Perdendo as malas em CARACAS – ALERTA AOS TURISTAS.

18 dez

Esse é um post sem fotos, sem nenhuma alegria e isento de qualquer boa lembrança. Que sirva apenas de ALERTA para que outras pessoas não passem pelo o que passamos.

Nunca imaginei que terminaria uma viagem fazendo um post como este e, por algum tempo,  ainda pensei em não tocar no assunto, mas cheguei à conclusão que meu silêncio seria tão conivente e covarde quanto as pessoas e todo esquema armado para lesar turistas do qual, infelizmente, fomos vítimas.

Movida por toda tristeza, decepção e revolta, relato que, após uma semana perfeita em CURAÇAO, com lembranças e alegrias de uma viagem inesquecível, eis que surpreendentemente encerramos nossa viagem jogados na lama, apenas com a roupa do corpo e alguns poucos pertences que conseguimos arrancar do veículo antes de nos arremessarmos do carro já em movimento. ESSA É CARACAS.

Já havia lido sobre a cidade e sua falta de segurança, mas acho que nenhum dos relatos a que tive acesso foram claros o suficiente para que eu redobrasse a cautela ou até mesmo desistisse de pernoitar na corrupta e insegura capital da República Bolivariana de Hugo Chavez.

Nosso voo de Curaçao para Caracas estava marcado para as 11h da quinta-feira, 15/12/2011. Ocorre que, quando chegamos no aeroporto de Curaçao, fomos informados que a empresa aérea (Dae)  simplesmente havia alterado o voo para as 20h. No plano inicial, iríamos chegar em Caracas durante o dia, o que havia me deixado mais segura. Com a mudança, desembarcaríamos à noite, mas, até aí, eu ainda acreditava que a violência de CARACAS seria como em qualquer lugar, onde escolhas cuidadosas poderiam te salvar de situações difíceis.

ERREI FEIO. Quando desembarcamos em MAIQUETÍA, Aeroporto Internacional da Venezuela, às 20:30h, nossa única preocupação era pegar um táxi confiável. Por essa razão, quando fomos recebidos na saída da Alfandega – ÁREA CUJO O ACESSO É RESTRITO A FUNCIONÁRIOS DO AEROPORTO – por um senhor bem educado que nos apresentou uma credencial de taxista, naquele momento estávamos certos de que para ele ter tido acesso ao local onde estava, só poderia ser alguém credenciado pelo próprio aeroporto. Toda abordagem foi assistida por funcionários do aeroporto e pelos funcionários das cooperativas de táxi. Ninguém fez qualquer objeção à presença do taxista ali, tampouco nos fizeram algum alerta. Tudo nos deu a certeza de que estaríamos seguros.

Seguimos com ele até o desembarque e lá um Meriva Azul Marinho já nos aguardava com um motorista a postos. Nós e nossas malas fomos gentilmente acomodados no carro. Quando o táxi já ia saindo, o senhor abruptamente entrou no veículo, dizendo algo, dando a entender que pegaria uma carona. Aí já percebemos que algo estava errado. Ainda tentei destravar as portas, mas já não consegui. O carro saiu rapidamente da área do embarque e, em segundos, já havíamos nos afastado do aeroporto, onde tudo a nossa volta era escuro e totalmente deserto. O jeito foi rezar e ver no que ia dar. De uma coisa eles tinham certeza, que não tínhamos nenhum tipo de arma ou objetos cortantes, pois fomos abordados logo após passar no Raio-X. Estávamos nas mãos deles, em uma cidade totalmente desconhecida e dentro de um país de procedimentos, no mínimo, duvidosos.

Após uma hora rodando, já dentro de Caracas, eles entraram em uma rua escura e anunciaram o assalto. Queriam todo nosso dinheiro e nossas malas. O senhor (que estava no carona) apontava uma arma para nós, mas no primeiro descuido percebemos que a arma era falsa. Aí… Pense na confusão. Reagimos (o que é apenas e um relato, nunca um conselho). Começamos a chutar os vidros e pedir ajuda. Várias pessoas e carros passaram, mas ninguém ajudou. Sequer tiveram a hombridade de chamar a polícia. O carro andou mais um pouco e o Hélio conseguiu puxar o freio de mão. Paramos em um ponto cercado por prédios. Em luta com o motorista, o Hélio conseguiu desligar o carro. Os vidros abriram. Eu saí pela janela e comecei pedir ajuda. Quando consegui abrir a porta, arranquei as duas bolsas que eu estava trazendo como bagagem de mão de dentro do carro e me joguei na rua. Ao mesmo tempo, o Hélio tentava arrancar a chave da ignição, mas logo foi arremessado do carro que saiu em disparada. Caiu na lama, bem ao lado do carro e quase foi atropelado na fuga dos bandidos.

Ficamos jogados no chão, e vimos nossas malas, com todas nossas lembranças e fotos de Curaçao irem embora. A sensação é desoladora. Passaríamos 24 horas em Caracas sem nada. Por sorte, eu consegui salvar minha bolsa, com dinheiro e documentos, inclusive o Passaporte e a reserva do Hotel. Mas os absurdos venezuelanos não param por aí. Pessoas do condomínio desceram para nos ajudar. Pedimos que chamassem a polícia e eles, com certa cautela, diziam: “Não! Polícia não”. Bom, nada mais em Caracas nos surpreendia. Mas ainda assim vem mais surpresa. Um morador do condomínio ia saindo de carro e o rapaz que nos ajudava pediu para ele nos dar uma carona até nosso hotel, pois havíamos acabado de ser assaltados. Certo. Ele nos levou até um hotel, que não vimos o nome e, antes de descermos do carro, o cidadão, bastante grosseiro, nos exigiu 50 bolívares pela “corrida”. Entreguei a ele os únicos bolívares que eu tinha, exatamente os 50. Não bastasse isso, o hotel não era aquele e tivemos que pegar um táxi para o hotel certo. Como não tínhamos mais bolívares, tivemos que pagar em dólar, o que saiu absurdamente caro. Veja que, se além das malas também tivéssemos ficado sem dinheiro, estaríamos arruinados.

