte da margem sergipana do rio, no Restaurante Karrancas, em Canindé/SE).

MF-Tur - Catamarã de Canindé

O passeio de catamarã com a Agência O Pioneiro custou R$85,00 por pessoa, partindo do Restaurante Show da Natureza, em Olho D’Água do Casado/AL. Acertamos tudo pelo Whatsapp – 82-98174-6206 < atendimento atencioso e eficiente >.

– Adicione ao menor valor a vantagem de ser uma embarcação pequena, com lotação máxima de 20 pessoas e o plus de nos levar até o Vale dos Mestres, que não está incluído no percurso da MF-Tur.

– De carro, gastamos 2h30 de viagem no percurso Aracaju-Olho D’Água do Casado/AL e R$120,00 de gasolina (ida e volta, abastecendo a R$3,55/litro em julho de 2016). < Ao todo, eram quatro pessoas no carro. Dividindo a gasolina por quatro + o valor individual do catamarã ($85), totalizou R$ 115,00 por pessoa >

COMO CHEGAR AO PONTO DE EMBARQUE

– Para quem vem de Aracaju, pela Rota do Sertão, chegando a Canindé, corte a cidade em uma linha reta, sentido Piranhas.

Confira como acessar a Rota do Sertão aqui.

– Atravesse a ponte sobre o Rio São Francisco (divisa SE/AL) e siga em frente até o trevo de acesso a Piranhas.

– Neste trevo, vire à esquerda, sentido Olho D’Água do Casado e Delmiro Gouveia. < São aproximadamente 5 km deste trevo até o acesso para o Restaurante >

– Siga novamente em uma linha reta… sempre. Depois de Olho D’Água do Casado, fique atento. Uma placa irá sinalizar o acesso para o Restaurante Show da Natureza.

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– Saindo da pista e entrando à esquerda, começa uma estrada de terra. Siga  em frente e fique atento à sinalização.

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– Seguindo as placas, é fácil chegar ao Restaurante, que fica às margens do Cânion.

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RESTAURANTE SHOW DA NATUREZA

– Só o almoço em um dos seus quiosques já valeria a pena.  < Quem tem  medo de passeio de barco, pode ficar tranquilo por ali mesmo, petiscando à beira do rio com a vista do Cânion >

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– Fora isso, apesar de simples, tem boa estrutura, banheiros limpos e uma equipe esforçada.

– Pedimos uma porção de BODE FRITO (porção tira-gosto – R$60 reais em julho de 2016), que chegou crocante, com queijo coalho derretendo por cima da carne.

PASSEIO PELO CÂNION DO RIO SÃO FRANCISCO

– Como dito no início do post, reservamos quatro vagas no catamarã. Além de nós quatro, só embarcou mais um casal. < Bem mais confortável que o passeio lotado que fizemos no Carnaval de 2011. Confira aqui >

– Partindo da margem alagoana, a Gruta do Talhado, ponto alto do passeio,  está a um minuto do embarque. Mas a parada fica para o retorno. Seguimos pelo Cânion, emparedados por sua bela vista.

– A primeira parada é no Vale dos Mestres, um estreito trecho de várzea, com pouca profundidade, onde é possível caminhar e tomar banho no Rio São Francisco com água na altura dos joelhos.

– No retorno, a esperada pausa para a visita à Gruta do Talhado.

– Atualmente, dois atracadouros recebem as embarcações visitantes. O atracadouro para as embarcações menores, nosso caso, fica do lado oposto à Gruta e, por R$10,00 (valor em julho de 2016), canoas fazem a travessia e levam até o estreito de pedras.

– Desse ponto, retornamos ao Restaurante Show da Natureza. Ao todo, incluindo as paradas para banho, o passeio durou 2 horas.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

– Se Aracaju for seu ponto de partida, vale lembrar que – apesar de ser a capital mais próxima do cânion – de carro é uma viagem cansativa para um bate-volta. São aproximados 250 km entre Aracaju e a região de Canindé e Piranhas.

– Se pretende ir de carro, a melhor opção é pernoitar por lá. Piranhas é uma ótima cidade para pernoite, com boa variedade de hospedagens, restaurantes e noite movimentada. Além de ser histórica e linda! Confira nossa dica de pousada em Piranhas aqui.

