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Pousada Mirante do Rio – CACHOEIRA.BAHIA

2 abr

Um lugar pra realmente esquecer de tudo, isolar-se do mundo e dormir com o cri-cri dos grilos. Isso resume a Pousada Mirante do Rio.

Chalé da Pousada Mirante do Rio - Foto do Eduardo Morais, disponível na Fan Page da Pousada.

A estalagem, escondida e ainda pouco conhecida, fica no município de Cachoeira, às margens do Rio Paraguaçu, a 2 km do Centro Histórico da cidade.

Cachoeira e Rio Paraguaçu – Bahia – Foto de Eduardo Morais.

Cachoeira/BA, por sua vez,  fica na BR-101, a 35 km de Feira de Santana, sentido sul, e a pouco mais de 100 km de Salvador.

Voltando à Pousada, pra curtir sua estada,  indispensável saber que:

Primeiro: as instalações são muito, muito, muito simples.

Segundo: pousada mesmo, tal qual conhecemos, não é bem o que te espera. Não conte com uma recepção 24h ou com funcionários treinados aguardando por v0cê. Nada de serviço de quarto, telefone, interfone, ar-condicionado ou internet wi-fi.

Toda receptividade se resume ao Tóta, o único funcionário que, na verdade, é meio que o caseiro do lugar. Mas, se você acabou de ler isso e entortou o bico, saiba que, com o passar dos dias, vai perceber que ele é melhor que muito recepcionista poliglota que se acha por aí.

Tóta… Sorriso largo, cuscuz quentinho e simpatia todas as manhãs.

A pousada se resume em um pequeno pedaço de terra com três chalés…

E um sobradinho onde o Tóta fica, tipo a sede da “fazenda”:

Os quartos são simplórios, apenas com o básico:

Para refrescar, só ventilador de teto… Ops… de telhado:

Mas o chuveiro quente funciona e uma pequena cozinha, com pia e frigobar, também facilitam sua vida.

Televisão tem. Sintonizar que é o grande desafio (nós não conseguimos). As tomadas, 110v, todas no novo padrão:

A entrada da Pousada não tem muito protocolo nem sinalização. Apenas uma placa discreta e, logo depois, uma cancela de arames que você mesmo abre e fecha ou não fecha, fica a seu critério.

Com essa descrição, nosso objetivo é apenas um: não permitir que você chegue no lugar certo com as expectativas erradas.

Vista de Cachoeira e do Rio Paraguaçu – Pousada Mirante do Rio – Cachoeira.

Sim! Porque o lugar  e a vista fazem tudo valer a pena e não seria justo penalizá-lo pelo fato de não oferecer lençóis de algodão tipo exportação ou sabonetinho de erva-doce no banheiro.

A proposta, na verdade, é aquela mesma da música… Tipo… ♫♪.•*Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê *♫♪. Então. Esqueça os padrões, mergulhe na paisagem e curta sua casinha de sapê!

Entendendo isso, vai perceber que a Pousada Mirante do Rio é um refúgio e não um empreendimento hoteleiro.

Um lugar para não fazer nada e passar o tempo  observando o jantar das lagartixas, cuidando de engolir todo e qualquer bichinho voador que caiba em suas boquinhas gulosas.

E, no dia seguinte, acordar ao som dos passarinhos…

No horário definido por nós, o Tóta vem, aos pouquinhos, montando a mesa de café da manhã. Ali mesmo, na varanda do chalé, com direito a cuscuz, ovos mexidos, suco de mangas fresquinhas e à brisa do Rio Paraguaçu.

Aí, vem a grande questão: quem precisa de cama king size quando se tem um café da manhã assim?

O maior luxo, às vezes, é se permitir viver de forma simples. Por essas e outras, levando em consideração nosso estilo de vida sem qualquer apego a estilo, a Pousada Mirante do Rio está no “Top Topo” das melhores pousadas das nossas vidas.

Não bastasse isso, não é apenas uma questão de buscar o lugar ideal, mas, mais que isto, buscar um lugar com o preço ideal.  A diária de R$ 100,00 caiu como uma luva no nosso orçamento sem açúcar, sem gordura e descafeinado. E isso porque era Semana Santa e fiz a reserva horas antes de viajar. Em dias normais, inclusive finais de semana, a diária cai para R$ 80,00 (preços praticados em março de 2013). Um achado!

