Jardim das Laranjeiras – Fazenda Boa Luz.SERGIPE

12 out

Fiquei devendo falar sobre o Jardim das Laranjeiras, restaurante do Hotel Fazenda Boa Luz. Como já havia dito nos outros posts sobre a Boa Luz, ele é, sem dúvida, o melhor restaurante do complexo.

 

O ambiente é muito agradável. Bem decorado em estilo rústico, dá o tom da (estilosa) vida na fazenda:

ALMOÇO e JANTAR:

O restaurante funciona tanto buffet como a la carte. No dia que estávamos lá (16/07/11), o almoço saiu apenas a la carte.  A cozinha é de primeira linha e o cardápio conta com pratos refinados (clique nas imagens para ampliar):

No almoço, eu pedi frango ao molho de ervas acompanhado de arroz com brócolis:

Peito de Frango ao molho de ervas (porção individual) – R$ 30,00.

E o Hélio foi de polenta caipira:

Polenta Caipira (porção individual) - R$ 21,00.

 O frango estava perfeito, já a polenta não desceu tão “redonda”. O Hélio achou um pouco salgada e, além disso, é um prato que cai melhor à noite ou em dias frios, o que não era o caso.

No dia seguinte, já cheios das “gulodices” praticadas no Casarão do Doce Caseiro, pedimos apenas um petisco, que serviu de almoço: filé gorgonzola com fritas. Muito bom também!

Filé Gorgonzola (petisco) - R$ 30,00.

O  jantar, a depender do número de hóspedes é servido em buffet self service. No sábado ( 16/07/11), com a casa cheia, foi servido buffet e música ao vivo. Tudo isso à meia luz para dar um “clima” (rs):

O buffet custa R$ 28,00 por pessoa, podendo servir-se à vontade e incluindo as sobremesas, mas não os refrigerantes:

Os pratos estavam variados e bem preparados, mas, para nossa decepção, estavam frios. Já as sobremesas estavam muito saborosas.

CAFÉ da MANHÃ:

Acho que, talvez por se tratar de hotel fazenda, estava cheia de expectativas em relação ao café da manhã. Imaginava aquele cheirinho de casa de vó, pãozinho quente com a manteiga derretendo,  bolo de cenoura feito na hora com calda de chocolate fumaçando, café perfumando a mesa. Saindo dos meus devaneios, me deparei com um buffet normal, como de costume: bolos, pães (nem quentinhos, nem com manteiga derretendo rs), frios e alguns pratos quentes:

ÁGUA QUENTE

Nem por isso o café decepcionou ( não tecnicamente falando). Tudo muito bacana, no trivial, e forradinho,  para afastar a curiosidade dos pequenos intrusos que passeiam pelas redondezas.

Pães e bolos.

Frios e frutas.

O caso  é que eu esperava mesmo aqueeeeeeele café… Talvez até mais simples e menos “hotel”, imaginava alguma coisa mais “intimista” (mas esta era a minha proposta, não a deles). Só isso!

NO MAIS…

– Vale dizer que a equipe do restaurante é muito bacana. No final da tarde de sábado, tive “desejo” (não, não é nada disso que vc está pensando! rs)  de tomar um chocolate quente. A barwoman, muito gentil, informou que não saía, mas se ofereceu para preparar um nescau quentinho, batido na hora. Achei muito atencioso da parte dela e acabei aceitando. Resultado: o nescau veio uma delícia e eu fiquei feliz da vida, com meu bigodinho de espuma de leite, bem no clima de fazenda.

Bar do restaurante.

Meu nescau... Dispensei o canudo para garantir meu bigodinho, claro! 🙂

– Pelo site da Boa Luz, tudo leva a crer que é possível almoçar no Jardim das Laranjeiras fazendo o Day Use no complexo. Hoje, antes de fazer o post, mais uma vez liguei para o hotel para confirmar a informação que já haviam me dado quando me hospedei: o Jardim das Laranjeiras está disponível para hóspedes e não hospedes,  desde que estes tenham ido apenas para almoçar e não estejam no Day Use do Parque. Na dúvida, não custa nada ligar (79-3281-4848) ou perguntar no ato da compra do voucher para o zoo parque.

– O cardápio lindo do restaurante é mais uma obra do  @juaumhungria, o querido personal  designer   do “Miss” (estamos chiques demais, não é não?).

– Todas as informações constantes no post se referem a julho de 2011, período em que nos hospedamos no hotel.

–  Mais sobre o Hotel e o Complexo Boa Luz nos posts  Hotel  Fazenda e  Zoo Parque.

– Mais sobre o restaurante, no site do Hotel Fazenda.

FEIRA da GLÓRIA. RIO

9 out

26/06/2011 (domingo) – Chegamos ao nosso último dia de viagem no “Ríoww”. Como o voo sairia por volta das 12h, fiquei igual criança, enchendo o saco do Hélio: “vamos passear mais um pouquinho… Por favor, por favor!” Certo! Guia na mão, de acordo com minhas pesquisas, só uma coisa era viável no curto tempo que tínhamos entre o café da manhã e a saída para o aeroporto: a FEIRA DA GLÓRIA.

