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Pelas ruas do Tango, nos passos de Gardel: um passeio pelo ABASTO. BUENOS AIRES

22 abr

Que Gardel é o  centro gravitacional do Tango na Argentina, isso, de tão público e notório, dá até a impressão de que já nascemos sabendo. Mas que o Abasto é bairro de corpo, alma e coração do ilustre cantor e compositor, essa, embora pertinente, talvez não seja uma informação tão conhecida.

Ali, Gardel viveu, desde sua chegada da França, sua terra natal, aos dois anos de idade, e cresceu, brincando pelas ruas e, mais tarde, cantando e compondo pelos bares locais, o que lhe rendeu o título de “El Morocho del Abasto” (o moreno do Abasto… Pesquei  nas placas turísticas espalhadas pelo bairro… ehehe).

As ruas do bairro, por sua vez, tranquilas e compassadas (literalmente), são um convite para qualquer um que queira fugir do roteiro básico turístico, lançando-se nas entrelinhas porteñas, nos seus cantinhos curiosos  cheios de revelações.

O fileteado está por todos os lados e casas e comércios enchem de cores as ruas do bairro com suas paredes cuidadosamente decoradas, resultado do Projeto “Cultura Abasto”, responsável pela revitalização da área, há décadas abandonada e decadente. Sorte nossa! O novo Abasto ficou um charme.

O Tango e a figura de Carlos Gardel foram o centro temático da revitalização e isto explica as inúmeras referências artísticas a ambos. Fachadas coloridas, cobertas compassos e notas musicais. Partituras de tangos famosos pelas paredes que hoje compõem com estilo  a nova imagem do Abasto.

Fora isso, as ruas tranquilas e arborizadas são um convite a uma caminhada atenta…

Desvendando o cotidiano simpático dos seus moradores:

O cachorrinho do brechó da Rua Lavalle foi nosso personagem preferido, correndo pra lá e pra cá, com seu pedaço de papelão na boca,  era todo disposição.

Mas em um bairro onde o tema central é Carlos Gardel, parada obrigatória, com certeza, no MUSEU CASA CARLOS GARDEL. Um pequeno, simples, mas convidativo museu, que funciona na última casa onde Gardel viveu em Buenos Aires, na companhia de sua mãe, Dona Berta. Número 735 da agradável Rua Jean Jaures.

A entrada é paga (baratinha, mas paga), gratuita apenas às quartas-feiras, mas no dia em que fizemos a visita, uma quinta-feira, 29/12/2011, por alguma razão, que ninguém no Museu soube explicar, estava sendo gratuita também. Quem recebe o milagre, não vai ficar questionando o Santo, não é não? Entramos de graça e pronto.

O museu, como disse inicialmente, uma gracinha! Uma casa simples, estreita – estilo “chorizo” (pesquei da placa também… ah-ah) – conserva objetos pessoais de Gardel e de Dona Berta:

Fotos, discos, instrumentos musicais, utensílios domésticos preservados e cuidadosamente expostos, tal qual na época em que ali viviam, simplesmente Berta e Carlitos:

Diferente do que acontece no Museu Evita, que funciona também na casa onde esta figura ilustre viveu, em Palermo, o pequeno Museu da Casa de Gardel ainda guarda o aconchego de casa de família, com cômodos pequenos de  janelas generosas e plantas espalhadas na pequena área do imóvel, com jeitinho de casa de vó. Vale a visita!

A duas quadras do Museu, está a Pasaje Carlos Gardel, um curto calçadão localizado entre as Ruas Anchorena e Jean Jaures. Nela você vai encontrar o requisitado Monumento a Carlos Gardel, bem em frente à também requisitada ESQUINA CARLOS GARDEL, onde hoje funciona – segundo informações de terceiros de bom gosto –  uma das casas de Tango mais charmosas de Buenos Aires.

Vale dizer que, onde hoje  funciona  esta elegante Casa de Tango, já funcionou, no final do século XIX e início do século XX, El Chanta Cuatro, um restaurante despretensioso, onde Gardel e seus amigos costumavam virar as noites, bebendo, cantando e jogando bocha.