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

– Contato: para fazer a reserva, liguei para os telefones da pousada indicados no site. O Eduardo, dono do lugar, prontamente me atendeu e agilizou a reserva. O caso é que, quando chegamos lá, o Eduardo não estava e o Tóta, que nos recebeu, não sabia da nossa chegada. Ideal mesmo, ao acertar com o Eduardo, é pedir o telefone do Tóta e também confirmar com ele (pelo menos é o que faremos na próxima vez).

Acesse o site aqui e o Facebook do Eduardo aqui. E ainda tem a fan page da Pousada, aqui também.

Localização: a Pousada fica em Cachoeira, mas a cerca de 2 km do centro histórico da cidade. Até pensei em fazer um fotoguia de como chegar, mas são tantos vira aqui e ali que, o melhor mesmo, é ir perguntando. Para tanto, pra não chegar sem nenhuma referência, dá para ter uma noção da localização pelo mapa abaixo, disponível no site da pousada:

Em razão da localização, o ideal mesmo é chegar durante o dia. Para quem não conhece, o lugar é difícil de achar, fácil  de se perder e escuro de doer à noite.

–  Segurança: Como policiais, acabamos, inevitavelmente, sendo meio paranóicos com segurança. Chegamos lá à noite. Tudo muito escuro, no meio do nada e nenhum item de segurança, tipo muro, portão, cerca elétrica ou coisas do gênero. Acabamos ficando surtados com qualquer barulho que viesse do mato. Depois, quando fomos percebendo que os vizinhos dormiam com as portas abertas e ninguém na região usava grades,  correntes ou cadeados, percebemos que nossa paranóia destoava da tranquilidade do lugar.

O que levar: Para não ser pego de surpresa, leve seus itens de higiene pessoal (sabonete, shampoo, pasta de dentes, cotonete, etc). Caso esqueça alguma coisa, se pedir ao Tóta, ele sai correndo pra comprar, mas se quiser se virar por sua conta, pode ir à Mercearia Caquende, que costuma abrir até nos feriados (até as 12h nesses casos – não abre aos domingos).

Repelente também pode ser necessário, embora, no período em que estivemos lá, os mosquitos não deram as caras (talvez pelo competente trabalho realizado pelas lagartixas kkkk)

– Pela distância do centro de Cachoeira, estar de carro (ou moto) é totalmente necessário. Pelas ladeiras, que se estendem como paredões no caminho da Pousada, acho que até bicicleta é complicado. Mas, caso goste de andar, fique ciente que são 2 km até o centro histórico.

Ponte Gilberto Amado – o atalho da Costa Sergipe/Bahia.

29 jan

No final de janeiro de 2013 foi inaugurada a Ponte Gilberto Amado, que encurta a distância entre Aracaju e Salvador, permitindo toda travessia pela via costeira, sem deslocamentos até a BR-101.

Ponte Gilberto Amado sobre o Rio Piauí, entre os municípios de Indiaroba e Estância – Litoral Sul de Sergipe.

Vindo de Salvador, agora é possível chegar a Aracaju cruzando as Praias do Saco e Abaís, em Estância, e  a Praia da Caueira, já no município de Itaporanga D’Ajuda, onde, por fim, a Ponte Joel Silveira faz a ligação entre este município e Aracaju, separados pelas águas da foz do Rio Vaza Barris.

Parece fácil. E é mesmo. O novo trajeto é simples e intuitivo. Além disso, com a inauguração da ponte, o Governo de Sergipe sinalizou todos os trevos da via costeira. Pista nova e bem sinalizada, não tem como errar.

 Para as distâncias indicadas a seguir, tomamos como referência o Aeroporto de Salvador.

Aeroporto/Estrada do Coco - Salvador.BA

Se você desembarcou ali e alugou um carro para curtir o litoral norte da Bahia e as praias de Sergipe, saindo do Aeroporto, siga pelo  corredor de bambuzais da Av. Octavio Mangabeira que te levará direto à Estrada do Coco – Rodovia BA-099. Nota: para o Google, o “c” do Octavio faz toda diferença, já que, sem ele, o maps te direciona para a Av. Otávio Mangabeira, na Pituba, direção totalmente oposta ao Aeroporto.