Adoro feira. Quando criança, em São Paulo, acordava cedo para ir com minha avó à feira de São Miguel Paulista. Sempre era recompensada pelo famoso kit básico: pastel e caldo de cana. A feira da Glória me fez retomar essas lembranças: o cheiro, as cores e, sobretudo, a limpeza e organização.

A organização, de fato, sempre me intrigou. Diferente das feiras que frequento por aqui (Bahia e Sergipe), a preocupação com que arrumam a mercadoria na banca impressiona. Alhos, pimentas, laranjas, tudo é cuidadosamente disposto, desenhando formas nos tabuleiros:

E até as barracas de peixes, conhecidas pelo desmantelo, são arrumadinhas e convidativas:

O clima agradável, os feirantes sorridentes, o cheirinho de frutas e ervas frescas, com certeza foi  a melhor lembrança para levar na mala como a última imagem desta viagem ao Rio.

Útil:

– A Feira da Glória acontece aos domingos pela manhã, na Av. Ausguto Severo.

– De quinze em quinze dias, em meio à feira, a partir das 11h, acontece uma roda de samba, próximo ao relógio histórico do bairro.

– Nosso hotel ficava pertinho da feira, para saber mais sobre ele, clique aqui.

– Após a feira, seguimos de mala e cuia para o Galeão. A recepção do hotel chamou um táxi e, assim, conhecemos o Tobias, um taxista super bacana, comunicativo  e prestativo. Sem cartão, improvisou seu contato numa folha de caderno. #ficaadica: se quiser um taxista honesto e atencioso, liga para o TOBIAS. A corrida Glória-Galeão custou R$ 56,00.

Saudade da cidade, indiscutivelmente, maravilhosa! 😉

APRAZÍVEL – Santa Teresa.RIO

8 out

24/06/2011 – Coloquei na cabeça que tinha que almoçar em Santa Teresa. Estava certa de que encontraria por lá o restaurante perfeito, bucólico, com decoração simples, mas elegante e excelente comida. Vi algumas opções nos guias, mas precisava mesmo de uma “segunda” opinião. Foi assim que, Google daqui, Google de lá, encontrei o blog da Teté, Escapismo Genuíno. E no blog da Teté encontrei nada menos que o Aprazível, exatamente o que estava procurando.

 ENDEREÇO e COMO CHEGAR:

O Aprazível fica na Rua Aprazível, nº 62, claro, em Santa Teresa, como havia planejado. Seguimos de táxi da Estação dos Bondes, no Centro, até o Largo dos Guimarães, em Santa Teresa. A corrida ficou em R$ 12,00. O plano era ir de táxi até o restaurante, mas como o taxista desconhecia o endereço, preferimos ficar no Largo dos Guimarães e, a partir daí, se bater com o mapa e as pernas para chegar até lá.

Partindo do Largo dos Guimarães, suba a escadinha à esquerda e siga em frente pela Rua Almirante Alexandrino:

Em poucos metros de caminhada, à sua esquerda irá surgir a Ladeira dos Meireles (imagem disponível em http://www.flickr.com/photos/rogerzgiet/):

Não entre. Siga em frente. A Rua Aprazível será a próxima à esquerda:

Rua Aprazível

Só que a Aprazível é uma rua longa e a caminhada é castigada por uma subida, leve, mas subida, o que no calor piora tudo. Depois de andar e andar, passando pelo Mirante do Rato Molhado, o restaurante surgirá, escondidinho numa fachada simples:

Mirante do Rato Molhado.

E... Finalmente... A entrada do Aprazível.

#ficaadica: tome nota do caminho, uma vez ciente de como chegar, vá de táxi ou de carro ou de qualquer outro tipo de automotor. Ir a pé cansa de verdade, até as mais caminhantes das criaturas (eu e o Hélio… ehehe).

O AMBIENTE:

Chegando lá , percebemos que todo sacrifício valeu a pena. Passando pelo portãozinho de madeira, uma estreita escada te espera. Ufa! Escada para baixo, menos mau depois de toda maratona. Lá embaixo, tudo é lindo. Decoração rústica, de muito bom gosto, mesas em meio à sombra das árvores e vista privilegiada.

A área do restaurante é diversificada, com vários ambientes: embaixo das árvores, dentro da casa, uma outra área coberta e até uma área de espera, para aqueles que, como nós, não fizeram reserva. Tudo bem! Você coloca o nome na lista e fica aguardando na área dos “sem reserva”.

Recepção

Cantinho da espera para os "sem reserva".

Após uma espera de 20 minutos, chegou nossa vez. Fomos acomodados em uma mesa no salão. Tudo cuidadosamente decorado no estilo campestre, muito aconchegante:

A COMIDA:

Passando por receitas regionais a pratos requintados, o cardápio oferece muitas opções. Os preços já não são tão graciosos assim, mas a qualidade da comida, somada à beleza do ambiente, vale o esforço.


 Pedimos Bruschetta Toscana de entrada:

Bruschetta toscana - R$ 19,00.

