As três ilhas – ARUBA, BONAIRE e CURAÇAO – compõem o Dutch Caribbean ou Caribe Holandês, visto que foram colônias holandesas. São banhadas pelo Mar do Caribe, logo acima da costa venezuelana, e conhecidas também como o ABC (Aruba-Bonaire-Curaçao) do Caribe.
Aruba é a mais estruturada para o Turismo. Curaçao, a mais estilosa e histórica, com raízes holandesas mais evidentes. Bonaire é a mais tímida das três, pitoresca em seu ritmo próprio e não menos encantadora com seu mar azul piscina e natureza intocada.
– Aruba e Curaçao são países autônomos. Bonaire ainda está ligada aos Países Baixos. Para transitar por cada uma delas é exigido apenas passaporte .
– A capital de Aruba é Oranjestad. A de Curaçao, Willemstad. E a de Bonaire é Kralendijk.
TRANSPORTE
Avião – Apesar de serem muito próximas, não há transporte náutico entre elas. Para pinotar de uma para outra, só de avião. Algumas empresas locais fazem a ponte aérea entre elas, como a DAE e a Insel Air. Nós sempre voamos de DAE, nossa doidinha preferida! (falaremos dela em um post específico).
Só fique atento para as taxas de embarque de CURAÇAO, que não estão incluídas nos bilhetes aéreos, pelo menos não nos da DAE (para Aruba é cobrada taxa internacional e para Bonaire a taxa doméstica):
Vindo do Brasil, a Gol tem um voo direto, semanal, para Curaçao, partindo de Brasília todo sábado. Para Aruba também há voos da Gol. Eu só encontrei o voo de retorno, Aruba – Guarulhos, partindo numa quinta-feira e com escala em Caracas.
Outra opção é voar até Caracas e, de lá, seguir pelas empresas locais (DAE ou Insel, por exemplo) até uma das ilhas. A vantagem desta opção é que para Caracas há voos diários partindo do Brasil e, nas milhas, você gasta apenas 10.000 pontos do Smiles contras os 15.000 para tirar o bilhete direto para Aruba ou Curaçao. A desvantagem é que Caracas é bem complicada e perigosa, por isso é bom ser cauteloso. Confira nossa péssima experiência em dezembro de 2011 aqui. Outra questão é que, por experiência própria, e lendo relatos de outros turistas, vale citar que as empresas locais, como a DAE e a Insel, têm o costume de mudar horários ou cancelar voos, às vezes, inclusive, sem avisar aos interessados.
Carro e Moto – Para curtir ao máximo qualquer das três ilhas, o ideal é estar motorizado. É possível alugar bicicletas, carros, motos ou ciclomotores. A escolha, basicamente, depende do seu gosto(e estilo) e do seu orçamento. Aruba, por exemplo, tem paisagens incríveis ao leste da ilha, mas para chegar é preciso enfrentar trechos de puro e áspero off-road, por isso inclua na sua lista de opções veículos 4×4. A maioria dos visitantes alugam carro. Nós, chegados em uma aventura e com pouco dinheiro, adoramos passear de scooter 😉
Nós alugamos carro (em Curaçao) e três scooters (uma em cada ilha). Nos dois casos, valeu nossa carteira de habilitação nacional tipo A e B. Para o aluguel, esteja preparado para o bloqueio caução no seu cartão de crédito. No geral, o bloqueio costuma ser de 500 dólares. Trataremos das exceções em posts específicos.
Os postos de gasolina são no estilo self service. Você primeiro paga, aí liberam a bomba e você mesmo abastece (o que nos fez perceber que adoramos frentistas! rs)
Táxi – Os táxis, nas três ilhas, são vans e não são padronizados. Em Aruba são tabelados. Não são lá tão baratos. Prepare-se para pagar entre 30 e 35 dólares do Aeroporto a Willemstad, em Curaçao. Entre 20 e 30 dólares do Aeroporto para Oranjestad e Palm Beach, em Aruba. E,em Bonaire, do Aeroporto para Kralendijk são 10 dólares, até quatro pessoas (valores de agosto de 2012).
Transporte Coletivo – Tanto em Curaçao como em Aruba há transporte coletivo, inclusive para os respectivos Aeroportos. Nas duas ilhas há ônibus e vans, estas bem parecidas com os táxis, mas são coletivas e percorrem linhas específicas. Nesta opção, gasta-se entre 1 e 2 dólares por viagem. Em Bonaire, não conte com transporte público.