Chegando no hotel, chamamos a polícia. Os policiais que foram até lá nos atender foram extremamente solícitos, mas a descrença deles já nos deixava ciente de que nada poderia ser feito. Uma hóspede venezuelana do hotel, a Carmen, viu nossa situação e se ofereceu para nos acompanhar até a delegacia, pois falava português. A Carmem foi um anjo que caiu do céu. Nos confortou e se desdobrou para nos ajudar. Seguimos na viatura até a delegacia e lá os policiais de plantão sequer queriam permitir nossa entrada, alegando, em outras palavras, que “não tinham nada a ver com isso”. Nós  insistimos e só então eles aceitaram fazer um Boletim de Ocorrência ridículo, que sequer descrevia o veículo usado no assalto, tampouco descrevia nossas malas ou os objetos roubados. Nós insistimos em dizer que fomos abordados pelo bandido dentro de uma área restrita e a cara irônica dos policiais clareou nossas idéias. Simplesmente não tinha a menor importância, pois o “esquema” no aeroporto parecia já ser conhecido e ignorado pelas autoridades que deveriam combatê-lo.

A Carmem nos emprestou roupas para dormir e deu um tênis para o Hélio, que na luta dentro do carro teve os sapatos arrancados.  No dia seguinte, fomos para a Embaixada Brasileira, onde um segurança venezuelano não queria permitir nossa entrada, dizendo que tínhamos que procurar o Consulado. Aí foi demais. O Hélio perdeu a cabeça e começou a gritar: “você está me dizendo que eu não vou entrar na Embaixada do meu país?”. O segurança, já em tom ameno, decidiu chamar um funcionário da própria Embaixada, outro venezuelano, que já em tom apaziguador pediu, em fluente espanhol, que seguíssemos ao consulado, nos dando o endereço de lá. Mais uma vez tivemos que seguir de táxi, pois na Embaixada não houve nenhuma preocupação em saber se tínhamos como chegar ou se tínhamos qualquer dinheiro para locomoção.

No Consulado, até que enfim, apesar da frieza inicial, após relatar toda nossa situação, fomos finalmente recebidos e amparados. Lá, conversando informalmente, soubemos que brasileiros são assaltados toda semana em táxis no Aeroporto, inclusive nos táxis credenciados. Histórias de taxistas credenciados que pegam turistas no desembarque e levam para bandidos em algum ponto fazem parte da rotina do aeroporto da Venezuela. Turistas assaltados e seqüestrados (o maldito seqüestro relâmpago para saques em caixas eletrônicos), bandidos que têm acesso a áreas restritas do desembarque para abordar turistas como taxistas credenciados, tudo com a conivência das autoridades do próprio Aeroporto. Não bastasse isso, a polícia, inoperante  e apática, também tem sua parcela em todo esquema. Ou seja, EM CARACAS  OS TURISTAS ESTÃO ENTREGUES AO BANDIDISMO. Não ser assaltado é a exceção que foge à regra. Ouvimos isso textualmente no Consulado.

Até a equipe de jornalismo de uma renomada revista brasileira, semanas antes, foi sequestrada no esquema de táxis do aeroporto e levada para uma favela, onde foram assaltados e, por sorte, não foram mortos. Mas isso, por alguma razão, não aparece na Imprensa Brasileira. Por alguma outra razão, o Governo Brasileiro também parece fazer vista grossa para o que está acontecendo com os turistas brasileiros na Venezuela.

O Cônsul disponibilizou seu carro para nos levar ao aeroporto, para, finalmente, pegarmos nosso voo de volta para casa. Também nos entregou bolívares para pagar as malditas taxas aeroportuárias (190 bolívares por pessoa – que NÃO estão incluídos nas passagens da GOL) e ainda finalizou dizendo que não poderia nos ajudar com uma quantia maior, pois certamente em poucos dias apareceriam outros brasileiros na mesma situação: assaltados, precisando de ajuda. Ou seja, ajudar brasileiros assaltados em Caracas faz parte da rotina deles. E as AUTORIDADES BRASILEIRAS VÃO SE FAZER DE TRÊS MACAQUINHOS ATÉ QUANDO? O Consulado, apesar de fazer o possível, parece estar de mãos atadas diante da corrupção das autoridades venezuelanas e da inércia do governo brasileiro.

Voltamos para casa arrasados. Perdemos câmeras fotográficas, dinheiro, relógios e, o pior de tudo, meu laptop com todas as fotos de CURAÇAO. Retornamos psicologicamente devastados.

Ninguém merece que uma viagem termine dessa forma. POR ISSO A DICA: EM CARACAS, TODA CAUTELA É POUCA. O ideal mesmo é, em caso de pernoite, ficar no hotel do próprio aeroporto, que oferece translado. O box dos táxis credenciados fica estrategicamente escondido, atrás da escada rolante no desembarque que dá acesso à praça de alimentação. Os funcionários desses táxis, estranhamente, ficam do lado de fora do aeroporto. Ou seja, os bandidos te abordam lá dentro, dentro de áreas de acesso restrito, e os credenciados ficam do lado de fora. O turista é intencionalmente induzido a erro. Os caras de farda azul, das cooperativas, são os donos da área do desembarque e te engolem como leões assim que você desembarca, meio zonzo, sem entender bem o que se passa naquele aeroporto. Não se engane, vá direto aos credenciados, lá fora, que usam Fords Explore pretos. Não há total segurança com eles, mas ainda assim são a opção menos insegura. Eu tinha fotos de tudo (tiradas no início da viagem, enquanto aguardávamos nosso voo de ida para Curaçao), mas… Foi tudo perdido no assalto.