E Lasanha Campesina como prato principal:

Lasanha campesina (porção individual) - R$ 54,00.

 Como era de se esperar, tudo muito saboroso. A comida demora um pouquinho e o serviço é um pouco lento, mas enquanto você aguarda, pode se deliciar com a vista, tão gostosa quanto a comida.

 No final, a gorda continha:

Por alguma razão inexplicável ($$$), não pedimos sobremesa. Mas são lindas e, segundo a Teté, deliciosas.

Na saída, a nosso pedido, providenciaram um táxi executivo. Foi assim que conhecemos o Alex, motorista que nos levou de lá até o Cosme Velho. A corrida ficou em R$ 25,00, mais cara que o táxi convencional, mas a conversa descontraída com o Alex valeu. Ele ainda nos indicou o irmão dele, o Ciro, instrutor de parapente. Fica aí a dica extra do Alex e do Ciro:

Para finalizar, vale fazer uma ressalva sobre chegar a pé até o Aprazível: a caminhada, apesar de “custosa” (como diz minha tia de Goiânia), garante um contato gostoso com Santa Teresa, esse reduto de beleza bucólica, cravado no alto do morro. Santa Teresa é o Rio de Machado de Assis e José de Alencar, nostálgico e cheio de magia.

Que o poder público não nos tire esse prazer e nos abençoe com bondes vistoriados e seguros.

Imagem disponível em informativorio.blogspot.com

Quer mais? Leia também:

Um passeio pelo centro I e II;

Confeitaria Colombo;

– Toda saga gastronômica pelo Rio em Rio. Onde comer.

– Mais sobre o Aprazível em www.aprazivel.com.br ; 

– Contato: aprazivel@aprazivel.com.br ;

– Para conferir o relato da Teté sobre o Aprazível, clica lá.

– E esse clique você vai ter que dar: tour virtual pelo Aprazível. Muito bacana. Uma visão geral do ambiente do restaurante.

Voo TRIP… Com destino a fortes emoções!

7 out

Vamos combinar… O primeiro turboélice  a gente nunca esquece “mêêêsmo”!

Em razão dos últimos acontecimentos familiares, viajei final de semana passado  para Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Como de carro seriam aproximadamente 800 km de asfalto e quase dez horas de viagem, optamos pela “Voe Trip”. Além de menos cara, é a única, de verdade (embora a concorrência afirme o contrário), que oferece dois voos diários e em horários viáveis para o trecho Aracaju – V.da Conquista, com uma curta escala em Salvador.

O que a “miss porta” aqui não sabia: que, ao iniciar o embarque, eu me depararia com um avião estilo Indiana Jones, tipo “tó tó tó” voador do deserto, tecnicamente denominado turboélice. Certo! Já que não dava para correr, o jeito foi fazer cara de elegante e encarar. Outros desavisados como eu ainda ensaiaram um mini pânico, mas logo alguém vem com aquela conversa salva-vidas “não! Este tipo de avião chega a ser mais seguro que os de turbina”… Nessa hora, você nem questiona, já que acreditar cegamente é o melhor remédio. O mais interessante é a rapidez com que as pessoas sentam e imediatamente apertam os cintos, bem bem bem “todo mundo em pânico”.

O que também eu não sabia: que esse tipo de aeronave é mais “balançante” (balançante meeeesmo, vá por mim) nas turbulências, ventanias ou mau tempo e, nessas oportunidades, você pensa realmente que chegou sua hora e que o “bicho” vai cair, mas nada além de uma impressão leiga e desinformada. Li depois na internet que isso é normal neste tipo de aeronave. Falando sério, apesar dos sustos, o voo é rápido, tranquilo e você chega ao seu destino da mesma forma e com a mesma segurança de qualquer outra viagem aérea. Na pior das hipóteses, se durante o voo, por qualquer razão, você for acometido por uma situação de “mini pânico individual”, #ficaadica: procure observar o semblante das aeromoças. Caso elas permaneçam serenas e com a cara de que nada está acontecendo, é porque realmente nada está acontecendo… eheheh!

A aeronave que viajamos foi um ATR 72-500. Pequena, tem capacidade para 68 passageiros:

A bagagem de mão, quanto menor melhor, para não correr o risco de virar bagagem de pé, como aconteceu com a minha:

Como se trata de uma aeronave de pequeno porte (dimensão interna de 1,91m de altura), os compartimentos de bagagem têm pouca altura e profundidade, razão pela qual minha pequena mala  não coube nos referidos compartimentos e teve que seguir nos meus pés, reduzindo ainda mais o já curto espaço para esticar as pernas. Outra implicação é que a aeronave não se encaixa nos fingers (pontes de embarque que fazem a ligação entre o portão de embarque e a aeronave) e o acesso é diferenciado nos aeroportos que utilizam esse sistema (que não é o caso de Aracaju, tampouco de Conquista).

A franquia de bagagem despachada segue a regra dos 23 Kg. Serviço de bordo seguindo o atual modelo básico da aviação nacional,  “passagem em conta e biscoitinho”, ou seja, refrigerante e biscoitos. E, para quem se incomoda com barulho, no check-in peça um lugar longe da asa, ok?