IDIOMA:
Formalmente, diríamos que o idioma oficial é o holandês… Ou seria o papiamento? Pra falar a verdade, na prática, fica difícil saber. Eles falam um pouco de tudo – espanhol, inglês, holandês e papiamento. Este último, por sua vez, segundo descrição local, é de fato uma salada de frutas, uma equação idiomática descrita como espanhol + português + inglês + holandês.
O que você realmente precisa saber é que, sobretudo em Curaçao, vai se deparar com placas e cardápios incompreensíveis e vai acabar fazendo seu pedido no uni-duni-tê ou, na melhor das hipóteses, apontando para fotos do que pretende comer. Nem todos os estabelecimentos têm cardápios em inglês.
Aruba é mais fácil. Como eles se sentem mais próximos dos americanos do que dos holandeses, o inglês perambula pela ilha pretensiosamente como local.
DINHEIRO
Para não errar na moeda, o dólar é a melhor opção. A moeda corrente de Curaçao é o Florin das Antilhas Holandesas. Em Aruba, o Florin Arubiano e, em Bonaire, o bom e velho dólar.
O câmbio do dólar para os Florins (Aruba e Curaçao) é fixo – algo em torno de 1,75 florin para 1 dólar – e todas as transações, seja em restaurantes, hotéis, lojas, na maioria dos estabelecimentos, são feitas nas duas moedas.

Já vi gente fazendo cálculos mirabolantes para ver o que sai mais em conta – dólar ou florin. Eu, particularmente, que não me dou com números, levei meus dólares e pronto. Eles costumam fazer a conversão seguindo o câmbio oficial. CONTUDO, esteja preparado para pagar em dólar e, às vezes, receber o troco em florin < e se for como eu, antigo mau aluno de matemática, ficar com tudo embaralhado na cabeça e na carteira >
Cartões de crédito são muito bem aceitos e nos caixas automáticos é possível sacar dinheiro direto da sua conta ou do seu cartão de crédito, desde que você esteja preparado para encarar as taxas naturalmente cobradas por esse tipo de transação. Antes da viagem, verifique esses detalhes e o procedimento do seu banco.
No geral, achamos Curaçao a mais cara das três ilhas. Uma ou outra coisa estava no mesmo preço ou, raramente, mais barata. Por isso, achamos Aruba melhor para as compras. E, ainda no quesito compras, vale a boa e velha dica dos supermercados. Dessa vez, encontramos os famosos licores de Curaçao e os deliciosos queijos holandeses com preços mais em conta nos supermercados e “mercadinhos”.
SOL e PRAIA
Basicamente faz calor o ano todo. Mas calor de verdade. O clima é árido, a vegetação agreste e o sol arde na pele. O ideal mesmo é se lambuzar com protetor solar o tempo todo e estar dentro da água nos horários críticos (o que, já sei, vai de encontro a tudo que nos ensinaram, mas não tem jeito, vá por mim, a água é o único lugar viável entre 12h e 15h).
O mar é perfeito nas três ilhas. Já praia mesmo, como estamos acostumados, com extensas faixas de areia fina, encontramos com mais fácil em Aruba. Em Curaçao e Bonaire já é mais complicado. Muitas pedras e praias estreitas de areia pedregosa, mas nada que ofusque o azul perfeito do mar do Caribe. Curaçao, embora seja a maior das três, as praias costumam ser pequenas e, algumas delas, artificiais, por isso, não estranhe as taxas cobradas para ter acesso.

Tickets para Seaquarium Beach – Curaçao (não, não é o ticket do estacionamento… Nós chegamos de táxi)
ELETRICIDADE
A voltagem em todo ABC é 110/127 V. As tomadas são de dois pinos quadrados. Assim, sempre bom relembrar a importância de estar previamente equipado com o básico adaptador de tomadas (confira todas as tomadas e voltagens pelo mundo aqui).