Bambuzal da Av. Octavio Mangabeira - Salvador.BA

Via de acesso ao Aeroporto de Salvador.BA

A partir daí, você vai virar à direita, no sentido do fluxo e, pronto, seguirá nessa linha reta sempre, até Sergipe  (confira acima, no mapa).

A partir do Aeroporto, seguem as seguintes distâncias e pontos de referência:

16,5 Km –  Pedágio da Estrada do Coco. Reserve mais de R$ 6,00 para liberar a cancela.

Pedágio da Estrado do Coco - Lauro de Freitas.BA

Pedágio da Estrado do Coco – Lauro de Freitas.BA (imagem do Google Images)

95 Km –  Posto de Gasolina de Massarandupió. O posto é parada obrigatória para a maioria dos viajantes que seguem pela Linha Verde.

Posto de Gasolina de Massarandupió - Linha Verde.BAHIA

Posto de Gasolina, Lanchonete e Restaurante – Massarandupió – Linha Verde.BAHIA

Na lanchonete, os mais procurados são o famoso pastel e a banana real de metro. Eu amo a “vendinha” de frutas. Também tem restaurante a quilo e banheiros apresentáveis.

Frutaria - Posto de Massarandupió - Linha Verde.BAHIA

Frutaria – Posto de Massarandupió – Linha Verde.BAHIA

COMBUSTÍVEL: Para quem segue para Sergipe, esse é o último posto de gasolina à margem da rodovia baiana. A partir daí, são 102 km sem nenhum ponto de apoio na pista. O próximo posto fica no município de Indiaroba, em Sergipe. Mas postos de gasolina podem ser encontrados entrando em alguns dos vilarejos do trajeto. É o caso do Conde, no Km 153 da rodovia, e do Baixio, no Km 121. 

191 Km – Divisa Bahia-Sergipe (note que a placa antiga determina as distâncias levando  em consideração o  trajeto via Estância – BR 101):

Divisa Bahia/Sergipe - Linha Verde

Divisa Bahia/Sergipe – Linha Verde

204 Km –  Aqui está o ponto tão esperado.  Algum tempo depois do município de Indiaroba, você irá se deparar com o trevo que dá acesso ao Povoado Terra Caída, onde fica a Ponte Gilberto Amado.

Acesso ao Povoado Terra Caída.SERGIPE

Acesso ao Povoado Terra Caída.SERGIPE

Para chegar à ponte,  basta virar à direita, como indica a sinalização.

À direita, acesso à Ponte Gilberto Amado - Povoado Terra Caída.SERGIPE

À direita, acesso à Ponte Gilberto Amado – Povoado Terra Caída.SERGIPE

216 Km –   12 km após o trevo na Linha Verde, você chegará à cabeceira da Ponte Gilberto Amado.

Ponte Gilberto Amado - SERGIPE

Ponte Gilberto Amado – SERGIPE

Se tiver tempo e vontade, dê uma pausa no acelerador para apreciar a bela vista do Rio Piauí, que separa os municípios de Indiaroba e Estância.

Rio Piauí - Ponte Gilberto Amado - SERGIPE

Rio Piauí – Ponte Gilberto Amado – SERGIPE

226 Km – Surge o primeiro trevo após a ponte, que dá acesso à praia do Saco. Para Aracaju, vire à esquerda.

Trevo da Praia do Saco - SERGIPE

Trevo da Praia do Saco – SERGIPE

235 Km – Segundo trevo,  dá acesso à Praia do Abaís. Para Aracaju, vire novamente à esquerda.

Trevo da Praia do Abaís – SERGIPE

242,5 Km – Último trevo, onde há um posto da Polícia Militar. Vire à direita, sentido Praia da Caueira e Aracaju (à esquerda, leva à Estância – BR-101).

Trevo da Praia da Caueira - SERGIPE

Trevo da Praia da Caueira – SERGIPE

A partir daí, siga numa linha reta sempre. Mais a frente irão surgir a entrada da Caueira, à direita, e, na sequência, outro acesso para a BR-101, à esquerda. Passe direto nos dois, mantendo sua linha reta, sentido Ponte Joel Silveira/Aracaju.