Compartimento de bagagem de mão.

Mas, passadas essas pequenas agruras, vale dizer que o atendimento da empresa é VIP. Os funcionários são prestativos e atenciosos e a tripulação também é bastante solícita. Além disso, tanto na ida como na volta, as saídas dos voos foram pontuais. Pra mim, valeu muito o custo-benefício. Fiquei cliente!

Chegando no pequeno Aeroporto de Vitória da Conquista, em pouco mais de vinte minutos de carro estávamos em Planalto/BA, nosso destino final. De outra forma, sairíamos às cinco da matina de Feira de Santana, percorreríamos 400 km de tráfego intenso pela Rio-Bahia (Br-116 Sul), passando e engarrafando nos quatro pedágios espalhados pelo percurso. Diz aí? God save the TRIP!

Aeroporto de Vitória da Conquista/BA.

Planalto/BA

E Planalto… Um mimo à parte! Além de fazer parte da nossa história e das nossas lembranças de infância, é sempre uma delícia estar em família e reviver essa atmosfera típica de interior… Fogão a lenha, pomar no quintal, paz no espírito.

Tia Nice, a anfitriã, é a irmã mais velha do meu pai e mãe de coração de toda a família. Sorridente e sempre de bem com a vida, adora flores e gatos. Não é à toa que por todos os lados em sua casa você se depara com alguma espécie “floral”, sempre carregadas de beleza:

Destaque para a Açucena (Amaryllis)… Liiiinda demais! Cheia de vigor, vestida no seu vermelho radiante:

A casa sempre cheia e a mesa sempre farta de comida, conversa e carinho. Zelo e dedicação nos pequenos detalhes:

E cruzando um portãozinho de madeira improvisado no muro, damos no pomar da Dalva (querida vizinha de anos, parte da família):

PESSEGUEIRO

Pesseguinho (lindo!) 🙂

Berinjelo (isso! O marido da berinjela)

Em um canto do quintal, lenha para o fogão e, na cozinha, comida cheirando na panela. Por que comida feita em fogão a lenha parece sempre mais cheirosa?

Em Planalto, quase toda casa tem um fogão a lenha e pela manhã sai quentinho do forno o famoso biscoito avoador, típico da região:

A receita, feita à base de polvilho (goma), passa de geração em geração e mantém viva essa tradição regional. O chimango, outra espécie do gênero, também faz parte do cardápio local e é impossível ir ao planalto conquistense (região de Poções, Planalto e Vitória da Conquista) e não se deparar com esses biscoitos. Toda padaria, mercearia, mercadinho, barraca de feira e até posto de gasolina tem pra vender. Meu pai sempre volta de lá com um monte deles. Básico!

CHIMANGO

No mais… Boas risadas, boas histórias e sempre boas lembranças. Foi em Planalto, por exemplo, que aprendi a andar de bicicleta já “moça velha”, aos treze anos (todo mundo aprende aos  nove!). Guardo Planalto no coração e vale dizer que, em se tratando de viagem, não existe destino definido. Turístico ou não, destino certo é o que te faz feliz!

ÚTIL:

– Para tomar nota da receita do biscoito avoador e chimango, clique aqui e aqui. E mais um pouquinho sobre o biscoito aqui.

– Voos, passagens e mais informações sobre a TRIP em www.voetrip.com.br

Com destino às estrelas.

25 set

Eu tentei passar o dia inteiro fazendo de conta que não estava acontecendo, que não era comigo. Até me prometi não citar uma palavra sequer sobre esse assunto aqui, mas uma hora a ficha realmente cai, pesando toneladas, bem na sua cabeça.

Enquanto buscava, meio que robotizada, vôos para Vitória da Conquista (BA) na internet, tentando chegar a tempo… A tempo de que? Que tempo é esse que eu agora corria atrás como se pudesse detê-lo? Enquanto eu corria e buscava inexitosa, o telefone toca e meu pai, sereno, me avisa: ele se foi. O tempo se foi! O tempo de estarmos juntos, de darmos risadas, de tirarmos fotos de família e contarmos as histórias de nossas ceias de Natal, tudo se foi na mala, junto com ele.

Que tempo é esse que divide de forma tão veloz a linha entre estar aqui e, de repente, não estar mais? Que tempo é esse que pulveriza a existência e, em um segundo, transforma aquela pessoa de carne e osso apenas numa lembrança dolorida de saudade?

Meu avô paterno se foi hoje. Após 96 anos viajando pela vida, hoje ele partiu para uma nova viagem… Pelo tempo, pelas estrelas, pelos sonhos… Não sei. Para nós ficam apenas a partida e a vontade de que nos permitissem só mais um pouquinho.

Sempre que me deparo com a morte, percebo, por mais contraditório que pareça, que é ela que nos enche de vida. Corremos contra o tempo porque não sabemos quanto tempo temos. Queremos realizar nossos sonhos porque queremos ser lembrados através deles quando não estivermos mais aqui. No fundo, não sei quais eram os sonhos do meu avô, mas vou lembrar dele sempre como uma pessoa de olhos brilhantes, que sempre se permitiu ser feliz.