No Restaurante Show da Natureza, em Alagoas,  além da opção do catamarã, também oferecem  lanchas. Nesse caso, cobram a partir de R$400,00 pelo passeio ( valor em julho de 2016, para até quatro pessoas).

– Além do Restaurante Show da Natureza, o Restaurante Ecológico Castanho também está às margens do Cânion e oferece ótima estrutura para os visitantes Instagram @restaurante_castanho . Confira nosso post completo sobre o Castanho aqui.

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Catamarã do Restaurante Castanho no Cânion do Velho Chico

CONTATOS/SITES

O Pioneiro –  www.opioneiro.tur.br

MF-Tur – www.mfturxingo.com.br

Nozes Tour – www.nozestur.com.br

Para continuar passeando pelo Cânion do Rio São Francisco, leia também:

Xingó: nosso passeio no catamarã da MF-Tur.

Opção de hospedagem em Piranhas/ALAGOAS.

– Para saber como chegar à Rota do Sertão, partindo de Aracaju, leia também Fotoguia da BR-235.

UMA VEZ EM SERGIPE, APROVEITE TAMBÉM PARA CONHECER A FOZ DO VELHO CHICO:

Como chegar a Foz do São Francisco partindo de Aracaju.

Delta do Velho Chico.

Piaçabuçu – Alagoas.

– Todas nossas dicas de Aracaju e Sergipe em Aracaju post a post.

– CONHEÇA NOSSO INSTAGRAM – @misscheck     você vai encontrar fácil nossas dicas de Aracaju, Sergipe e Alagoas nas hashtags:

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#sergipenomiss

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Como chegar à Foz do Rio São Francisco partindo de Aracaju/SE

27 jan

Partindo de Sergipe, a melhor forma de chegar à Foz do Rio São Francisco é seguir até o município do Brejo Grande para, de lá, seguir de barco até o Delta.

Várias empresas de turismo oferecem passeios –  incluindo o translado de Aracaju até Brejo Grande e o catamarã até a foz –  mas se você quiser fazer o passeio por sua conta, pode acabar sendo mais proveitoso e até mais barato.

Foz do Rio São Francisco

Em Brejo Grande, vários barqueiros ficam aguardando turistas para oferecer a travessia até o delta, o que pode garantir um barco exclusivo para você, no seu tempo e no seu roteiro, sem precisar ficar preso aos horários e itinerários de excursão.

Para tanto, o primeiro passo é saber como chegar a Brejo Grande, no região do Baixo São Francisco, no extremo norte de Sergipe.

Imagem disponível em http://www.codise.se.gov.br

Partindo de Aracaju, o que seria a rodovia litorânea norte (com acesso logo após o município de Pirambu) não está concluída e, até aqui, é uma estrada de terra penosa. Em razão disso, o melhor caminho é a BR-101. Por esta BR, são 131 Km de estrada, totalmente asfaltada, até Brejo Grande.

Saindo de Aracaju, você deverá seguir sentido Maceió, virando à direta na alça de acesso à BR-101 NORTE, no viaduto da saída da cidade, logo após o Posto da PRF (e do radar de ’40 km’)

A partir daí você já está na BR-101 NORTE  e deverá seguir em uma linha reta, na direção  Propriá/Maceió. Após percorrer 70 Km, você chegará ao Posto da Polícia Rodoviária, que vai aparecer a sua esquerda. Em frente ao Posto está  a entrada para Neópolis, Pacatuba e Brejo Grande.

Foto atualizada do Posto da PRF, em frente ao acesso para Neópolis, Pacatuba e Brejo Grande – SERGIPE (Foto de Fevereiro de 2014)

Neste ponto, você irá sair da BR-101, virando à direita, na estrada de acesso a Brejo Grande:

Mais uma linha reta e, 19 Km após sair da BR, você irá se deparar com a entrada para o Povoado Tatu. Neste ponto, você vai ter que confiar em mim… Ah-ah… Já que placa está meio confusa.

