O Scuba Lodge, um hotel simpático, descontraído e com vista para o mar, acreditem, não foi bem uma escolha nossa. Na verdade, faltando apenas dois meses para a viagem, quem escolheu o hotel foi o limite do nosso cartão de crédito.
A RESERVA
O preço – via Booking, fechamos 06 diárias por US$ 739,00 para um quarto duplo simples, já com impostos incluídos, mas sem café da manhã.
O atendimento – horas depois de concluir a reserva pelo Booking, recebi um e-mail do hotel, confirmando a reserva e informando sobre as condições de pagamento. Foram super atenciosos e tiraram todas as minhas dúvidas em um inglês bem limitado (de ambas as partes), by google translate.
O site – http://www.scubalodge.com/en/ – Como não conhecia o hotel, verifiquei o site indicado na reserva e gostei muito do que vi.
O HOTEL
Assim que chegamos, já notei a atmosfera singular do Scuba Lodge. É um hotel informal, com atendimento informal. Os funcionários não são bem funcionários, parecem parentes ou amigos que trabalham juntos e bem à vontade, descalços e com roupas leves, estilo pós-praia.
O hotel é composto por quatro imponentes casarões, dentre os quais, aqueles que, em outra época, já serviram de residência aos mais altos cargos políticos da pequena Ilha (0 amarelo e o verde).
Apenas o primeiro casarão (o azul) é divido em quartos individualizados, nos moldes corriqueiros de hospedagem.
Neste prédio também está a recepção e o restaurante do hotel.
Os casarões seguintes (na época, em funcionamento o amarelo e o verde) são alugados por inteiro, como elegantes casas de praias que recebem grupos de até 16 pessoas (confira no site do hotel).
Uma pequena piscina voltada para o mar atende a todo o complexo.
E outra, menos procurada e recolhida no jardim de entrada, ao lado dos quartos, também quebra um galho.
Mas o que mais gostamos mesmo foi da área verde que rodeava o prédio em que estávamos hospedados. Com a areia fina e o barulhinho do mar, proporcionava sempre a sensação de uma praia tranquila e sombreada.
O hotel é muito procurado por turistas europeus, notadamente holandeses. Toda a equipe é holandesa e falam apenas holandês. Eles arranham um inglês e alguns deles também tentam um espanhol, mas ainda assim a comunicação é complicada.
Ponto negativo – a recpção, na prática, não funciona 24h. No dia em que fomos para Bonaire (02.08.2012), saímos às 06h e, nesse horário, encontramos a recepção fechada e não havia nenhum funcionário no portão de entrada. Além disso, como tratamos inicialmente, o serviço é bem informal. Não espere profissionais altamente preparados no ramo de hotelaria. A proposta do hotel é deixar o hóspede bem à vontade, ponto.
O QUARTO
O quarto simples era um pouco mais simples do que esperávamos. Mas, levando em consideração o contexto praiano do hotel, estava bem dentro das expectativas de qualquer casa de veraneio.
Nada de tapetes, nada de carpetes, nada que fugisse ao roteiro sol, mar e areia. O item mais luxuoso era o ar condicionado que, em Curaçao, é algo irremediavelmente necessário. Ah! E um frigobar também, cujo o conteúdo tinha preços tão desanimadores, que era melhor que estivesse vazio.
Nada de telefone ou interfone, piorou secador de cabelo. Banheiro de chuveirinho e sem box, apenas cortininha, de tecido ainda por cima.
Fora isso, Pay Tv e Internet Wi-Fi da boa, mas para isso tive que levar meu note até a recepção para que eles configurassem o primeiro acesso.
O ponto extremamente negativo foi o fato de não haver nenhuma tomada próxima aos espelhos ( e agora, José? Como arrumar os cabelos?)
E outro ponto negativo foi o fato deles esquecerem de deixar o piso de banheiro na troca das toalhas. Resultado, sem o pano, após o banho o banheiro virara uma lagoa.
As tomadas, quadradas de três pinos. Havia um adaptador no quarto, mas é sempre bom você levar o seu. Voltagem 110v.
O CAFÉ DA MANHÃ
Embora não estivesse incluído na diária, o café da manhã era tão irresistível que nos levou US$ 100,00 na hora de fechar a conta – US$ 12,50 por pessoa a cada manhã.
Mas a chance de começar o dia comendo pãezinhos frescos e suquinhos de frutas, com os pés na areia, à sombra de um coqueiro e olhando para esse mar, era tentação demais para pensarmos em economia.
Não bastasse a vista, a proposta despojada também matou o gato de curiosidade. O desjejum chegava em cestas térmicas e nós mesmos íamos montando nossa mesa, tipo piquenique… À beira do mar do Caribe, vale lembrar! 😉
Poucos itens e tudo muito simples – pães, geleias, iogurte, frutas e ovos – mas o conjunto da obra fez aqueles suados US$ 100,00 valerem a pena.
A LOCALIZAÇÃO
O Scuba Lodge está localizado em Pitermaai, coladinho ao mar, no trecho entre a “lagoa” Waaigat e a Igreja de Pietermaai.
Já tratamos da localização de Pietermaai no post Entendendo Willemstad. Confira no mapa:
Como já disse em outros posts, Pietermaai é uma região tranquila, menos badalada, mais frequentada por holandeses e turistas europeus.
O hotel fica ao lado de um requisitado restaurante, o Saint Tropez Oceanclub, e também está próximo do Mundo Bizarro, outro restaurante muito procurado em Willemstad.
Para Punda e Otrobanda já rende uma boa caminhada e, à noite, como em qualquer lugar, é melhor evitar estar caminhando por alguns trechos do bairro, desertos e com pouca iluminação. Por essa razão, acredito que para ficar no Scuba Lodge o melhor é estar de carro (ou de moto, como foi nosso caso). Mas o hotel não tem estacionamento privativo, o carro tem que dormir na rua.
ESCOLA DE MERGULHO
Uma última dica bacana sobre o Scuba Lodge (como o próprio nome indica) é que, além de hotel, também é uma escola de mergulho e oferece, além dos cursos, o aluguel do equipamento. Mas tudo fora da diária. O serviço é aberto ao público. Confira no site do hotel.
No mais, para curtir Curaçao…
Primeiro, entenda Willemstad.
Depois, arrume uma praia bacana para relaxar:
E antes de voltar para hotel, uma pausa merecida para comer bem:













































































































































