Natal de 2006 - Planalto/BA.

Boa Noite Carioca – LAPA.RIO

24 set

25/06/2011  –  A noite carioca, como era de se esperar, tem personalidade forte. Sensual, colorida e envolvente, basta descer do táxi para ser tomado por aquela atmosfera leve e solta, de sorrisos e cochichos, que segue pelas calçadas de mãos dadas ou em turminhas animadas, povoando as gafieiras ou bares elegantes da Av. Mem de Sá.  Eis a LAPA! Esse encontro do centro antigo com espírito eternamente jovem da noite, a mistura certa para quem pretende levar na mala a lembrança perfeita da vida noturna carioca.

Foi lá que fechamos nosso último dia no Rio, andando sem compromisso pelas calçadas lotadas e observando o movimento dos bares já lotados também.

No meu fantástico Mundo de Bob, a Lapa era outra. Os arcos ficavam isolados, em algo tipo uma grande arena, tudo muito espalhado, e o Circo Voador era algo grande e redondo, tipo cinema 180°, sem muita coisa por perto.  <pausa para você rir da minha cara> Não sei de onde tirei tudo isso, mas era assim que estava desenhado na minha cabeça. Imagine o susto… Não dei umazinha dentro sequer.

Imagem disponível em atrilhasonora.com

 

 Na vida real, fica tudo coladinho, formando um grande reduto boêmio. O Circo Voador fica na Av. Mem de Sá, coladinho nos Arcos e, à sua volta, painéis animados enchem as paredes de cores.

Era noite de FESTA PLOC 80 no Circo. Tudo que sonhávamos: música anos 80 na casa ícone da década. Despencamos eufóricos até a bilheteira, cheios de planos nostálgicos, mas os R$ 60,00 por pessoa nos fizeram baixar os “rabinhos” e guardá-los cuidadosamente entre as pernas (último dia de viagem, sabe como é… eheheh).

Mas curtimos um pouquinho daquele “esquenta” de portaria, no melhor estilo “fiquei na porta estacionando os carros”, alimentado pelas barracas de batidas espalhadas aos pés dos arcos.

Sem Circo Voador, encerramos a noite na PIZZARIA GUANABARA. A escolha foi ao acaso. Vi um bloco de prédios antigos na esquina da Av.  Mem de Sá com a  Av. República do Paraguai.  Ao bater o olho no letreiro “Pizzaria”, fui direto pra lá, no piloto automático.

Pizzaria Guanabara - prédio amarelo da esquina.

Que sorte! Batemos em uma das pizzarias mais tradicionais da noite carioca. Instalada aí desde 1964, é a preferida dos “baladeiros” por funcionar até as 07h. E a pizza, na minha opinião, um show à parte. Não sou uma “entendida” em pizzas e geralmente as mais famosas e glamurosas não são as que mais gosto, por isso falo apenas por mim. Mas, pelo o que li aí pela internet, parece que a opinião realmente não é só minha e muitos a consideram uma das melhores pizzas cariocas.

Agradável varanda da pizzaria.

Vista da nossa mesa 🙂

Pedimos uma pizza média margherita.  O sabor tem um “finalzinho” amanteigado que faz toda diferença e a massa não é tão fina e bem molhadinha.

Pizza Média Margherita (4 fatias) - R$ 36,00.

Pra mim, nota  “déizz” <sonoro e prolongado>, com a mesma entonação do resultado das Escolas de Samba… rss. E o atendimento, “déizz”  também. Não posso falar com certeza, mas os garçons parecem ser daqueles antigos na casa, prestativos e atenciosos à moda antiga. A conta – com a pizza, as negas (coca-colas) e uma água –  ficou em R$ 49,28. No site da pizzaria é possível ter mais informações sobre o restaurante. Para ver o cardápio e o mapa, clique aqui e aqui. Só que, no cardápio disponível no site, não há preços. Pesca da gente… rss.

R$ 13,00 depois (táxi), estávamos em casa (no caso, hotel), a tempo de assistir toda galera dos anos 80 (Evandro Mesquita, Frejat e cia limitada) no aniversário do Serginho Groisman, no Altas Horas… Tá vendo? Nem precisou de Circo Voador… kkkkkkkk.

ÚTIL:

– Nós fomos e voltamos de táxi. A corrida Candelária-Lapa ficou em R$ 13,00 e a corrida Lapa/Glória (hotel)  o mesmo valor.

–  A estação de metrô mais próxima é a Cinelândia (confira no mapa), mas, à noite, não sei se o trajeto até a Lapa é tranquilo. O Rio é uma cidade como outra qualquer, pela noite é bom evitar lugares sem movimento.

– Site do Circo Voador: http://www.circovoador.com.br/

– Site do Teatro Odisséia: http://beta.matrizonline.com.br/teatroodisseia/

– Mais sobre a Lapa: http://www.lanalapa.com.br/

Quer mais Rio? Leia também:

Um passeio pelo centro I e II;

Confeitaria Colombo;

Espaço Cultural da Marinha;

Paquetá.