266 Km após o Aeroporto de Salvador, você finalmente chegará na Ponte Joel Silveira. Atravessando a ponte, você já está em Aracaju.

Ponte Joel Silveira

Ponte Joel Silveira – Rio Vaza Barris

Simples assim! 😉

CONSIDERAÇÕES:

– O passeio é bacana e pelo trajeto há várias praias, estradinhas e algumas portinhas de restaurantes que merecem uma visita. Caso seu interesse seja curtir o caminho, a Linha Verde cai como uma luva.

– Para quem vem de Feira de Santana e conexões, a BR-101, sobretudo agora, com o trecho Estância-Aracaju duplicado, continua sendo o caminho mais curto para a capital sergipana. Por essa mesma razão, também é bem mais movimentado, com um fluxo puxado de carretas. Mais sobre a BR-101 e caminhos para Salvador, Aracaju e Maceió aqui.

– Para facilitar ainda mais sua viagem, confira todas nossas dicas em Aracaju post a post.

Para continuar passeando pela Linha Verde, leia também:

Praia do Baixio – Km 121

Diogo – Km 68

E para esticar a viagem até Maceió, confira:

BAHIA-SERGIPE-ALAGOAS: de carro pelos três Estados.

POÇO AZUL.Nova Redenção/BA – por Juãum Hungria

25 fev

Depois de tanto falar e citar e comentar sobre meu personal designer, chegou o grande – e esperado – momento, qual seja, de ter um post dele aqui, cheio de dicas e fotos lindas para nós. Mais que um amigo, Juãum é uma estrela cheia de energia que sempre me contagia com sua luz multicolorida… Multicolorida sim e Multicolorido passou a ser seu sobrenome, depois que, sabiamente e felizmente, ele lançou seu próprio blog, nada menos que o MULTICOLORIDO.COM, um “balaio” colorido de ideias criativas (se eu fosse você, não perderia de dar um clique aí e ir até lá conhecer). Então, aí vai mais um post para o rol do “MISS AMIGOS”  direto do mundo “multicolorido” de Juãum Hungria. 😉

Após minhas citações no Google aumentarem kkkk, o “personal designer” citado várias vezes aqui no blog resolveu dar o ar da graça *-*. Decidi compartilhar um destino lindo e que conheço desde de pequeno,  pertinho da casa da minha vó. Um lugar incrível, uma caverna de águas cristalinas que resplandece um azul límpido e apaixonante, esse pedaço mágico é conhecido como Poço Azul!

Muitos pensam que as belezas da Chapada Diamantina resumem-se somente a cidade de Lençóis, por ser destino mais conhecido. Mas existem cidades próximas que possuem uma natureza exuberante que vale muito a pena conhecer. Uma delas é Nova Redenção, cidade onde se localiza o Poço Azul. Além de um destino turístico lindo, o lugar se tornou ainda mais importante após a descoberta de fósseis no interior da sua caverna que ajudaram arqueólogos a desvendar espécies importantes, como a preguiça gigante, remontando assim um trecho importante da pré-história das Américas.      

Matéria da Folha de São Paulo sobre a exploração da gruta. (Clique na imagem para ampliar)

Após uma ducha, nos preparamos para a descida que leva ao interior da gruta. Um corrimão de cordas,  degraus feitos de terra e escadas de madeira auxiliam a descida que leva em direção a plataforma onde colocamos os coletes e as máscaras de mergulho para adentrarmos nas águas do Poço Azul.

Foto com flash! faz com que a luz reflita sobre a água e não deixa muito visível a profundidade. Prefira fotografar sem o flash 🙂

A água é um pouco gelada, mas esquecemos a medida que vamos percorrendo com olhos atentos às rochas submersas, observando formas e tentando dá uma de mergulhador de documentário kkk.  Vislumbrando os detalhes que se escondem na profundidade (que chega até 16 metros) da caverna, com um nado lento, vamos vivendo cada minutinho que passamos lá como um período de recarregar as energias.

Parte superior da caverna, que possui forma semelhante ao mapa do Brasil.

E QUEM DESCOBRIU?