E para encerrar o passeio pelo Abasto, uma parada estratégica para compras, um café ou só um bate-perna mesmo no imponente Shopping Abasto, na Avenida Corrientes, esquina com Anchorena.

Para os mais culturais e menos consumistas, também fica valendo a visita, já que o Shopping em questão funciona no magnífico prédio art decó do início do século XX, onde funcionou, até a década de 80, o Mercado Popular do Abasto. Contrastando com o requinte dos corredores atuais, naquela época, amontoavam-se ali bancas de frutas e legumes.

Mercado de Abasto – início do século XX – imagem disponível em latidobuenosaires.com

E algumas peculiaridades da capital argentina você só encontrará  no Abasto. É o caso de distintas figuras de roupas escuras e chapéus cruzando, vez por outra, as ruas do Bairro. Membros da Comunidade Judaica, ironicamente, a maior da América Latina (levando em consideração que Perón era… Digamos… Simpatizante de Hitler).

Formalmente, informa-se que é no Once (bairro sinistro, muvucado e pouco indicado), vizinho do Abasto, que se concentram os judeus. Mas foi no Abasto que vimos com frequência senhores judeus passando, em atitude cotidiana, de um lado para o outro (até porque, no Once, é impossível conseguir perceber alguma coisa em meio aquele tumulto avassalador e sufocante). Prova disso é o Mc Donald’s KOSHER que funciona dentro do Shopping Abasto, único no mundo fora de Israel.

Imagem disponível em theblog.brandvital.com

Só para você não ficar com a cara rodando (já que, diferente de Gardel, a gente não nasce sabendo o que é KOSHER… kkk), comida KOSHER é a denominação dada a alimentos preparados rigorosamente de acordo com doutrina religiosa seguida pelos judeus, que vai desde a escolha e abate do animal até o preparo dos alimentos (Exemplo: só é permitido o consumo de carne de animais que ruminam e as aves consumidas não podem ser predadoras de outros animais… Tome essa, Glória Maria).

CURIOSIDADES:

– Abasto, na verdade, é parte de um bairro, oficialmente conhecido como Balvanera, do qual também faz parte o barulhento e caótico Once, vizinho ao Abasto.

– O nome Abasto veio do mercado que ali se instalou, com a denominação de Mercado do Abasto Proveedor de Buenos Aires.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Para quem quer economizar, a melhor forma de chegar ao Abasto é de metrô, descendo na estação Carlos Gardel – linha B (vermelha), que dá de cara com o Shopping Abasto, na Av. Corrientes. De táxi, a corrida do Abasto até o Obelisco, na Av. 9 de Julho, custou 20 pesos.

Muse0 Casa Carlos Gardel fica localizado na Rua Jean Jaures, nº 735, no trecho entre as Ruas Zelaya e Tucumán. Funciona de segunda a sexta, das 11h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h. Terça-feira – Fechado. Quarta-feira – entrada gratuita. Mais informações no site http://www.museocasacarlosgardel.buenosaires.gob.ar/

– O Shopping Abasto funciona de segunda a domingo, das 10h às 22h, com horário diferenciado para a Praça de Alimentação – para mais informações, clique aqui. Alguns atrativos do Shopping: Museo de los Niños; Casa de Câmbio; Starbucks e Mc Donald’s Kosher. Site: http://www.abasto-shopping.com.ar

– Informações detalhadas sobre a Esquina Carlos Gardel no site http://www.esquinacarlosgardel.com.ar (com versão em português).

–  As principais atrações do Bairro ficam bem próximas umas das outras e é possível visitar a região de forma satisfatória em uma manhã. Confira no mapa (onde A = Quarteirão do Shopping Abasto):

– Todas as informações constantes neste post, inclusive valores e horários, são relativas a Dezembro de 2011. Verique possíveis alterações nos sites indicados.  😉

GALERÍAS PACÍFICO – Buenos Aires

4 mar

Blogueiro viajante vive catando uma experiência diferente e inusitada para contar. Mas, no quesito roteiros, muitas vezes o óbvio é tão fascinante que, vai lá, merece um post sim! Por isso hoje, permitam-me abrir um espaço para falar da Galerías Pacífico, o clichê mais inevitável e necessário de Buenos Aires.