LIGAÇÕES PARA O BRASIL
Catei em todo canto, mas não consegui achar o código da Embratel para fazer ligação a cobrar em cada ilha. Em Aruba, compramos um cartão telefônico de 10 dólares que dura pouco mais que cinco minutos falando com o Brasil. Já em Curaçao, ficamos cliente de uma Lan House com “locutórios”, nos moldes de Buenos Aires:
SITES ÚTEIS
ARUBA – http://guiadearuba.com/blog/ (sobre Aruba há vários sites, mas este foi o que mais gostei!).
BONAIRE – http://www.infobonaire.com/
CURAÇAO – http://www.curacao.com/pt
– Mais sobre Curaçao e Aruba aqui e aqui.
– Confira mais dicas diretas e bacanas em Links Úteis para sua viagem.
– Todas as informações constantes neste post referem-se a agosto de 2012.
E cá estamos nós… Após todo infortúnio que a Venezuela nos proporcionou em 2011, retornamos a Curaçao – agora sem Caracas – para recuperar as boas lembranças que deixamos aqui. Em breve, posts, literalmente quentíssimos, dessa ilha fervilhante no verão. Abraço forte! 😉
Amanhã, Bonaire e, na sequência, Aruba…
Mais sobre CURAÇAO:
A LONDON EYE, como era de se esperar – no quesito “estrutura gigante com uma vista incrível” – está para Londres como a Torre Eiffel está para Paris. Até aí, básico! Mas básicas também são as filas igualmente gigantes e, no caso da Torre, eternas e/ou estáticas, no final das contas, inviáveis.
Depois de correr no site oficial da Torre e tomar um tapa na cara e um pé na bunda… Em outras palavras, constatar, tragicamente, que, ao consultar o site em ABRIL, só havia bilhetes disponíveis para o final de junho – e nós estaríamos lá em MAIO – fui correndo procurar bilhetes da London Eye para não acabar tomando o mesmo game over no outro lado do Canal da Mancha.
Como tínhamos apenas dois dias em Londres, perder tempo em filas estava totalmente descartado. Por essa razão, decidi não arriscar, deixando para comprar os bilhetes por lá, e acabei buscando sites onde fosse possível comprar os bilhetes antecipadamente. De cara, simpatizei com o Londres Bilhetes:
Achei o site simples e intuitivo e os valores oferecidos estavam dentro da faixa de preços que havia pesquisado. Londres é uma cidade cara e ponto. Assim, não me assustei taaanto com os 23.90 Euros por pessoa.
Ao concluir a compra, você recebe o voucher com o número da reserva no e-mail cadastrado. Pronto! Esse voucher deverá ser impresso e apresentado no balcão indicado pelo próprio site, onde serão retirados os bilhetes:
Já em Londres, aos pés da London Eye, é fácil encontrar o Ticket Hall/Ticket Office. Ele fica pouco antes da fila que dá acesso à roda gigante, no County Hall:
Neste ponto, basta caminhar até a London Eye e, pouco antes do acesso às cápsulas, ao lado direito, está o Ticket Office:
Para chegar a London Eye, por sua vez, também não é nada complicado. Tomando como referência o icônico Big Ben, à margem do Rio Tâmisa, a London Eye está na margem oposta, assim como o Big Ben, coladinha na Westminster Bridge:
Assim que entramos no Ticket Office, apresentamos o voucher ao primeiro funcionário que encontramos e ele, educadamente, me acompanhou até o balcão para a troca de bilhetes. O balcão indicado no site – “Pre-paid Ticket desk/Priority Ticket Desk” – é o último no hall de venda de bilhetes (na direção indicada pela seta da esquerda, conforme aparece na foto abaixo):
Havia uma fila razoável, de pouco mais de 20 pessoas. Ainda assim, infinitamente menor que a fila para aqueles que não tinham reservas:
Mas aí vai uma informação interessante sobre Londres: o atendimento é desenrolado, objetivo e eficiente, o que, por fim, resulta em filas rápidas. Apresentando o número de reserva, em questão de segundos o funcionário já nos entregou os quatro tickets reservados:
A fila para entrar nas cápsulas da roda gigante também não assusta é bem rapidinha, já que as cápsulas não param e os visitantes desembarcam e embarcam rapidamente:
Uma vez na cápsula, é só se deliciar com a vista…
E, sempre que desejar, é possível localizar e identificar pontos relevantes da cidade através de tablets instalados nas cápsulas.