Terminamos uma viagem perfeita com escoriações no corpo e péssimas lembranças na cabeça, mas ainda assim muito agradecidos a Deus por termos apenas perdas materiais. Diante dos números de seqüestros, estupros e latrocínios que assolam a Venezuela, o que nos aconteceu foi o mínimo. Espero que esse alerta ajude a evitar a repetição de histórias como essa. CURAÇAO vai ficar na nossa lembrança e nos nossos corações, certos de que um dia voltaremos para retomar toda felicidade que a ilha nos deu e Caracas nos tirou.

Lembrança de Caracas – joelhos machucados no assalto.

ÚTIL:

– Site do Consulado-Geral do Brasil em Caracas http://cgcaracas.itamaraty.gov.br/pt-br/

– Site do Eurobuilding Express Maiquetía, Hotel do Aeroporto na Venezuela, aqui.

– Dicas seguras para o caso de uma inevitável passagem pela Venezuela  aqui.

– Outros relatos de coisas absurdas que acontecem com turistas no Aeroporto da Venezuela aqui

Desarrumando as malas em CURAÇAO

10 dez

As duas últimas semanas que passaram foram tão tão tão e tão estressantes que sequer tive tempo de fazer o post corriqueiro de toda pré-viagem: arrumando as malas. Por essas e outras é que CURAÇAO terá, merecidamente, uma exceção inédita. Já que não deu para bater papo enquanto arrumávamos as malas – loucos e agoniados, uma hora antes de viajar e depois de provas, reformas e chateações funcionais –  aí vai um “dessarumando as malas”, mais tranquilo, já direto do nosso querido destino, há seis meses tão tão tão esperado.

Assim, aqui estamos em CURAÇAO, o “C” das três ilhas do ABC Caribenho (A e B – Aruba e Bonaire), nas Antilhas Holandesas. Sim! Por se tratar de território, até 2010, holandês, por aqui, como era de se esperar, se fala holandês e a moeda local é o  florim. Resultado: você não entende absolutamente nada e, embora também se fale espanhol, esse é de todo incompreensível (pelo menos para aqueles que, como nós, só arranham, muito mal, no “portunhol”). Mas com mímicas e números todo mundo se entende! Ah-ah. As pessoas, em sua maioria, são simpáticas e o lugar é de uma beleza tão cuidadosa, que mais parece uma frente falsa de prédios, recém coloridos para a próxima tomada.

COMO e QUANTO:

Chegamos por aqui ontem (09/12/2011 – meu aniversário… ehehe), após 20 horas de viagem, entre conexões e esperas intermináveis em aeroportos.

– Para chegar em CURAÇAO, em julho (2011) compramos as passagens SALVADOR – CARACAS com milhas do SMILES (10.000 milhas por trecho e por pessoa). Na mesma oportunidade, compramos o trecho CARACAS – CURAÇAO pela empresa aérea DAE. Na verdade, após uma breve pesquisa, essa me pareceu a mais confiável, além de ter um site simples e direto (http://flydae.com/) e também oferecer horários viáveis. Ao todo, ida e volta para duas pessoas na GANGA CLASS (creio que classe econômica) ficou US$ 535,00.

Dica de última hora: Poucos dias antes de viajar, fomos avisados por amigos que, provavelmente, nesse valor não estariam incluídas as taxas de embarque. Dito e certo, no check-in da Dae, em Caracas, tivemos que desembolsar 465 bolívares para pagar as taxas de embarque (valor total para dois passageiros). Seria um susto daqueles se já não estivéssemos avisados. Daí porque a importância de comprar alguns bolívares durante o trânsito em Caracas (dólar não rola… Lembre que estamos falando da Never Land de Hugo Chavez).

– A Gol oferece um voo semanal direto para CURAÇAO, que sai aos sábados de Brasília. Em julho, para compra normal (digo, sem Smiles), só havia disponibilidade para janeiro de 2012. Diante disso, pensamos o seguinte: caraca! rs rs. Pronto! Acrescentamos um S e resolvemos a questão.

– Em Caracas, como também já haviam nos avisados, ao cruzar o desembarque, você será sugado por uma onda de indivíduos de blusa azul, oferecendo táxi e câmbio. Câmbio negro, claro! Já estávamos cientes que no “informal” sairia mais conta e assim, conseguimos a razoável pechinha de 600 bolívares por 100 dólares. No câmbio oficial os mesmos US$ 100 renderiam apenas 400 bolívares.

– Após algumas longas horas de espera em Caracas, finalmente embarcamos no Fokker 100 da DAE e, 30 minutos e um copo d’água depois (posteriormente trataremos em detalhes sobre o serviço de bordo em questão), desembarcamos, finalmente, no Aeroporto Internacional (e fofinho) de CURAÇAO.

– Tão logo saímos do simpático, porém resumido, Aeroporto, nos deparamos com a primeira peculiaridade da Ilha. Ao procurarmos um táxi, notamos que ao invés de carros comuns e com viagens, digamos, individualizadas, os táxis de CURAÇAO na verdade são vans e fazem a corrida no estilo táxi-lotação. Nada mal. Naquele momento queríamos apenas chegar e na primeira vaga que surgiu, empacotamos de mala e cuia dentro da van. A corrida até nosso Hotel, em Otrobanda, custou 35 doláres.