Para Pacatuba e, na sequência, Brejo Grande, você deve virar à direita, e retomar à esquerda, seguindo pela  estrada asfaltada,paralela à pista onde você estava.  A partir daí, seguirá em outra linha reta:

Após percorrer 16 Km, surgirá a entrada para Pacatuba:

Não entre, continue seguindo na sua linha reta e, 26 Km após a entrada de Pacatuba, você irá dar de cara com a rua “principal” de Brejo Grande:

Na rua “principal”, siga, de novo, em uma linha reta. No caminho, você irá passar pela praça principal da cidade, onde fica a Igreja de Nossa Senhora da Conceição:

Neste ponto, fique à vontade para fazer uma pausa e apreciar essa  igrejinha cor de rosa de traços rendados. Em dezembro, uma grande festa movimenta a cidade, encerrando os festejos em 08 de dezembro, com a grande procissão de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Voltando da pausa, volte a sua linha reta na rua “principal” até a esquina do Bar Mestre Chico:

Nesta esquina, vire à esquerda, na Rua da Lotérica:

E depois vire na primeira à esquerda de novo. Você irá  chegar nessa rua de canteiro amarelo:

Pronto! No final da rua, onde aparecem aqueles ônibus estacionados, fica o pequeno cais onde vários barquinhos aguardam os interessados em seguir até o Delta:

Na nossa primeira vez, nosso barco foi o Especial, conduzido pelo Agenor, que nos cobrou R$ 100,00 (valor em julho de 2012) pelo passeio, mas em compensação ficou com a gente a tarde  toda e ainda nos levou para almoçar em Piaçabuçu/AL. Contato: (82) 3552-1634 – Agenor do Barco.

Posteriormente, refizemos esse passeio com outros  barqueiros. Ótimos também, por isso deixamos os contatos:

Passeio Foz - Barqueiro Vadinho

Passeio Foz - Barqueiro Manuel

No início de 2016, o Rodriggo, da Rodriggo Tur, mandou os contatos dele para nós. Os serviços foram bem recomendados por leitores do blog 😉 Mais uma opção! Whatsapp:(79)9-9919-0992/Facebook: Rodriggo TUR/email: rodriggo.msts@gmail.com

DICA EXTRA

Ao lado do cais, de onde partem os barcos em Brejo Grande,  há uma marina  onde é possível estacionar o carro (serviço pago) e almoçar ou lanchar apreciando as águas do Rio São Francisco. A comida é a boa e as instalações também < um banheiro limpo após uma viagem dessa  nunca é demais >

Só por precaução, vale lembrar que a maior parte do percurso corta zonas rurais, o que implica dizer que vira e mexe você se depara com  animais na pista. No nosso caso, nos deparamos com uma boiada inteira e tivemos que ficar estacionados, silenciosos e serenos, esperando o rebanho passar. Por isso, cautela e serenidade ao volante. Torcemos sempre por finais felizes 😉

PARA COMPLETAR SEU ROTEIRO PELA FOZ DO VELHO CHICO, LEIA TAMBÉM:

– Delta do Velho e Querido Chico

Piaçabuçu – Alagoas.

– Memórias de Barquinho #NossoCarnaval (fotos)

UMA VEZ EM SERGIPE, APROVEITE PARA CONHECER O CÂNION DO SÃO FRANCISCO, CENÁRIO DA NOVELAS VELHO CHICO E CORDEL ENCANTADO 😉

Xingó: passeio partindo de Canindé do São Francisco/SE.

Conhecer o cânion partindo de Olho d’Água do Casado/AL.

MAIS SOBRE ARACAJU em  Aracaju post a post.

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Pousada em Piranhas? PORTO DE PIRANHAS é a nossa dica.

11 nov

POST ATUALIZADO EM JANEIRO DE 2017 – Não deixe de conferir as informações úteis ao final do post

Talvez você não saiba – eu, até pouco tempo, não sabia – mas o fato é que Piranhas, na margem alagoana do Xingó do São Francisco, é, turisticamente, um sucesso. Um reduto bucólico, histórico e bem-cuidado. Uma grata surpresa, sobretudo para aqueles que chegaram lá por acaso, para um pernoite estratégico, visando apenas curtir com calma o cânion do Rio São Francisco.

Mas,indo direto ao ponto, uma vez em Piranhas, para gastar pouco e dormir bem, surge a grande questão: onde ficar? Opções não faltam, embora sempre lotem fácil e depressa em feriados prolongados.