Mais do que um centro de compras, Galerías Pacífico é um lugar para entrar e apreciar, com a cara pra cima mesmo e a boca aberta, achando tudo lindo… Porque… Vamos combinar, é linda demais!

A primeira vez que estive em Buenos Aires, em dezembro de 2008, fiquei fascinada com essa construção e mais ainda com a ideia de se construir um moderno complexo comercial preservando toda a estrutura de um prédio do século XIX, projetado – como boa parte do que se vê pelas ruas portenhas –  nos moldes da arquitetura francesa.

No final do século XIX, esse imponente conjunto arquitetônico, erguido na esquina da Calle Florida com Córdoba, surge com o papel de reproduzir em terras portenhas algo próximo ao parisiense endereço de compras, Le Bon Marché.

Le Bon Marché – final do século XIX – Paris (imagem disponível em onlinetravelfrance.blogspost.com)

Nas idas e vindas da História, passando pelo sobe e desce de ápices e crises econômicas, eis que apenas em 1992 foi inaugurado, nos moldes do que hoje se apresenta, esse deslumbre de shopping, com abóbadas de vidro e corredores elegantes cintilados pelos letreiros de grifes internacionais e locais, um lugar obrigatório em qualquer passadinha por Buenos Aires. (Mais sobre a história do edifício aqui).

A cúpula central, forrada por murais de cores suaves e imagens envolventes, sem dúvida  é o ápice do “Óóóóh!”. Não há como escapar desse encantamento, sobretudo para aqueles que, como eu, depositaram na Argentina o crédito de primeira viagem internacional (mais sobre os murais aqui).

Mas, a depender das prioridades e do orçamento da sua viagem, pode acontecer de você entrar e sair, entrar e sair de novo sem uma sacolinha sequer. Não se deprima. Apesar de ser o centro comercial mais famoso e badalado de Buenos Aires, certamente não é o melhor lugar para compras. Casacos de couro de alto padrão, por exemplo, podem ser encontrados com melhores preços em Palermo (aconteceu comigo) e os de corte, digamos, mais rústico, choverão na sua frente através de cartõezinhos e abordagens de vendedores pelo calçadão da Florida, sempre com preços convidativos.

Casaco de couro de ovelha – 800 pesos mais barato em Palermo.

Ainda assim, tomarei a liberdade de indicar  três cantinhos bacanas para conhecer e, se for o caso, até soltar alguns pesos dentro da “galeria”:

O primeiro, tão óbvio quanto obrigatório, é o FREDDO, o sorvete mais famoso da Argentina e, claro, se você ainda não teve a chance de se deparar com ele nas suas andanças pela cidade, vá até a loja FREDDO  que fica na praça de alimentação, no subsolo, e peça uma bola do sabor mais disputado: doce de leite.

O segundo, também na praça de alimentação, ao lado do FREDDO é  a lojinha charmosa, de decoração rústica de muito bom gosto, Abuela Goye Patagônia.

Lá você vai encontrar uma infinidade de chocolates e chocolatinhos, alfajores e outras delícias em embalagens fofíssimas para dar de presente.

E, se preferir uma pausa para um café, eles oferecem um menu com boas opções, servidas em uma ambiente apertadinho, mas ainda assim agradável:

Café expresso com alfajor – 20 pesos.

Brownie de amêndoas – 16 pesos

Vale salientar, que a Abuela Goye é uma sólida rede de franquias, contando até com uma loja em Salvador/BA. Além disso, oferece um site de apresentação com versão em português e um de compras pela internet com entrega para todo Brasil. Adoro essas facilidades virtuais! Conheça os dois sites clicando aqui e aqui.