Por £1,00 também é possível comprar um guia visual que retrata a vista da London Eye. Comprei, claro! Lá me serviu de informação… Aqui, de souvenir!
TAMBÉM É POSSÍVEL ADQUIRIR BILHETES NO SITE OFICIAL DA LONDON EYE: http://www.londoneye.com/
Além de uma variedade maior de bilhetes – que diferem pelas condições de uso – o site ainda oferece promoções para determinados períodos do ano, o que pode deixar o bilhete mais em conta. Só atente para o fato de que no site da London Eye os valores indicados estão em Libras e no Londres Bilhetes em Euros, o que, a depender do câmbio, pode resultar em uma diferença considerável.
HORÁRIOS de FUNCIONAMENTO:
A LONDON EYE abre diariamente, mas os horários de funcionamento variam de acordo com as estações (Verão/Inverno). Para saber todos os detalhes, inclusive os horários diferenciados em feriados, clique aqui. Vale lembrar que no dia 25 de dezembro a roda gigante NÃO funciona. Confira tudo, tin-tin por tin-tin, no site oficial da London Eye.
NO MAIS…
– A London Eye foi concebida para comemorar o milênio. Possui 135 metros de altura e 32 cápsulas, que acomadam, confortavelmente, 25 pessoas. Uma volta completa leva cerca de 30 minutos.
– Na chegada ou na saída, vale uma pausa no café do County Hall para saborear um waffle caramelizado, coberto com chantilly e morangos… A cara de Londres! 🙂 (No County Hall, prepare-se para pagar £5,00. Por outros cantos da cidade, é possível comer o mesmo waffle até £2,00 mais em conta)
– Metrô: Waterloo/ Westminster/ Charing Cross.
A necessidade realmente ensina. E foi de uma necessidade descabelante que acabei descobrindo, via Conexão Paris, a solução do nosso volumoso problema: BAGAGES DU MONDE – um lugar seguro, em Paris, para guardar suas malas enquanto bate perna pela Europa.
Quando decidimos ir a Londres, já havíamos comprado o aéreo chegando e partindo de Paris. A única certeza que tínhamos é que, após cinco dias em Paris, quatro baianos muambeiros <pausa para uma risadinha sem graça> já estariam abarrotados de bagagem. Dito e certo:
Ocorre que viajar de trem com muitas malas não é legal. Subir, descer e arrastar as malas pelos vagões, além de arrumar um cantinho para toda sua muamba, não é algo assim tão confortável… Ainda mais quando estamos falando de 12 MALAS. Note os compartimentos para bagagem do Eurostar:
Daí surgiu a busca incansável por um lugar seguro para guardar nossas malas em Paris durante os três dias que passaríamos em Londres. Guarda-volumes da estação de trem, deixar no hotel, embarcar com elas (já que o Eurostar despacha bagagens)… Tudo isso, claro, passou pela minha cabeça, mas o BAGAGES DU MONDE, ao final, me pareceu o mais seguro e descolado, embora não seja um serviço dos mais baratos.
O serviço está instalado no Aeroporto Charles de Gaulle – no Nivel 4 do Terminal 2, onde também está a Estação de Trens TGV (Gare TGV):
As malas são pesadas, etiquetadas e encaminhadas ao Raio-X, tal qual no check-in normal. Você recebe os tickets correspondentes por cada volume e assina um contrato de prestação de serviço.
O serviço é cobrado por diárias e por volume/mala (de até 32 Kg), de acordo com tabela* abaixo (valores de maio de 2012):
Nós deixamos cinco malas por três dias, o que, como mostra a tabela, nos custou 150 Euros. Caro, eu sei, mas conforto nunca foi barato e para quem, como eu, já perdeu toda sua bagagem em um país estranho (Venezuela), conforto e segurança valem esses Euros a menos na carteira.
COMO CHEGAR
Para levar as malas, fomos de táxi. Eu, que não entendo naaaaada de Charles de Gaulle, anotei à risca a indicação do site (em francês, claro) e entreguei ao taxista.