Pousada Maria Bonita – PIRANHAS/AL

No nosso caso, em pleno feriado de Finados (2013), após subirmos todos os degraus que levam à Pousada Maria Bonita e, ainda ofegantes, recebermos a notícia que não tinham vagas, o simpático Emanuel da Maria Bonita  nos deu a dica, apontado para a nova pousada, recém-instalada na beira do rio, lá embaixo, sem escadas: Pousada Porto de Piranhas.

O muro sisudo da entrada pode te induzir a erro, mas, chegando na recepção, já dá pra perceber que a pousada vale  a pena.

Rio São Francisco – Vista da Pousada

Toda novinha, muito bem decorada com móveis rústicos e  instalações aconchegantes.

Os quartos –  simples, mas confortáveis –  contam com TV LCD, ar-condicionado (indispensável naquele calor) e frigobar.

Banheiros limpos e com chuveiros elétricos.

E as diárias variam de acordo com o quarto escolhido. Em janeiro de 2017, pagamos R$200,00 por uma diária de balcão em quarto duplo.

Diária com café da manhã. E outra informação muito relevante: independente do quarto escolhido, saiba que todos os quartos, sem exceção, têm vista para o Rio São Francisco.

Piranhas.Instagram

A pousada ainda conta com acesso próprio para o rio e varanda de apoio (com churrasqueira).

O estacionamento também fica à margem do Velho Chico e, para chegar, é preciso dar a volta na Praça de Alimentação da Orlinha da cidade. < Os menos dispostos acabam deixando o carro lá na rua mesmo, coladinhos no paredão de pedras em frente à pousada… Nosso caso> 😛

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O café da manhã é simples, mas cuidadoso, com iguarias regionais de sabor caseiro.

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Acrescente a isso, mais uma vez, a dádiva de tomar café com essa vista ❤

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PONTOS POSITIVOS

Localização. De cara com o rio e colada no centro histórico, sem precisar subir ou descer escadas para se deslocar até a cidade. Está a alguns metros da famosa Torre do Relógio e da antiga Estação de Trem, onde hoje funciona o Museu do Sertão.

Torre do Relógio, ao fundo, vista da Recepção da Pousada Porto de Piranhas.

Preço. O valor da diária é intermediário entre as pousadas mais baratas e o Hotel Pedra do Sino, opção mais cara e mais sofisticada da cidade.

Instalações. É mais confortável e melhor estruturada que outras pousadas com diárias de preço equivalente. Os 20 ou 30 reais a mais acabam valendo a pena para quem busca uma estada mais aconchegante.

Hospitalidade. A simpatia da Cristiane e do Bolivar fazem toda diferença. O Bolivar é a atenção em pessoa e vai fazer de tudo pra você se sentir em casa. A equipe também é muito atenciosa!

BOM SABER

– Aceitam cartões de crédito.

–  Internet wifi disponível.

– Na Recepção, você pode reservar diversos passeios pela região, inclusive os mais procurados, como os Cânions e o Rota do Cangaço.

ATENÇÃO

– Tomadas no novo padrão – três pinos redondos – 220v

PIRANHAS E O CÂNION DO RIO SÃO FRANCISCO

– O ponto de partida para o Xingó é Canindé de São Francisco, em Sergipe, que, por sua vez, fica a 213 km de Aracaju.

– Para quem está hospedado em Aracaju e pretende esticar até o Cânion do São Francisco, pernoitar em Piranhas pode ser uma excelente opção para otimizar o passeio.

– Canindé está a 15 minutos de Piranhas. Uma ponte sobre o Rio São Francisco liga os dois municípios. Para quem curte cidade histórica e, de quebra, ainda quer uma noite animada e agradável, Piranhas é uma ótima pedida.

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– CONTATOS DA POUSADA –  

Telefone (82) 3686-3341

Site www.pousadaportodepiranhas.com.br

Facebook  www.facebook.com/pousadaportodepiranhas

– Para saber como chegar à Rota do Sertão, partindo de Aracaju, leia também Fotoguia da BR-235.