Por fim, saindo dos pecados da gula, gostei muito da MORPH, uma loja cheia de novidades e curiosidades para quem gosta de compras interessantes:  artigos para presente, utensílios domésticos e outras coisitas.

Conheci esta loja em um dos posts sobre Buenos Aires da Silvia, do Matraqueando. No post, ela apresenta a maior das lojas Morph, localizada no Buenos Aires Design. Estava louca para conhecê-la, quando então sou surpreendida por uma filial bem na Galerías Pacífico, também no subsolo, ao lado da escada e praça de alimentação. (Confira o post da Silvia aqui)

Entre a infinidade de itens inteligentes, criativos e úteis que a loja oferece, comprei umas meiguices, tipo porta-treco de bolsa em forma de donut:

Porta-treco de bolsa – 27 pesos(unidade).

E um porta-óculos de vaquinha muito bacana… O que não implica dizer barato:

Porta-óculos – 90 pesos. Eu escolhi a vaquinha (imagem disponível em morph.com.ar).

Estas são as minhas dicas, simplórias e pessoais, mas, claro, uma vez diante dessa glamorosa experiência arquitetônica, você irá se deparar com inúmeras opções empolgantes de compras. As vitrines são belíssimas e aí a principal dica: em nenhuma hipótese seja impulsivo. Namore as vitrines, envolva-se com a atmosfera europeia que a “galeria” emana, deslize por seus elegantes corredores, mas não deixe de comparar os preços, para não acabar no prejuízo. Lembre-se das Outlets! 😉

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– Horário de Funcionamento: – Segunda a sábado – 10h às 21h;

– Domingo – 12h às 21h.

– Visitas Guiadas: – Segunda a sexta – 11:30 e 16:30h. Ponto de encontro na  cúpula  central, no subsolo.

Site: http://www.galeriaspacifico.com.ar

Não deixe de pegar o mapa de Buenos Aires que a Galeria oferece  no seu balcão de informações (primeiro piso, ao lado da escada). Além do mapa turístico, também tem o mapa das linhas de metrô da cidade. Muito útil:

Localização: O Shopping ocupa o quarteirão circundado pelas  Ruas Florida, Viamonte, San Martin e Avenida Córdoba. Confira no mapa:

– Todas as informações são relativas ao período de dezembro de 2011.

– Este post é dedicado às amigas de longa data e sempre especiais Eliene “Bina”, Daniely “Fó” e Camila “Kamys”, que já estão de malas prontas e  desembarcam pela primeira vez em terras portenhas nos próximos dias. Desejo sempre tudo de melhor para elas. 😉

Estudando espanhol em Buenos Aires – por Gustavo Pelogia.

17 jan

Sabe uma coisa que eu sempre quis fazer desde a primeira vez que estive em Buenos Aires? Ah-ah! Voltar para estudar espanhol. E agora, me pergunto: “Nossa! Será que todo mundo tem esse sonho?” rs rs… Tanta gente indo pra lá fazer o mesmo. Na verdade, Buenos Aires é uma cidade apaixonante e acho que quem conhece sempre procura uma desculpa para voltar. Estudar espanhol, que também é uma língua deliciosa, parece ser a melhor delas. Numa situação de escolhas decisivas, nada melhor então que ouvir a opinião de quem já foi, já voltou e já foi de novo. É o caso do Gustavo, que nesse momento está lá, em algum lugar próximo à Casa Rosada (muita inveja nessa hora! rs), aprimorando seu espanhol e ampliando seus horizontes. Sua experiência na Expanish  pode clarear nossas ideias na hora de definir como e onde estudar. Segue o relato por Gustavo Pelogia:

Estudando espanhol em Buenos Aires

A primeira vez que fui para Buenos Aires, meu único objetivo era, pela primeira vez, sair do Brasil. Um ano e dois meses depois, joguei tudo para o alto e me mudei para cá.