Diante da informação, ele te deixará no ponto que aparece na foto abaixo (ao lado do Sheraton), onde, de cara, já tem um elevador (as escadas ficam ao lado do elevador):
Descendo até o Nível 4, ao sair do elevador verá o BAGAGES DU MONDE à sua frente:
Chegando de trem, você irá subir até o Nível 4 e facilmente também avistará a empresa (confira na f0t0):
Ocorre que, já no retorno, para pegar as malas, mais uma vez optamos pelo táxi. Entreguei o papelzinho ao taxista, mas ele, certamente novo no país, além de grosseiro e nada prestativo, não entendeu muito o que estava escrito em francês. Depois de muita luta em uma misturada de idiomas que criamos na hora <pausa para outra risadinha> berrei “Gare TGV”. Pronto! Com esse berro ele entendeu exatamente onde eu queria chegar.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
– Endereço: Paris – Aeroporto Charles de Gaulle – Terminal 2 – Estação TGV – 4º Piso.
– Horário: Todos os dias, das 6:00h às 21:30h.
– Site: http://www.bagagesdumonde.com
– Para usar o serviço é necessário apresentar o Passaporte.
– Eles também oferecem aluguel de roupas de inverno e trabalham com frete de bagagens/volumes e animais de estimação.
*As informações deste post, inclusive valores e horários, referem-se a Maio de 2012.
Certo. Confesso! Eu assisti a “Um lugar chamado Notting Hill” e fiquei com esse lugar na cabeça, planejando um dia estar por ali (mais alguém comigo?)
Assim, previsivelmente, na minha única manhã de sábado em Londres, despenquei para Notting Hill Gate.
Na verdade, o que todo o fluxo turístico busca em Notting Hill está em Portobello Road, a longa rua onde, de segunda a sábado, floresce um animado e variado mercado, o famoso e centenário Portobello Road Market.
Ocorre que, ao descer em Notting Hill Gate (a estação de metrô), você ainda percorre algumas quadras até alcançar a Portobello Road. Confira no mapa:
Nesse trajeto, prepare-se: respire fundo e siga firme, pois, caso contrário, boa parte das suas libras já ficam por ali, nas inúmeras lojinhas de souvenires, roupas e uma infinidade de itens que enchem os olhos e esvaziam os bolsos.
Entre uma loja e outra, ainda é possível ir admirando a arquitetura geminada e colorida, característica de Notting Hill.
Mas, eis que passado o primeiro round de tentações, chega-se a Portobello Road e aí então começa a sequência de quarteirões cheios de curiosidades.
E, de quebra, artistas de ruas, o que, em Londres, implica dizer música da melhor qualidade.
O mercado está setorialmente organizado, cada setor por quarteirão. Assim, as antiguidades e bugigangas, distribuídas em lojas e barraquinhas, se espalham a partir da esquina da Portobello Road com a Chepstow Villas até a esquina da Portobello com a Elgin Crescent (as setas indicam o trecho):
São dois quarteirões de pura nostalgia e “zóinhos” curiosos como os meus não sabem nem pra onde olhar diante de tantas cores, formas, balangandãs, miudezas e lá vai – bric-a-brac. De coisinhas possíveis a peças raras e caras, tudo ao gosto do freguês.
Ainda no setor de antiguidades, atravessando de um quarteirão para o outro, bem na esquina da Portobello com a Westbourne Grove, uma pausa na ALLSAINTS SPITALFIELDS, uma rede de loja de roupas, cuja decoração – paredes revestidas com máquinas de costura antigas – já faz valer a visita:
O terceiro quarteirão, que se estende da esquina com a Elgin Crescent até a esquina seguinte, com a Blenheim Crescent, é o mais envolvente. Isto porque, a gente se sente local de verdade quando sai pela rua saboreando comida de barraca. Pois então, eis o quarteirão da street food (as setas indicam o trecho):
Barracas de frutas, legumes, pães… um corredor de inúmeros itens reluzentes e apetitosos.
Bruschetta ❤ ❤
Cupcakes e brownies e croissants:
Bolinhos e wraps e tortas:
Nós acabamos laçados por uma “box” de camarões quentinhos e crocantes, recém saídos do frigideira:
E minha irmã, como sempre, se virou com uma fatia de pizza. A 1 libra era, realmente, irresistível:
THE TRAVEL BOOK Co.
No final deste quarteirão, virando à direita na esquina com Blenheim Crescent, está o que, para mim, era o ponto alto do passeio (confira a localização aqui):
The Travel Book Co., a livraria de Will (Hugh Grant) em ‘Um lugar chamado Notting Hill’ foi inspirada na ‘The Travel Bookshop’, livraria que funcionou de 1981 a 2011 na Blenheim Crescent, n° 13-15. Hoje, no endereço, está ‘The Notting Hill Bookshop’, uma graça de livraria ❤ disputada pelos turistas.
