Na ponta do garfo – CACHOEIRA.BAHIA

7 abr

Cachoeira é uma pequena cidade baiana que abriga, entre ruas, casarões e ruínas, algo em torno de 500 anos de História.

Pura História, em prosa e verso.

E alguns fios desonestos.

Mas, como nem só de História vive o homem, na hora de comer, várias dessas portinhas datadas de alguns séculos atrás se abrem, forram as calçadas de mesinhas e aguardam pacientes a chegada dos comensais.

Assim, uma vez em Cachoeira, escolha sua portinha e vá procurando um lugar pra sentar.

Nós fomos puxados pelo charme eloquente de um sobrado do século XIX:

Restaurante (e Apart Hotel) Aclamação que, como o nome sugere, fica no Largo da Aclamação, bem em frente à antiga Casa da Câmara e Cadeia Municipal, no miolo histórico onde todo mundo se bate, seja forasteiro ou local.

Largo da Aclamação – antiga Cadeia Municipal – Cachoeira – Bahia

Uma olhada rápida no cardápio e fomos de cara na moqueca de camarão. Em uma espera não tão rápida assim, ela chega toda trabalhada no dendê, com foguinho e tudo:

Demora um pouco e, se você for do tipo paulista que está acostumado com tudo pra já, não se irrite, respire fundo, sorria, você está na Bahia e, depois da espera, entregue-se sem medo aos prazeres dessa moqueca:

Tudo perfeito, mas o pirão (aí, à direita na foto), em ponto de polenta, me ganhou pra sempre (amo polenta, talvez seja isso…). O prato da foto equivale a meia porção, opção disponível no cardápio para todos os pratos.

Moqueca de Camarão – meia porção – com guarnições – R$ 36,00.

Ao final, a conta, com duas cocas de 1 Litro, fechou em R$ 59,00 (preços praticados em março de 2013). Chato mesmo foi ter que se despedir da nossa companheirinha no jantar. Lindinha por demais.

No dia seguinte, apesar de amar a Pousada onde nos hospedamos, sempre fica aquela vontade de curtir a Pousada do Convento, estabelecida no complexo religioso do Carmo – Convento e Igreja – datado de 1715.

Para quem não está hospedado, dá pra curtir um pouco desse santuário histórico sentadinho na varanda do Restaurante da Pousada – Confraria – com vista para o átrio do Convento e a torre da Igreja.

A comida, vá por mim, demora de verdade, tanto que, ao entregar o cardápio, o próprio garçom faz essa ressalva.

Mas, de novo, sorria e, de sorriso e peito aberto, caminhe pelo convento e pense que aquelas paredes estão ali há exatos 298 anos (sua espera vai durar bem menos que isso).

Nosso strogonoff de camarão chegou divino. Para acompanhar, apenas batata palha e uma porção de vatapá, delícia, que pedimos à parte (nada de arroz, que, vamos combinar, é a cara de strogonoff… Falha técnica).

E uma conta razoável? Não sei. Como estávamos quebrados, acabou caindo como uma bomba na nossa mesa… Mas, lá vem o mantra: sorria, você está na… Então. Sorria sempre 😉

No final de abril (2013) retornamos e, dessa vez, acrescentamos ao pedido uma casquinha de siri, imperdível 🙂

E o Peixe Português. Muito bom também, mas acredito que aquele caldinho de pimenta (que acompanha a casquinha), lá no cantinho da foto, fez toda diferença.

Voltando ao tema de orçamentos estreitos e achatados, para suavizar os gastos, terminamos a noite do jeito que mais gostamos, acomodados numa boa e velha pizzaria. Velha mesmo, já que a pizzaria que escolhemos, Shambhalah, fica, inevitavelmente, em mais uma daquelas casinhas coloniais datadas de mil oitocentos e lá vai, bem em frente ao Convento.

A pizza, toda bonitona, tinha tudo pra dar certo, não fosse o ponto extremamente crocante da massa. Eu, particularmente, prefiro pizzas de massa macia, o que, por sua vez, não é motivo para tirar a Shambhalah (cheia de H) da lista de dicas.

Ainda mais que, agora, sorria de verdade, a conta foi uma delícia… kkkk

Mas se quiser economizar mesmo e comer bem, a dica é o macarrão da Garagem.

A portinha oferece fast massa com molho temperado à sua escolha, o Spoleto de Cachoeira. O tempero é uma delícia e, por R$ 8,00 (preço em abril de 2013), você tem uma porção generosa de macarrão feito rapidinho, mas no capricho.

A GARAGEM fica na praça do chafariz:

Na direção oposta à Santa Casa de Cachoeira.

Praça do Chafariz (ao fundo, Santa Casa de Cachoeira.BA)

Melhor que isso, só uma caminhada tranquila pelas ruazinhas barrocas de Cachoeira e terminar o dia à beira do rio, iluminado pelas luzes de São Félix, na outra margem do Paraguaçu, praticamente uma  Vila Nova de Gaia… Eh-eh!

– As informações deste post, inclusive valores, referem-se a março de 2013.

– Mais informações sobre a Pousada e Restaurante do Convento aqui.

– O Restaurante Aclamação também é Apart Hotel. Mais informações aqui e Fan Page do Restaurante aqui.

– Para saber sobre a Pousada onde nos hospedamos em Cachoeira, leia também o post Pousada Mirante do Rio.

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5 Respostas to “Na ponta do garfo – CACHOEIRA.BAHIA”

  1. luciene 22/04/2013 às 20:21 #

    amo minha cidade, saudades de cachoeira belisima encatadora .

  2. Denny 30/04/2013 às 13:52 #

    This is my first time go to see at here and i am in fact
    pleassant to read everthing at one place.

  3. Clarissa 17/11/2013 às 16:03 #

    Pena que não pediste a Maniçoba do Convento e um camarão ali no Zé Miúdo (na praça mesmo)..são ma-ra-vi-lho-sos!!! Fica a dica

    • Anna Guimarães 17/11/2013 às 20:47 #

      Humm! Clarissa,
      O camarão… Já fiquei na vontade. Na próxima, vou lá sim!
      A maniçoba também tá na lista.
      Adorei as dicas.
      Abraço,
      Anna

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  1. Identidade Brasil – uma charmosa opção de hospedagem em Cachoeira.BA | Miss Check-in - 21/07/2013

    […] – Para conhecer nossas dicas de restaurantes por lá, leia também Na ponta do garfo – Cachoeira.BA . […]

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