Viajei sozinho e a primeira coisa que pensei foi em fazer aulas de espanhol, para aprender um pouco da língua e aproveitar para praticar com as pessoas na cidade. Dei um Google e entre várias escolas, escolhi a Expanish (www.expanish.com). O preço de todas é bem parecido, mas o site deles era o mais confiável, me atenderam muito bem e a escola fica no microcentro (perto da Casa Rosada, 9 de Julho, Florida e outros lugares turísticos básicos). Fui trocando e-mails em português e inglês com o staff e me senti seguro. Conto minha história abaixo pela experiência que tive com eles, mas estes conselhos servem para quem vai estudar ou morar aqui, seja aonde for 🙂

Iria ficar só uma semana em Buenos e também contratei a hospedagem pela escola. Se você quer ficar algumas semanas por aqui (até um mês, por exemplo), é uma boa opção, mais barata que hotel e mais segura que hostel. Você tem seu quarto, fica em um bairro bonito (o meu foi a Recoleta, entre a Rua Junin e Av. Santa Fé), conhece mais pessoas da escola e minha host era uma argentina gente boníssima. Se quiser ficar muito tempo, vale a pena buscar um ape mesmo, dividindo com outras pessoas que já morem aqui. Janeiro é um mês bom para conseguir um emprego, já que turista para todo lado, principalmente brasileiros (você pode encontrar boas opções no Craigslist http://buenosaires.craigslist.org/).

Também da para ficar em casa de família e ter refeições inclusas, mas ai você entra no horário deles, precisa avisar caso não vá. Eu não queria ter horário para nada, então optei só pela residência compartida. No meu ape, tinha uma brasileira de São Paulo e uma menina dos EUA. Mas o que mais tem aqui na escola são suíços (14%), brasileiros (19%), reino unido (11%) e americanos (10%).

Não sabia nada de espanhol, então entrei no nível A1(vai até o C2) e tinha 4 horas de aula por dia, das 9h às 13h. Conselho: em uma semana dá para aprender bastante, mas se você já tiver algum nível de espanhol, é melhor ficar mais tempo (ao menos duas!). Só aconselho ficar pouco tempo se você não souber nada, ou pode acabar tendo aulas sobre coisas que já sabe (o programa de aulas aqui é baseado no modelo do Instituto Cervantes, da Espanha).

As aulas começam todas as segundas, então sempre tem alguém novo na classe. E é muito fácil fazer amigos de todo o lado. Já que é todo mundo é gringo e estão em uma cidade nova, só fica sozinho quem quer. A galera se encontra nos intervalos e no final da aula e explora a cidade, vai pra balada, sai pra jantar, etc.

Minha semana chegou ao fim rapidinho, eu voltei para São Paulo, mas não tirei da cabeça a ideia de retornar. Segui a vida e as coisas foram mudando: meu namoro acabou, todos que moravam comigo resolveram se mudar e eu não estava feliz no meu emprego. Tudo aconteceu meio que ao mesmo tempo e decidi que era hora de realizar meu sonho. Entre 2010 e 2011, segui estudando espanhol no Brasil e estava apaixonado pela língua, então fiz as malas, planejei tudo em dois meses e vim. Voltei para a Expanish em novembro, fiz mais um mês de aulas e conheci mais um montão de pessoas de vários países. Os suíços (as) são os que mais gostam da cidade. Tem três que chegaram mais ou menos comigo e, assim como eu, também não tem data para ir embora!

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 Um #ficaadica direto de Buenos Aires. Adorei! 🙂

ÚTIL:

O site da Expanish é http://www.expanish.com/;

– Para conferir os preços de cursos e serviços oferecidos pela escola, clique aqui;

– Para tirar dúvidas com o Gustavo, encontre-o no Face e no Twitter, clicando aqui e aqui.

– Como falou o Gustavo, a localização é bem bacana. A escola fica na Tte. Gral Juan Domingo Perón, 698, no quarteirão entre as Ruas  Maipu e Florida. Perto de tudo. Confira no mapa (A= Expanish):

Confeitaria Las Violetas – BUENOS AIRES

8 jan

28/12/2011 – Tentado fugir do cardápio básico turístico de Buenos Aires (não que não valha a pena, mas uma fugidinha pode render descobertas interessantes),  fomos parar do outro lado da Av. Rivadavia, quadras e quadras depois da 9 de Julho, no caminho para o afastado Bairro Flores.