No embalo, comprinhas para a estante 😉
E, na saída, pausa para foto… Clichê? Eu e mais duzentas pessoas que esperavam na fila para capturar esse ângulo:
– A observação pertinente do querido leitor @GuilaDidier é que a loja que serviu de fato como locação para livraria no filme fica no número 142 da Portobello Road (aquela que aparece na primeira foto deste post). Para desvendar mais sobre o filme no bairro, há um interessante roteiro para as locações em golondon.about.com 😉
Do outro lado da rua, quase em frente à livraria, está outra livraria com uma proposta pertinente, a Books for Cooks, especializada em culinária. Além de livros apetitosos, o ambiente ainda conta com um café e cozinha experimental. Vale xeretar 😉
A partir daí, caso ainda tenha ânimo e libras, você pode seguir pela Portobello Road, até o encontro com Westway (o viaduto), onde o mercado prossegue com barracas e lojas de roupas e acessórios.
Para voltar, sem precisar fazer todo o caminho de volta, como João e Maria, é só seguir em frente até a estação de metrô Ladbroke Grove:
Nós voltamos da livraria – Notting Hill Bookshop – e fizemos todo o percurso de volta para chegar ao ponto de partida – Notting Hill Gate. Aí vai a dica. Aos sábados, após às 10h, Notting Hill vira um inferninho, com uma avalanche de gente se espremendo pelas ruas. Resultado, ao voltar, às 12h, a estação de metrô parecia um formigueiro e havia fila para pegar a fila:
No sábado, a dica é chegar cedo para curtir o mercado no comecinho e com pouco movimento. De outra forma, você só se cansa, se estressa e não aproveita o bairro com tranquilidade que esse passeio merece. Outra possibilidade, é escolher outro dia da semana.
RESUMINDO…
Uma rua chamada Portobello Road
Um Bairro chamado Notting Hill
Uma Feira chamada Portobello Market (de segunda a sábado – manhã e tarde/ Qui- até às 13h/Não acontece aos domingos)
Uma Livraria chamada Notting Hill Bookshop (The Travel Book Co) – em Bleinheim Crescent, próximo à esquina com Portobello Road.
METRÔ – Uma estação chamada Notting Hill Gate – para chegar
– Uma estação chamada Ladbroke Grove – para voltar
– Todas as informações constantes neste post, inclusive valores e horários, referem-se a maio de 2012.
Simples assim! 😉
Londres é uma cidade agitada, lotada, mas ágil. Para evitar filas e aproveitar ao máximo seu tempo de viagem, a dica é embarcar já com os ingressosna mala. Confira algumas opções:
– TOUR NOTURNO- LONDRES ILUMINADA
– Todos os serviços e passeios em Londres disponíveis no TicketBar aqui.
TicketBar é parceiro do MissCheck-in desde abril de 2015
Escolher hotel em Londres não é uma tarefa fácil, sobretudo em razão dos preços. No meu caso, após bater de porta em porta nos sites de hotéis, acabei cedendo, sem muita confiança, ao BUCKINGHAM PALACE COMFORT INN. O preço, associado a um punhado de comentários positivos, levaram-me a fechar a reserva através do site DECOLAR.
Pela primeira vez fechava hospedagem de viagem internacional pela internet. Tenso! Mas não tinha opção.
A DIÁRIA
Três diárias, sem café da manhã, em quarto quádruplo saíram por R$ 1205,00, no câmbio do dia. Algo em torno de R$ 300,00 por pessoa. No nosso caso, um achado, já que fechamos a reserva três meses antes da viagem.
Chegando no hotel, bastou apresentar o voucher enviado por e-mail pelo site. Tudo certo! Reserva ok! Alívio! Morri de medo de acabar num pepino e ter que ir dormir embaixo da London Bridge (o que não deixaria de ser um luxo). Pagamos o valor total no ato do check-in (condição de pagamento da reserva).
O HOTEL
Muito fofo! Sério. Uma grata e aliviante surpresa. Um prédio pequeno, muito charmosinho, com instalações simples, mas bem arrumadas, funcionais e aconchegantes.