– E para saber mais  sobre o passeio ao Xingó, leia nosso post sobre o cânion aqui, por Sergipe, e aqui, por Alagoas.

UMA VEZ EM SERGIPE, APROVEITE TAMBÉM PARA CONHECER A FOZ DO VELHO CHICO:

Como chegar a Foz do São Francisco partindo de Aracaju.

Delta do Velho Chico.

Piaçabuçu – Alagoas.

– Todas nossas dicas de Aracaju e Sergipe em Aracaju post a post.

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#alagoasnomiss

PIAÇABUÇU – ALAGOAS

1 abr

Acredite! Piaçabuçu, na margem alagoana do Rio São Francisco, não estava  de forma alguma nos nossos planos. Até porque não tínhamos plano. Simplesmente acordamos na terça de carnaval e decidimos de supetão ir para o Delta do São Francisco. Naquele momento, só sabíamos que teríamos que ir até Brejo Grande/SE, mas sequer sabíamos como chegar lá. (Agora já sabemos… ehehe… Confira o “fotoguia”)

Partindo do cais de Brejo Grande rumo ao Delta.

Chegar não foi difícil e, já em Brejo Grande, achar um barco para o Delta também foi tarefa fácil. Ir e voltar do Delta passeando pelo Rio São Francisco, nem precisa dizer, fácil demais! Difícil mesmo foi segurar as reclamações insistentes de duas barriguinhas famintas após algumas horas de viagem sem nada para comer ou beber. Nesse ponto, entra PIAÇABUÇU.

No horário que chegamos ao Delta, após as 15h, já não havia nenhuma barraca vendendo guloseimas. Também não havíamos levado nada para petiscar (nem fazíamos ideia de que seria necessário). Diante disso, quando nosso barqueiro, Agenor, morador de Piaçabuçu, nos perguntou se gostaríamos de almoçar na cidade dele… A resposta em coro… Siiiiiiiiim! E lá fomos nós, rumo a Alagoas.

O Agenor garantiu que nos apresentaria um bom restaurante para matarmos a fome.  Tome “tróóóó” mais “tróóóó”  pelas águas do rio e aos poucos Piaçabuçu vai surgindo, serena e simpática, às margens do Velho Chico.

Já estávamos encantados com tudo. A cidadezinha do século XVII com seu mercado de longa data à beira do rio:

A igrejinha cujas torres se mostram por trás das casinhas humildes que beiram as águas:

E a estreita relação da população com rio. Tudo gira em torno dele e, diferente do acontece em Brejo Grande, na margem sergipana, em Piaçabuçu o rio faz parte da vida das pessoas.

Uma vez ancorados, o Agenor nos levou até a Pousada e Restaurante Santiago, pra variar, à beira, mas à beira mesmo, do rio.

A vista e a brisa já estavam valendo a visita, mas o Agenor garantiu que a comida era boa. Escolhemos nossa mesa, pertinho do rio, claro, e logo fomos  apresentados ao cardápio:

Eu, não vou mentir, já esperava mesmo que a comida agradasse, pois já conheço bem essa história de interiorzinho… Comida simples com tempero marcante. Dito e certo, pedimos um camarão no coco que, vou te contar, gostosinho demais:

Camarão no coco – porção para 2 pessoas – R$48,00.

O camarão, macio e maciço, com tempero simples e suave… Sei lá, me conquistou!

O pirão e a farofa, um show à parte… Segundo o garçom, a farofa é pura e simplesmente de manteiga.  Juro pra vocês que não entendo como só manteiga deixa aquele negócio tão crocante, mas… Entender receita nunca foi meu forte (tá! Mas antes que você solte uma piadinha… Sim! Eu sei cozinhar, viu? rs).

Por fim, o pudim de leite… Simples também e a apresentação era até de entortar o bico, mas o primeiro pedaço já  fez o Hélio surtar em elogios:

Pudim de leite – R$ 3,00.

 E o toque final, cerejando com elegância o topo do bolo… Ah-ah… ACEITAM CARTÕES!

Só para complementar, no último final de semana (24/03/2012), quando retornamos a Piaçabuçu, repetimos a dose do camarão e acrescentamos uma Peixada de Pescada Amarela. O Hélio aprovou tanto que deu conta de tudo praticamente sozinho:

Peixada – meia porção – R$ 19,00.