Nosso destino:  esquina da Rivadavia com Medrano. Ali  fomos buscar nosso café da manhã requintado, nessa elegante e histórica  confeitaria,  Las Violetas.  O lugar fica tão afastado que não aparecia em nenhum dos mapas turísticos que eu trazia na bolsa. Mas de táxi chegamos rapidinho e, 20 pesos depois (saindo do nosso hotel, na esquina da Rivadavia com a Av. 9 de julho), estávamos na Confeitaria.

Ao cruzar a porta de vidro, nossos olhinhos curiosos eram puro deslumbre. Um salão amplo, ornado com vitrais franceses e mármore italiano. Decoração do século XIX, nos moldes do que esperávamos de uma confeitaria de mais de 125 anos.

E, por falar em confeitaria, as vitrines de doces, bolos, chocolates e por aí vai, dificultam bastante a tomada de uma decisão simples: definir algo para abrir com chave de ouro o nosso desjejum.

No cardápio, graciosamente decorado com uma das imagens dos vitrais do salão, mais uma avalanche de opções, mas, diante da euforia da gula, nossa decisão foi manter o foco e pedir o que havíamos planejado desde o nosso quarto, aqui em casa, quando decidimos ir a confeitaria: um chá da tarde, refeição mais famosa do Las Violetas.

Valores de Dezembro de 2011

Pedimos um  MARIA CALA, opção intermediária entre o mais simples e o mais completo, que o garçom garantiu que servia tranquilamente duas pessoas. Não vou mentir que os 100 pesos de café da manhã assustaram um pouco, mas em uma conversão superficial, decidimos que 50 reais valia o esforço de ter um café da manhã de burguês.

Cerca de vinte minutos depois,  lá vem o garçom com um banquete na bandeja. Sinceramente, acho que servia umas oito pessoas (rs). Tentando fugir da gula, acabamos afogados em um mundo de pãezinhos, bolinhos, docinhos, tortinhas, geleias. Tudo lindo e saboroso, mas comida demaaaaais  para duas barriguinhas rasas como as nossas.

Chá Maria Cala – 100 pesos.

Mas, corajosamente, encaramos.  A opção seria a ideal se tivéssemos mais apetite ou mais companhia. Em meio a tantas guloseimas, acabei me afeiçoando à uma das simples, o bolo de nozes. que cativou pela simplicidade caseira.

O chá incluía  um suco E um café OU um chocolate quente. Para nós dois, pedimos um café e um suco a mais, o que aumentou em 18 pesos nossa já dilatada continha:

Apesar do desperdício,  nosso investimento matinal valeu. Nossa experiência foi a melhor possível. O ambiente é muito agradável, o atendimento é satisfatório e a comida é ótima. A propina (gorjeta, que não vem incluída na conta, mas que é recomendável que você ofereça entre 10 e 15% do valor total) garante ainda um largo sorriso e a chance de tirar fotos de tudo (até das receitas, a depender do valor ofertado:  tese do Hélio). Assim, pedimos para tirar fotos do chiquérrimo salão dos vitrais, ao fundo da confeitaria.

Puro requinte. Como já disse, vitrais franceses, minuciosamente restaurados em 2001, quando da reabertura da confeitaria.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– Endereço:  Av. Rivadavia (esquina com Calle  Medrano), nº 3899 (sentido oposto à Plaza de Mayo).

Como chegar: Táxi e metrô são as melhores opções. A pé, renderá uma longa, porém possível, caminhada pela Av. Rivadavia, sentido Bairro Flores.  De metrô, basta descer na estação CASTRO BARROS (linha A), localizada a poucos passos da Confeitaria.

– Além de café da manhã, também oferecem almoço e jantar. Leia tudo sobre a confeitaria em seu site www.lasvioletas.com (c0m versão em português).

– Mais sobre a história da Las Violetas aqui.