Tiras que ELA posta!!

17 set

Hoje eu me reservo ao direito de fazer um post pessoal, com uma história pessoal e desejos pessoais. Hoje só quero retribuir o carinho que tenho recebido, fazendo apenas o que posso fazer: desejar tudo de melhor para quem sonhou, buscou, encarou e agora se permite alcançar o sucesso que lhe está reservado. Lais! Já disse isso antes, mas vou repetir: todas energias positivas para você nessa nova etapa. A Lais Nascimento, designer de moda, está de malas prontas para Porto, onde vai desfrutar de uma bolsa de estudos que conseguiu por dois motivos: dedicação e talento. Falei que é pessoal, mas acho que histórias assim têm que nos servir de exemplo.  Motivação sempre, mesmo quando nada nos motiva! rs rs.

E por falar em motivar… Olha a Lais me motivando. Estava com a cara amarrada em um dia desses de stress (workmente falando rs), quando me entregam uma correspondência:

Abro e me deparo com isso… Um bloco de anotações personalizado do blog de Ilustrações da Lais, o inspirador Tirasqueuposto.blogspot.com. Ah! Me derreti! Com gatinho? Pegou no meu ponto fraco… rs rs.

Conheci a Lais aqui, no blog, trocando figurinhas sobre Portugal. Essa troca de amizade, de boas energias, de carinho… Isso realmente sequer passava pela minha cabeça quando tive a ideia de criar o MISS! Só posso agradecer e desejar que essa corrente continue!

E que a Lais curta muito sua estada em Porto. Que aproveite cada cantinho bacana que a cidade oferece e que, se tiver um tempo, conte tudo para nós. Sei que não é fácil arrumar as malas e partir sozinha para o desconhecido, mas no final toda dificuldade é recompensada. Todo esforço e privação volta em forma de conquista e realização. Pode esperar!

Para conhecer um pouco mais sobre a Lais e seu trabalho, acesse também  lalaisnascimento.blogspot.com .

E para conhecer o gatinho exclusivo que a Lais fez para o Miss Check-in, clique aqui (Ah! Mas clica mesmo, vai! rs)

Ateliê 22 – ARACAJU.SE

11 set

Ops!

Atualizando: O Ateliê 22 voltou a funcionar, mas de uma forma diferente. Confira sua nova configuração no post – Ateliê 22 – Cama&Café.

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Um estiloso bistrô escondidinho na Aruana. O lugar é tão inspirador que fala por si só. Bastaria postar as fotos que, tenho certeza, já te deixaria ansioso para ir até lá.

Ateliê 22.  Esse, certamente, é um dos endereços mais charmosos para  almoçar ou jantar em Aracaju.

Funciona em uma pequena casa na Aruana, Zona de Expansão da capital. Um pouco mais afastado e em um bairro ainda pouco explorado, o Ateliê 22 é bem discreto, fica meio que “escondidinho” e, talvez por isso, tem clientela seleta. Só vai até lá quem conhece ou quem tem amigos que conhecem.

Ao tocar a campainha e ser agradavelmente recebido pelo Alfredo Mallet, artista plástico e dono do estabelecimento, um lindo jardim se mostra à sua frente:

O salão principal fica no interior da pequena e bela casa, meio que restaurante, meio que galeria-ateliê, já que por todos os lados é possível admirar o belo trabalho do Mallet:

E o mais bacana, enquanto você almoça, ele trabalha tranquilamente em seu ateliê:

No ateliê, Mallet e sua esposa, Fátima, a grande Chef do restaurante… Gastronomia, literalmente,com Arte!

Preferimos almoçar no jardim,  embaixo do cajueiro, em uma mesinha rústica de
madeira, seguindo a temática do lugar, meio que mesa, meio que obra de arte,
com seu lindo painel artístico (mais uma das peças do Mallet que compõem o
ambiente) pintado na própria madeira:

Tudo de muito bom gosto e só a decoração já valeria a visita, não fosse a comida simplesmente EXTRAORDINÁRIA… Isso aí… Extraordinária em caixa alta. Sou bem comedida ao fazer comentários sobre comidas e pratos, já que gosto é gosto e o excelente pra mim pode ser mediano ou decepcionante pra você. Mas nesse caso vou abrir uma exceção: se não gostar da comida, procura um médico que pode ser grave… kkkkkkkkk

Seguimos as dicas do Mallet. Ele nos sugeriu uma entrada que não está no cardápio: carne seca com geléia de cebola. Juro que não esperava muito já que sequer gosto de carne seca. Ah ah! Ledo engano. Um requinte de prato com ingredientes tão rústicos. P-E-R-F-E-I-T-O!

Entrada: Carne seca com geléia de cebola – R$ 12,00.

Prato principal: Camarão à Ribalta, nada menos que camarão empanado no côco, molho de pitanga, blend (combinação) de arroz selvagem com arroz branco e batata sautée. Fica até chato, mas só pra reforçar: P-E-R-F-E-I-T-O! (rs)

Camarão à Ribalta (porção individual) – R$ 44,00.