Meu pai morou nessa região durante a infância e me contou que as crianças brincavam próximo a área onde fica o Poço Azul , jogavam pedra e sabiam que havia água dentro da caverna pelo barulho que fazia ao cair das pedras. Mas o corajoso que decidiu ver que águas eram essas foi Seu Milú, um senhor simpático que tive o privilégio de conhecer pouco antes dele falecer. Hoje a família dele é que administra o Poço Azul.

Lembra que eu falei sobre os fósseis encontrados na caverna? O negócio foi uma exploração tão importante que ganhou até um documentário no Discovery Channel (a terrinha dos meus avós está chic *-*) chamado ‘Os Mistérios do Poço Azul’. Segue abaixo um trecho do documentário:

Para downloado do documentário na íntegra, clique aqui.

DICA 1: O Restaurante de Dona Alice é uma boa opção para quem quer almoçar após  o passeio. 15 reais por pessoa para se servir no seu buffet self-service. Além da praticidade  de não ter que se deslocar , você ainda conta com uma vista belíssima.

DICA 2: Prefira visitar o Poço em horários  entre 11:00 e 13:00, pois os raios de sol estão mais fortes e deixam as águas mais cristalinas.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Valor de entrada do Poço Azul: R$ 15,00 por pessoa.

Tempo de permanência na gruta: 15 a 20 minutos por grupo.

Aqui acaba meu post gente, espero que tenham gostado do destino que é meu “caminho de roça” kkkk

Obrigado Anna pela honra de ter um post aqui #fãdecarteirinha

Quero aproveitar a oportunidade pra mandar um beijo pra minha mãe, meu pai e fazer um merchan do meu site www.multicolorido.com! 😀

Voo TRIP… Com destino a fortes emoções!

7 out

Vamos combinar… O primeiro turboélice  a gente nunca esquece “mêêêsmo”!

Em razão dos últimos acontecimentos familiares, viajei final de semana passado  para Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Como de carro seriam aproximadamente 800 km de asfalto e quase dez horas de viagem, optamos pela “Voe Trip”. Além de menos cara, é a única, de verdade (embora a concorrência afirme o contrário), que oferece dois voos diários e em horários viáveis para o trecho Aracaju – V.da Conquista, com uma curta escala em Salvador.

O que a “miss porta” aqui não sabia: que, ao iniciar o embarque, eu me depararia com um avião estilo Indiana Jones, tipo “tó tó tó” voador do deserto, tecnicamente denominado turboélice. Certo! Já que não dava para correr, o jeito foi fazer cara de elegante e encarar. Outros desavisados como eu ainda ensaiaram um mini pânico, mas logo alguém vem com aquela conversa salva-vidas “não! Este tipo de avião chega a ser mais seguro que os de turbina”… Nessa hora, você nem questiona, já que acreditar cegamente é o melhor remédio. O mais interessante é a rapidez com que as pessoas sentam e imediatamente apertam os cintos, bem bem bem “todo mundo em pânico”.

O que também eu não sabia: que esse tipo de aeronave é mais “balançante” (balançante meeeesmo, vá por mim) nas turbulências, ventanias ou mau tempo e, nessas oportunidades, você pensa realmente que chegou sua hora e que o “bicho” vai cair, mas nada além de uma impressão leiga e desinformada. Li depois na internet que isso é normal neste tipo de aeronave. Falando sério, apesar dos sustos, o voo é rápido, tranquilo e você chega ao seu destino da mesma forma e com a mesma segurança de qualquer outra viagem aérea. Na pior das hipóteses, se durante o voo, por qualquer razão, você for acometido por uma situação de “mini pânico individual”, #ficaadica: procure observar o semblante das aeromoças. Caso elas permaneçam serenas e com a cara de que nada está acontecendo, é porque realmente nada está acontecendo… eheheh!

A aeronave que viajamos foi um ATR 72-500. Pequena, tem capacidade para 68 passageiros:

A bagagem de mão, quanto menor melhor, para não correr o risco de virar bagagem de pé, como aconteceu com a minha:

Como se trata de uma aeronave de pequeno porte (dimensão interna de 1,91m de altura), os compartimentos de bagagem têm pouca altura e profundidade, razão pela qual minha pequena mala  não coube nos referidos compartimentos e teve que seguir nos meus pés, reduzindo ainda mais o já curto espaço para esticar as pernas. Outra implicação é que a aeronave não se encaixa nos fingers (pontes de embarque que fazem a ligação entre o portão de embarque e a aeronave) e o acesso é diferenciado nos aeroportos que utilizam esse sistema (que não é o caso de Aracaju, tampouco de Conquista).