– Apesar de estar mais afastada do circuito turístico de Buenos Aires, Las Violetas é famosa e já começa a ser bastante procurada por turistas, inclusive brasileiros. Ainda assim, o lugar continua sendo um tradicional ponto de encontro de argentinos.

#ficaadica 😉

Librería del Colegio – Buenos Aires.ARGENTINA

6 jan

27/12/2011 – De mapa na mão, câmera atenta, o corpo cansado e os pés arruinados (pedindo misericórdia, pelo amor de Deus! rs) pelas ruas de Buenos Aires, de repente nos deparamos com esta esquina (Calle Bolivar com Alsina):

Ah não! Livraria eu não resisto. Um olhar mais curioso logo nos fez perceber que estávamos diante de um lugar valoroso.  Com a ajuda das placas que ornam a entrada, matamos a dúvida.

Estávamos, nada menos, que na mais antiga livraria da Argentina. E mais, também o mais antigo comércio de Buenos Aires, funcionando nesta esquina desde 1725, inicialmente como La Botica, o mais antigo comércio portenho de livros, localizado na esquina das ruas Potosí e Santísima Trindad, hoje  Adolfo Alsina e Bolívar. Em 1830, instala-se no local a então Librería del Colégio.

Do outro lado da rua, está a Igreja San Ignácio, que por sua vez fica ao lado do  Colégio Nacional de Buenos Aires, daí porque Librería del Colégio.

Hoje, oficialmente, leva o nome de Librería de Avila, mas mantém  a tradição e acervo histórico, inclusive preservando todas as referências da antiga Librería del Colégio. Um lugar imperdível para os amantes de livros (particularmente, acredito que nem Jobs, nem Mac, nem i-isso ou i-aquilo, nada superará a delícia de deslizar os dedos no papel e folhear um bom livro).

No subsolo, uma viagem no tempo, embalada pelo cheiro de livros antigos. Coleções antigas, livros raros e edições históricas… Isso é o que te espera após a elegante  escadaria de mármore e madeira escura.

Passaríamos uma tarde inteira por ali, bisbilhotando esse tesouro histórico e literário, não fosse meu espírito agoniado, que tinha que sair correndo em busca das outras atrações que havia planejado (buscávamos o quarteirão da Manzana de las Luces, do qual, descobrimos logo depois, fazem parte a Igreja San Ignacio e o Colégio Nacional, de cara com a livraria).

Mas o encontro com a livraria, por mais breve que seja, faz valer a visita. E  só para não perder o costume, no dia seguinte retornei para garantir meu momento “souvenir”, comprando um livreto lindo sobre o Fileteado Porteño, algo que sempre me encantou e agora faz parte da minha estante… ehehe:

Fileteado Porteño (capa dura) - 79 pesos

No hora de receber a notinha, nada de máquina registradora, com seus números mecânicos e acinzentados. Tudo escrito à mão, como nos velhos tempos das casas comerciais de antigamente:

E aí, #ficaadica: na Libreria del Colegio, o livro em questão custou 79 pesos, sendo que eu havia acabado de me deparar com o mesmo livro no Caminito por  104 pesos de pura cara de pau. Lugar turístico tem dessas coisas.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Funcionam de segunda a sexta, das 8:30h às 20:00h. Aos sábados, das 10h às 14h e das 15h às 17h.

– Para localizar a livraria, tomando como referência o Cabildo (na Plaza de Mayo), basta seguir uma quadra na Rua Bolívar e logo a encontrará, na esquina com a Rua Alsina,  próxima esquina após a Praça de Maio. Confira no mapa (onde A = Plaza de Mayo, esquina com o Cabildo, e B = Libreria del Colegio): 

 

– Para chegar de metrô, desça na Estação Bolívar. Na superfície, localize o Cabildo e a Praça de Maio e faça o mesmo percurso mostrado no mapa.

– Fileteado é uma arte popular de pintura, característica marcante da cultura portenha. Mais informações em www.fileteado.com.ar :

Mapa.Metrô – BUENOS AIRES.

10 maio