Para sobremesa, mais uma vez seguimos a dica do Mallet. Ele nos sugeriu um petit gateau de rapadura. Primeiro Ãh?(rapadura? Como assim?) e segundo Aaargh! Entortei a boca e ainda tentei explicar que rapadura não rola mesmo pra mim… Doce demais, enjoada demais… Mas ele insistiu e garantiu que seria menos enjoativo que o de chocolate. “Então tá!”. Fomos de Petit Gateau de Rapadura:

Petit Gateau de Rapadura – R$ 14,00.

Depois de comer, entendi então uma frase que minha mãe passou a vida toda repetindo pra mim: “Anna Rosa! Nunca diga que não gosta sem experimentar!”. Até o Hélio que, a princípio, veio com aquela conversinha: “não, não, estou cheio!”, simplesmente avançou na minha sobremesa e ficamos disputando a colheradas o doce como ávidos esgrimistas… rs rs. Fica até chato, mas só pra não deixar nenhuma dúvida: P-E-R-F-E-I-T-A!

Algumas opções ainda não estão no cardápio. Mas basta perguntar ao garçom ou ao próprio Mallet e à Fátima (a super Chef ). Eles descrevem os novos pratos com todo prazer.

E a continha… Como era de se esperar, na medida da qualidade do serviço (comida, atendimento, ambiente… Tudo faz valer a pena):

INFORMAÇÕES BÁSICAS:

– Endereço: Rua Sargento José Valença Santos Leite, nº 22, Aruana.

– Telefone para reservas: (79) 8102-9392.

– Não aceitam cartões.

– Aberto: de quinta a sábado a partir das 19h e aos domingos
para almoço.

COMO CHEGAR:

Para quem não conhece muito ou nada de Aracaju, acho que o caminho mais simples é pela praia. Siga a avenida da Orla direto (sentido litoral sul), passando pela passarela do Caranguejo:

Após a passarela do Caranguejo, a pista dupla acaba, bem na esquina do Hotel Parque dos Coqueiros:

Prossiga na avenida e vá beirando o mar, tranqüilo, sentido litoral sul. Atente para o único prédio que há nesta região:

Você irá entrar (à direita) na rua do prédio, logo depois de uma lombada:

A partir daí, siga direto e vire na 8ª rua à direita,  a Rua Sgt. José Valença Santos Leite:

Esta é a rua do Ateliê 22, trafegue por ela e logo ele aparecerá à sua esquerda:

Simples assim!

Por e-mail, sempre recebo atualizações do cardápio do Ateliê 22. Olhar, por enquanto (até o Globo Repórter decidir diferente), não engorda:

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Em 17/09/2011 – Só pra variar, esse final de semana meus pais estavam aqui e eu, claro, arrastei todo mundo para almoçar no Ateliê 22. Almoçamos no salão. Boa música, decoração elegante, ambiente aconchegante… Só faltou minha câmera… Tive que ir de celular mesmo (então não reparem nas fotos).

De entrada, novidade no cardápio. A Fátima nos apresentou um delicioso tempurá de camarão e vagens, acompanhado de mostarda dijon com melaço:

E para prato principal, além de repetirmos o precioso “Camarão à Ribalta” (adoro aquele coquinho misturado com a pitanga), pedimos também o Camarão à Zé Cláudio (molho de laranja com açafrão, arroz branco e purê de batata com ameixa):

Camarão à Zé Cláudio – R$44,00.

Só para não perder o costume… P-E-R-F-E-I-T-O!

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Quer mais?

– Para saber um pouco mais sobre o artista plástico Alfredo Mallet, clique aqui.

– Para conhecer todas as dicas calóricas (e deliciosas, vamos combinar!rs) de Aracaju, visite a categoria Aracaju.Onde comer .

Canetinhas viajantes da Cintia!

10 set

Aaah! Toda viagem tem um lado ruim… Pra mim, geralmente, é voltar! Passaria meses, anos, viajando! rs rs.

A Cintia Masa (do blog Felicidade com Simplicidade) já está de volta e, pelo o que estou acompanhando no blog, cheia de boas dicas e excelentes lembranças! Nessa troca de figurinhas blogueiras, não podia deixar de registrar a EuroTrip das nossas canetinhas com ela… Exibidas… Posando pra foto rs rs.

E aí vão elas… Orgulho da “mamãe”:

Em Roma

E na chiquéééérrima Paris

Lindas demais! Só posso agradecer pelo carinho!

-Para ver as dicas “pré-viagem” da Cintia, clique aqui.

– Para conhecer o blog Felicidade com Simplicidade e se inteirar dessa  EuroTrip, clique aqui.

 

Ilha de PAQUETÁ – RIO

4 set

25/06/2011 – Às 16:00h, lá fomos nós, de barca e cuia, para PAQUETÁ. Não tinha nenhuma expectativa, até porque só decidi mesmo ir pra lá por pura afronta ao fato de não conseguir ir à Ilha Fiscal. Embora desde criança ouvisse falar da ilha e sempre que ia ao Rio ouvia alguém dizer “vamos um dia a Paquetá!” No final nunca dava certo e eu, até então, só conhecia a ilha mesmo através da narrativa açucarada de “A Moreninha” (Joaquim Manuel de Macedo).