A franquia de bagagem despachada segue a regra dos 23 Kg. Serviço de bordo seguindo o atual modelo básico da aviação nacional,  “passagem em conta e biscoitinho”, ou seja, refrigerante e biscoitos. E, para quem se incomoda com barulho, no check-in peça um lugar longe da asa, ok?

Compartimento de bagagem de mão.

Mas, passadas essas pequenas agruras, vale dizer que o atendimento da empresa é VIP. Os funcionários são prestativos e atenciosos e a tripulação também é bastante solícita. Além disso, tanto na ida como na volta, as saídas dos voos foram pontuais. Pra mim, valeu muito o custo-benefício. Fiquei cliente!

Chegando no pequeno Aeroporto de Vitória da Conquista, em pouco mais de vinte minutos de carro estávamos em Planalto/BA, nosso destino final. De outra forma, sairíamos às cinco da matina de Feira de Santana, percorreríamos 400 km de tráfego intenso pela Rio-Bahia (Br-116 Sul), passando e engarrafando nos quatro pedágios espalhados pelo percurso. Diz aí? God save the TRIP!

Aeroporto de Vitória da Conquista/BA.

Planalto/BA

E Planalto… Um mimo à parte! Além de fazer parte da nossa história e das nossas lembranças de infância, é sempre uma delícia estar em família e reviver essa atmosfera típica de interior… Fogão a lenha, pomar no quintal, paz no espírito.

Tia Nice, a anfitriã, é a irmã mais velha do meu pai e mãe de coração de toda a família. Sorridente e sempre de bem com a vida, adora flores e gatos. Não é à toa que por todos os lados em sua casa você se depara com alguma espécie “floral”, sempre carregadas de beleza:

Destaque para a Açucena (Amaryllis)… Liiiinda demais! Cheia de vigor, vestida no seu vermelho radiante:

A casa sempre cheia e a mesa sempre farta de comida, conversa e carinho. Zelo e dedicação nos pequenos detalhes:

E cruzando um portãozinho de madeira improvisado no muro, damos no pomar da Dalva (querida vizinha de anos, parte da família):

PESSEGUEIRO

Pesseguinho (lindo!) 🙂

Berinjelo (isso! O marido da berinjela)

Em um canto do quintal, lenha para o fogão e, na cozinha, comida cheirando na panela. Por que comida feita em fogão a lenha parece sempre mais cheirosa?

Em Planalto, quase toda casa tem um fogão a lenha e pela manhã sai quentinho do forno o famoso biscoito avoador, típico da região:

A receita, feita à base de polvilho (goma), passa de geração em geração e mantém viva essa tradição regional. O chimango, outra espécie do gênero, também faz parte do cardápio local e é impossível ir ao planalto conquistense (região de Poções, Planalto e Vitória da Conquista) e não se deparar com esses biscoitos. Toda padaria, mercearia, mercadinho, barraca de feira e até posto de gasolina tem pra vender. Meu pai sempre volta de lá com um monte deles. Básico!

CHIMANGO

No mais… Boas risadas, boas histórias e sempre boas lembranças. Foi em Planalto, por exemplo, que aprendi a andar de bicicleta já “moça velha”, aos treze anos (todo mundo aprende aos  nove!). Guardo Planalto no coração e vale dizer que, em se tratando de viagem, não existe destino definido. Turístico ou não, destino certo é o que te faz feliz!

ÚTIL:

– Para tomar nota da receita do biscoito avoador e chimango, clique aqui e aqui. E mais um pouquinho sobre o biscoito aqui.

– Voos, passagens e mais informações sobre a TRIP em www.voetrip.com.br

Catussaba Resort Hotel – SALVADOR.BAHIA

21 ago

O Catussaba caiu de pára-quedas no meu final de semana… Assim… Do nada. Por isso também minha estada foi bem curtinha, mas deu pra sentir  “o que  esse  baiano tem”!