Para o camarão, uma ressalva nesta segunda oportunidade, achamos a porção de camarões um pouco minguada, mas igualmente saborosa.

E, já com as barriguinhas satisfeitas, ainda caminhamos um pouquinho pela cidade, aproveitando os belos ângulos que ela oferece:

Pausa também para o “momento souvenir”, claro, garantindo o bom e velho imã de geladeira para nossa coleção. O pequeno quiosque fica a alguns passos do Restaurante Santiago.

Imãs à parte, o tapetinho de tampinhas de garrafa pet nos chamou a atenção. Criativo!

Tapete de tampinha – R$ 30,00.

Fomos embora já com o sol do fim de tarde. A imagem de Piaçabuçu, aos pouquinhos se distanciando, realmente deixou saudade. YES! WE LOVE VELHO CHICO!  

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

– O Restaurante (e pousada) Santiago funciona para café da manhã e almoço, das 07h às 17:30h.

– Caso queira agendar seu passeio de barco com Agenor, tanto partindo de Brejo Grande, como de Piaçabuçu, o telefone para contato é o (82)3552-1634. Ele nos cobrou R$ 100,00 pelo passeio ao Delta, partindo de Brejo Grande, com parada em Piaçabuçu.

– Para saber mais detalhes sobre o passeio ao Delta do Rio São Francisco, leia também No Delta do Velho e Querido Chico. Para detalhes de como chegar até lá, confira nosso Fotoguia para o Delta.

DELTA DO VELHO e QUERIDO CHICO – SERGIPE

31 mar

Já fizemos ‘foto-guia’ e  post musical. Agora chegou o grande momento de falarmos sobre o passeio em si pelo Delta do Rio São Francisco.

Como explicamos no “fotoguia”, o passeio pelo Delta, partindo de Sergipe, começa pelo município de Brejo Grande, na região do Baixo São Francisco (para conferir o Fotoguia, com todas as informações de como chegar a Brejo Grande, clique aqui).

Duas opções viáveis te esperam para realizar este passeio:

– Uma delas, mais confortável, é agendar o passeio com uma das inúmeras agências de turismo que operam em Aracaju, como a NOZES TOUR, a IMPACTO ou a TOP TOUR.  Nesta opção, por R$ 120,00 por pessoa, você tem transfer, ida e volta,  da porta da sua casa (ou hotel) até Brejo Grande e Catamarã até o Delta.

– A outra opção, mais aventureira, é seguir por sua conta até Brejo Grande e lá pegar um barquinho para a Foz. São pouco mais de 130 Km de estrada até o município e mais 50 minutos de viagem pelo Rio até o seu encontro com o mar. Os barqueiros costumam cobrar entre  R$ 100,00 e R$ 150,00 pelo barco –  e não por pessoa –  e o bacana é que você tem um barco e um barqueiro exclusivo para você, fazendo tudo no seu tempo.

Nosso pitoresco e divertido transporte até o Delta – Cais de Brejo Grande.SERGIPE

Nas duas vezes em que estivemos na Foz, fomos por nossa conta e é essa experiência que vamos relatar aqui. Mas, se você quiser conhecer a experiência de quem foi por empresa turística, não deixe de ler o excelente post do @rod_rocha no A gente Viaja, clicando aqui.

O PASSEIO

Primeira coisa você deve saber de cara quando optar pelo Delta: não busque comparações com o Cânion do São Francisco. São passeios diferentes com paisagens diferentes. Certamente, você não vai encontrar a exuberância do Cânion no Delta, mas, por outro lado, você não vai encontrar  no Cânion a simplicidade cativante e calorosa do encontro do rio com o mar e o intenso contato com o Rio, na sua despedida do leito. O Cânion é o Cânion. O Delta é o Delta.

Segunda coisa, notadamente para quem fugiu das aulas de geografia: “denomina-se DELTA a foz de um rio formada por vários canais ou braços do leito do rio. Devido a pequena declividade e, consequentemente, pequena capacidade de descarga de água, favorecendo o acúmulo de areia e aluviões na foz do rio” (Glossário de Geografia).