Recepção 24 horas
O café da manhã, bastante resumido, ia direto ao ponto: pães, frios e bebidas básicas. Ultra básico. Pagando 6 libras por pessoa, preferimos comer pela rua, nossa modalidade de alimentação preferida em Londres.
O QUARTO
Pode crer! Só ao abrir a porta é que pude respirar definitivamente aliviada. O quarto, que é a única coisa que de fato interessa para quem não viajou no estilo resort de ser, era um primor de habitação.
Espaçoso, confortável, limpo, bem arrumado, decoração agradável… Até parecem elogios comprados, mas é apenas reflexo do meu sincero alívio de não ter escolhido, via web, uma espelunca.
O banheiro pequeno, mas novo e muito limpo:
E as instalações do quarto muito funcionais, deixando claro o estilo DIY (do it yourself, em nossas palavras, “faça você mesmo”) de Londres. O quarto era equipado com uma coffee/tea maker (no popular, uma jarrinha que aquece a água para o preparo de chá ou café instantâneo):
Outro exemplo? O quarto tinha internet wifi e quando já ia pegando o telefone para saber a senha, notem onde eles já deixaram anotado para que você nem se dê ao trabalho de falar com a recepção:
kkkkk… Gostei! Confortavelmente prático. 😉
A LOCALIZAÇÃO
Por mais que buscasse nos guias, mapas e na googlenet, não conseguia me certificar se a localização era bacana. A esquina da Hugh Street com a St. Georges Drive, localização exata do hotel, sempre aparecia no canto do mapa, dando aquela impressão de periferia:
Mas todo mundo elogiava a localização. Uma vez em London City, batendo perna pela vizinhança é que se percebe que a localização, de fato, é o arremate do hotel. Observe o mapa agora em um ângulo mais aberto:
Ao lado do hotel, na esquina da St. Georges Drive com a Buckingham Palace Road, há um shopping, Colonnades Shopping Center. Atravessando a rua, no quarteirão seguinte, outro shopping, o Victoria Place Shopping Center.
O Palácio e os Jardins de Buckingham ficam a algumas quadras e, seguindo pela Victoria Street, em uma caminhada de vinte minutos, chega-se a Abadia de Westminster e, na sequência, ao Big Ben, já coladinho no Rio Tâmisa.
Na direção oposta, é possível ir caminhando ao Hyde Park e à Harrods. Enfim, o hotel está no miolinho londrino entre o Thames River (Rio Tâmisa) e o Hyde Park e, de quebra, a uma quadra da Estação de Trem Victoria, facilitando o acesso a pontos mais distantes da cidade.
PONTOS RELEVANTES:
– A voltagem de Londres é 220V e as tomadas são totalmente fora do nosso padrão.
Ou seja, LEVE O ADAPTADOR DE TOMADAS. Já falamos dele neste post. Mas caso tenha esquecido o seu, compre por lá mesmo, na Boots, por exemplo (Boots é uma rede pancada de farmácias do Reino Unido, onde você encontra de tudo).
– O hotel, como já disse, tem conforto na medida do que é necessário. Não há ninguém para levar suas malas. Prepare-se para seguir com sua bagagem, escada acima ou abaixo, por sua conta. Na saída, pedi que chamassem um táxi e o funcionário da recepção, em bom inglês, disse que bastava eu ir para o outro lado da rua e acenar com a mão.. kkkkkkkkk… A fisgada me pegou tão de surpresa que nem deu tempo de ficar com cara de tacho.
– O nosso quarto ficava no subsolo, seguindo o padrão típico dos prédios londrinos. Assim, a janela ficava abaixo do nível da rua. Não nos incomodou, mas caso te incomode, faça essa ressalva no ato da reserva.
– Tanto no Booking como no Decolar li comentários de hóspedes reclamando do barulho das escadas e do trem, já que o hotel está bem ao lado de uma linha férrea. Realmente, tanto um como outro, de quando em quando, fazem barulho, mas nada que tornasse nossa estada desconfortável. Mas esta foi a nossa opinião.
– Pelos sites, também vi alguns clientes reclamando do tamanho dos quartos. Nesse quesito, só posso falar do que nos foi ofertado e, como já disse, ficamos, os quatro, bastante satisfeitos com a nossa habitação, o que, por outro lado, não implica dizer que todos os quartos do hotel são satisfatoriamente espaçosos.