O QUE e ONDE:

– Para hospedagem, como sempre, o que queríamos era uma opção confortável, bem localizada e com preço razoável. CURAÇAO ainda não é um destino, digamos, drasticamente explorado se comparado aos demais destinos caribenhos. Ainda assim vi algumas opções de hotéis na internet, em sua maioria caros e localizados próximos às praias. Não era nosso foco. Foi então que o Léo – o bom e velho Léo da Flytour – nos indicou o Howard Jonhson Plaza Hotel.

Não tinha a menor noção de localização na ilha, até porque há pouquíssimo material sobre esse destino na internet, e quase nada quando se procura por guias impressos, sobretudo em português. Sabia apenas que deveria ficar em Willemstad, coração – que gracinha de clichê – de CURAÇAO. Diante disso, fui, sem questionar, na indicação do Léo e, agora, posso falar sem medo: foi “O” acerto. O hotel é confortável, limpo, mas nenhum adjetivo o define melhor do que bem – muitíssimo bem (para não ser injusta) – localizado. SEIS DIÁRIAS em quarto duplo, SEM café da manhã, totalizaram R$ 1265,00.

– Estamos nada menos que em Brionplein (não se iluda, também não me diz muita coisa), em Otrobanda. De cara com a ponte móvel Queen Emma, que liga Otrobanda a Punda, no miolinho animado onde tudo acontece, tanto de um lado (Punda), como de outro (Otrobanda). Perfeito. Não bastasse isto, a vista da nossa janela… … Mata qualquer um de inveja:

 Mas como a inveja alheia não é nosso foco, preciso dizer que o hotel tem suas falhas e, certamente, a maior delas é NÃO oferecer internet de forma alguma, nem no lobby. Razão pela qual estou postando tudo isso aqui de uma Lan House, ao lado do hotel (menos mal, mas ainda assim um transtorno).

E O DIN?

– Não consegui comprar os ditos “florins” em Aracaju. Na verdade, a moeda corrente chama-se, formalmente, Nafl – Florim das Antilhas Holandesas, carinhosamente chamada de florim. Acabamos entendendo que a melhor opção seria comprar dólar para fazer o câmbio aqui mesmo. Hoje, um sábado (10/12/11), não encontramos um banco ou casa de câmbio sequer para fazer a transação. Uma policial, muito solícita, informou que seria possível comprar a moeda com taxitas ou nos Cassinos. Trocamos a moeda no Cassino (e Hotel) Otrobanda, ao lado do nosso hotel. Não tínhamos a menor noção do câmbio, mas havia pesquisado que, oficialmente, seria fixo, 1 dólar = 1,75 Nafl. Compramos 900 florins com 500 dólares  (note que a 1,80, o câmbio do cassino não é dos mais favoráveis).

– Por aqui, mais ou menos como acontece na Argentina, praticamente todos os estabelecimentos comerciais trabalham com preços na moeda local e em dólar, inclusive os táxis. Via de regra, te dão sempre os dois valores, em dólar e Naf. Mas para não ter surpresas, é sempre bom  ter sua reserva de florins na carteira.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– Apesar da escassez de material sobre CURAÇAO, consegui encontrar alguns sites que realmente ajudaram. Dentre estes, o que mais utilizei foi o www.curaçao.com. Eles também contam com um canal exclusivo de comunicação para brasileiros no twitter. Precisei tirar dúvidas e fui prontamente respondida. Vale anotar: @curacaobrasil_

– Para brasileiros, a documentação necessária para entrada em CURAÇAO limita-se a passaporte válido. No avião, como de costume, você deverá responder ao formulário de imigração, em papel cartão rosinha bebê, uma meiguice.

– Para entrada na Venezuela é pedido apenas carteira de identidade. Passaporte não é regra, porém se tiver, leve. Renderá um belo carimbo kkkkkk. Além disso, também é informado sobre a exigência de carteira de vacina contra febre amarela. Não solicitaram, mas, nesse quesito, vale a ressalva: independente do seu destino, tome a bendita vacina e anexe  o cartão ao seu passaporte. Isso resolve de vez a celeuma de quando e onde a referida carteira é exigida (conselho do Ricardo Freire – viaje na viagem).

– A diferença de horário são duas horas a menos em relação ao horário de verão do Brasil. Sem horário de verão, uma hora a menos (Dã! rs… Não vou mentir que fiz altos cálculos para chegar a essa conclusão. Matemática é algo que nunca me pertenceu).

– E o que descobrimos por acaso, procurando algo para assistir na TV: o CANAL 17, que mostra a tabela de horários dos voos do Aeroporto Internacional de Curaçao:

No mais, vou continuar por aqui, curtindo CURAÇAO. Feliz (e como…) da vida! Já pretinha pretinha de apenas um dia de sol escaldante e caribenho.

 – Veja como essa viagem terminou aqui.

– E veja também como conseguimos superar as más lembranças aqui.

Querubim Bistrô – TIRADENTES.MG

30 nov

28/10/2011 – Querubim Bistrô foi mais uma grata surpresa em nossas buscas gastronômicas por Tiradentes. Na verdade, saímos da Pousada e erramos o caminho, quando então nos batemos com essa placa:

Acompanhando a seta, chegamos a esta charmosa entrada, iluminada por duas “tochinhas” (sei que tem outro nome, mas prefiro chamar de tochinha, certo?).

Pronto! Gostamos e decidimos ficar por ali mesmo. O ambiente  nos agradou de cara e o charme da decoração surpreendia nos detalhes. Alguém viu uma bicicleta?

O atendimento, em se tratando de Minas, como sempre serei repetitiva neste quesito, impecável. A Sônia, dona do restaurante, é pura simpatia.

Apesar de estar em Minas, fugi do protocolo regional e arrisquei na cozinha internacional também oferecida no cardápio.

Pedi um salmão ao mel. E aí, o arremate da nossa opinião. A comida é perfeita:

A porção é individual e não é barato, mas vale a pena. O salmão estava divino, com um molho de mel e alecrim que vou te contar. Acompanhado de arroz com nozes e purê de batata baroa. Perfeito.