Imagem disponível em geologiamarinha.blogspot.com.br

Isto explica a paisagem que te espera… Várias pequenas ilhas formando esquinas e labirintos ao longo do leito do rio e um imenso banco de areia, dunas e piscininhas no exato encontro do rio com o mar.

Isto posto, além do rio e do Delta, vale dizer que, de quebra, você tem a chance de conhecer duas pequenas cidades ribeirinhas, cheias dos pormenores de cidadezinhas de interior,  agraciadas pelo encontro com rio, que enche de vida e movimento o cotidiano dos moradores locais: BREJO GRANDE, em Sergipe, e PIAÇABUÇU, em Alagoas.

BREJO GRANDE – SERGIPE

PIAÇABUÇU – ALAGOAS

Prepare-se apenas para enfrentar o sol escaldante, pois, o Delta em si nada mais é que um imenso banco de areia cravado em meio à brisa do rio e a maresia do mar. Salvo um ou outro oásis de piscininhas naturais e escassos coqueiros, diante de tanta areia e sob o sol implacável do Nordeste, a sensação térmica, sem exagero, é algo tipo estar no deserto.

No mais, curta muito o caminho…  Os  50 minutos pelo leito do rio até a Foz garantem  imagens  de “wallpaper” rs rs… Inesquecíveis e apaixonantes:

Margem alagoana da Foz do Rio São Francisco

 BREJO GRANDE

Essa cidadezinha, com pouco mais de 7000 habitantes,  reserva as peculiaridades básicas de cidade de interior. Vida tranquila, casinhas coloridas e uma praça com uma Igreja:

Como disse no “fotoguia”, pausa para a Igreja da praça, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, com seus traços rendados em branco e cor de rosa. Uma graça!

Só não espere – como seria de se esperar – uma cidade totalmente banhada e integrada com o Rio. Sergipe tem esse mistério: as cidades NÃO crescem na “beira da água” e, diferente de outras cidades “franciscanas”, como Piaçabuçu, Piranhas, Penedo  e outras tantas, em Brejo Grande o Rio São Francisco fica meio que de escanteio, só com um estreito cais que, por sua vez, fica fora do centro da cidade, onde tudo acontece. Vai entender.

Pequeno cais de Brejo Grande-SE

Mas nada que desabone a cidade. O município ainda oferece preciosidades culturais como o Povoado Saramém, localizado à beira do rio, onde concentra-se uma pequena população de pescadores, e o Povoado Brejão dos Negros, reconhecido como Comunidade Quilombola.

POVOADO SARAMÉM (imagem disponível em tribunadapraiaonline.com)

 O DELTA

Esse, como já foi dito, na prática resume-se a um  imenso banco de areia e dunas  estacionado entre o rio e o mar.

O primordial é que você não compreenda o Delta como a única razão do passeio e sim como parte indispensável dele. Nós, em especial, curtimos muito o passeio de barco pelo rio até a foz e a parada, no retorno, em Piaçabuçu, fazendo com que o Delta em si fosse apenas uma das peças chaves da viagem.

Como fomos por nossa conta e risco, saímos depois do almoço, para evitar pegar o ápice do passeio no ápice do sol. Chegamos  no Delta por volta das 15h e, vou te contar, o Sol continuava “ardendo no couro” a todo vapor.  Nossa única reação, após uma curta tentativa de caminhar pelas dunas, foi  ancorar o corpo em uma piscina natural.

Aí a grande surpresa. Apesar de estarmos de cara com o mar, a piscina era de água doce, tranquila e deliciosa, um oásis de verdade embaixo dos quase 40° de céu limpo que iluminava o dia.

Nesse horário, já não havia barracas de vendedores nas dunas e aí vai uma dica: melhor chegar cedo em Brejo Grande, pela manhã, para aproveitar ao máximo tudo o que a região tem a oferecer (evitando sempre os horários de sol intenso, claro).  A feirinha de comidinhas e artesanato dos moradores locais é mais um belo atrativo das areias da foz 😉

Artesanato da Foz do Velho Chico - SERGIPE.ALAGOAS

Tanto na ida como na volta, fomos curtindo nosso barquinho exclusivo, e seu “tróóóó” suave cortando o rio pouco a pouco, em seu ritmo desacelerado.