Balsa… Barca, não sei, só sei que parece um cinema flutuante:

A vista da Baía de Guanabara, como sempre, impecável:

E, logo no início da travessia, fomos presenteados com um avião voando bem baixinho, pronto para pousar no Aeroporto  Santos Dumont… Um espetáculo à parte (já que adoro aviões!rs), sem zoom:

A graça acabou por aí. Esperava uma travessia de no máximo meia hora e, tão certa disso, sequer procurei saber o tempo exato do percurso. 17:00h e nada de chegar. O sol já começava a despencar no mar  e nada de Paquetá:

A razão da minha impaciência era exatamente saber o que faríamos por lá à noite?

17:15, uma hora e 15 minutos depois… Chegamos… Ô… Por sorte ainda sobrava um fiapo de luz do sol escapando no horizonte e deu para perceber a beleza bucólica da ilha:

Casa da Moreninha

Pronto! Todo mau humor acabou por aí e eu já estava novamente com os olhos arregalados querendo tirar foto de tudo:

Igreja Senhor Bom Jesus do Monte - 1763

O miolozinho onde fica o terminal hidroviário não é de todo atrativo a um primeiro olhar. Meio bagunçadinho, é preciso um segundo olhar, mais sereno e menos crítico, para começar a perceber a beleza peculiar do “bairro”:

Ainda meio perdidos, fomos abordados pelo Felipe, que nos ofereceu um “charretour”. Tinha de R$ 50 e R$ 70. O mais caro e mais completo deve realmente ser muito bacana, mas como já estava anoitecendo,  fechamos o de R$ 50, que após muito choro virou de R$ 40… rs rs… E detalhe, o preço é pelo passeio e não pelo número de pessoas. Seguimos com o Felipe e em pouco tempo já estávamos apaixonados por Paquetá:

 A sensação é de que a barca que vem do Rio é na verdade uma máquina do tempo… rs rs… O movimento sem pressa das pessoas, as casas simples de grandes jardins  e árvores robustas, o tráfego de charretes que se cruzam pelo caminho e os cumprimentos familiares de um lugar onde todo mundo se conhece… Deixou o Rio a pelo menos um século de distância:

Veículos automotores são proibidos na ilha, onde só dois carros têm autorização para trafegar: a ambulância e o caminhão que abastece os estabelecimentos comerciais. No mais, só bicicletas e charretes:

No nosso charretour, conhecemos o único cemitério de pássaros que se
tem notícia:

A pedra dos namorados. Nela, os solteiros podem jogar três pequenas
pedras e se uma delas não cair é sinal de que o príncipe ou princesa encantada
está a caminho… rs rs. Superstição melosinha como outras lendas que povoam a ilha. Tudo é romance! rs

Praia José Bonifácio: Pedra dos Namorados (à esquerda)/Ponte da saudade (à direita).

Praia José Bonifácio

E vimos a Ilha de Brocoió, residência oficial de veraneio do Governador do
Estado. Até o momento, não é aberta à visitação e sequer é permitido se aproximar. Há uma distância limite que deve ser observada por embarcações e banhistas:

Encerramos o passeio na Praia da Moreninha:

De lá retornamos ao ponto de partida, na Praça Pedro Bruno. No percurso, vimos ainda a casa de José Bonifácio, o “Patriarca da Independência”. Está fechada e à venda, por quase dois milhões de reais (saiba mais aqui). Espero que alguém de bom senso compre e dê ao lugar a importância histórica que ele merece:

Imagem disponível em www1.folha.uol.com.br

Voltamos na barca das 19:15h, com a certeza de que na próxima viagem ao Rio um dia será dedicado à Paquetá. Pelo pouco que vimos, não há hotéis ou restaurantes sofisticados, nem badalação típica de cidades de veraneio… Mas foi exatamente isso que nos conquistou, a serenidade inocente do lugar.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

– No Rio, as barcas para Paquetá saem da Estação das Barcas na Praça XV, mais ou menos de duas em duas horas. Para retornar, há barcas saindo de Paquetá para o Rio também no intervalo de duas horas. Confira todos os horários aqui.

– A travessia custa R$ 4,50, R$ 9,00 ida e volta, e dura 1 hora e 15 minutos.

– Mais informações sobre o transporte em  http://www.barcas-sa.com.br .

– Mais informaçãos sobre Paquetá em http://www.ilhadepaqueta.com.br .

– Curioso: Paquetá, ilha situada na Baía de Guanabara, é na verdade um bairro da cidade do Rio de Janeiro, vinculada à subprefeitura do centro da cidade. Saiba mais aqui .

Imã de geladeira - R$ 7,00 (caaaro! rs)

– Para entender como Paquetá surgiu no nosso roteiro carioca, leia também Espaço Cultural da Marinha.

– Para passear pela Praça XV antes do embarque, leia Um passeio pelo Centro II – Praça XV.

– Para saber tudo que fizemos no nosso São João carioca, visite a categoria RIO. Básico.