Salmão ao mel – porção individual – R$ 47,00.

O Hélio, que antes de sair da Pousada se empanzinou com o rocambole que trouxemos de Lagoa Dourada, estava de barriga cheia… Ô… Pediu apenas uma entrada. Um tomate aos quatro queijos que… Tenho que ser repetitiva nesse quesito também… Vou te contar! Lindo, cheiroso, perfeito! E agora ele quer que eu tente fazer um igual aqui em casa. Ôh dó!

Tomate a quatro queijos – unidade – R$ 5,50.

O restaurante é coisa recente. Quando estivemos lá, no final de outubro(2011), tinha apenas dois meses de funcionamento. Mesmo assim já era um sucesso e, a depender do dia, é preciso reservar:

Além do salão, onde ficamos, há mesas na área externa, iluminadas por tochinhas. Um charme (não rolou foto porque nossa câmera não estava atendendo às nossas expectativas noturnas). Além disso, também há uma salinha de espera e brinquedos para distrair as crianças.

A Sônia ainda fez questão de nos apresentar a cozinha. Aquele salmão elegante e metido, servido no padrão de qualquer restaurante granfino de capital é feito no bom e velho fogão à lenha, figurinha carimbada da cozinha mineira.

E na hora de ir embora, quando fechávamos a conta, umas garrafinhas me chamaram a atenção:

Cachaça Querubim Bistrô, feita em alambique próprio, nos fundos do restaurante. R$ 5,00. Levei uma de lembrancinha, claro! 😉

Cachaça Querubim – R$ 5,00.

E levei também o par do joguinho americano, igual aos que decoram as mesas do bristrô – R$ 30,00. Sim! Também tem artesanato local para vender no restaurante. Já pensou? Comida e compras. Uaiê! Combinação explosiva para o orçamento.

Peças artesanais à venda.

Jogo americano – R$ 30,00 (duas peças).

– Como aparece no cartão, o Querubim Bistrô fica na Rua Pedro Lourenço Costa, no Parque das Abelhas. Para quem vem do Centro Histórico, ele fica a duas quadras da rua da Pousada Arraial Velho.

– Por enquanto, pagamento só em dinheiro.

Museu da Gente – ARACAJU.SE

28 nov

Uma pausa na nossa série tiradentina para tratarmos da novidade do momento aqui em Sergipe. De sábado (26/11/2011) pra cá só se fala nisso: MUSEU DA GENTE SERGIPANA. Um museu interativo, que se vale de mecanismos high tech para falar de gente simples, personagens do dia a dia sergipano que, com suas peculiaridades, constroem a história desse pequeno e notável Estado.

A cerimônia de inauguração foi no último sábado. Só para chiques e famosos, o que não é nosso caso… Ah-ah! Baianos forasteiros com pouco dinheiro.

Mas as visitações mesmo se iniciarão apenas no dia 06 de Dezembro de 2011 (Ó nós lá! kkk). Quem está de malas prontas para Aracaju, não pode deixar escapar essa oportunidade culturalmente correta. 🙂

O Museu fica na Av. Ivo do Prado (continuação da Av. Beira Mar, após a curva do Iate Clube), esquina com a Travessa M. Garcez (continuação da Rua Boquim, após a Praça  Camerino).

A entrada é gratuita. As visitas são guiadas e em grupos, a cada 30 minutos (informação atualizada em fevereiro de 2012).

Vale a pena conhecer!

– Mais informações em http://www.museudagentesergipana.com.br/

– E para nossos detalhes sobre nossa visita ao Museu, leia também MUSEU-LOJA-CAFÉ- casadinha da gente.

Panela de Minas – TIRADENTES.MG

27 nov

28/10/2011 –  O Panela de Minas foi nosso primeiro contato com o comércio de Tiradentes. Após quase dez horas de viagem (contando desde o embarque em Salvador), chegamos exaustos e famintos no centrinho da cidade. Saindo de São João del Rei, em uma linha reta você vai dar direto no Largo das Forras. Às 15h não tínhamos mais  fôlego para escolher minuciosamente um bom local para comer. Entramos então no  Panela de Minas, a poucos passos da Largo, em um apresentável casarão da Av. Ministro Gabriel Passos, ao lado da Agência do Bradesco.

O restaurante conta com dois  salões arejados por grandes janelas no bom e velho estilo colonial. A decoração é simples, objetiva, sem muita “frescura”, mas bastante agradável.

Os garçons, simpáticos e receptivos, logo nos ofereceram uma mesa ao lado dos janelões que se abrem para a rua e, tão logo sentamos, fomos direto ao assunto: o cardápio, por favor!

Pedimos uma porção de linguiças como entrada, que não demorou a chegar… Ufa! Era o fim da nossa penúria alimentar. Queríamos só petiscar alguma coisa enquanto aguardávamos o prato principal, mas fomos surpreendidos por uma  travessa abarrotada, ideal para comermos por uma semana… kkkkkkk (Opa! Vale dizer que a foto não ajuda, não retrata a exata dimensão da porção… kkk) 

Porção de linguiça (entrada) – R$ 18,00.

Tão gostosinhas que não conseguíamos parar de comer. Mas tínhamos que ter folga para o segundo pedido, um Frango à Macedônia que o garçom garantiu que servia duas pessoas:

Frango à Macedônia - R$ 42,90.

kkkkk… De cara percebemos que ele estava enganado. O prato vinha com quatro generosos pedaços de frango, cobertos com molho branco e queijo gratinado. Uma delícia, mas comida demais para dois estômagos limitados. Se você também não for da turma dos comilões, melhor pedir meia porção. O arroz branco de acompanhamento parecia tão comum que nem ia tirar foto, mas na primeira garfada percebemos o porquê da fama da cozinha mineira. Eles fazem coisas simples com um tempero tão especial que torna qualquer arroz branco inesquecível (por essa eu não esperava… Nunca espero nada de arroz de branco! rs)

Para finalizar, uma sobremesa simples e saborosa, bem mineirinha: figo e queijo minas.