De barquinho, fomos curtindo o rio de pertinho, sentindo a água do imponente Rio São Francisco, mansinha, batendo nos dedos.

E, para aliviar o cansaço de uma semana inteira, a dica do nosso barqueiro, Agenor, foi navegar na rede, literalmente. Uma delícia, para quem, claro, não enjoa nem tem labirintite.

E… Ver a noite cair sobre as águas do Rio São Francisco… Ah-ah… Não acontece toda dia. Fomos aproveitando cada segundo da nossa viagem com aquela sensação involuntária de agradecimento à natureza e cheios de orgulhos de nós mesmos por estarmos ali, anoitecendo na imensidão do Velho e Querido Chico.

Ficou faltando a ida até a região do antigo povoado Cabeço, onde há o farol alagado. No horário que saímos, a maré não permitia que nosso pequeno barco chegasse até lá. Mais um #ficaadica também, reforçando que ideal mesmo é sair cedo de casa para não perder nada que o Delta tem a oferecer. O Cabeço vai ficar pra próxima.

Povoado Cabeço - Foz do Rio São Francisco - SERGIPE

 INFORMAÇÕES IMPORTANTES

– Como foi dito, há vários barquinhos no cais de Brejo Grande aguardando turistas, mas caso queira agendar, você pode ligar para o Agenor, que fez nosso passeio na primeira vez, ou para o Almeida, que fez nosso passeio na segunda vez:

AGENOR – (82) 3552-1634

JOSÉ ALMEIDA – (79) 9607-2985/ (82) 9314-7698 – pfs@hotmail.c0m

– No cais de Brejo Grande, é possível ligar para uma pequena balsa, com capacidade  para dois carros, que faz a  travessia para Piaçabuçu/AL. Ocorre que, no cais, só há sinal da VIVO, então a dica é você anotar o telefone e já chegar em Brejo Grande com a travessia agendada. A balsa sai de um pequeno porto a alguns quilômetros do cais principal.

– Acredite! É possível chegar até o Delta de carro, pela margem de Alagoas, partindo de Piaçabuçu. Acontece que, como nos informou o Agenor, a depender do local onde você, desavisado e incauto, estacionar o veículo, pode encontrá-lo boiando na maré ao retornar. Melhor mesmo ir de barco. Em Brejo Grande, você pode estacionar seu carro na Marina, ao lado cais. O estacionamento custa R$ 3,00 por turno.

– Para saber como chegar a Brejo Grande pela BR-101, clique aqui. E, para conhecer nosso Post Musical sobre o Delta, clique aqui.

– Nossa parada e almoço em Piaçabuçu acabou merecendo um post à parte.

– Todas as informações deste post  referem-se aos meses de fevereiro e março de 2012, quando estivemos no Delta.

Memórias de barquinho #PostMusical #NossoCarnaval – Delta do São Francisco.SE/AL

22 fev

21/02/2012 – Ontem, terça de carnaval,  fomos pela primeira vez ao Delta do São Francisco.

Poderia dizer mil coisas, escrever várias linhas, descrever cada detalhe, mas nada seria  tão fiel à nossa experiência quanto o vigor da voz da Maysa interpretando o lindo texto do Bôscoli. Apenas um barquinho, o encontro do Rio com o Mar e nós… Nosso relato de Carnaval… Em um post musical (Ei! Só vale ler o post ouvindo a música, viu? O link para o áudio está logo aí embaixo).

O BARQUINHO (Bôscoli e Menescal)

ÁUDIO – O BARQUINHO por Maysa

Dia de luz
Festa de sol

Um barquinho a deslizar
No macio azul do mar

Tudo é verão
Amor se faz

Num barquinho pelo mar
Que divisa sem parar

Sem intenção
Nossa canção
Vai saindo desse mar


E o sol
Vejo o barco e luz

Dias tão azuis

Volta do mar
Desmaia o sol

E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar

Céu tão azul
Ilhas do sul
E o barquinho coração
Divisando na canção

Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão

E então

O barquinho vai
A tardinha cai

Lindo assim!

Tudo sobre o Delta do Rio São Francisco – COMO, ONDE e QUANTO – em breve, em um post detalhado. 😉