Além da curta estada… Uma noite e parte da manhã de hoje (21/08/2011)… Minha irmã foi quem escolheu, decidiu e acertou tudo. Fiquei só de “agente da passiva” dessa vez! kkk… Nada mal, já que minha irmã, que, entre outras coisas, é  formada em turismo, adquiriu  um dom fundamental na faculdade: a técnica de sempre descobrir  diárias em conta em bons hotéis. Foi o caso do Catussaba:

Ele  não é um hotel novo, assim, também não está na lista de modismos turísticos (aqueles hotéis que viram moda e todo mundo só quer ir pra eles) que colocam as diárias na mesma altitude dos voos que trazem os turistas. Não é um mega resort e sua localização, em Itapuã, quase Stella Maris, longe de onde tudo acontece em Salvador (Rio Vermelho, Pituba, Barra, Comércio), também justifica suas tarifas razoáveis.  Neste final de semana, para dois quartos, um duplo e um triplo, pagamos R$ 568,00 – duplo: R$ 231,00 / triplo: R$ 337,00. Os preços, inclusive saíram mais em conta que no próprio site do hotel:

Então, #ficaadica:  acerte por telefone ou feche com alguma agência (como fizemos), você pode conseguir um preço mais interessante. No próprio balcão hoje, ao fazer o check-out, solicitei informação sobre o valor do quarto duplo e eles me deram o valor de R$ 237,00 (quarto mais simples). Verifique também as formas de pagamento, pois, embora aceitem cartões, parece que não há muita facilidade para parcelamento.

Nosso quarto triplo (eu, minha mãe e meu pai) contava com duas camas de casal, confortáveis, mas grandes para um solteiro e um pouco apertadas para um casal, mas nada que atrapalhe:

A diária inclui apenas o café da manhã, servido no agradável salão térreo, voltado para área da piscina:

Com opções básicas,  o buffet agrada sem, contudo, causar grandes impressões:

O ponto alto fica por conta de algumas opções feitas na hora, como a tapioca (beijú), recheada ao gosto do freguês… rs rs:

As demais refeições são pagas à parte. Buffet de almoço ou jantar custa R$ 46,00 por pessoa , não incluindo as bebidas.

Como disse, fiquei pouco tempo no hotel. Não deu para rodar tudo buscando cada detalhe, mas, pelo pouco que vi, gostei bastante e acho que vale pelo custo-benefício. Uma opção para quem quer descansar, curtir uma bela praia, piscina, sem gastar uma fortuna:

Como disse a princípio, o hotel está mais afastado dos pontos de maior interesse em Salvador, o que o torna uma opção mais viável para quem está de carro. Para quem não está, vi uma tabela de tarifas de táxi (salgadinha… Mas, segundo eles, promocional):

 E também um serviço de vans, a R$ 30,00 por pessoa, para alguns pontos da cidade:

No mais:

– A internet WiFi no quarto estava super eficiente, com o sinal “cheio”…  Um “joinha” pra ela (rs)!

– Achei o hotel “acessível”,  com rampas de acesso por todos os lados. Vi dois hóspedes cadeirantes no café da manhã e notei que eles transitavam sem muita dificuldade.

Rampa de acesso ao restaurante.

– No lobby há uma lojinha de souvenires, moda praia e outros itens de utilidade. Encontramos umas baianinhas artesanais, feitas de cabaça e ornadas com fuxico… Umas gracinhas aos olhos… Nem tanto ao bolso:

Baianinha artesanal - R$ 110,00.

– Não confundir o Catussaba Resort Hotel com Catussaba Business. Verifique as duas opções do grupo no site.

KIT BÁSICO (endereço, telefone, site):

Endereço:  Alamedas da Praia, Itapuã, Salvador/BA – CEP: 41600-460. Como chegar? No no no… Não contem comigo… rs rs… O GPS da minha cabeça não funciona de forma alguma em Salvador kkkkk… Só ando por lá confiando em alguém (baiana falsificada eu sou… Já sei! rs). Mas o Google Maps nos socorre nessa hora! 🙂

Telefones:  (71) 3374-8080 / (71) 3374-1666.

Site: http://www.catussaba.com.br/