Sobremesa - R$ 6,00.

O restaurante funciona neste endereço há 17 anos. Serviço a la carte de terça a sexta. Sábados, domingos e feriados, buffet self service  de comida mineira no fogão à lenha. O quilo custa R$ 36,70.

 Uma das garçonetes nos informou que só funcionam para almoço, de terça a domingo das 11h às 19h. Há pretensão de também abrir para jantar, mas, por enquanto, apenas almoço mesmo. Aceitam cartões de crédito.

O atendimento estava excelente quando chegamos. Havia apenas quatro mesas ocupadas. Mas bastou o salão encher e o atendimento ficou lento e amarrado. Para nós tudo certo, mas talvez para os mais exigentes esse ponto conte negativamente.

No nosso último dia na cidade, domingo (30/10/2011), antes de ir embora nos permitimos uma última sobremesa à mineira (onde “à mineira” = queijo minas + qualquer coisa igualmente saborosa). Para tanto, fizemos uma pausa de despedida no self service do Panela de Minas e realizamos nosso último desejo.

O pudim, um show à parte. O Hélio atacou o coitado e, não satisfeito, foi lá e repetiu a dose, quase limpando a travessa:

E no peso, tudo mais baratinho, sem desperdício:

Assim, começamos e encerramos nossa saga tiradentina no Panela de Minas.  Barato barato não é, mas dá para aproveitar sem gastar tanto, já que no peso cada um responde por si  e no a la carte, como as porções são generosas, evitando  os excessos pode sair em conta. No nosso caso, o desperdício rendeu uma conta salgadinha. Dispensando a entrada e pagando apenas por uma meia porção, teríamos economizado e comido bem da mesma forma.

Resumindo, #ficaadica de um bom lugar para comer no Largo das Forras. Bom atendimento e  boa comida em um ambiente simples, mas muito simpático:

Só para não perder o costume de falar besteira… Tenho que comentar que bem em frente ao Panela de Minas fica o “Dona Xepa”. O curioso é que, parecendo compreender a temática do local (já que, segundo meu dicionário baiano, “xepa” significa tirar uma lasquinha na coisa alheia), todos os dias havia olhinhos pidões na porta do restaurante. Uma graça!

Coisas de Tiradentes! 🙂

 

Arraial Velho Pousada Temática – TIRADENTES.MG

21 nov

Tiradentes é uma cidade com boas opções de hospedagem, o que, necessariamente, não implica dizer opções baratas. Ao começar minhas pesquisas, já estava desistindo de Tiradentes, já que, dentre as pousadas que me interessavam, os preços estavam bem desmotivantes.

Como tratamos no primeiro post sobre Tiradentes, conhecemos a Pousada Arraial Velho no Booking. Duas coisas nos chamaram a atenção: o estilo colonial  – exatamente o que estávamos procurando – e o preço, já que, embora entenda que R$ 180,00 de diária não é exatamente o que podemos chamar de barato, a comparação com as demais pousadas no padrão e estilo que procurávamos a tornou a opção mais viável.

E aqui, posso falar com tranquilidade, a Arraial Velho nos surpreendeu. Quando vi as fotos no Booking, achei tudo muito bonitinho, no estilo clássico colonial, mas de imediato pensei: aposto que deve estar tudo velho. Estava, felizmente, enganada.

Enganada mesmo. Primeiro porque, apesar do convincente estilo colonial, o imóvel não data do século XIX. Tem apenas onze anos e o casarão foi construído de forma pensada, seguindo o estilo das construções originais de Tiradentes, com móveis de demolição e peças de antiquário. Tudo novo, limpo e muito bem arrumado.

O quarto, na medida do que precisávamos. Tamanho satisfatório, cama confortável e piso rústico. Decoração simples, em estilo colonial, romântica e aconchegante.

Banheiro limpo e o tamanho, embora tenha lido alguns comentários negativos no Booking, em nada desagradou. Água quente e uma ducha forte, bem relaxante, nos aguardava no fim de noite. Providencial!

Fora essa descrição técnica, preciso dizer que amamos nossa Pousadinha. Pequena, confortável, graciosa, tranqüila… Vou parar por aqui… rs rs… Resumindo: somos só elogios.

E se a nota é dez para as instalações e ambientação, para a hospitalidade da equipe acho que só caberia uma nota 15. Já falamos do concurso de simpatia que parece rolar lá por Minas… rs rs.

Assim que chegamos, fomos recebidos com o sorriso hospitaleiro da Desireé. No dia seguinte, encontramos o Zé Antônio, dono da Pousada, atencioso, comunicativo e super acessível, disposto a atender qualquer solicitação dos hóspedes.

O café da manhã é servido a partir das 08:00h, em um pequeno salão cuidadosamente decorado, localizado no andar do sobrado onde funciona a recepção.

Fogão à lenha e uma cozinha aberta ao salão dão o tom de ambiente familiar.

O buffet é simples e oferece poucos itens,  mas ainda assim não deixa a desejar.

As geleias caseiras  feitas pela Paula e o pão de queijo quentinho, servido ainda fumaçando e derretendo na boca. Ninguém merece. Não dá pra reclamar de um café assim! rs rs.

E às 17:00h, ainda é servido o chá da tarde, no mesmo salão do café. Mas este, sequer tivemos a chance de degustar. Pouco tempo para conhecer a cidade não nos permitia esses pequenos luxos.