– A internet wifi é ótima e o coffee/tea maker é providencial para acalentar as frias noites londrinas.
– Só para não confudir, vale dizer que pela vizinhança há outros hotéis, inclusive Comfort Inn, como é o caso da Comfort Inn Victoria, que fica na outra ponta do quarteirão, esquina da Hugh Street com Belgrave Road (confira no mapa).
RESUMINDO
Hotel: Comfort Inn Buckingham Palace
Endereço: 10, St Georges Drive, Pimlico, Londres.
Site: http://www.comfortinnbuckinghampalacerd.co.uk/
Você pode otimizar sua viagem, sem perder longos períodos em filas intermináveis. E a melhor forma de driblar as filas é embarcar já com os ingressos para os passeios na mala 😉 Confira algumas opções:
– TOUR NOTURNO- LONDRES ILUMINADA
– Todos os serviços e passeios em Londres disponíveis no TicketBar aqui.
TicketBar é parceiro do MissCheck-in desde abril de 2015
Montmartre sempre reserva boas surpresas. Um bairro cheio de vida e personalidade que anda com as próprias pernas, mais afastado do circuito turístico básico de Paris (embora ache básico conhecer Montmartre). Dentre tantas, aqui vai uma singela e confeitada razão para conhecer o bairro: A Biscuiterie de Montmartre.
Localizada na Rua Norvins, uma das mais movimentadas da colina, a sedutora lojinha te recebe com biscoitos sortidos e macarons coloridos.
Pelas prateleiras, latas decorativas aguardam ansiosas por ter seu conteúdo preenchido pelas guloseimas da vitrine.
Balinhas, docinhos, tudo muito bonitinho, com aquele “Q” charmoso de Montmartre, a colina dos moinhos.
Para os macarons, você escolhe a lata e seleciona os sabores que quiser. Para os biscoitos também.
Na verdade, não fosse a consciência dietética que a indústria da beleza nos impõe e 0 precinho salgado, você sairia de lá com sacolas cheias de gulodices.
Eu, por exemplo, me encantei com essas cerejinhas:
Mas, para azar da gula, a aparência é infinitamente melhor que o sabor. Desaprovada essa.
Já os macarons ganham em tudo, inclusive na lata fofa que lhes serve de embalagem. E a latinha de biscoito, decorada com imagens de Montmartre, também tem o seu lugar… Notadamente, na minha bagagem, claro… rs rs… Não perco uma chance de me oferecer mais um presentinho 😉
COMO CHEGAR
A Rue Norvins é uma das principais artérias de Montmartre. Ela liga a Rue Lepic à Place du Tertre, esta, por sua vez, lateral da Sacre Coeur.
Vamos combinar que esse mapa acima ( e abaixo também), do google, não é dos melhores, mas dá pra ter uma noção. Chegando de metrô, a estação mais próxima da Biscuiterie é a LAMARCK CAULAINCOURT – Linha 12. Confirma no mapa (onde A=metrô e B=Biscuiterie)
Mas você também pode descer na estação BLANCHE, que sai bem em frente ao Moulin Rouge, e seguir pela Rue Lepic até chegar na Norvins. Para tudo isso, é preciso estar com um bom mapa de Montmartre e enteder um pouco do bairro. A dica é dar uma pescada no nosso post Montmartre a pé.
RESUMINDO
Endereço: Rue Norvins, 16, a 50 metros da Place du Tertre.
Site: http://www.biscuiterie-montmartre-paris.com/
Horário de Funcionamento: todos os dias, das 09:30 às 20:30h.
Telefone: +33 (0)1 42 52 50 37.
Metrô: mais próximos – Abbesses e Lamarck Caulaincourt/Todos que levam a Montmartre – Anvers, Pigalle, Blanche (a estação Barbès de Rochechouart fica num miolo esquisito, pouco indicado para turistas). Confira a localização das estações no mapa.
– Para entender Montmartre e saber como chegar, leia Montmartre a pé.
– Para mais dicas de compras e presentes em Paris, leia também Libraire Brentano’s e Fauchon Paris.
– Todas as informações deste post, inclusive preços e horários, referem-se a Maio de 2012.