A Pousada ainda oferece piscina, estacionamento e internet WiFi.

Neste quesito, internet WiFi, não poderei opinar, pois acabei não usando, tamanho era o cansaço ao chegar no quarto, doidos apenas para tomar um banho e dormir.

 O que pode não te agradar…

– Como falei, a decoração do quarto é bastante rústica. Para pessoas que prezam por conforto acima de tudo, talvez esta não seja a hospedagem ideal. Para tanto, a pousada conta com outros quartos, mais equipados e confortáveis que o nosso, como a suíte Tiradentes:

– O nosso quarto era servido por televisão e frigobar. Não há telefones ou  interfones  nos quartos e o ventilador é daqueles simples, de mesa. Não havia ar-condicionado ou ventilador de teto (pode ser que outros quartos ofereçam estas opções. Informe-se antes de reservar)

– Notei que alguns quartos ficam próximos à escada, que é de madeira e faz aquele toc-toc de sapato, subindo e descendo. Talvez o barulho  possa incomodar. Verifique a localização de sua suíte ao reservar.

– A localização da Pousada, em relação ao Centro Histórico, é mais interessante para quem está de carro. Embora não fique tão longe do Largo das Forras e das principais atrações da cidade, rende uma boa caminhada para quem está a pé.

– O café da manhã às 08:00h pode atrapalhar os mais agoniados que, a esta hora, já pretendem estar batendo perna por Tiradentes (meu caso! ehehe Mas o café era agradável que nem me estressei com esse detalhe).

 O que pode te agradar…

– O custo/benefício, já que a Pousada oferece bons preços se comparada com outras pousadas de mesmo padrão na cidade.

– A hospitalidade da equipe é realmente um ponto altamente positivo.

– As instalações estão muito bem conservadas e a decoração faz com que a pousada seja um cenário romântico e aconchegante, muito agradável para casais e famílias.

– Pegando o gancho no tópico anterior, notamos que a maioria dos hóspedes eram casais  com ou sem filhos, reforçando a impressão de ambiente tranquilo e familiar.

– Você pode voltar para casa com as delícias da Paula na mala. Ela vende tanto as geleias, como porções congeladas de pães de queijo. Huuuummmm! O potinho de 200ml de geleia custa R$12,00 e ela te entrega fresquinho, na manhã do seu check-out. Comprei uma de morango e outra de manga com maracujá. Uma vez em casa, de volta ao lar, as pobrezinhas duraram apenas dois dias… kkkkkkk… Comemos a de morango com doce de leite cremoso… Tuuudo de bom!

– Além da Desireé, da Paula e do Zé Antonio, você ainda pode contar com a simpatia do Edmilson (recepção-noite), da Cleonice (camareira) e da Tânia (esposa do Zé Antonio).

INFORMAÇÕES BÁSICAS:

Endereço: Rua Bárbara Heliodora, nº 10, Parque das Abelhas, Tiradentes/MG.

Telefone: (32) 3355-1362.

Site: www.arraialvelho.com.br

Oficina de Ourives Santíssima Trindade – TIRADENTES.MG

20 nov

Esta pequena fachada de apenas duas portinhas estreitas pode te induzir a erro.

Em meio ao mar de opções que rodeia o Largo das Forras, A Oficina de Ourives Santíssima Trindade passaria despercebida aos nossos olhos, não fosse a gigante flor em lata presa ao varandado de um antigo sobrado, ao lado da Oficina.

Ao entrar, difícil mesmo é algo te chamar a atenção, já que o que realmente impressiona é a quantidade de objetos das mais variadas utilidades e estilos, espalhados e empilhados pela loja.

E, quando ainda tentava assimilar toda variedade, a simpática atendente  avisa: “pode entrar”, se referindo a uma porta com passagem para o que seria um segundo salão:

Um mundo de bugigangas, balangandãs e miudezas se descortina após a porta. Tanta coisa que você nem sabe para onde olhar.

E por todo lado havia mais uma portinha que levava a mais um canto carregado  de trecos.

Artesanato, utensílios, objetos feitos de lata:

E até obras de arte, como o lindo sino de bronze que custa R$ 3.000,00 (me vê meia dúzia, por favor… kkkkk):

Tudo de todo jeito, para todos os gostos e de todos os preços.

Um lugar para suprir os devaneios da infância, já que, aqui entre nós, quem quando criança não sonhou ser esquecido em um lugar assim?

ÚTIL:

– A Oficina de Ourives Santíssima Trindade funciona de domingo a domingo, das 09h às 17:30h.

– Está localizada no largo das Forras, ao lado da Igreja Bom Jesus da Pobreza.

– Aceitam cartões.

 

Morro da Igreja São Francisco de Paula – TIRADENTES.MG

19 nov

Todo lugar tem seus cantos. E dentre os cantos, sempre há um preferido. Então, meu canto preferido em Tiradentes é o morro da Igreja São Francisco de Paula.

Simplesmente um lugar para sentar e apreciar em silêncio o sol se despedindo no horizonte, colorindo com o crepúsculo a bela imagem do centro histórico.

Ao longe,  o assobio da Maria Fumaça.  A tranquilidade paira nos desenhos coloridos das casinhas e na beleza imponente da Matriz.

E o tempo pareceria imóvel e anacrônico, não fosse um carro ou outro que, de quando em quando, sobe a ladeira para alcançar o morro.

Um lugar para se permitir não fazer nada. Apenas olhar ao longe e se sentir próximo de tudo aquilo, descansando o corpo e revigorando a alma.

ÚTIL:

– A Igreja São Francisco de Paula não é aberta à visitação. Sua construção data do século XVIII. O cruzeiro erguido em frente à Igreja data de 1718, ano da elevação do Arraial à Vila de São João del Rei (fonte: www.tiradentesgerais.com.br).

– O melhor acesso ao morro da Igreja é pela ladeira que se inicia bem em frente à Rodoviária, Rua São Francisco:

E agora, aquela musiquinha rimada que cantarolávamos na infância faz todo sentido  “Quem te conhece não esquece jamais. Oh! Minas Gerais” 😉   (A música  “Oh! Minas Gerais” é considerada por muitos o “hino” de Minas. Mais sobre este tema aqui)

Doces Caseiros da Dona Rute – TIRADENTES.MG

15 nov

É possível chegar à Matriz de Santo Antonio  –  o ponto,  literalmente,  alto de Tiradentes – por vários caminhos. Dentre estes,  acho que o mais bacana é pela Rua do Chafariz, na verdade uma custosa, mas imperdível  ladeira que começa no Chafariz de São José e te leva até o topo da cidade na Rua da Câmara, de cara com a Matriz.

A subida  garante fotos perfeitas:

E na descida…Ah-ah… Descobertas calóricas ainda nos aguardavam. Exatamente quando pensávamos ter esgotado as possibilidades da gula, nos deparamos com uma modesta portinha:  

Fui lá farejar a descoberta como o bom e velho gato que morreu de curiosidade (e, na verdade, agora entendo que o bichinho  morreu de gordo) e encontro o corredorzinho estreito dos Doces Caseiros da Dona Rute:

Pra variar, só mais um pouco das tentações mineiras :

Difícil escolher, mas pagando R$ 1,00 pela unidade dava para encher um saquinho com um de cada ou… Dois de cada… Ou… Meia dúzia de cada… rs rs. Mas  a essa altura já estávamos de “barriga fofa” de tanto comer. Pedimos apenas  um “quadradinho” de amendoim moído e um cajuzinho , totalizando a suave importância de R$ 2,00 :

Simples e deliciosos e, agora, revendo as fotos, bate um arrependimento de  não  ter enchido a bolsa com os docinhos caseiros e coloridos da Dona Rute. Todos feitos na dupla de sucesso da cozinha mineira: fogão à lenha e tacho de cobre. Imbatível!

Em meio à doçura envolvente da vitrine, o pequeno espaço ainda oferece artesanato. Pinturas e xilogravuras assinadas por Paulo Júnior, filho da Dona Rute, além do trabalho artesanal em madeira e ferro do Seu Paulo (esposo).

Quando nos despedíamos da Rua do Chafariz, após descer – já lamuriosos de saudade –  a pedregosa ladeira, nos deparamos com essa grata surpresa. Dica imperdível para quem passar por Tiradentes, já que, na minha opinião, as coisas mais simples, em sua maioria, reservam  as mais agradáveis experiências.

Endereço: Rua do Chafariz, nº 26, Tiradentes/MG.

Site: www.doceseartes.com.br

Twitter: @docestiradentes

Empório Santo Antônio – TIRADENTES.MG

6 nov

Sabe que depois de bater perna, subindo e descendo ladeira em um terreno arisco de pedras irregulares, a última coisa que você quer ao procurar um lugar para comer é ficar disputando uma mesa com outra dezena de turistas. Mais ou menos assim é o Largo das Forras, engarrafado tantos nas ruas como nos pequenos salões dos restaurantes que o cercam.

Nada contra as Forras, coração hipertenso de Tiradentes. Indiscutível que por lá há excelentes lugares para comer, mas nós fizemos uma  outra opção: sair do circuito turístico e buscar algo mais “local”. Foi assim que no sabádo -29/10/11 –  decidimos ir até o Empório Santo Antônio. Peguei um panfleto do lugar no Chico Doceiro e, desde então, fiquei tentada a conhecer.

O Zé Antonio, proprietário da nossa pousadinha querida, também foi só elogios ao Restaurante. Não deu outra: “ói” nós lá! kkkkk

É um lugar simples em uma rua afastada e sem graça, o que o torna desconhecido para  turistas desavisados e bem freqüentado por moradores locais.

O buffet é pequeno, mas basta um olhar mais atencioso para perceber que há uma variedade interessante de bons  pratos  mineiros:

O atendimento –  tenho que ser repetitiva nesse quesito –  impecável. Atenciosos e solícitos, sempre dispostos a oferecer o melhor da natural hospitalidade mineira.

Eu fui direto na costelinha de porco ao chutney de abacaxi. Simplesmente perfeita!

O Hélio se aventurou no Leitão à Pururuca e ficou impressionado com a maciez do miolo em contraste com a crocância da casquinha “pururucada”.

Tudo muito saboroso, à altura do que nós, turistas, esperamos da reputada cozinha mineira.

O cardápio ainda contava com os doces caseiros, melados, convidativos, simples,mas provocativos:

O buffet custa R$ 24,00 por pessoa, incluindo as sobremesas e servindo-se à vontade. Bebidas são cobradas à parte. E pagamento só em dinheiro ou cheque.

Não, não, não. Não tirem conclusões precipitadas com meu pratinho esmilinguido. Já disse que não sou tão boa de boca assim, embora reafirme que a costelinha estava divina. Levem em consideração o prato do Hélio, que terminou limpo como saiu do armário:

Para finalizar, nos ofereceram um cafezinho. O Hélio, fumante insolúvel, até hoje não aprendeu a negar café. E olhem que delicadeza:

Um cafezinho no ponto, rapadura (eu acho) e biscoitinhos caseiros. Cortesia da casa! Ficamos clientes.

Endereço: Rua Belica, 133-A, Parque das Abelhas, em frente à quadra municipal. Há  indicação da localização do restaurante nas placas turísticas da cidade.

Funcionamento: apenas para almoço, de quarta  a domingo, das 12h às 17h. Quartas, quintas e sextas a la carte. Sábados e domingos, buffet self service.